O Amor, Você e Eu.
7 Pequena ação, enorme reação.
Notas iniciais
– Rin, eu estive longe tentando esconder tudo o que sentia por você. Mas agora estou aqui porque necessito da tua presença. Seja minha e a farei a mulher mais feliz das Terras do Oeste. — E Sesshoumaru beijou seus lábios. Rin sentia em seus beijos todo o amor que ele nutria por ela e de imediato sentiu todo o seu corpo aquecer em função do amor que ele disponibilizara para ela.
– Me ame Sesshoumaru, me ame.
E Sesshoumaru colocou a mão por sobre o seio de Rin e alisou todo seu corpo, buscando por excitá-la e satisfazer toda a vontade que ele escondia há tempos. Ele tirou seu kimono e logo depois se despiu. Acariciava os seios da menina, beijava-lhe o corpo, mordia seus lábios, sua orelha e logo a fez mulher.
Nesse momento Rin acordou. Estava arrasada por sentir necessidade de estar com Sesshoumaru e dizer-lhe tudo o que sentia. Ela sentiu-se triste mais uma vez. Mas não podia contar-lhe, porque ele não aceitaria, ela era somente uma humana. Rin estava profundamente triste, pois tudo o que ela sonhou era um dia estar ao lado de seu amado, habitar com ele, vê-lo a qualquer momento. Contudo, apenas o via na hora do jantar e mesmo assim, às vezes, ele lhe dirigia a palavra. Ela o queria tanto, o desejava tanto e ele nem sempre ao seu lado estava.
Havia quase um mês que Rin morava no shiro e não tinha ninguém com quem pudesse compartilhar tudo o que sentia. Faltava-lhe atenção e com certeza amor. Shizuko podia ser considerada como uma amiga, todavia ela tinha certos limites ao lidar com Rin, porque afinal esta era a protegida de seu senhor e temia por sua vida.
Levantou-se para afastar esses pensamentos e se preparou para o desjejum que mais uma vez seria feito por ela sozinha, pois Sesshoumaru e Jaken estavam em viagem. Desanimada, decidiu ir para a sacada respirar um pouco de ar fresco e foi quando viu alguém que há muito queria ver.
Takashi.
Ele estava parado observando o jardim que ficava próximo ao pátio de treinamento. Novamente estava lindo. Rin sentiu seu coração bater e correu em direção a porta de seu quarto. Quase derrubou os empregados quando passou rapidamente. Conseguiu chegar ao jardim, mas não o encontrou.
– Droga Takashi, onde você está!
– Aqui. — Nesse instante, Rin abriu um sorriso lindo e virou-se para ele.
– Takashi-sama! — E a menina o abraçou sem pensar. O general ficou imóvel mediante tal ação. Foi então que Rin se deu conta do que havia feito e ficou completamente envergonhada. — Gomene Takashi-sama. Estava a sua espera, queria muito agradecer-lhe pelo que fez por mim.
– Apenas cumpri minhas ordens, senhorita Rin. — Ela ouviu as palavras do youkai, mas as ignorou. Para ela não eram apenas ordens.
– Takashi-sama, queria presentear-lhe com algo, mas não sei o quê.
– Já disse senhorita, apenas cumpri ordens.
Ela o olhou desafiadora.
– Já que o senhor só cumpri ordens, então eu ordeno que almoce comigo hoje.
– Pelo que vejo, não tenho escolha. — Rin abriu mais um de seus lindos sorrisos.
Para Takashi, ter trazido Rin as Terras do Oeste era apenas uma obrigação, mas para Rin foi um grande favor e ela quis retribuí-lo.
– Senhorita, preciso retirar-me.
– Ah, claro. Gomene está na hora de suas obrigações.
– Com sua licença. — Ele fez uma reverência e retirou-se.
Rin rapidamente foi até a cozinha e pediu as cozinheiras que preparassem uma maravilhosa refeição. Queria dar a Takashi o melhor e assim foi feito.
Durante toda a manhã Rin se preparou para esse almoço e estava muito entusiasmada.
Shizuko bateu em sua porta para avisar-lhe que o almoço estava pronto e Rin saiu do quarto.
Ela colocou um kimono branco, com lindas flores num tom de lilás com o obi roxo. Deixou seus cabelos soltos, perfumou-se. Andou pelos corredores e desceu as escadas delicadamente. No final delas Takashi a esperava e admirado pensava em como Rin poderia ser tão linda e se ela já sabia o que estava havendo no shiro. Pelo que viu em seus olhos ela não sabia, estava feliz demais. Estendeu a mão para a menina e esta segurou a mão do youkai.
– Devo dizer que sua beleza irradia como o sol senhorita.
– Arigato Takashi-sama.
Ele a levou até a mesa e puxou a cadeira para que ela pudesse se sentar. O que mais Rin admirava em Takashi era a forma como ele poderia ser doce e amargo. Manso e feroz. Durante o tempo que passaram juntos na viagem, ela aprendeu um pouco sobre sua personalidade e queria muito explorá-la. Mas em certo ponto, Takashi era como Sesshoumaru. Sério, youkai de poucas palavras, porém havia algo nele que chamava a atenção de Rin, mas ela não sabia o que era.
Almoçaram tranquilamente e ele falou um pouco mais do que o normal. Ao final do almoço este agradeceu a Rin e beijou-lhe a mão. Nesse momento, alguns empregados do shiro os viram e bastou isso para que os comentários a respeito dos dois começacem.
Rin agora todas as manhãs ia à sacada para ver Takashi e de lá sempre cumprimentava-o com uma reverência.
Dias depois quando Sesshoumaru voltou de suas viagens, logo foi informado do que aconteceu e não gostou nada de saber daquilo.
Durante o jantar daquela noite, Rin pouco falou e dessa vez quem dirigiu a palavra foi Sesshoumaru.
– Rin, porque motivo você ofereceu um banquete a Takashi. — Seu tom de voz era frio e cortante.
– Apenas para agradece-lo pelo que fez por mim, Sesshoumaru-sama. — Ela respondeu sem olhá-lo.
– Ele é um subordinado.
– Não para mim. — Desta vez ela o olhou e Sesshoumaru a fuzilou com o olhar. Jaken não acreditava no que estava vendo.
Que Rin era apaixonada por Sesshoumaru todos sabiam, mas que poderia ser recíproco... Ele não esperava. Não podia ser, afinal Sesshoumaru era...
– Você tem permissão para fazer o quiser neste shiro, mas esse poder lhe será tirado se ocorrerem mais atitudes como essa.
Ela voltou a olhar sua comida.
– Hai, Sesshoumaru-sama. — Por fora, Rin estava séria, mas por dentro explodia de felicidade.
Naquela noite, Rin foi dormir muito feliz porque ciúme era algo que ela não podia esperar de Sesshoumaru.
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