O Anjo Das Trevas
16 Capítulo 15 - Juliana Parte 2
Notas iniciais
. ~~Juliana~~
Eu estava caminhando pelo corredor ao lado de Lili, onde estávamos conversando sobre os mais variados assuntos, até que eu, sem querer, falei de Eduardo, disse que ele me dava um pouco de medo, de como ele era sério, Lili da um sorriso.
–Eduardo nem sempre foi sério assim, me falaram que a alguns anos, ele até sabia sorrir. –Eu e Lili rimos do comentário. –Dizem que faz 16 anos que ele não sorri, desde a perda de sua esposa, que por acaso, também era caçadora. O nome dela era Destiny, ela era nossa ultima lidar, morreu salvando a vida de um bebê, sempre quis ser forte como ela.
Destiny, esse era o nome da minha mãe.
No momento em que Lili me falou isso, sai correndo para o campo de treinamento, onde encontrei Eduardo.
–Me de explicações, que história é essa de você ser apaixonado pela minha mãe? –Perguntei com um ódio incrível na voz.
–Já esta na hora de provar o seu valor, vamos lutar, se você vencer, te digo tudo o que você quiser saber, e posso saber o quão forte você é. –Eu aceito.
Começamos a lutar, saquei minha espada, e Eduardo ficou parado na minha frente me olhando, sem fazer nada, dava para sentir os outros caçadores nos encarando e sussurrando. “Ela é idiota”, “Ela vai morrer”, “ela sabe o que esta fazendo”. Parti para cima de Eduardo com uma velocidade incrível, e questão de milésimos já estava com a lamina da minha espada apontada para a garganta de Eduardo. Mas em um segundo, ele some do lugar, então sinto algo segurando a minha cabeça e me jogando para trás com uma força incrível, quando consegui recuperar os meus sentidos, vi que quem havia me jogado para trás, havia sido Eduardo, ele estava com um leve sorriso no rosto, e escuto os outros caçadores falando e ficando surpresos sobre o fato de Eduardo estar sorrindo.
–Isso é novidade para mim Eduardo, nunca o vi sorrir. –Comecei a implicar com ele, mas ele deu de ombros.
Dessa vez foi ele quem veio para cima de mim, eu simplesmente ergui minha espada para tentar me defender, mas de nada adiantou, Eduardo sumiu novamente, e apareceu do meu lado, me dando um chute na boca do estomago, que me fez voar até a parede atrás de mim, quando acertei a parede, ela rachou, dessa vez ele vem em minha direção, mais devagar, e com sua espada apontada para mim, eu poderia ter morrido, mas consegui me desviar no ultimo segundo, e reparo que Eduardo prendeu sua espada na parede, e essa era minha grande chance, segurei minha espada com força, apontei ela da direção de Eduardo e o ataquei, porem ele soltou sua espada, e se sogou para trás, e eu só consegui fazer um leve corte em sua roupa, o que o deixou ainda mais animado, e o publico que cada vez aumentava mais, ficou mais chocado com o sorriso no rosto de Eduardo, ele se virou e tirou uma faca de seu sinto e veio para cima de mim com ela, que tive que me desviar muito as pressas, e fiquei de pé, meio desequilibrada, mas consegui me firmar no chão, e segurar a minha espada com as duas mãos.
–Pensei que o líder seria mais forte que isso. –Continuei tentando implicar com Eduardo, e dessa vez, surgiu efeito, mas ele levou na brincadeira.
–Isso por que não estou lutando a sério com você. –Eduardo deu um leve sorriso, se virou e me atacou.
Eu fui devolver o ataque, que acabou jogando meu corpo para o lado com o impacto das laminas, mas me viro rapidamente e me jogo para cima de Eduardo, e faço um leve corte em sua bochecha, e nesse momento, todos da plateia que juntamos ficaram surpresos, quando Eduardo se da conta do que aconteceu, se vira e me joga para longe, e quando caio, eu desmaio.Quando acordo, estou na enfermaria novamente, com Lili do meu lado, e para a minha surpresa, Eduardo também esta aqui, ele pediu para Lili sair do quarto pois queria falar em particular comigo, e Lili fez o que ele mandou, saiu do sala.
