O Amor, Você e Eu.
13 Ficar com ele ou voltar pra mim.
Notas iniciais
Rin se aprontou para o jantar. Respirou fundo durante várias vezes e desceu. Quando ela apontou na escada, Takashi a olhou e um brilho nos seus olhos surgiu. Ela estava linda e andava como uma verdadeira hime. Ela se posicionou ante a cadeira da mesa de jantar e Takashi como um perfeito cavalheiro levantou-se para puxar a cadeira. Ela sentou-se e sequer olhou para Tsuki. Se não houvesse apostado, jamais teria ido jantar.
Enquanto a comida era servida, Tsuki falava a vontade com Takashi. Rin nada respondia e por várias vezes Takashi a olhava com diversão em seus olhos. Até que Tsuki dirigiu a palavra a Rin.
– Você deve estar muito feliz aqui, não? – Rin olhou para Takashi ele acenou a cabeça para que ela respondesse.
– Hai.
– Imagino, eu fui muito feliz ao lado dele também. – Ela olhou para Tsuki pela primeira vez durante o jantar.
– Era tudo o que eu precisava ouvir. – Então ela levantou-se e saiu da sala de jantar.
– Você ouviu a nossa conversa. — Takashi sorria enquanto falava.
– Desculpe queridinho, queria dar um pouquinho de diversão a sua vida. — Ela sorriu maldosamente.
– Você pode ter me colocado em uma emboscada.
– Eu tenho certeza que ela não te pedirá nada mais do que você quer. – Tsuki sorriu maliciosamente para Takashi, que retribuía ao sorriso. Depois de algumas horas, a youkai-lobo se foi. Ele decidiu ir falar com Rin.
– Parece que você saiu vencedora. — Ele disse enquanto entrava no quarto.
– É claro que sairia. – Rin não estava tão contente como deveria estar alguém que acabara de ganhar a aposta. – Takashi, eu não quero ter de estar na presença daquela youkai.
– Entendo seus sentimentos Rin. Está livre para fazer agir conforme se sentir a vontade.
– Arigato, Takashi. – Ela o abraçou. Eles estavam tão íntimos que ela podia ter esse tipo de comportamento com ele. Há muito eles abandonaram as formalidades.
– Já sabe o que vai pedir? — Ele perguntou com os braços ao redor de sua cintura e o rosto acima de sua cabeça.
– Ainda não.
– Qualquer coisa que seja, será aceita. – Ela levantou a cabeça para olhar-lhe e se deparou com aqueles lindos olhos. Céus, como eram lindos! Tudo em Takashi era lindo, tudo era perfeito.
– Acho que já sei o que vou pedir. – Ela ficou na ponta dos pés. Aproximou seu rosto ao dele e olhava fixamente para seus lábios. – Sabe Takashi, eu vou até o fim para conseguir o que eu quero.
– E o que você quer? — Seu tom era desafiador.
– Eu queria nunca mais te ver ao lado de Tsuki, mas sei que isso é impossível.
– Quem tem questões pendentes com ela é você.
– Você também é minha questão Takashi, aliás, você é mais que isso, você é... – Batidas na porta atrapalharam todo o clima. O general então soltou Rin de seu abraço para ir atender a porta e esta ficou chateada. Ela quase conseguiu, quase.
– Takashi-sama, este pergaminho chegou para o senhor pela manhã, porém como estava com visitas, não pude lhe entregar.
– Arigato. – O empregado se retirou.
No pergaminho havia um selo do clã Taisho. Ele abriu. Era um convite formal para o casamento de Sesshoumaru e Tsuki. Takashi olhou para Rin e lhe entregou o pergaminho. Ela estendeu a mão e o pegou. Sua expressão estava totalmente chocada. O general não tirava os olhos da menina. Foi então que ele viu uma lágrima cair de seus olhos.
Longe de tudo o que lembrava Sesshoumaru, Rin estava bem. Mas quando se lembrava dele, ainda sofria. Ela ainda sentia algo por ele. No mesmo instante Takashi se virou e saiu do quarto. Ela sentou-se na cama e tentou conter as lágrimas, mas não pôde. Era o fim, de qualquer esperança e a prova real do que Sesshoumaru nada sentia por ela.
– É o fim pra nós então Sesshoumaru, realmente o fim.
No dia seguinte, Takashi tomou uma postura totalmente diferente com Rin. Na hora do jantar ele sequer a olhou nos olhos. A menina percebeu, mas o que poderia fazer? Ela sentiu-se triste por aquele acontecimento, porque se lembrava de que sonhara dia após dia que seu nome estaria escrito no pergaminho e não o de outra. Essas memórias ainda doíam em Rin e ela sabia que Takashi nunca aceitaria tal coisa. Foi então que ele dirigiu a palavra a ela.
– Sesshoumaru-sama pediu para que você comparecesse ao shiro amanhã. – Ela olhou para ele surpresa.
– Eu devo ir?
– Faça como preferir. – Ele levantou-se e saiu da mesa. Ela sabia que se algo acontecesse entre eles, Takashi nunca a perdoaria. Mas ela precisava por um ponto final naquela história.
Na tarde do dia seguinte, Rin preparou-se para ir ao shiro, um dos empregados da mansão de Takashi, levou-a até lá. Quando ela chegou foi muito bem recebida por todos, Shizuko ficou radiante ao ver a menina e elas conversaram um pouco até que Sesshoumaru apareceu na sala.
– Deixe-nos a sós. – A youkai saiu e Rin sentiu seu coração palpitar mais forte.
– O que deseja de mim Sesshoumaru-sama. – Ela fez uma reverência a ele.
– Rin, esperei até que estivesse sã e não permitisse que seus sentimentos tomassem sua razão. Você é minha protegida e está vivendo com meu general. Pelo que vejo, ele não a tomou por mulher. – Rin corou nesse momento. – Então terá que decidir. Ficar com ele ou voltar para o shiro.
Do lado de fora do shiro, Takashi sentia o cheiro de Sesshoumaru e Rin. Ele decidiu voltar para casa, era o melhor a fazer naquele momento.
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