O Amor, Você e Eu.
36 Se Maomé não vai a montanha...
Notas iniciais
Takashi estava acordado pensando na noite anterior. Sua mulher estava deitada em seu peito dormindo. O encontro com Rin fez com que ele pensasse muito sobre ela e estava errado. Ele afogou todo amor que sentia por ela em seu peito, quando o deixou para ficar com Sesshoumaru. Disto ele tinha certeza: não era medo de uma nova vida, era medo de amar Sesshoumaru e ser impedida de ficar com ele por ser casada. Isso ele nunca ia aceitar, isso ele jamais ia perdoar.
Quando se casou, não pensou que seria tão difícil, mas ele se apaixonou por Emi, ele era tudo em sua vida e magoá-la estava fora de cogitação. Ela o amava e ele também gostava dela, mas seu amor por Rin o impedia de sentir algo além. Emi sabia disso, desde muito pequena ela foi apaixonada por Takashi e ele se lembrava de como ela o olhava.
– Ahhhhh — A pequena youkai ruiva começou a chorar. Até que um lindo youkai de cabelos negros a levantou e limpou sua roupa. — Arigato.
– Tenha cuidado pequena ou pode se machucar. Qual o seu nome?
– Emi. — Ela disse ainda entre soluços.
– O meu é Takashi e eu quero que me prometa que vai olhar para onde anda.
– Eu prometo.
– Palavra de youkai?!
– Palavra de youkai.
Desde aquele dia Emi passou a olhar Takashi com os olhos cintilantes. Ele não teve mais proximidade com ela, afinal quando se viram ela era apenas uma menina machucada, enquanto ele era um youkai guerreiro. Ela prometeu a si mesma que um dia pelo menos teria um beijo daquele youkai. Parecia uma pequena promessa infantil, mas que se tornou realidade.
Emi vivia onde Takashi morava quando jovem, mas logo depois ele teve de ser mudar para mais próximo do shiro, pois foi escolhido como um dos comandantes de Sesshoumaru. Quando ficou mais velha, ela se mudou para perto do shiro também. Mas para sua tristeza o coração do seu youkai já estava conquistado. Mesmo assim ela não desistiu, afinal ele ainda não era casado.
Foi trabalhar em sua casa como empregada, para ficar mais próxima dele. Não tinha nada contra Rin, afinal ela fazia Takashi feliz e era somente isso que importava. Se ele fosse feliz, para ela estava tudo bem. Quem a escolheu para trabalhar em sua casa, foi Rin. Até então Takashi não sabia dela, até que um dia, enquanto ela limpava um móvel da sala:
– Seu nome faz jus a sua beleza, Emi. Pelo que vejo aprendeu a olhar para onde anda. — Ela ficou estática e olhou para trás.
– Takashi-sama, sinto-me honrada por ainda lembrar de mim. — Ela o reverênciou.
– Meninas choronas não são esquecidas. Ohayo Goszaimasu.
– Ohayo Gozaimasu.
– Tenho de ir para o shiro. Itekimasu. — E ele se foi, lindo como sempre.
Ela presenciou tudo na vida de seu senhor, até que Rin quanto tomou a consciência voltou para o shiro. Independente de seu amor por Takashi, ela gostava muito de Takayuki e ele dela. Ela ajudava Hiroko a cuidar do hanyo por isso criou um laço afetivo muito forte com ele. Brincavam sempre e Takashi observava isso sem a youkai perceber. Até que em um dia enquanto ela brincava com Takayuki correndo pelo jardim deu de cara com Takashi, não sabia que ele retornaria mais cedo aquele dia.
– Konnichiwa Takashi-sama.
– Konnichiwa Emi. O que faz Takayuki?
– Ele está escondido senhor.
– Está brincando denovo?
– Hai.
– Quando terminarem, mande-o se banhar.
– Hai.
– Todos os dias vocês fazem isso?
– Hai. — Ele sorriu e se virou. Ela pensou que ele a achava uma idiota, mas pelo contrário. Ela era uma mãe que ele não tinha. Aliás tinha, mas ela não se lembrava.
Emi nunca teve a intenção de armar algo para separar Takashi de Rin, a sua proximidade com Takayuki levou a proximidade com Takashi. E quando eles se deram conta eram bem íntimos.
