Notas iniciais
Hey hey hey *-* Olha quem apareceu outra vez *-* Mais um desafio do FTEL, mais uma one pra vocês! Espero que gostem desta tanto quanto gostaram das outras!E falando em outras... MUITO OBRIGADA!!! Todos os lindos comentários e as duas recomendações que recebi na shortfic da última semana, me fizeram sorrir por muitos dias :) Obrigada mesmo! Esta one é uma recriação da lenda urbana The Killer in the Backseat, que traduz-se como "O Assassino do Banco de Trás! Nas notas finais deixarei o link da lenda original para que vocês possam conferir, se tiverem interesse! Agradecimentos especiais a Srta.Granger pela betagem da fic! Vamos deixar de conversa e partir pra leitura?! ♥

Música:: https://www.youtube.com/watch?v=O52jAYa4Pm8

As noites de sexta-feira há muito tempo deixaram de ser tão agradáveis, mas naquela noite Hermione decidiu se divertir como nunca antes ao lado dos amigos! O namoro, regado a brigas, ciúmes e controle excessivo, com Córmaco Mclaggen chegara ao fim há mais de um mês, e esta era a primeira vez em que a morena de cabelos cacheados e olhos castanhos deixara o casulo em que transformara o seu quarto e decidira viver outra vez. Aproveitando a companhia das amigas, Gina Weasley, Astoria Greengrass Luna Lovegood, ela dançou, bebeu, se divertiu como não fazia há muitos meses. Ela nem se importara em ter ficado de vela durante boa parte da noite, já que os namorados das amigas, Harry Potter, Draco Malfoy e Neville Longbottom também estavam presentes. A noite havia sido realmente excelente e voltar para casa era no, mínimo frustrante; mas quando se é colunista do jornal e precisa levantar cedo para trabalhar, não há muitas escolhas. Então a morena partiu em direção ao seu carro, um impala pintado num tom berrante de vermelho, e tomou a estrada que levava até a sua casa.

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O dia de trabalho havia sido desgastante e tudo o que Ronald Weasley queria agora era um bom banho quente e sua cama macia. Os ombros queimavam por baixo de sua camisa social enquanto ele dirigia seu carro pela rodovia escura e praticamente deserta, se não fosse por um impala vermelho que dirigia pouco a frente dele, numa velocidade relativamente baixa da permitida na estrada. Normalmente, ele não se incomodaria em andar atrás do carro, mas naquela noite ele tinha pressa; queria chegar em casa logo, sentia-se sonolento, os olhos pesados quase se fechando. Pisou no acelerador, fazendo o veículo atingir uma velocidade maior, quase emparelhando com o carro à sua frente. Rony deu sinal à motorista, pedindo passagem para ultrapassá-la, o que ela concedeu sem pestanejar. Ele se preparava para realizar a ultrapassagem, quando um feixe de luz de seus faróis iluminou o banco traseiro do carro da moça. Abruptamente, Ronald deu uma guinada em seu carro para trás, ficando perigosamente perto da porta traseira do impala, enquanto piscava freneticamente os faróis de seu carro, num aviso desesperado à moça que dirigia à sua frente: Havia um homem loiro, empunhando uma faca de açougueiro em direção à cabeça dela, pronto a esfaqueá-la.

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Hermione sobressaltou-se sentada ao volante quando o carro atrás do seu recuou repentinamente, permanecendo praticamente encostado a traseira do seu carro, os faróis brilhando forte, encandeando a morena. Ela olhou pelo retrovisor, mas não pode enxergar nada além da luz amarela. Decidiu que deveria se concentrar na estrada, talvez ele só houvesse avistado um obstáculo no caminho e por isso decidiu recuar. Contudo os minutos foram passando e o carro permanecia no encalço do seu, piscando os faróis altos de vez em quando. Hermione acelerou, pisando fundo, na tentativa de despistar o motorista, mas ele não a perdia de vista; seguia a morena com afinco, deixando o próprio carro distante o suficiente apenas para que não batesse no dela. Genuinamente apavorada, a morena acelerou, fazendo curvas fechadas numa velocidade muito além da permitida na rodovia, as lágrimas pressionando em seus olhos para rolarem pelo rosto, o medo estampado em sua face. As mãos trêmulas e suadas agarrando o volante com força, os olhos oscilando entre o retrovisor e a estrada. Faltava pouco pra chegar em casa, muito pouco e aquilo tudo chegaria ao fim... Pelo menos era o que ela pensava.

