O Amor Vence Barreiras
19 Capítulo 19 - Traíra?
Quando chegou no quarto se sentou na cama e ficou matutando tentando descobrir quem poderia ter dito. J: poupe seu tempo. – disse Jussara cortando-a do pensamento. A: o que disse?J: não precisa ficar aí tentando descobrir o culpado. Eu sei quem foi.A: sabe? E quem foi?J: fui eu. A: mas Jussara...não...não pode ser. Você só pode estar blefando. Está tentando encobrir alguém? J: não. A: isso é mentira. Você não fez isso, Jussara. Eu sei que não faria, pois você sabe...eu sempre te disse que a ultima coisa que eu queria era que alguém da imprensa soubesse disso.J: eu só queria que você soubesse que não fiz pelo dinheiro. – continuou ela.
A: me diz que não é verdade Jussara. – Alana fez uma cara de desapontada com a amiga.J: não dá. Já está feito. – respondeu calma. A: como pôde?J: está aqui todo o dinheiro que eu recebi. Centavo por centavo. – e colocou o bolo de dinheiro em cima da cama. — Não foi por isso que disse pra eles. Eu fiz por essa criança que está pra nascer. A: como assim? É isso que você queria? Esse tumulto todo na vida dela? J: não, essa criança tem um pai Alana. E você não pode impedir de que ele saiba que vai ter um filho, é um direito dele. A: mas eu não preciso dele. Droga! Será que você não ouviu nada do que eu disse? Eu não quero um pai pro meu filho. J: e viver do que Alana? Você não tem dinheiro algum, mal paga suas contas...A: eu tenho trabalho.J: não tem mais.A: como é que é?J: o Brian me comunicou ontem que iria demitir você. A: não...o Brian não faria isso comigo. Ele é meu amigo. J: pode até ser, mas não é ele quem manda. O restaurante não estava mais faturando como antigamente por causa da imprensa que vinha quase todos os dias atrapalhar e com isso o lucro estava descendo. Ele foi obrigado a te despedir. Ordens do superior. Ele ia te mandar embora hoje. A: mas...J: me desculpa por tudo. Eu gosto muito de você. Eu só fiz o que eu achei que fosse certo. Me desculpa. – Jussara pegou sua bolsa e saiu do quarto deixando-a sozinha. A: meu Deus e agora? – dizia ela confusa. No dia seguinte, Alana tentou ir pra casa, mas ao chegar em frente a sua casa, havia alguns repórteres encostados num carro à sua espera. Ela nem desceu do táxi e pediu que a levasse de volta pro hotel. Quando chegou no hotel ligou pra sua amiga Jussara pra conversar com ela e pedir desculpas, mas ninguém atendeu. Alana decidiu que era melhor viver no hotel por um tempo e quase um mês depois ela resolveu voltar pra sua casa, pois pensava que os repórteres já tinham parado de persegui-la. arrumou suas poucas coisas e depois de pagar a conta, pegou um táxi. Quando o táxi chegou em frente à sua casa ela observou antes se havia alguém, mas a calçada estava vazia. Ela desceu do táxi ainda desconfiada, observando de um lado a outro. Colocou a mochila no chão com suas coisas e abria o portão quando sentiu alguém atrás dela. Quando se virou pra ver quem era, se deparou com a pessoa que menos queria ver naquele instante. Ele mesmo, Gerard. nesse momento ela ficou muda, sem saber o que dizer. G: bom dia. – disse sarcástico. A: o que você quer aqui? G: vim saber como vai meu filho. – Alana ficou sem graça e olhou pro chão. – por que mentiu pra mim?A: vamos entrar. Lá dentro a gente conversa melhor. Ela não tinha outra alternativa, então abriu o portão e os dois entraram pra casa dela. Quando chegaram Alana jogou a mochila no sofá e colocou as mãos na cintura pensando no que falar enquanto Gerard a olhava de braços cruzados. G: e então? não tem nada pra falar?A: olha, me desculpa...eu não sei onde estava com a cabeça, mas eu fiz o que achava que era certo.G: e esconder meu