O Baile Dos Dezessete

11 Capítulo 11 Despedidas e recomeços


Notas iniciais
Gente, eu fiquei muito,muito, muito triste pela quantidade de comentários do meu ultimo capítulo. Só quatro! QUATRO! Tive vontade de chorar! Vocês abandonaram minha fic?
Bom, só faltam dois capítulos, então vou livrar vocês de mim rapidinho.
Por favor, me digam o que acharam desse capítulo.
Bjinhos brancos com asas....

Amy olhou para cima e riu.

Ela estava sentada no colo de Ian, que conversava animadamente com Nellie. Só que Amy não estava acompanhando muito bem o assunto, então virou o rosto e se deparou com a cena de Dan e Natalie se beijando no balcão.

Ela cutuca Ian com o braço:

- Você nem imagina o que eu estou vendo!

Ian olha para a namorada e segue seu olhar.

- Não acredito! – Ele grita alto o suficiente para que todos que estavam ali olhassem na mesma direção que ele.

Hamilton ri e grita. Um grito forte o suficiente para ser confundido com um terremoto:

- PEGANDO GERAL, NÃO É DANIEL CAHILL!

Nessa hora Natalie toma coragem e empurra Dan, morrendo de vergonha.

- Eles viram! – Ela sussurra para Dan, que apenas ri em resposta.

- Até parece que eles são santos. – Ele empurra Natalie para dentro do quarto, tirando-os da vista dos curiosos.

Natalie ri enquanto Dan faz cócegas gostosas no seu pescoço.

- Você tem cheiro bom. – Ele comenta no pescoço da menina, deixando-a arrepiada. Só mesmo Dan Cahill para falar de cheiros!

- E você está suado e fedorento. E fala como um primata. – Ela responde, zombando.

Dan se afasta em direção a porta.

- O que? Não vai me dizer que você ficou ofendido! – Natalie reclama enquanto o observa tirar a cadeira que prendia a porta. – Onde você está indo?

- Vou tomar banho.

- Agora?

- Não era você que tava reclamando que eu estou fedorento?

- Você não vai ir tomar banho e me deixar sozinha! – Natalie fala, o prendendo na parede e mordendo de jeito sedutor a orelha do menino. – Então, prefere a Natalie ou o Sr. Banho?

- Que tal os dois? – brinca Dan.

Natalie dá uma tapinha no braço dele em resposta.

- Safado!

Dan ri e logo depois eles já estão se beijando novamente.

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Amy sai do banho e se depara com Ian deitado em sua cama a esperando.

Ele vestia uma calça preta que pendia abaixo da linha da cintura e uma camisa social azul. A camisa estava aberta, mostrando tudo que tinha que mostrar.

- Você adora exibir seus músculos por ai, não é? – Amy comenta.

Ian ri.

- Você gosta?

Em resposta, Amy mostra a língua para ele, brincalhona. Isso faz com que o moreno ria ainda mais.

Amy se aproxima da cama e pega o pijama que estava dobrado em cima do travesseiro. Ela tira a toalha e joga em Ian, ficando só de lingerie enquanto veste a roupa de dormir. Já se passava das dez da noite, e ela ainda não tinha visto Dan sair do quarto de Natalie, e isso significava que ela e Ian tinham a noite livre.

- Não faz isso, Amy! – Ian geme quando Amy se abaixa para colocar o curto short que usa para dormir durante o verão.

A ruiva apenas ri e se joga ao lado do namorado na cama.

- Nem acredito que você vai embora para Londres amanhã. – Ela diz tristonha.

- Nem ache que vai se livrar de mim só por causa disso! – O menino fala ao mesmo tempo em que puxa a namorada para o seu colo e lhe dá um beijinho carinhoso na bochecha. – Só fico com pena de todas as meninas que vão passar a noite chorando quando descobrirem que eu estou namorando a garota mais linda do mundo!

- Olha lá! Se eu descobrir que você ficou com “pena” demais, eu te deixo careca! – Provoca Amy.

- Você nunca faria isso!

Amy se vira, sentando-se frente a frente ao menino, uma perna de cada lado do corpo dele.

- Quer apostar? – Ela solta a voz mais sensual que tem e morde o lábio inferior, rindo.

Ian não suportava ver aquela menina fazer aquilo.

Ela sabe como me provocar!

- Quero!

Amy ri alto e puxa Ian pelo cabelo para um beijo ardente.

A menina iria aproveitar ao máximo aquele menino antes que ele viajasse!

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Ted terminou de consertar o relógio de Reagan, que estava sem funcionar desde o dia anterior, quando percebe o silêncio do quarto.

O único barulho era o ronco baixo da loira.

- Reg? – Ted sussurra.

Reagan tinha pegado no sono!

O ruivo sorriu no escuro do seu mundo. A Holt tinha passado a tarde e a noite toda no quarto dele, ouvindo e aprendendo tudo o que podia. Vez ou outra, eles saiam do quarto para dar uma passadinha na cozinha.