Quando Rin decidiu não morar com Takashi, ela percebeu que poderia ter uma oportunidade ali e começou a mostrar o seu valor. Até que um dia:
– Takashi-sama, me deixe mostrar que eu posso lhe fazer feliz. — Ele a olhou e sorriu.
– Você tem total liberdade para isso. — Takashi segurou seu rosto e a olhou profundamente nos olhos. Baixou o rosto e beijou-a. Um beijo molhado e intenso que tirou o fôlego da ruiva.
Depois de um tempo se casaram e na sua primeira noite, ela estava muito nervosa. Entrou no quarto com um kimono simples, Takashi estava com uma hakana apenas e recostado em sua cama. Ela estava muito nervosa, ele podia sentir dali.
– Takashi-sama eu nunca fiz isso. — Ele se levantou e abriu seu kimono, este deslizou delicadamente pela pele macia da moça acompanhando pela mãos de Takashi que desciam seu pescoço e pararam em sua cintura. Ele a beijou calmamente, porém, intensamente. A pegou no colo e a levou para a cama, onde a fez sua.
Ela fazia de tudo por ele, mostrava seu amor até mesmo em um piscar de olhos. Naquela noite, ela não consegui dormir de tanta emoção. Nunca imaginou que teria aquele lindo youkai para si.
Takashi relembrava de tudo, até que olhou pela janela e viu que logo o sol reinaria com toda a sua glória. Era a hora de ir para o shiro. Ele tirou Emi delicadamente do seu peito e a colocou na cama. Cobriu-a e beijou sua testa. Ela dormia como um anjo e ele sabia que ela merecia o seu amor. Arrumou-se e foi para seus afazeres.
Takayuki iria passar a tarde com sua mãe, logo ele o levaria para casa. Rin esperava ansiosamente seu filho. Estava morta de saudade dele. Andava de um lado a outro, procurava mil coisas para fazer, mas o tempo parecia não passar. Até que uma empregada anunciou que a senhora Nishimura estava em sua casa.
Ela desceu as escadas do shiro rapidamente quando avistou seu filho. Foi em sua direção e o abraçou fortemente. Ele despediu-se de Emi e ela voltou para sua casa.
A tarde passou rapidamente para os dois. Até que chegou a hora de Takashi ir embora. De qualquer maneira ele teria que encarar Rin e de qualquer maneira ela teria de encarar Takashi. Ele entrou no shiro, com todo o desprezo que poderia encontrar dentro de si. Eles estavam na sala, desenhando em pergaminhos.
– Takayuki, é hora de irmos. — O menino fez uma carinha triste, o pai estava atrás dos dois.
– Hai Chichi.
– Meu amor, não pode ficar nem mais um pouquinho?
– Chichi já me chamou haha, não posso desobedecer.
– Isso mostra que você é um bom filho. Volte aqui amanhã.
– Será que eu vou poder? — Ele olhou para o pai, Rin olhou para ele séria. Ele sequer desviou o olhar do filho.
– Amanhã o seu treino irá sobrepôr o de hoje. Não pode. — O menino abaixou a cabeça triste, mas nem ousou questionar o seu pai.
– Hai.
– Bom meu amor, então amanhã eu irei até sua casa. — Takashi desviou o olhar do filho e fitou Rin. Ela também o olhava.
– Chichi, amanhã o senhor irá ver o meu treino?
– Hai. — O menino amava quando seu pai estava presente em seus treinos, para ele Takashi era o youkai mais poderoso que o mundo já pôde ter e nada lhe dava mais determinação do que o youkai mais forte do mundo presente em seus treinamentos.
Takashi só parecia durão, mas era um pai maravilhoso para Takayuki. O menino o via como um deus. No dia seguinte ele mostraria para seu pai o quão forte ele se tornou.
– Takayuki, vamos. Com sua licença Rin. — Ele começou a caminhar.
– Haha eu tenho que ir agora. Aishiteru. Até amanhã. — Ele abraçou sua mãe e ela retribuiu o abraço fortemente.
– Até amanhã meu amor.
Depois que Takayuki foi embora ela se deu conta do que tinha acabado de fazer, iria até sua antiga casa e teria de aturar a mulher de Takashi. Ela não sabia que o dia seguinte seria o de sua folga e agora estava em maus lençóis. Não poderia decepcionar seu filho. Teria que ir de qualquer jeito.
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