Notas iniciais
Consentânea; segundo o dicionário online de "Que se apresenta de maneira apropriada; que se adequa perfeitamente ao caso e/ou a situação; apropriado; adequado; conforme."

A areia castigava os olhos de Yaha, e o vento seus ouvidos — como se fosse uivos de animais enfurecidos. O mar, calmo e sereno, contemplava atônito o ímpeto do cavalo e seu galopar frenético.

Adentrando a gruta, consentânea com a incerteza, tudo se calou. Apenas os passos firmes e a respiração hesitante eram audíveis. Nas profundezas da gruta, encostado nas pedras, Yaha avistou um homem. Alto, magro, com os olhos cerrados e a cabeça pendente.

Ela aproximou-se e o tocou. Sob seus dedos a pele era quente, fervente.

Ele abriu os olhos.

— Por favor — implorou, em um sussurro rouco e esganiçado.

Notas finais
Queria apenas — e novamente — agradecer pelos comentários lindos e maravilhosos. Que trabalhoso foi montar esse capítulo. Precisaria de mais umas 300 palavras para por tudo o que queria. Espero que tenham gostado. Ah, vou aqui propor uma reflexão: já perceberam o quanto nossa linguagem e a forma como nos comunicamos está enraizada em nós? Tão enraizada, que ninguém percebeu — ou achou estranho — Yaha, no capítulo dois, ter dito “Vão. Voltem cedo”; sendo que essa história é ambientada em algo similar ao século XVI. Nessa época, fidalgos se tratavam em terceira pessoa; enquanto a burguesia e os camponeses se tratavam pela segunda pessoa — “vós”, em caso de plural ou tratamento formal, e “tu” para tratamento informal —, e utilizavam a terceira para tratar seus superiores. Portanto, Yaha tratar a filha (e o filho, implícito) na terceira pessoa é um fiasco de incongruência. Metódica, eu? Certeza.