Bom, agora ele tinha que levar a menina para o quarto dela.

Ele a pegou no colo e abriu a porta do quarto com o cotovelo. Andando devagar pelo corredor, o menino se perguntou qual era o quarto da menina em seus braços.

É o quinto ou o sexto quarto contando a partir da escada?

Ele ia ter que testar.

Parando em frente ao quinto quarto do corredor, Ted pressiona o cotovelo no maçaneta e a porta se abre com um rangido.

Natalie quase morre do coração quando a porta abre sozinha. Ela solta um gritinho e sai de cima de Dan.

- Ted? – Dan pergunta.

- Ah... Oi, Dan. Esse não é o quarto da Reg... Ou é? – Se Ted pudesse ver o olhar assassino da Dan quando enfim percebeu que Ted segurava um linda e adormecida Reagan nos braços. – É que ela pegou no sono no meu quarto.

Dan bufou e Natalie respondeu por ele:

- É o quarto da direita.

Ted se vira e sai do quarto, pedindo desculpas pelo incomodo. Assim que Natalie fecha a porta, Dan solta:

- O que a Reg tava fazendo no quarto de Ted?

E a vez de Natalie bufar.

- Você não vai ficar com ciúmes, vai? – Ela nem espera que ele responda antes de entrar no banheiro e resmungar: — Vou tomar banho.

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Reagan acordou um pouco cedo demais.

Indo até o balcão, ela se estica e observa a manhã se abrindo.

Uma chuva leve molhava seus braços.

Olhando para o céu, ela vê um lindo arco-íris. A combinação perfeita de chuva e raios de luz, que formavam uma magnífica mistura de cores e ilusão e...

Um arco-íris! Cores!

Uma ideia louca surge em sua mente. A loira pega um pequeno caderno que estava na mesinha de cabeceira da irmã, que dormia calmamente, e fez uma sequencia de cálculos. Os cálculos que Ted havia mostrado no dia anterior.

Pode funcionar! Ela pensa. Tenho que contar para Ted agora!

Ela sai ainda de pijama, e bate forte na porta do Starling. Normalmente ele e Ned dividiam o mesmo quarto, mas como Sinead tinha se mudado de uma vez por todas para o quarto de Hamilton, Ned se mudou para o quarto da irmã. Assim Ted dormia sozinho com sua bagunça.

Ele abre a porta.

- Porque você me acordou essa hora, Reg? – Ele fala com a voz sonolenta.

- Como você sabia que era eu?

- Pelo perfume. – Ele comenta e Reagan tenta não se impressionar com aquilo então solta:

- Arco-íris!

- Você me acordou para dizer que tem um arco-íris no céu? – Ted resmunga claramente mal humorado.

- Você não entendeu. Arco-íris! Um conjunto de luz e gotículas de água que formam as cores. – Reagan explica, com um enorme sorriso e uma voz empolgada. – Fiz alguns cálculos e acho que isso pode ser uma forma de você voltar a ver e em cores!

Ted pensa um pouco, o cenho franzido. Depois sorri e exclama:

- Reagan Holt, você é um gênio!

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Amy estava no jardim em frente à mansão, ajudando Sinead a colocar as malas no carro.

- Nem acredito que você vai embora hoje! – Ela resmunga, empurrando a mala cheia de tralhas de Ned dentro do porta-malas.

- Ei, só não vai chorar. Eu moro ali pertinho, uma hora de carro e você já vai poder babar diante dos maravilhosos milk shakes da sua prima favorita! – Sinead responde abraçando a prima mais nova.

- Nem vem! Seus milk shakes com leite de soja são horríveis!

- Não precisa jogar na cara! – As duas ruivas caem na gargalhada.

- Do que as ruivas da minha vida estão falando? – Pergunta Hamilton, chegando com mais uma das pesadas malas dos irmãos Starling, carregando-a sem o menor esforço. – Ou melhor, eu já sei! Tão rindo da maravilhosa comida da Si.

Ham e Amy trocam um “toca aqui” enquanto Sinead os fuzila com o olhar:

- Isso é um complô! Pois saibam que eu vou aprender a cozin...

As palavras de Sinead são cortadas pelo barulho de um helicóptero passando baixo de mais sobre a mansão.

De repente o helicóptero para, voando no mesmo lugar e alguém grita em um microfone:

- Fala aê, meus primos malucos. – Grita Jonah Wizard, pendurado na porta aberta do helicóptero. – Só dei uma passada pra dar um alô pra minha Amy linda que fez aninho essa semana!

- Jonah! – Amy grita e acena, mesmo sabendo que ele não a ouviu.

- Tava em uma turnê pela Europa, ai lembrei que tem uma ruivinha linda fazendo dezessete aninhos e comprei um presentinho pra ela! – Jonah faz uma corda descer da aeronave. Na ponta da corda estava amarrada uma caixa embrulhada em papel de presente. – Preciso correr pro aeroporto pra viajar pra um show beneficente na África.

Amy pega a caixa e desamarra a corda, que é puxada para o alto de novo.