filho de mim é certo pra você?A: me entenda. Eu não queria que você pensasse que eu queria me aproveitar da sua situação. G:que situação?A: ter engravidado de você por ser famoso.G: mas eu nunca pensei isso de você. Por que não perguntou antes de uma vez por todas? Preferiu mentir pra mim daquele jeito absurdo? Fez aquele teatro todo por nada? Sabe como me fez me sentir? Me senti péssimo depois que me disse aquilo. A: eu não queria te magoar. Pensei que assim você se sentiria melhor e ficaria livre pra arrumar alguém e se casar, cuidar de si mesmo. E não ter um peso.G: esse filho não é um peso. A: não pra você que não carrega ele. – disse em tom de deboche. G: to falando sério. A: eu também Gerard. por causa dessa criança eu perdi meu emprego, meu sonho.G: então abortasse. Por que não fez isso? Essa criança não tem culpa de vir ao mundo, nós sim temos culpa. Fomos nós que agimos sem pensar naquela noite.A: foi por isso que eu não fiz...eu fui até uma clinica de aborto, mas na hora eu desisti. Me achei um monstro querendo acabar com a vida de um pobre e indefeso inocente. – e começou a chorar.
G: pois bem, agora eu sei que meu filho continua vivo e eu quero fazer parte disso. A: como assim?G: eu quero estar presente. Quero ser o pai dessa criança. A: não vai ficar com ele. G: mas quero fazer parte da vida dele. A: e vai fazer. Pode visitar quando ele nascer. G: casa comigo. – disse ele e Alana ficou pasma. A: como é que é?G: é isso, case comigo. Case comigo e vamos criar nosso filho juntos. A: você pirou?G: essa é a chance, tem que agradecer pois não são todos os pais que fazem isso. Ainda mais um pai famoso. Eu conheço muitos que tem filhos por aí e nem reconhecidos são. A: eu não quero me casar com você. Eu não posso. G: e por que não? Já é casada por acaso?A: não! Mas não dá...eu não sinto nada por você. Desculpe. – e ele tentou disfarçar seu descontentamento. G: não, tudo bem.A: eu sei que você está fazendo tudo na maior boa vontade. Mas eu não quero casar assim, quero casar por amor. não podemos nos prender um ao outro sem amor só por que vamos ter um filho. G: ta bom. Mas então venha morar comigo.A: eu não posso aceitar. G: por que não? Mora com alguém por amor também?A: não é isso. Aí seria me aproveitar demais. G: é sério. Venha morar comigo. Eu te imploro. Se é pra se sentir melhor, eu deixo você dividir o aluguel do apartamento comigo. A: é... – e ficou pensativa. G: é meu filho Alana. Pense nisso. Não pode me proibir disso. A: deixa eu pensar. G: pense direito. A: ok Gerard. eu moro com você, mas eu divido as despesas contigo. Ainda tenho minhas economias guardadas. G: ok. Ótimo. Assim ficarei mais tranqüilo pois estarei ao seu lado acompanhando tudo.A: e ah! Nada de ficar querendo me controlar. Odeio isso!G: ótimo. Agora você precisa arrumar suas malas, voaremos às duas horas. A: mas já?G: é. Eu te ajudo.Duas horas depois os dois estavam num jatinho particular do Gerard indo pra Nova Jersey, onde ele vivia. G: já está aparecendo a barriga né?A: é. Já sinto até os chutinhos dele. Olha coloque a mão. – e pegou a mão dele e colocou em sua barriga.G: é, eu senti. – disse todo contente.A: sabe, eu fico mais tranqüila ao ver sua felicidade. G: eu realmente estou adorando isso. Sempre quis ser pai. Só não sabia que seria tão rápido. – e os dois sorriram. – estou muito contente com tudo isso. – Alana sorriu pra ele que retribuiu o sorriso e ele voltou a colocar a mão na barriga dela e ela então o observava. Observava como ele estava empolgado com toda aquela historia. Não imaginava que seria assim. Estava contente por tudo estar bem entre eles.
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