O Anjo Negro
14 Décimo quartoCapítulo – A ida até o Paraíso
Notas iniciais
Na manhã seguinte Charlotte se arrumou, colocou um delicado vestido branco, com sapatilhas, também brancas, ela tomou os remédios e se purificou, sua alma parecia com a de um humano. Mary estava como tinha aparecido da ultima vez para Charlotte, de roupas rasgadas.
Charlotte não disse a Sebastian aonde ia, apenas disse que ia viajar por dois dias. Ambas foram até o Limbo. Lá era a passagem direta para o paraíso. Então elas começaram a levitar, até chegar nos portões do paraíso.
Eram enormes portões dourados, como qualquer um poderia imaginar, o lugar era extremamente puro. Por causa do efeito das pílulas ela não teve problemas com o ar puro. O chão era macio, mas consistente. Elas entraram tranquilamente sem que nenhum anjo desconfiasse.
– Mary... Agora posso completar a minha missão. Sinta-se livre, e ache seu filho.
– Eu quero a ajudar... Com você sabe o que...
– Sera punida se eles descobrirem, então fique fora disso.
– Mas...
– Ache seu filho. Mary... Você é boa, seja feliz.
– Obrigada, senhorita Charlotte. — Ela abraçou Charlotte, em seguida se afastou e saiu a procura de seu filho.
Charlotte caminhou até encontrar uma enorme construção, parecia um templo. Ela entrou, não tinha guardas por perto. E lá dentro se podia ver dois arcanjos. Eles guardavam um pequeno baú. Ela correu até os arcanjos os nocauteando na hora, pegou o baú e se escondeu ali pelo templo.
– Eles não vão acordar até amanhã. Agora só preciso encontrar a chave...
Ela saiu do templo calmamente, e escondeu o baú no chão. Ela viu que existia um templo ainda maior um pouco mais longe dali, ela começou a caminhar até esse templo. Muitos arcanjos e anjos guardavam esse templo.
– Com licença, senhor? — Ela encostou de leve no braço esquerdo de um arcanjo.
– Sim? — Ele perguntou naturalmente.
– Por que tem tantos de vocês aqui?
– Temos que proteger um objeto em questão.
– Incrível... — Charlotte deslisou a mão até o ombro do guarda, o fazendo desmaiar. — Eii, alguém? Ele caiu! — Vários guardas vieram até o arcanjo para ajuda-lo. Charlotte se aproveitou do momento para desmaiar mais um e pegar suas roupas. — Agora pareço com eles, poderei entrar lá e pegar a chave. — Ela deu um sorriso medonho. Então foi andando calmamente até o templo, procurou muito até que encontrou uma sala.
A sala era branca, cheia de detalhes delicados, vitrais, pilares com anjos esculpidos neles. A maior parte do local era branco, com poucos detalhes coloridos. No centro dessa sala uma chave em cima de um tipo de pilar, ela tirou a chave e colocou uma outra chave muito parecida no lugar.
Em seguida se retirou da sala. Voltou para o local aonde tinha enterrado o baú. E procurou um local seguro para abrir, assim que abriu, viu que lá continha apenas um diamante, mas era o maior que já tinha visto, ocupava todo o baú.
– Como os guardas trocam de posto a cada uma hora, devem estar trocando agora, vão ver que a chave não está mais lá, e vão me caçar... — Charlotte pensou. — Tenho que sair daqui, mas ficara obviou se eu for agora. Droga!
– Ei, você!
– Me acharam... — Charlotte pegou o bau e escondeu entre as roupas. O guarda olhou para a chave que estava no chão.
– Foi você!
– Adeus. — Charlotte correu até o portão, estava bloqueado, então em um ato desesperado ela se jogou junto com o baú, de volta a terra.
– Ela levou o diamante! — Um dos guardas gritou, em seguida querubins foram atrás dela.
– Maldição, vou ter que... — Duas enormes asas negras surgiram nas costas de Charlotte, em seguida um tecido colado que cobria apenas suas intimidades e seios e uma longa calda em forma de flecha. Além de algumas tatuagens pretas que surgiram em seu corpo. — Lutar.
Ela bateu as asas, indo cada vez mais rapido para o chão. Os querubins a atacavam ferozmente com laminas enormes.
– Devolva o diamante e não te machucaremos.
– Para vocês me prenderem em uma prisão? Acho que não, querido.
– Coopere conosco, filha de Lúcifer!
– Essa parte não está em meus planos, amore. — Ela abriu o bau, tirou o diamante – Soueluja-toue! — então disse “sela-te”. Assim que selou o diamante ele se separou dela, e caiu em algum lugar do mundo. — Vou te achar...
Um dos querubins fincou uma lança no braço esquerdo de Charlotte, ela gemeu de dor. Quando o segundo foi fincar a lamina uma sombra negra apareceu. Quando olharam melhor puderam ver alguém que não dava as caras por ali muito tempo, Lúcifer, e suas enormes doze asas negras.
– Tudo bem, Charlotte... Vamos para casa.
– Papai... — Ela fechou os olhos e desmaiou.
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