O Amor entre Dois Apaixonados

1 Jacob e Isabelle Uma história de amor


Era 00h00min em ponto, eu, Jacob Stone não conseguia dormir, estirava-

me na cama, rolava nela, me levantava, tomava um copo de água, voltava

a deitar, e nada do sono aparecer. Dedilhei meu violão mais de um milhão de

vezes, e nada. Tudo isso por que minha cabeça estava domada, não por um

música difícil, mas por uma mulher. Uma linda e adorável mulher, por quem eu

estava loucamente e incondicionalmente apaixonado. Não era fácil uma

mulher tomar conta da minha cabeça e coração, mas essa era diferente,

tinha algo tão especial, era tão linda. Seu nome era... Isabelle! A mulher

mais linda que eu já vi na minha vida. Meus amigos me atormentavam,

dizendo que eu não era o mesmo de antes, que eu havia mudado, mas, um

homem muda quando se apaixona de verdade. Por isso, eu não conseguia

dormir, pensava nela todas as noites, e quando eu conseguia dormir,

sonhava com ela, na maioria das vezes sonhos eróticos, mas um erotismo

romântico, puro, delicado. Nada de selvagem, eu jamais faria isso se

ela não quisesse, ela era uma flor de cerejeira, tão linda e delicada,

que eu nunca a trataria mal, ou a obrigaria a alguma coisa. Eu queria

tanto vê-la agora, estar deitado junto dela, sentir aquele belo corpo

tocando delicadamente o meu, chamá-la de senhora Nunes. Isso seria um

sonho realizado. Mas, eu estou aqui, deitado nessa cama fria, sozinho,

apenas pensando nela. Será que ela está dormindo?? Seu idiota, é claro

que está, é meia noite. E nesses meus pensamentos, tive a brilhante

idéia de ir a casa dela. Poder tê-la, nem que fosse apenas por essa

noite, mas ela seria minha, eu sabia que ela também me queria, então

não tinha nada a perder. Peguei uma capa de chuva, pois chovia muito lá

fora, juntamente com trovoadas muito fortes que só deixavam o ambiente

mais sombrio e assustador do que antes. Pensei várias vezes em desistir,

em voltar pra casa, mas uma força incontrolável dentro de mim me fazia

seguir em frente e ir à casa da minha bela Isabelle. Lembrava-me

daqueles belos cabelos escuros, do perfume que se misturava com o

cheiro de seu corpo, das aulas que tivemos juntos, daquela

camiseta branca toda molhada e transparente por causa do suor de seu

corpo. Tudo isso me dava mais e mais força pra continuar. E quando dei

por mim, já havia chegado. Subi na beirada da janela, e entrei

silenciosamente, pois ela estava dormindo. Parecia um anjo adormecido,

e aquilo me dava forças e mais forças pra ficar ali, juntinho dela,

velando seu sono. Enquanto ela dormia, eu sussurrava em seu ouvido:

-Isabelle, minha Isabelle, eu te amo tanto minha pequena, queria que você

também me amasse, minha linda princesa, minha pequena flor de

cerejeira, minha mulher, minha Isabelle.

Enquanto eu sussurrava, ouvi uma voz feminina, tão baixinha, que nem o

vento poderia escutá-la, mas eu, somente eu, ouvi claramente aquela

vozinha calma, da minha flor de cerejeira falando comigo:

-eu também te amo, meu belo Jacob Stone

Aqueles belos lábios se abriram e haviam falado um “eu te amo” apenas

pra mim. Aquilo me deixou tão radiante, tão feliz... Tive vontade de

gritar alto e dizer que era o homem mais feliz do mundo todo, mas não

podia, pois se alguém me ouvisse, teríamos muitos problemas,

principalmente com o Maison Thompson, que dava muito em cima dela, depois

que voltou do bairro. Senti aquela pele delicada e macia dos braços de

Isabelle se enroscar no meu pescoço, me puxando pra mais perto dela.

Minha boca ficou tão próxima da boca dela, que podia sentir sua

respiração ofegante de medo nos meus lábios gelados. Meu corpo estava

totalmente colado no dela, suas pernas estavam muito frias, talvez seja

do meu próprio corpo gelado e molhado por causa da chuva. Rapidamente

me levantei, explicando pra ela que estava todo molhado e não podia me

deitar com ela. Também disse que se nos pegassem ali, iríamos ter

sérios problemas com oThompson. Seus lábios novamente se abriram, e ouvi

aquela voz doce falar comigo novamente:

-eu sei disso. Por isso mesmo, me leve pra sua casa, quero ficar com

você. Não agüento mais ficar longe de você Jacob, eu preciso muito de

você. Muito.

Enquanto ela falava comigo, levantou da cama, e eu pude ver ela de

babydool rosa claro, transparente. Aquilo me deixou ainda mais louco

por ela, meu deus, aquela mulher era ainda mais linda com pouca roupa.

