O Apocalipse
6 Os Bio-Soldados
Notas iniciais
Em minhas andanças por essas terras devastadas, encontrei uma moça, que juntou-se comigo nas minhas “andarilhagens”. Ela não falava muito, mas era uma boa companhia.
A medida que andamos, a quantidade de terra solta e areia diminuía e o solo ficava quebradiço.
Encontramos uma ruína, uma estrutura metálica que não fora afetada pelos fungos. Ao adentrar, deparamo-nos com duas criaturas… humanoides. Um era alto e esguio, não tinha olhos e tinha uma boca enorme, cheia de dentes o outro era baixo, um metro e meio, no lugar dos braços, lâminas. Preparei meu fuzil para um provável confronto.
O Anão veio em nossa direção e Alto o seguiu. A garota veio para trás de mim e, sem hesitar, comecei a atirar. Atingi o Alto, na cabeça, rapidamente. O outro porém, era mais rápido e conseguiu esquivar… ou melhor, não consegui acompanhá-lo. Quando me dei por conta, ele estava a menos de dois metros.
Liberei a Baioneta e avancei, tentei uma estocada direta e ele bloqueou com as duas lâminas, apertei o gatilho e fiz alguns buracos nele.
Enquanto íamos mais a dentro encontramos várias celas vazias. Uma delas porém, tinha algo lá dentro. Uma criatura humanoide, como aquelas outras, essa era… feminina talvez, não era agressiva, na verdade estava bem calma com nossa presença ali. Ela tinha algo saindo das costas, eram algo como o início de asas, como as daquele mutante que era um anjo em algum dos filmes de X-Men.
Minha companheira disse que sente uma nostalgia ao olhar para a criatura. Estranho, eu acho, mas quem sou eu para julgá-la?
Precisamos descansar…
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