O Anjo Negro
4 Quarto Capítulo – Uma pitada de mistério
Passou-se dias sem que Charlotte se incomodasse com o conselho. Vivendo sua vida tranquilamente, como se nada daquilo tivesse acontecido. Sebastian sempre se perguntava porque Charlotte continuava a mesma, mesmo depois de um beijo. Ele pensava que ela teria o beijado por piedade, ou coisa do tipo. Mas ela apenas não conseguia demonstrar nada além de frieza.
O celular toca. Ela atende:
– Alô?
– Olá. Querida?
– Papai...
– Ah, que bom que ainda lembra da voz do seu velho pai. Já estava pensando que tinha esquecido do ser magnifico que te criou e te ensinou tudo que sabe.
– Deixe de drama e de “modestia”.
– Ahhh. Ta bem, tá bem. Vou passar por ai hoje. Espera ai. Aonde você esta?
– Estou na casa da terra.
– Okay, eu vou passar ai.
– Por que?
– Um pai não pode visitar a filha?
– Pode... Que suspeito...
– Você é muito desconfiada. Tenho que ir. Três horas estarei ai.
– Okay.
Ela desligou.
Charlotte olhava para o lado de fora da janela, ela escutou uma voz de criança.
– La, la, la, la. – Cantarolava.
– Que merda é essa?
– Parece uma criança... – Disse Sebastian.
– De onde vem essa voz? – Charlotte se levanta, e ia em direção as escadas com Sebastian ao seu lado.
Seguiam a voz, ela vinha do jardim. No jardim tinha uma garotinha, sentada na grama, brincando com uma flor. Ela estava virada de costas para eles. Quando ela se virou. Seu tosto estava coberto de sangue, ela tinha diversas cicatrizes.
– Quem é você? – Perguntou Charlotte. Uma longa calda, vermelha, com a ponta em forma de seta saiu de sua pele.
– Estou perdida...
– Responda! – Charlotte mantinha a voz firme.
– Me ajude, me ajude senhorita. – O corpo dela começava a desmanchar, parecia estar derretendo.
Sem nenhuma piedade Charlotte deu as costas para a menina. Deixando ela derreter.
– Senhorita? Não deviamos a ajudar?
– Ela já esta morta. Só está perdida. Papai vem aqui daqui a pouco, ele leva ela para o limbo quando for embora. Você é muito inocente Sebastian. — Charlotte revirou os olhos.
Mal entraram na casa e viram o pai de Charlotte, estava deitado no sofá, da sala principal. Na maior folga. Como se a casa fosse sua.
– O que faz ai?
– Eu disse que viria as três horas.
Charlotte olhou para o relogio em seu pulso.
– Nem tinha percebido que já era essa hora.
Ele se levantou do sofá, foi em direção a Charlotte. A abraçou, levantando-a.
– Me coloque no chão.
– Baixinha do papai.
Ela revirou os olhos.
– Não me obrigue a te chutar.
– Ah. Ta bem, chata. — Ele colocou-a no chão e a soltou.
– Agora vamos direto ao assunto: O que você quer?
– O conselho andou me enchendo o saco esses dias.
– Problema seu.
– E é por causa do garoto. — Ele apontou para o Sebastian.
– Ou seja o problema é meu... — Sebastian disse, ficando cabisbaixo.
– Esses malditos não desistem.
– Você já verificou o sangue dele? — Perguntou Lúcifer.
– Não. Sebastian, se importa se eu...?
Ele estendeu o braço. Eu passe uma de minhas unhas por seu pulso o cortando. Seu sangue estava vermelho azulado. Estava já se transformando em um ser infernal. Lúcifer olhou para Charlotte.
– Ótimo, logo não teremos mais problemas com eles. Bem acho que vou indo.
– Tem uma alma perdida lá fora, pode leva-la ao limbo, por favor?
– Claro. Até mais.
Ele foi até o jardim, pegou a alma e partiu para o limbo.
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