O Amor, Você e Eu.
25 Uma laço que eu não posso quebrar.
Rin não conseguia pensar e muito menos reagir. Como ela explicaria essa situação a Takashi? Ele viu e viu muito bem que ela nada fez para se defender, mesmo que o motivo para isso fosse estar com seu filho no colo.
No mesmo instante ela sentiu um nó na garganta, sabia como Takashi era e sabia que traição ele não perdoaria nunca. Mesmo não tendo o traído. Ela olhou para Sesshoumaru que estava parado, com a mesmo expressão fria de sempre. Não acreditara no que estava acontecendo, até que se lembrou das palavras de Jaken, pouco antes dela dar à luz.
"Tenha cuidado menina Rin". — Ela entendeu naquele momento que não se referia à sua gravidez, mas sim a Sesshoumaru.
Ela olhou para Takashi novamente e só queria explicar-se:
– Ta... Takashi eu...
– Não diga nada Rin, apenas me dê meu filho. — O olhar dele era amedrontador. Ela negou com a cabeça.
– Me ouça Takashi.
– Rin, me dê o meu filho. — Os olhos de Takashi ficaram vermelhos no mesmo instante. Ela negou-se novamente e olhou para Sesshoumaru. Ele nada faria.
– Não Takashi, se o quer me leve junto.
– Não pedirei uma terceira vez. — Ela então deu Takayuki para ele, seus olhos cheios de lágrimas. Ele se virou para o caminho de sua casa e deixou Rin para trás. A menina olhou para Sesshoumaru.
– Como pôde? — Sesshoumaru continuou com sua expressão fria e deu as costas a menina. Começou a caminhar.
Rin tinha as pernas pesadas, como se a gravidade estivesse focada em não tirá-la dali. Reuniu todas as forças que tinha para ir à sua casa e falar com seu marido. Quando chegou os empregados estavam espantadíssimos, pela cara seu senhor não estava de bom humor.
– Onde está Takashi? — Ela perguntou a uma empregada que passava por ali naquele momento.
– Ele foi para seus aposentos senhora. — Ela não pensou duas vezes e foi para lá.
Quando chegou, respirou fundo algumas vezes, pois já sabia o que aconteceria ali. Entrou no quarto. Takashi estava de frente para a janela, somente com a sua hakana. Ela parou atrás dele esperando que ele a notasse. Ele não se moveu, ela decidiu falar.
– Takashi, eu juro que nada fiz. Sesshoumaru disse que tinha algo para me dar e me beijou. — Takashi se virou para ela. Tinha os olhos cheios de repulsa. Aquele olhar feriu Rin instantâneamente. Ele só queira ouvi-lá.
– Será que devo confiar novamente em você Rin?
– Claro que sim, por Kami eu falo a verdade.
– Eu lhe disse que não queria que fosse ao riacho sozinha.
– E eu não fui.
– Acaso hoje estava acompanhada?
– Takashi, onegai, acredite em mim.
– Uma vez você disse que o que sente por Sesshoumaru é muito maior do que possa sentir por mim. — Rin arregalou os olhos. Como ele sabia daquilo, se ela nunca o dissera?
– Mas o que sinto por você hoje, nem se compara ao que eu um dia poderia sentir por Sesshoumaru.
– E ainda tem meu filho em seus braços, quando está a beijar outro. — Rin se enfureceu.
– Takashi, eu nunca te trai e muito menos cogitei essa possibilidade. Tudo o que uma mulher precisa eu tenho. E o que digo é que não beijei Sesshoumaru. Como ia me esquivar dele com Takayuki em meus braços? — Ele apenas se virou para a janela novamente. Rin sabia que não haveria mais diálogo ali.
Ela se retirou do quarto, chorando. Foi para o quarto de Takayuki. Pegou o filho nos braços. Chorava abraçada ao filho.
– Meu amor, você é o único que sabe que a mamãe está falando a verdade.
Do lado de fora do quarto, Takashi ouvia tudo. Mas seu coração fora ferido demais pelo laço que unia Sesshoumaru e Rin. Era algo com que ele não podia disputar. Ele sabia que ela o amava e que era feliz ao seu lado, mas sabia também que ela tinha uma história com Sesshoumaru. Que esperou anos para que eles ficassem juntos e que não pensou duas vezes em abandonar-lhe para ficar com ele. Lembrou-se também que quando teve de escolher entre ambos, ela escolheu a ele. Foi o que precisou para entrar no quarto.
– Rin. — Ela se virou para ele chorando, com Takayuki nos braços. Ele se aproximou dela a passos lentos e abraçou-a. — Perdoe-me. Deveria ter acreditado em suas palavras. — Rin chorou ainda mais.
Mesmo sabendo que sua amada nada havia feito, uma enorme desconfiança surgiu em seu peito.
Mesmo Takashi tendo acreditado em Rin, algumas coisas mudaram muito entre eles depois do ocorrido. Parecia que ele não confiava mais nela e isso a machucava profundamente. Ela procurava ser a melhor esposa possível para ele e ele se agradava, mas não era como antes. Ela sentia muita falta de seu marido.
Tudo o que ela queria era encontrar Sesshoumaru mais uma vez e perguntar o por que de tudo aquilo. Por quê ele sempre estava por perto? Por quê ele ainda a manteve como protegida? E por quê ele a beijou se foi o mesmo quem deixou que ela partisse? Pior do que se separar de Takashi, era perder a confiança dele. Ela estava em seu quarto enquanto pensava sobre aquilo, tinha acabado de pôr Takayuki para dormir. Deitou-se na cama e esperou que Takashi deitasse.
– Takashi.
– Hai.
– Vamos conversar?
– Hai.
– Você disse acreditar em mim quando eu falei que não houve nada entre Sesshoumaru e eu, mas sua atitude mudou completamente.
– Sente falta de algo?
– Hai. Do seu carinho, seu amor e principalmente da sua confiança em mim.
– Rin, não vou negar que para mim foi terrível ver a mulher que eu amo beijando outro youkai, que era o que ela amava. Como queria que eu reagisse? — Ela se virou para ele na cama.
– Mas Takashi, era melhor ter dito que não confiava em mim, do que me maltratar desse jeito.
– Não a maltrato Rin, apenas não posso ser como antes. Porque não consigo ser mais como antes.
– E por quê não consegue?
– Porque ainda acho que existe uma ligação entre você e Sesshoumaru que não está em meu alcance interferir. — Rin não quis falar mais nada. Apenas se virou para o outro lado e tentou dormir. Ela não podia acreditar no que estava acontecendo.
Fale com o autor