Ela abre a caixa e se depara com uma bota preta de cano longo, sem salto. Como ela gostava.

- Te amo priminho! – Ela grita para cima, com um sorriso enorme no rosto, sabendo que ele não pode ouvi-la, mas desejando que ele possa ver o sorriso.

- Tenho que ir, gata! – O hip-hop fala lá do alto. – A gente se vê ruivinha. Até mais ver galera! Ei, Amy, manda um abraço pro baixinho. Falou galera!

O helicóptero dá uma guinada para a direita e logo depois some de vista.

Dan desce correndo a escadaria de entrada, só de pijama, afobado como sempre.

- O que eu perdi?

Amy sacode as botas no ar.

- O Jonah acabou de passar aqui de helicóptero e me deu meu presente de aniversário atrasado.

- Tá brincando que ele fez isso! – Disse Dan, tomando uma das botas da mão da irmã e jogando-a no ar.

- Não faz isso, Dan!

Mas o menino já estava correndo com a bota de Amy antes mesmo que ela tenha alguma reação.

- Volta aqui, seu pirralho sem cabeça! – Amy se pôs a correr atrás do irmão enquanto os Holt, Ian e Natalie, os Starling e Nellie caiam na risada.

Nada melhor do que a normalidade!

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Reagan colocava suas roupas em sua mala, arrumando tudo, já que iria partir naquela tarde, quando ouve algumas batidas na porta, mesmo que esta ultima estivesse aberta.

Ela levanta a cabeça e se depara com Dan na soleira da porta.

- Oi, Reg.

- Oi, Dan.

Dan toma fôlego para falar:

- Eu queria te pedir desculpa por ter feito o que eu fiz.

- E o que, exatamente, você fez? – Reagan dá um sorrisinho, mas seus olhos estavam triste, afinal, Dan preferiu Natalie a ela.

- Não se faça de tonta. – Dan a repreende. – Eu brinquei com seus sentimentos.

- Você não podia ficar com as duas, podia? – Reagan ri. – Sabe, essa foi uma das situações mais embaraçosas da minha vida!

- Da minha também! – Dan ri junto, aliviado pelo rumo da conversa. – Dividido entre a Cobra e a Brutamonte.

Reagan ri ainda mais, formando lágrimas nos olhos.

- Era assim que você me chamava?

- Para você ver como as coisas são!

Do nada, o assunto morre e o silêncio domina a conversa por alguns segundos antes de Dan dizer algo idiota:

- Então... Você vai embora hoje.

- Pois é. – Reagan baixa a cabeça alguns segundos e volta a levanta-la, estendendo a mão para Dan. – Acho que podemos ser amigos, não é?

- Com certeza. – Dan segura a mão da menina e a aperta. Eles ficam de mãos dadas, sacudindo elas para cima e para baixo, até Dan perder o controle e puxar Reagan para um abraço apertado. – Você sempre vai ter um lugar no meu coração, Brutamonte.

- Você também, Rato.

Alguém pigarreia atrás deles. Natalie.

Imediatamente eles se separam, talvez esperando uma crise de ciúmes da menina, mas a morena apenas sorri e diz:

- O táxi já chegou para me levar para o aeroporto. Só vim me despedir da minha cabeleireira favorita.

Ela e Reagan se abraçam e Dan fica apenas as observando. Pensando em como aquela cena parecia impossível: uma Lucian e uma Tomas abraçadas por vontade própria.

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Amy, Dan e Nellie estavam sentados na silenciosa mesa de jantar. A cabeceira da mesa, onde Fiske Cahill devia estar sentado, estava vazia, já que ele ainda não tinha voltado de viagem.

As demais cadeiras também estavam vazias, o que era esquisito, já que naquela manhã estavam quase todas ocupadas.

Mas todos tinham vidas a seguir.

Os Holt e os Starling partiram de carro e Ian e Natalie estavam, naquele momento, dentro de um avião, rumo à Inglaterra.

- Que silêncio! – comenta Nellie. – Para quem eu vou exibir meu dotes culinários agora?

- Eu ia gostar de ter a casa cheia o tempo todo. – Dan fala.

- Principalmente se uma das pessoas for Natalie Kabra, não? – Provoca Amy, rindo.

Dan joga um pedaço de pão nela.

- E você iria adorar que uma dessas pessoas fosse o alienígena do seu namorado. Como vocês vão babar um pelo outro com um oceano entre vocês? Por telepatia? – Dan retruca.

Amy ri ainda mais.

- Eu lhe devolvo a pergunta.

Dan tenta dizer algo bem duro de volta, mas percebe que a irmã está certa.

- Já estou com saudades da bagunça. – Nellie fala, espetando um pedaço de carne.

Amy também estava com saudades. De todos.

- Não se preocupe Nellie. – Ela diz. – Logo, logo eles estarão de volta.

Notas finais
Não esqueçam de comentar, por favor!
O fim do mundo está proximo....
kkkk
Bjinhos pretos e brancos com asas....