Notas iniciais
Olá pessoal? Tudo bem com vocês? Espero do fundo do coração que vocês apreciem esse capítulo e juro que vou tentar postar mais de um por semana! Ah, não se esqueçam de comentar, o feedback de vocês é muito importante, viu? Até mais e boa leitura :)

Depois de desfazer minhas malas e organizar meu closet, olhei para o relógio e me assustei com as horas e o como o tempo havia passado rápido. Em meia hora Augusto passaria na minha nova casa para me pegar e eu ainda estava toda desarrumada.

Tomei um banho rápido, decidi colocar uma roupa quentinha e confortável e um tênis, afinal de contas tinha pesquisado sobre o tal restaurante badalado e descobri que os frequentadores não iam vestidos como se estivessem indo para um baile de gala.

Quando terminei de passar meu batom, Augusto enviou uma mensagem avisando que já estava na porta me aguardando. Peguei minha bolsa e caminhei para a porta e no meio desse pequeno caminho pensei 100 vezes em desistir, dar uma desculpa e não ir ao encontro. Depois de hesitar por alguns segundos decidi arriscar, eu não seria obrigada a ter um relacionamento amoroso com Augusto, nós podíamos ser amigos também.

— É incrível como você continua linda depois de horas de viagem! – Augusto disse me abraçando- Eu já estava com saudades!

— Muito obrigada pelo elogio, eu não estou nos meus melhores dias e mesmo assim continuo radiante! – Brinquei abrindo um sorriso- Também senti saudades!

— Larga de ser convencida e vamos para o restaurante antes que percamos nossa reserva! É bem perto, se você quiser podemos ir a pé para que você conheça melhor o bairro!

— Acho que é uma ótima ideia, eu estou com o calçado ideal para esse tipo de ocasião! Mas antes uma pergunta: existe a possibilidade de algum fã seu nos abordar pelo caminho? – Falei parando na frente de Augusto.

— Pode ficar tranquila, as pessoas geralmente não me abordam aqui no bairro. Eu arrisco falar que eles nem acompanham futebol! – Ele disse rindo. Que sorriso lindo! Mas as comparações foram inevitáveis. Lembrei das poucas vezes que vi Olavo sorrir, poucas vezes porque nos vimos de forma rara e agora o meu maior arrependimento vinha desse fato. Eu poderia ter me permitido ver aquele sorriso mais vezes.

Caminhamos por algumas quadras enquanto conversávamos sobre amenidades. Em determinado momento, Augusto tentou pegar em minha mão e por reflexo eu a tirei da minha. Quando chegamos ao restaurante, um local moderno com decoração de tons que variavam do preto, passavam pelo cinza e terminavam no branco, nos acomodamos e pedimos nossas bebidas.

— Eu não quero que você se sinta forçada a ficar comigo, ok Ursúla? – Ele disse olhando em meus olhos.

— E você acha que algum dia eu me senti forçada a fazer algo? – Disse sorrindo e tentando descontrair o momento.

— É verdade! Você está certa! – Ele disse tomando um gole de seu whisky- Eu gosto muito de estar com você, mas não gostaria que você se sentisse desconfortável perto de mim por não querer ter nada a mais comigo.

— Olha Augusto, é provável que eu não esteja preparada para um relacionamento. Para ser sincera, acho que eu nunca estive! – Disse passando a mão pelos cabelos e tentando disfarçar o nervosismo por causa do assunto que ainda era delicado para mim.

— Mas eu não estou te pedindo em casamento! – Ele disse rindo.

— E quem disse que eu aceitaria? – disse dando uma piscadela para Augusto. – Estou morrendo de fome, podemos pedir algo para comer?

— Claro que sim! Vamos fingir que você não quis mudar de assunto também! – Ele disse dando um sorriso de canto de boca na minha direção.

Depois de comermos nossas sobremesas, Augusto pagou a conta e voltamos à caminhada até a minha casa.

— Eu sei que você disse que não está preparada para um relacionamento agora, mas deixa eu tentar te conquistar? – Augusto disse parando em minha frente assim que chegamos à porta da minha casa.

— E se eu me apaixonasse por você? Eu conheço a fama de jogadores de futebol, vocês são mulherengos! – Disse olhando nos olhos dele.

— Se você me desse uma chance, eu te faria muito feliz! – ele disse aproximando seu rosto do meu até que nossas testas se encostassem.

— Da última vez que eu ouvi isso o resultado não foi dos melhores! – Disse desviando o olhar do dele.

— Eu sabia que tinha outra pessoa! – Augusto disse balançando a cabeça. – Eu não sei o que ele fez com você, mas me dê uma chance, eu jamais te machucaria!

Pensei na imagem que Augusto tinha de mim. Ele pensava que eu era a donzela indefesa que foi vítima de um homem cafajeste. Mal sabia ele que, nessa história, os papéis estavam invertidos e que, no final, eu era o lobo em pele de cordeiro.

Por alguns segundos eu pensei na proposta de Augusto e em como isso poderia dar errado. Quando digo errado é porque sei que a possibilidade de machucar mais uma pessoa era grande. Nesse caso eu seria a vilã novamente, pois Augusto visivelmente estava nutrindo um sentimento por mim e era provável que eu não conseguiria retribuir. Depois de muito pensar, tomei uma decisão.

— Porque não? – Disse aproximando meus lábios aos dele e os encostando num beijo que começou tranquilo e gradativamente foi se tornando mais sensual e urgente. Só paramos uma hora depois, nus, e em cima da minha cama, abraçados.

Augusto acariciava meus cabelos enquanto eu estava deitada em seu peito. O silêncio tomou conta do quarto e eu não conseguia entender como há alguns minutos atrás tudo o que eu queria era estar com Augusto e agora eu não conseguia nem entender o que eu estava sentindo.

Alguns minutos depois peguei no sono, ouvindo as batidas do coração de Augusto que agora estavam calmas e compassadas. Amanhã seria um novo dia e para não perder o costume eu enfiei os pés pelas mãos. Paciência.