O Anel Dracônico

2 Capítulo 2 — Mirror


Notas iniciais
Galera, esse eu postei pelo celular, então a qualidade vai deixar a desejar em algumas coisas. Assim que tiver um computador eu edito.

Era a segunda vez que ela se deparava com um inimigo insensível. Mas a primeira vez que não possuía um plano 'B'.

O gigante se aproximava lentamente, girando aquele maldito machado duas vezes mais alto que ela e, com certeza, três vezes mais pesado. Sua perna estava ferida, impedindo-a de continuar a correr. O braço direito pressionava lado esquerdo do corpo, tentando parar a hemorragia que o último balanço do Machado havia lhe causado. Maldita arma! Maldito monstro! Como se o gigante e sua armadura impenetrável já não fosse desafio o bastante. Droga! Como ela podia ser tão estúpida? Se separar do grupo foi a coisa mais idiota que já fizera. E agora ela podia pagar com a própria vida pelo erro. Não! Ela não podia desistir! Não quando estava tão próxima de cumprir seu objetivo.

Ela gemeu com esforço mas se pôs em pé. A perna mutilada não podia gritar de dor, mas podia trazer-lhe lágrimas aos olhos. Perto, o gigante estava cada vez mais perto. Sua visão estava embaçada, ela só tinha mais uma chance, não havia espaço para erros. Ela deixou que todo seu conhecimento sionista seu medo, ao seu desespero, e a sua dor assinante. Juntou tudo numa amálgama de poder. E disparou. A magia astral foi lançada com perfeição contra gigante. Ela tem mesmo chegou a sorrir. E então seu corpo desabou sem vida no chão.

***

Ele estava cansado. Cansado de carnificinas sem fim. Cansado de ser usado como arma para benefício daqueles que o sacrificariam sem pensar duas vezes apenas para sua própria segurança.

Estava cansado e queria voltar para casa, para sua família. Para sua esposa e filha. E era isso que lhe dava forças para continuar. Agora ele tinha a promessa de que poderia te reencontrá-las. Poderia se aposentar e ter uma vida tranquila. Voltar para sua família, envelhecer com sua esposa, ver sua filha crescer. Nada de guerras, nada de conspirações. Chega de mortes sem sentido. Chega de assassinatos justificados por causas hipócritas e mesquinhas.

Tudo o que ele precisava fazer era liquidar aquela magra. Ela infiltrara-se em seu país e causar adversos tumultos que levaram à morte de dezenas de cidadãos. Nada que ele mesmo não já tivesse feito diversas vezes ao país dela usando apenas seu machado. No entanto, nada disso importava. Ele não lutava por uma causa, ou sequer pelo seu povo. Era por sua família. Para estar com elas novamente. E comparado a este fardo, o machado se tornava leve suas mãos.

Não via prazer nenhum naquilo. Era apenas o que precisava ser feito. Ela estava de pé novamente. Garota durou né. Em outras circunstâncias, ele teria elogiado sua bravura. Mas esse não era o caso. Não sob essas circunstâncias. Não nessa situação.

E então o clarão. Ele chegou a ver sou mulher de costas, carregando sua pequenina no colo. Estendeu a mão para alcançá-las. Se ao menos pudesse estar com elas de novo... E então, a escuridão.

Notas finais
Se acha que vale a pena continuar com esses pequenos contos, comenta aí. Se tiver ideias ou sugestões pode mandar MP.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.