AB, acabando de sair do banho, pega uma Coca gelada e liga a TV, sentando-se ao lado da AJ.
Duas semanas já tinham se passado do fatídico dia em que tudo aconteceu

*BVZZ*
“Buscas intensas por um homem que esteja acordado ainda procedem com toda força. Militares e policiais de todo o mundo foram instruídos para seguir e pesquisar qualquer atividade anormal.
Pesquisadoras descobriram que o que mantém os homens em estado de coma é uma espécie de nanovírus montado por engenharia genética e eletrônica. Ele se liga a receptores do sistema nervoso central que só se expressam na existência de um cromossomo Y, desligando os neurônios e fazendo que todos com esse genótipo caiam em um coma profundo. Há a possibilidade que um homem com uma mutação específica no gene do receptor tenha criado resistência, e assim desenvolvido imunidade contra esse nanovírus.
O fato de todos terem sido afetados ao mesmo tempo e o vírus ser parcialmente eletrônico indica que esse essa doença é nada mais que o maior ataque de bioterrorismo já visto na história da humanidade.”
*BVZZZZzzzz*

Mih desligou a TV, não querendo mais ver o que estava acontecendo. Realmente iriam pesquisar ele se achassem...

*RIIIING. RIIIIIING*

O telefone de casa tocava.
“Alô? Alôo?”
“Alô, Gika?”
“Ana, pelo amor de Deus, esconde o Mih. Eles acabaram de sair da minha casa procurando algum homem aqui, e a Bia e depois a Gih me ligaram falando a mesma coisa!!”
“Com certeza. Obrigada por avisar. Vamos achar uma solução agora.”

AB: Miih, reviraram as casas da Gika, da Gih e da Bia procurando por homens, já já vão vir para cá. Temos que te esconder!!
Mih: Mas onde? Não tem como eu sair daqui!!
AJ: Ah, será que se eles vão procurar nos armários, ou em baixo da cama?
Mih: Bem, se eles reviraram a casa delas, com certeza vão fazer isso com a nossa...
AB: ... Hmm... E... Se você se escondesse no porta-malas do carro dos meus pais? Não acho que sairiam para a garagem para ver isso!
Mih: Acho uma boa mesmo! Vamos lá.

Desceram para a garagem discretamente, levando sacos de lixo junto para disfarçar o feito.
Acomodou-se no gelado porta malas, se cobrindo com alguns cobertores que estavam lá.

As duas voltaram para o apartamento e continuaram fazendo suas coisas.

Até que fatalmente, bateram lá. Curiosamente, SÓ lá, nenhum outro apartamento do prédio foi revistado. Com certeza pegaram e investigaram profundamente os dados dos carros que usaram para voltar para casa.

O grupo de 3 agentes que vieram foram bem rudes. Reviraram o apartamento de cima a baixo, inclusive os lugares que tinham pensado dentro do próprio apartamento.
Até que uma delas perguntou:

Agente 1: Você tem algum carro?
AB: Sim, mas ele está parado desde o que aconteceu.
Agente 1: Vamos ver então, por favor nos leve até o carro.
AB: M-mas, eu não sei onde está a chave...
Agente 2: Nós vimos ela em cima da máquina de lavar enquanto estávamos pesquisando.
AB: Ok, vamos lá.

AJ ficou no apartamento. Enquanto descia no elevador, tentou mandar mensagem, dar um toque, mas nada.

Agente 3: Para quem você está mandando mensagem?
AB: Ah, para minha mãe. Ela está bem mal com a situação toda sabe?
Agente 2: Ok...

O sangue de AB estava frio. O medo corria na espinha.

Chegaram, e a agente falou:

Agente 2: Ligue para quem você tinha mandado mensagem anteriormente.

*GULP*

*BEEP BEEP*

Nada. Nenhum barulho.

Agente 1: Abra o carro por favor.

Abriram o carro, reviraram os bancos.

Agente 3: Abra o porta-malas.

Calmamente, abriu. Finalmente, seria pego.

E...

Não tinha nada no porta-malas, a não ser os cobertores que estavam sendo usados.

Agente 2: Muito obrigada pela sua colaboração e desculpe-nos pelo incômodo. Mas como você deve saber, é necessário.
Agentes 1-3: Muito obrigada.

AB: Magina, nós sabemos como está mesmo.