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Uma corrida frenética se iniciara e Ronald nem ao menos entendera como aquilo acontecera. Ele acelerava o carro se mantendo bem perto do impala vermelho que a garota dirigia, enquanto discava desajeitado o número da policia. A rodovia agora iluminada por seus faróis altos, não possuía casas, ou bares ou telefones públicos, nada a que ele ou até mesmo a moça do outro carro pudessem recorrer para pedir socorro. Ele sabia que estava em situação suspeita, andando tão colado ao carro dela, mas esse era o único jeito de ajudá-la, já que desde que ele desistira de ultrapassar e andava atrás dela, o tal homem no banco de trás não se erguera uma única vez, provavelmente por medo de ser reconhecido. Eles andaram naquela corrida frenética por mais alguns metros, quando avistaram uma casa relativamente grande no final da rua, com escassas casas vizinhas, todas totalmente escuras. Ronald manteve o carro acelerado, as ligações à polícia não completando em seu celular fora de área; não viu outra opção, a não ser baixar o vidro da janela e gritar em alto e bom som, quando a garota desceu desesperada, esquecendo-se de travar o carro, enquanto entrava em sua casa.

— TRANQUE A PORTA E CHAME A POLÍCIA! — Rony berrou, andando com o carro poucos metros à frente da casa; não estacionou, não desceu do carro. Achou mais prudente, dar a volta no quarteirão e voltar até lá acompanhando da polícia, torcendo para que a garota o tivesse ouvido e obedecesse ao seu aviso. Não entendia a razão, apenas sentia que devia de ajudar aquela moça; não podia deixar que ela se ferisse, ou morresse. Não sabia o verdadeiro motivo para se sentir daquela forma, mas tinha uma única certeza... Ele tinha que protegê-la.

***

Hermione entrou como um furacão, trancando a porta da frente, todas as janelas da sala, indo o mais rápido que conseguiu para trancar a porta e janelas da cozinha e dos quartos no andar de cima. Pegou uma faca de mesa na gaveta da cozinha e telefone sem fio, agachando-se atrás do grande sofá branco em sua sala. Não acendeu as luzes, iluminando o local onde estava com a fraca luz do celular. Discou os números da polícia, os dedos nervosos errando as teclas três vezes. Quando enfim conseguiu discar o número correto e ouvia as chamadas da linha, batidas fortes na porta da frente a fizeram derrubar o telefone da mão. A morena chorava, temendo o que poderia lhe acontecer se seu perseguidor conseguisse arrombar a porta de sua casa.

— Departamento de Polícia! — uma voz feminina, grave e firme se fez ouvir e Hermione respirou aliviada por poucos segundos, pois golpes, do que parecia ser um facão, foram desferidos na porta, arrancando lascas da madeira.

— Socorro! Tem alguém tentando arrombar a minha casa! Ele me perseguiu por toda a rodovia 111 num carro Opala preto 1992, e agora está tentando entrar em minha casa. Ele está armado com um machado ou facão, não consigo ver de onde estou, mas venham rápido; minha porta não vai resistir por muito tempo. — Hermione falou rápido, as lágrimas molhando seu rosto, indicando seu endereço, antes de desligar o telefone, a mão em que estava a faca tremendo desenfreada. A morena largou o telefone e procurou um esconderijo mais seguro; logo a polícia chegaria e levaria aquele perseguidor embora. Debaixo de um vão escuro, bem abaixo da escada, Hermione observava nervosa, as últimas lascas de madeira caírem da porta, antes dela ser empurrada com um chute forte e a figura de seu carrasco de fazer visível, apesar de toda a escuridão. E se antes ela estava com medo, ele agora triplicara, porque bem à sua frente estava o dono dos seus piores temores... Córmaco Mclaggen!

***

Ronald estacionou o carro uma rua após a casa da garota morena e voltou correndo, enquanto ligava para a polícia. Tentou indicar o endereço correto enquanto o fôlego lhe faltava pela pressa na corrida. Não sabia ao certo quanto tempo levara para voltar até o local, mas chegara a tempo de ver a porta da casa da garota, a única barreira que o mantinha o homem longe dela, cair depois de um forte chute, lascada pelos golpes do facão que ele carregava. Não pensando duas vezes, correu até a porta, estancando à sua frente, quando na escuridão da sala de estar, ouviu a risada gutural que o homem soltara.

