O Amor É Cego - Brittana
8 O Presente
Notas iniciais
As férias já haviam começado em ambas as escolas. Santana estava feliz por ter Brittany por perto todos os dias. Sua família a adorava. Além, é claro, de Quinn, Sam e Beth. E Scooby, que largava o que for que estivesse fazendo para cumprimentar Brittany cada vez que ela chegava.
Mas naquela terça-feira chuvosa, por mais que Santana desse um dedo para passa-la embaixo das cobertas com Brittany, ela a despachara. Precisava comprar o presente da namorada, e enquanto sua irmã a guiava pelo shopping, percebeu que não tinha a menor ideia do que comprar.
– Vamos San, ela é sua namorada por sei lá quanto tempo. – Maria falou. – Não pode ser tão difícil assim.
– Eu sei, ok? – ela retrucou. – Mas eu não quero um presente, eu quero o presente. Dá pra me entender?
– Acho que sim. – Maria concordou, balançando a cabeça e abrindo um pequeno sorriso. – E eu acho que eu tenho a ideia perfeita.
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– Já terminamos? – Santana tornou a perguntar, recebendo um grunhido da irmã em resposta.
– Está quase. – Maria voltou a digitar.
– Sabe, isso não vai ser um presente de Natal. – Santana observou. – Vai demorar tempo de mais.
– É, eu sei. – Maria respondeu. – Por isso eu deixei você comprar aquele box de filmes da Disney.
– Ainda não sei se é uma boa ideia. – Santana murmurou.
– Mas eu sei. – a irmã devolveu. – Acabei! Finalmente, achei que não fossemos terminar nunca. Ei San, o que você comprou pra mim de Natal?
– Mais dois dias, Maria. Se controle. – Santana sorriu.
– Você sabe que eu vou achar. – a irmã provocou.
– Não dessa vez. – ela afirmou, enquanto levantava. – Eu escondi na casa de Brittany. Duvido que consiga entrar lá sem ser vista.
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– Baby? – Brittany chamou. – San, acorda. Nós dormimos demais.
Santana resmungou algo ininteligível, fazendo a namorada rir. Brittany inclinou o rosto e beijou Santana na bochecha, até que sentiu um sorriso nos lábios da namorada. Voltou o rosto para a latina e deu um rápido selinho no local, enquanto levantava da cama.
– San, estamos atrasadas! – ela exclamou.
– Pra que? – Santana perguntou com a voz áspera.
– Vamos levar Beth para patinar e tomar chocolate quente. – Brittany lembrou. – Quinn precisa arrumar o resto da casa.
Com um resmungo, Santana levantou. Brittany guiou-a até a sala, onde encontrou Maria sentada com uma xícara de café. Ela cumprimentou as duas e voltou a atenção para a televisão em sua frente. Brittany postou-se em frente ao fogão e se ocupou em preparar o café da manhã das duas.
Brittany serviu Santana, que agradeceu com um sorriso. Brittany sorriu de volta, mesmo sabendo que ela não podia vê-la. Tinha a impressão que Santana sabia que ela também estava sorrindo.
As duas terminaram o café em um clima agradável, como tudo o que faziam. Depois, constatando que tinham cerca de meia-hora antes que Quinn batesse na porta e tivesse um ataque histérico ao vê-las de pijama, correram para o quarto para se arrumar. Brittany guiou Santana até seu quarto em meio a risadas, imaginando a cara que Quinn faria se as visse naquele estado.
A loura fechou a porta do quarto e começou a se vestir rapidamente. Brittany passava mais tempo com Santana do que na própria casa, então, naturalmente, algumas de suas roupas já estavam no armário da morena. Ela sentiu o doce perfume da namorada em seu casaco, e um sorriso inevitável apareceu em seu rosto.
Ela virou-se para falar com a morena, mas sua voz ficou presa na garganta no instante em que seus olhos se focaram nela. Ela havia se despido, usando apenas suas roupas íntimas. Os olhos da loura se prenderam na pele cor de caramelo, a barriga reta e os seios fartos. Não que fosse a primeira vez que Brittany a visse assim. Mas era hipnotizante cada vez que o corpo de Santana entrava em seu campo de visão. Ela tinha vontade de toca-la, de senti-la. Mas não podia. E nem o faria. Por isso, procurava ficar o mais afastada possível quando Santana trocava de roupa.
– Britt. – a morena chamou, tirando-a de seus devaneios. – Pode me ajudar?
Ela balançava uma camisa jeans nas mãos. Brittany engoliu em seco e levantou, as mãos trêmulas segurando a camisa da morena. Ela passou-a pelos braços da namorada e lentamente começou a fechar botão por botão. As mãos roçavam em pedaços da pele morena de Santana, causando pequenos choques em Brittany.
Antes que pudesse se controlar, parou de abotoar a camisa em Santana e colou seus lábios nos da morena. Santana correspondeu o beijo, mesmo surpresa, e puxou Brittany pela nuca. Devagar, as mãos da loura escorregaram pelos pedaços expostos da pele, tocando os seios de Santana através do sutiã. Um gemido baixo ecoou dos lábios da morena, e Brittany desceu os lábios pelo pescoço da namorada, beijando seu corpo.
Mas algo a impedia. O corpo de Santana tremia de leve, como se ela estivesse tentando se controlar. Ela não estava entregue. Brittany afastou seu rosto da namorada, corando furiosamente. Terminou de fechar os botões da camisa antes que perdesse completamente o controle e se afastou.
– D-d-desculpe. – gaguejou.
– Não precisa pedir desculpas, baby. – Santana respondeu, estendendo a mão para a namorada.
– Eu prometi que eu ia me controlar. – ela continuou, parecendo não ter ouvido Santana. – Desculpa San. E-eu não quis fazer isso. Q-q-quer dizer, eu quis, mas eu não quis. É que é difícil me controlar perto de você. D-d-deus, San. Se você pudesse se ver no espelho…
As bochechas de Santana coraram e um sorriso envergonhado apareceu em seu rosto. Ela puxou o queixo de Brittany e a beijou, massageando a língua da loira devagar. Santana abraçou-a pelo pescoço e beijou o rosto da namorada.
– Eu já disse que tá tudo bem, Britt. – Santana reafirmou, segurando a loura pelas mãos. – eu nem precisei dizer nada e você parou. E eu sei que… que você quer fazer. Eu também quero. Mas não agora.
– Beth! – a loura deu um tapa no rosto, e Santana esboçou um sorriso. – É melhor irmos, antes que Quinn tenha um ataque.
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