–Quem é você na verdade? Por que aquela noite tu não me disse que amava minha mãe? –Perguntei para Eduardo.
–Por que eu fiquei tão chocado em saber que você era... Que você era... –Os olhos de Eduardo se encheram de lagrimas. –Que você era minha filha.
Eduardo só poderia estar brincando, como eu poderia ser a filha dele? Tudo bem que ele e minha mãe namoraram. Ao meu Deus, Eduardo era mesmo meu pai.
–No dia em que sua mãe morreu, eu estava em missão, fora... –Eduardo estava chorando mais, e parecia estar se sentindo culpado. –Ela estava com os seus avós naquele dia, e eles acabaram cuidando de você, e eu nunca mais consegui ver você, pois quando eu voltei de missão, eles haviam se mudado, e eu aceitei a escolha deles, eles saberiam cuidar de você, não a envolveriam nesse mundo de caçadora.
Eduardo pede desculpas e sai da sala com lagrimas nos olhos. Mas antes dele ir, vejo seus lábios se mexendo como se ele estivesse falando algo. “Eu te amo”.
Naquela noite, estava caminhando com Lili pelo corredor, e vimos o quadro de Destiny. Lili para na frente do quadro e fica olhando ele por alguns segundos, e então diz.
–Queria que ela ainda estivesse viva, pois assim meu pai estaria mais feliz, depois da morte dela, dizem que meu pai nunca mais foi o mesmo. –Diz Lili com lagrimas nos olhos, mas então ela da um sorriso e continuamos caminhando.
Chegando em nosso quarto, vejo Eduardo sentado em minha mesa, segurando sua espada em seu colo. Então ele fala para Lili que eu sou irmão mais velha dela.
–Você já sabia disso? –Lili pergunta para mim.
–Não, descobri isso faz uns cinco minutos, quando tu disse que ainda queria Destiny viva, para poder ver o seu pai feliz, já saber que Eduardo é meu pai, descobri hoje a tarde, quando tu saiu do quarto.
Dei um sorriso e um abraço em Lili, que retribui, e quando reparei, ela estava chorando no meu ombro, eu a apertei com força, e disse para ela que não iria mais me afastar dela, ela deu um sorriso, ficou na ponta dos pés, e me deu um beijo na bochecha.
Bom, a partir de agora, tenho uma irmã, um pai, e um namorado meio demônio. Ai meu Deus, Damon, até agora não avisei ele que estou bem, já deve fazer uns três dias que estou aqui, ele deve estar preocupado.
–Tem um jeito de avisar alguém que estou bem? –Perguntei a Lili.
–Tem sim, tem um telefone publico, logo na saída daqui, pode usar ele se quiser, mas não diga a ninguém onde é este lugar. –Fiz que sim com a cabeça, e sai correndo.
Ao chegar ao telefone, ligo imediatamente para Dam que atende.
–Dam, meu amor, é tão bom ouvir sua voz. –Começo a lacrimejar.
–Juliana, onde é que tu ta? Esta tudo bem? Alguma coisa aconteceu. –Pergunta Damon animado ao ouvir minha voz.
–Relaxa, esta tudo ótimo, perfeito, não se preocupe comigo, prometo que volto antes da batalha começar, mas apartir de agora, fique mais forte. Eu te amo, tchau Dam. –Desligo o telefone chorando.
Ao chegar no esconderijo, abraço Lili, e acabo dormindo com ela essa noite, é engraçado, dormir com ela, faz eu me lembrar de quando eu era pequena, dormindo com as bonecar que minha avó de dava, dormir com Lili, me trás lembranças boas, de quando eu era pequena. “Eu te amo, Juuly”
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