— Não adianta se esconder, Hermione! Eu vou encontrar você! Eu sempre encontro! —a voz sombria soou pela sala, ao mesmo tempo em que o metal do facão encostava no chão, arranhando o piso de madeira, fazendo um ruído irritante. Rony, que observava a cena por uma das grandes janelas da frente, parcialmente escondido entre os arbustos pequenos no jardim da casa, não via ou ouvia nenhum sinal da garota.

— Você não entende que não precisa ser assim? Nós precisamos conversar, Mione! Se você parar de se esconder, de fugir de mim, de me evitar, tudo vai se resolver! Eu só quero que você apareça, amor! Tudo vai ficar bem se você fizer isso! — o homem loiro, andava calmamente pela sala, passando os olhos por todos os lugares de prováveis esconderijos, até parar no vão sob a escada. O sorriso maligno em seu rosto se alargou ao avistar os olhos brilhantes da ex-namorada bem a sua frente. Sem cerimônias, ele se aproximou da morena e puxando-a pelo braço, forçou-a a deixar o esconderijo. Mesmo com a escassa iluminação, o pavor no rosto de Hermione era visível e Ronald decidiu que era hora de agir. O loiro segurou o rosto da garota em uma de suas mãos, forçando o encontro dos lábios de ambos. A garota deu-lhe uma bofetada, mas não devia ter feito aquilo, pois no instante seguinte o homem a empurrou ao chão, empunhando a faca com a mão direita, erguendo-a na altura de suas orelhas.

— Você não aprende mesmo, não é garota! — falou transtornado, enquanto dava passos em direção à morena caída no chão pouco a sua frente. — Não há opções: se não ficar comigo, não ficará com mais ninguém. Melhor escolher bem, Mione! Pode ser a última coisa que você faça na vida! — e enquanto em tom debochado, ele roçava o metal pela bochecha da morena, Ronald entrou correndo pela casa, laçando-se sobre o loiro, derrubando no chão.

***

Por um instante ela achou que fosse morrer; por um momento pensou que o fim de sua existência havia chegado, mas então um rapaz ruivo, que nunca vira antes, se lançou sobre o outro, derrubando-o com toda força, fazendo com que ele largasse o facão. Sem que desse tempo do seu ex-namorado reagir, o ruivo desferiu dois socos fortes no rosto do loiro, fazendo sangrar seu nariz. Ao longe a morena podia ouvir as sirenes de polícia, enquanto os dois homens de engalfinhavam, o loiro agora, revidando os golpes que recebera com muito mais força sobre o rosto do ruivo.

— Corra, moça! Vá embora! Corra até o polícia e não olhe para trás! — o rapaz ruivo disse, pouco antes de receber uma cabeçada, que o desacordou. E então só restou a morena correr para fora da casa, com Córmaco em seu encalço, segurando o facão ameaçadoramente. Ela correu desesperada, passando pela porta da frente, pouco antes de ouvir dois tiros serem deferidos em direção à casa. Hermione olhou para trás, vendo Córmaco, com uma mancha vermelha em seu peito esquerdo, cair de cara no chão, ficando, despropositalmente, o facão na terra. Um grito de horror e medo soou de seus lábios.

— Tem um rapaz desacordado dentro da casa, ele me ajudou! Por favor, salve ele. Ajudem-no! — Hermione suplicou a um policial bastante alto, que saía de uma das viaturas paradas à frente da casa, que correu ligeiro para dentro da local, pedindo uma maca, uma lanterna e solicitando uma ambulância pelo interfone da polícia. Poucos depois, eles trouxeram o ruivo para fora, ainda desacordado, com hematomas na bochecha e um corte acima da sobrancelha. Hermione chorou pelo rapaz, pedindo a Deus que o mantivesse vivo, para que ela pudesse ao menos agradecê-lo por tê-la ajudado. Enquanto esperavam a ambulância chegar, Hermione segurava a mão esquerda do ruivo, apertando-a levemente, tentando se concentrar em fazê-lo ficar bem.

