O Anjo Negro

12 Décimo segundo Capítulo – A festa


Notas iniciais
Oi amores. Voltei com TDA, demorei até ter criatividade nesse cap. Então aproveitem e comentem, por favor. Adoro receber comentários dos meus leitores.

Em pleno domingo a tarde Charlotte recebeu uma visita inesperada. Era Lilith uma das criações de seu pai, uma cria literalmente. Charlotte simplesmente odiava Lilith, ela era fútil, só pensava em estar bela além de sexo. E Lilith também odiava Charlotte, invejava sua beleza.

– Charlotte...

– O que você quer, Lilith?

– Seu pai me falou de seu plano maluco.

– E dai?

– E dai que não pode fazer isso, vai acabar com a nossa reputação, e a “nossa” quer dizer a minha.

– Prostitutas tem reputação?

– Está me chamando...?

– Cale a boca, biscate.

– Devia me respeitar, sou mais velha que você.

– Por isso que não é tão bonita. É apenas uma velha. O passar dos anos está acabando com você, Lilith.

– Ora, sua pirralha.

Sebastian bate a porta.

– Com licença. — Ele entra em seguida.

Lilith fica admirada com a beleza do garoto. Não para de olha-lo.

– O que você quer, Sebastian?

– Vim lhe informar algo.

– Espere um momento, Lilith, saia da minha casa.

– Está me colocando para fora?

– Estou. Thunderous e Violet, levem ela para fora. — Dois enormes cães infernais apareceram atrás de Lilith.

Assim que Lilith saiu Sebastian falou:

– Neste sábado tens uma festa para ir, seu pai a convidou e disse que era importante.

– Vamos com certeza. Que hora?

– As oito seu pai passara aqui para buscar-te.

– Está quase na hora... Vou me arrumar.

Charlotte saiu do escritório, foi diretamente para seu closet, aonde pegou um vestido.

Ela se vestiu rápido, fez uma linda maquiagem, que destacou mais ainda seus olhos, seu vestido era vermelho, era um tomara que caia justo até a cintura, depois tinha diversas camadas de babados – pendurado no quadril uma “calda” de tecido — do vestido, colocou sapatos altos, também vermelhos.

Desceu as escadas, Sebastian já a esperava lá embaixo, tinha colocado um smoke, como de costume, mas ele estava muito mais bonito que o normal. Tinha jogado o cabelo para trás, fazendo seus olhos azuis se destacarem em sua pele pálida.

– Você está linda... — Suas bochechas coraram.

– Obrigada.

– Então, vamos?

– Vamos...

– Sim. — Charlotte sorriu, saiu de casa e entrou na limousine, que os levou para a grande festa.

Quando chegaram lá, Sebastian abriu a porta para Charlotte, ela saiu e caminhou até as portas, que eram enormes e estavam abertas. Ambos entraram. Foi só Charlotte por os pés dentro da mansão e todos no salão a olharam, admirados com sua perfeita beleza.

– Aquela é a filha de Lúcio? — Um dos convidados cochichou para outro. Lúcio era o nome humano que Lúcifer usava, mesmo todos lá dentro sendo demônios eles o chamavam assim como se fosse um apelido carinhoso.

– Ela é realmente tão linda quanto Aileen. — O outro cochichou de volta.

– Minha pequena dama. — Lúcifer foi até ela, Belzebu e Lilith estavam conversando com ele.

– Olá, papai.

– Wow, está linda.

– Charlotte. Que beleza pura. — Belzebu caminhava em direção a jovem dama.

– O que fiz para merecer isso? — Charlotte suspirou.

– Mas eu estou te elogiando... — Belzebu a olhou de forma triste.

– Oh, Charlotte... — Lilith a olhou com inveja nos olhos.

Charlotte deu um lindo sorriso, muitos que estavam a olhar para ela ficaram encantados.

– Parece que eu atraio mais atenção que você, velha. — Continuou com o belo e doce sorriso.

Lilith parecia irada. Lúcifer pediu licença e foi cumprimentar o resto dos convidados. Lilith foi conversar com outros homens, e Belzebu, ficou ali olhando Charlotte, enquanto algumas mulheres o olhavam.

Sebastian parecia um gatinho assustado no meio de tanta gente.

– Não fique com medo, não deixarei que nada de ruim lhe aconteça. — Charlotte disse, ele sorriu para ela.

Ele tinha um lindo sorriso, puro e inocente. O que fez muitas mulheres o olharem. Alem da beleza dele, elas olhavam a pureza, todas eram demônios, estavam desconfiadas quanto a ele.

Charlotte retribuía os olhares das mulheres, de um jeito amigável. Porque ela adorava irrita-las com um doce sorriso.

A festa ocorreu bem, Charlotte aproveitou e tomou ótimos vinhos, obviamente que com a resistência de um demônio ela não ficou bêbada. Sebastian tomou um pouco de vinho também, mas ele era bem fraco para bebida alcoólica, mas não ficou bêbado, só tonto.

– Me desculpe por causar problemas. — Ele disse, estava apoiado em Charlotte.

– Não se preocupe, apenas se divirta.

– Obrigada. Eu sempre pensei mal de demônios, mal sabia que eles podiam ser gentis.

– Não tem culpa, afinal você foi criado no paraíso, logicamente que lá iam te ensinar a odiar os demônios.

– Eu não tenho memórias claras, mas eu era uma das poucas crianças que abitavam o paraíso.

– Você sabe a razão disso?

– Não, eu não sei nem quem me trouxe ao mundo.

Charlotte se conteve, ela ficou realmente triste por não poder lhe contar a verdade. Ele ainda não podia saber, mas em breve tudo ficara claro para Sebastian. Em breve ela poderá contar, até lá isso devera se manter em segredo.

Notas finais
Estou aceitando opiniões, gosto de saber o que pensam, desculpe se tiver algum erro. Respondo a todos os comentários.