Concordei em deixa — lá ir até minha casa, e passar a noite comigo, mas

sem sexo, pois ela havia me contado no meio do caminho que não estava

preparada psicologicamente pra isso. Compreendi isso, por que, pra mim

também foi muito difícil perder a virgindade, mas não quero contar isso

a ninguém. Quando chegamos a minha casa, tirei minha roupa totalmente

molhada, e fui tomar um banho quente com espuma. Graças a que

tinha uma banheira grande e perfeita pra mim, e pra minha flor de

cerejeira, se ela quisesse. Assim que tirei minha roupa, entrei na

banheira e fechei meus olhos, tentando relaxar. Mas meu relaxamento foi

interrompido por um corpo feminino sobre o meu, completamente nu, e uns

belos lábios beijando os meus. Era Isabelle, completamente nua, me

beijando tão inocente, calmamente e delicadamente. Pressionei o corpo

de Isabelle contra o meu, e ela me respondeu com um gemido baixinho e bem

leve. Ela se sentou ao meu lado na banheira, e deitou sua cabeça no meu

ombro. Eu, como resposta, a abracei delicadamente com um dos braços, e

com a mão do outro braço, fiquei massageando as suas pernas, que eu

sempre reparei. Não éramos diferentes, além da idade. É certo que eu

era bem mais velho que ela, mas, para aquele amor puro e inocente, não

havia idade. Assim que terminamos de tomar um banho, deixei-a se

vestir, com uma camisa minha, e uma calcinha, que não aparecia por

causa da camisa grande, e eu vesti minha cueca a calça somente. Ela se

deitou na minha cama grande, e eu fiquei olhando ela fazer manha pra eu

me deitar ao lado dela. Era tão linda, tão fofa, tão carinhosa, que não

resisti e me deitei ao lado dela, a abraçando com um dos braços, e com

a mão, massageando seus cabelos macios e rosados. Ficamos apenas

conversando e nos beijando por várias horas, até que nós dois acabamos

dormindo, e por incrível que pareça, não sonhei com ela essa noite,

pois eu a tinha ali do meu lado, dormindo comigo. Quando acordei, eram

09h36min da manhã, Isabelle já havia levantado, ouvi um barulho de algo

fritando na cozinha, apenas lavei o rosto no banheiro do quarto, e

desci as escadas correndo, até tropecei em um degrau quase fui de cara

no chão. Quando cheguei à cozinha, Isabelle estava preparando panquecas,

e pelo cheiro, estavam deliciosas. Fui recebido com um beijo demorado

juntamente com um abraço assim que cheguei, e ela nos serviu, colocando

três panquecas em um prato pra mim, e três em um prato pra ela. Também

serviu dois copos de suco de uva, um pra mim e um pra ela. Enquanto ela

me servia, disse num tom irônico pra ela:

-se eu me casar com você, vou ser o homem mais feliz do mundo, minha

cerejeira.

Ela me respondeu com aquela voz, que só ela sabia fazer, mas ainda sim

num tom sério:

-ainda bem que você tocou neste assunto, gostaria de falar com você

sobre casamento, ou melhor, sobre filhos.

Assustei-me quando ela falou assim comigo, e fiquei me perguntando “por

que ela queria falar sobre filhos? Será que tem algo que eu não sei?

Minha cerejeira, não me esconda nada.” Ela continuou antes que eu

pudesse dizer algo:

-se quisermos ter um relacionamento sadio, acho melhor não mentirmos um

para o outro, e foi o que eu fiz, eu menti. Jacob, eu não sou virgem,

e eu, bem eu, estou grávida, do Maison, mas ele não quer assumir o meu

filho.

Eu não acreditava naquilo que ela estava me dizendo. Porque ela mentiu

que era virgem? Só pra esconder um filho? Minha cerejeira, eu posso

muito bem cuidar desse filho com você, só o que eu quero é ter você

comigo. Antes que ela dissesse algo mais, me adiantei:

-a partir de hoje, essa criança se chamará Caio Stonbelle, mas,

Isabelle, eu quero uma garantia que você não quer ficar comigo só pra ter

um pai pro nosso filho, quero uma garantia que você me ama mesmo, de

todo o seu coração.

Isabelle nem respondeu nada, apenas deu um sorrisinho e me puxou em

direção ao quarto. Quando chegamos lá, fizemos um amor tão delicado,

tão intenso, tão amoroso. Aquilo eu jamais havia vivido com outra

pessoa em minha vida toda, aquela mulher nua sobre mim, e eu também nu

sobre ela, nós dois nos amando sem limites, até quando quiséssemos, foi

tudo tão mágico, que nem sei explicar direito. O Thompson que me

perdoasse, mas agora, Isabelle ia se chamar Isabelle Stone, a minha

Stone.

Cinco ANOS DEPOIS:

Isabelle e eu havíamos nos casado, nosso filho já tinha quatro anos, era um

pequeno Stone, nosso pequeno Caio. O Thompson, quando descobriu,

ficou um pouco enciumado no começo, mas então Anna apareceu em seu

caminho, e eles se casaram, meu aluno Richard havia se casado com

Thamara, e foram os padrinhos de Caio. Agora, eu e Isabelle seriamos

uma família completamente feliz, e nada nem ninguém nos poderia

separar, pois éramos um. Um lobo e uma cerejeira. Um monstro e uma

bela. Uma mulher e um homem. Uma Bela e um Stone, juntos para todo o

sempre.

FIM...

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