***

Horas depois, já no hospital, a morena permanecia sentada junto à cama de Ronald, que agora dormia mais sereno, com um curativo bem acima da sobrancelha. Ele piscou os olhos, abrindo-os vagarosamente até focalizar o rosto afilado e até um pouco sorridente da morena. Ele sorriu de volta, tentando se sentar na maca. Ela o ajudou, sentando-se no colhão ao seu lado, um pouco tímida.

— Você está bem, moça? A polícia pegou aquele cara? — o ruivo perguntou e a morena balançou a cabeça em afirmação.

— Ele não vai mais causar problemas! A polícia cuidou dele! — Hermione respondeu, baixando os olhos por poucos segundos.

— Sinto muito por tê-la assustado com o lance da estrada, mas é que eu não encontrei outra forma de te avisar que tinha alguém dentro do seu carro. E não poderia deixar que ele fizesse mal a você! Desculpe se a fiz se desesperar; realmente eu não possuía esta intenção. — Ronald começou, totalmente sem jeito; raramente ele não sabia o que dizer, mas com aquela garota muita coisa parecia diferente.

— Você não precisa se desculpar, por nada, moço! Se não fosse o seu alerta e a sua intervenção, o final disto tudo seria bem diferente. Sou em quem lhe deve agradecimentos. Muito obrigada por me ajudar, mesmo sem ao menos saber o meu nome. — Hermione colocou sua mão sobre a do ruivo e sorriu, gesto que ele lhe retribuiu antes de desviar seu olhar para as mãos unidas no colchão.

— Ai está uma coisa que precisamos consertar... — Rony começou, as orelhas fervilhando de constrangimento com o toque da garota, retirando a mão debaixo da dela. — Não fomos devidamente apresentados. Sou Ronald Weasley e você é?

— Hermione Granger! — a morena respondeu, estendendo a mão na direção do ruivo, para que ele pudesse apertá-la, o que ele fez logo depois.

— Muito prazer, Hermione Granger! — ele falou sorridente.

— O prazer é todo meu, Ronald Weasl... Espera! Weasley? — ela interrogou, olhando-o por poucos segundos, só agora notando as características que aquele rapaz extremamente similares às de sua amiga Gina. — Você tem uma irmã chamada Gina? — a morena perguntou, visivelmente curiosa.

— Sim! Uma irmã dois anos mais nova chamada Ginevra! Por quê? — Ronald questionou-a totalmente confuso.

— Gina e eu somos grandes amigas! Estávamos juntas esta noite. Saíamos com alguns amigos e eu voltei pra casa um tempo depois. — Hermione explicou tudo ao ruivo que a ouvia atentamente, tentando se concentrar em suas palavras e não no movimento encantador de seus lábios rosados.

— Gina me convidou para esta pequena reunião entre amigos, mas o trabalho se estendeu muito além do horário e não pude comparecer. O que agora estou percebendo que foi uma grande pena. — o ruivo sorriu galante, fazendo a morena corar levemente. A morena olhou para ele e sorriu, desviando o olhar para a janela por onde entravam os primeiros raios de sol do novo dia.

— Como é que você sendo amiga da minha irmã, a gente nunca se conheceu antes? — Ronald perguntou, num tom sorridente, observando a mesma paisagem que a morena olhava, antes de virar o rosto para ele.

— Não sei! Talvez o destino tenha decidido que as coisas deviam acontecer assim! Se você tivesse decidido ir à boate depois do trabalho para encontrar sua irmã e não para casa, não teria salvado a minha vida e não estaríamos aqui hoje! — Hermione explicou, filosófica e o ruivo sorriu o sorriso mais lindo que ela já vira.

— Então que o destino me favoreça uma segunda vez e impeça que você vá embora! — ele disse, num tom sincero e ao mesmo tempo galante. Hermione sorriu-lhe com timidez, mas segurou em sua mão, acariciando o dorso com seus dedos.

— Eu não vou embora, Ronald! — disse ela, apertando suas mãos juntas e dali engataram uma conversa que os aproximou até se tornarem inseparáveis.

Notas finais
Obrigada a todos que leram! Deixe seu comentário para eu saber do que mais gostaram! Abaixo segue o link da lenda urbana! Então é isso... Até a próxima ^^ Happy Halloween ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!