Notas iniciais
Trepanação; segundo o dicionário do Google: substantivo feminino cir técnica cirúrgica que consiste em perfurar um orifício em um osso, esp. do crânio; trépano.

— Um cavaleiro! — Geanna exclamou, do batente da porta, quebrando o angustiante silêncio que se instaurara. Ela curvou-se. — Senhor.

— Não há porquê se curvar, minha menina — ele falou, um meio sorriso no rosto. Caminhou até perto da menina e ajoelhou-se a sua frente. Colocou uma mão em seu cabelo escuro. — Cresceste.

— Eu conheço-vos? — Geanna disse, as sobrancelhas pressionadas uma contra a outra. Os olhos de Yaha cruzaram a sala como uma flecha, olhando para Lázaro, que entrava de mãos dadas com Max. Ele retribuiu o olhar, a consciência da verdade uma trepanação de um saudável. Engoliu em seco.

— Não, claro que não. Perdoa-me. — Riu por entre os dentes. — Eras pequena demais para lembrar-se de mim. Chamo-me Reimar. Sou seu pai.

— Estou muito feliz em conhecer-te novamente, senhor meu pai — ela disse, apertando-lhe a mão, um sorriso matreiro por entre as bochechas vermelhas. Ele riu.

— Igualmente. — Ele virou o rosto, olhando para o menino do cabelo dourado. — Ah! Este parece comigo. Como chamas-te?

— Maxwell.

— Um belo nome. — Reimar levantou-se e fitou Lázaro. — Imagino que pode preparar o desjejum enquanto eu caminho com minha esposa. Sim?

— Como desejar — Lázaro falou, ríspido.

Reimar virou-se, abriu a porta e saiu para os campos com Yaha.

Notas finais
Meus amores. Muito obrigada mesmo pelos comentários e incentivos. Essa semana está um caos para mim, e vocês estão me ajudando muito ♥. Vocês nem fazem ideia. Obrigada mesmo ♥. Essa palavra foi bem ruim de encaixar, até ter esse ideia. Acabei fazendo uma metáfora dupla: a verdade da situação ser injusta, e ser dolorosa. O que acharam? (se acharem qualquer errinho me falem, porfa ♥)