O Amor, Você e Eu.
42 Esperar por você?! Nunca mais!
Rin pensou calmamente em como agir com Takashi depois do ocorrido no riacho. Ela analisou toda a situação e decidiu ser direta com ele e expressar seus sentimentos. Tinha tudo programado, tudo planejado. Ela sabia muito bem que aquela frieza de Takashi era em função do ocorrido na escada, mas achava que mesmo depois de tanto tempo ele poderia ter pelo menos a olhado de forma diferente, mas nem isso.
Como de costume, Takashi chegou do shiro ao final da tarde. Rin ainda estava em sua casa e assim que pôde ela se aproximou dele para falar.
– Takashi, podemos conversar?
– Hai.
– Á sós?
– Hai.
Eles jantaram e ela colocou Takayuki para dormir. Assim que o pequeno pegou no sono ela se dirigiu a sala de negócios do youkai onde ele a esperava olhando pela janela, que ficava próxima a uma mesa.
– Takashi, eu queria lhe dizer que... — Ele não a ouvia, estava imerso em pensamentos.
Takashi olhava para Rin e pensava somente no dia em que a viu nua. Seu corpo pedia pelo amor daquele mulher e ele não podia mas se negar a isso. Sentir seu calor, sentir o gosto daquele beijo era algo que o deixava totalmente entregue. Ele não queria mais estar daquela forma, queria-a intensamente e sem perceber aproximou-se da humana e a beijou. Imediatamente ela correspondeu e se entregou.
Takashi segurou a nádega de Rin e a puxou para sí. Alisava o corpo da mulher proporcionando a ela arrepios. Rin o olhou e ele pôde ver o quanto estava feliz pelo que havia acabado de acontecer.
– Takashi, aishiteru. — Ele nada disse apenas colou seus lábios aos dela, deitou-a no chão e a fez sua mulher.
Os raios quentes do sol atravessam a janela do quarto e foram os responsáves por despertarem Rin de seu maravilhoso sonho. Ela sonhava que estava com Takashi e que ambos tinham voltado a ser o casal que a muito eram antes. Mas o calor daquele que ilumina nossos dias era muito intenso, por isso ela despertou.
Abriu os olhos e se deu conta de que nada era um sonho, tudo era real. Estava na cama de Takashi, enrolada apenas por um lençol. Não se lembrava de ter subido até ali, provavelmente pegou no sono depois de tanto se amarem durante a noite. Estava esgotada. Ela se levantou, ainda meio tonta e ficou parada em frente a janela. Colocou a mãos em seus lábios, fechou os olhos e recordava-se de cada toque daquele youkai que tanto amava. Ah, como ela estava feliz. Uma vez que pensou ser impossível estar com ele, acordar na cama daquele a quem ela queria chamar de marido novamente era maravilhoso.
Takashi não deveria mais estar em casa pelo horário. Rin estranhou o fato de não ter deixado um bilhete ou mesmo recado pelos youkais. Ficou o dia todo na casa de Takashi como se fosse mulher dele. Ficou o dia inteiro com seu filho e ele pensava que ela dormiria ali todos os dias agora que seus pais estavam juntos. Foi um dia maravilhoso, foi um dia lindo até o youkai chegar em casa.
Rin o esperava com um grande sorriso no rosto, aguardava ansiosamente pela sua presença e este chegou e foi diretamente para seu quarto se banhar. Ela nada entendeu, nem ao menos a cumprimentou. Pensou que deveria estar aborrecido com alguma coisa relacionada á seu cargo então resolver deixar de lado.
Ficou com Takayuki e na hora do jantar os três estavam à mesa, nem olhar para a humana o youkai quis. Realmente não queria conversa. Mesmo que ela tentasse, mesmo que puxasse assunto ele encerrava com apenas uma ou duas palavras.
Ao terminarem suas refeições e passarem mais um tempo juntos, chegou a hora de irem para seus aposentos. Rin colocou Takayuki para dormir e foi para o quarto de Takashi. Ele estava olhando para a janela, como de costume. Ela o abraçou por trás e ele não correspondeu.
– Meu amor, estou tão feliz.
– Por quê?
– Porque enfim nos acertamos. Você me fez sentir viva novamente, esperei tanto por esse momento...
– Esperou todo esse tempo somente para ser tocada por mim? — No mesmo instante Rin soltou-se do youkai e respondeu séria.
– Não, esperei para ser sua esposa novamente.
– Não se iluda Rin, o que tivemos foi apenas carnal. — Ela não acreditou no que ouvia.
– O quê?!
– Não houve sentimento.
– Houve sim, Takashi. Se não me amasse não teria me tocado. Takashi eu lhe disse isso ontem...
– Perdoe-me mas não ouvi suas palavras Rin, estava cego pelo desejo.
– E pelo visto inconsciente também. Takashi me responda: você me quer como sua esposa? — Ele demorou. — RESPONDA!
– Não Rin. Não a quero como nada em minha vida. — No mesmo instante ela começou a chorar e se desesperar. Não acreditou no que ouviu.
– Por quê? Por que, Takashi, se você me ama?! Por quê? — Ela começou a bater nele porque sentia muita raiva. O youkai a segurou e a sacudiu.
– Pare de gritar! Pare de agir feito louca! Em nenhum momento eu disse que queria você como minha esposa outra vez. — Ela parou de tentar agredi-lo e secou suas lágrimas.
– Se é assim que deseja Takashi, tudo bem. Infelizmente não posso obrigá-lo a ser meu. Lembra-se que eu disse que no momento em que percebesse que não vale a pena lutar por você eu desistiria?
– Hai.
– Eu acho que você não vale a pena agora. Eu desisto e todo amor que eu sinto por você se transformou em ódio. Nunca mais, nunca mais eu quero você na minha vida.
– Não fale ou faça coisas de que irá se arrepender.
– Pois eu me arrependo! Me arrependo! Mas esperar por você nunca mais. — Ela começou a caminhar e dessa vez foi Takashi quem viu Rin ir para longe, bem longe de sua vida.
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