O Amor Vence Barreiras
4 Capítulo 4 - Saindo com um estranho.
A porta do teatro estava lotada. Havia muita gente vendo o pessoal que passava pelo enorme tapete vermelho. Alana não sabia pra onde ir: se ficava ali ou ia pro outro lado do tapete procurar o menino. Sentiu uma enorme vontade de ir embora, se achou meio louca por ter ido se encontrar com alguém desconhecido, mas quando ela estava prestes a desistir Gerard a viu e correu até ela. G: ei! – disse ele chegando até ela. A: oi. Pensei que não tinha vindo. G: nunca que eu perderia essa oportunidade. A: ok, vamos entrar? – perguntou ela meio sem graça com o que ele tinha dito.G: vamos. – ele deu o braço à ela que pegou no braço dele. – você está linda.
A: valeu. – respondeu ela sem graça. Gerard a conduziu até o tapete vermelho que se encheu de flashs quando os dois começaram a passar. Alana achou estranho tanto flashs em cima dos dois e olhava assustada de um lado a outro sem entender. A: por que estão tirando fotos nossas?G: isso é normal. A: não acha exagerado? A gente nem é famoso nem nada.G: deve ser pro site do evento. A: ah...Os dois continuaram a andar. Os dois ficaram num camarote só pros dois com direito a bebida e petiscos. A peça foi linda e Alana se emocionou pois foi a primeira vez que esteve num teatro e ainda mais numa pré estréia de uma peça tão importante cheia de gente famosa também. G: está chorando? – perguntou ele ao olha-la e vê-la passando o lenço no rosto. A: é a emoção. – disse enxugando as lágrimas.G: nunca veio num teatro antes?A: nunca tive dinheiro pra essas coisas. Olhe pra isso aqui! – disse apontando pro camarote. — Um camarote só pra nós dois... Isso é coisa de outro mundo. – disse emocionada olhando em volta. — olha lá naquele camarote perto do palco, não é aquele diretor famoso do filme que está fazendo o maior sucesso? G: é sim. aqui está cheio de gente famosa.A: que emoção. – disse maravilhada. Alana olhava tudo no teatro, achava tudo perfeito. era o melhor dia de toda sua vida. Quando a peça acabou ela saiu comentando alegre toda a peça.A: você viu aquela dança? Foi perfeito. E o figurino? Nossa! Emocionante! Amei a peça. G: foi realmente espetacular. Mas te confesso que não sou muito apegado à essas coisas não. A: eu amo. Sou apaixonada por tudo isso. É um grande sonho que eu tenho... – disse ela sonhadora.G: já tentou alguma vez ser atriz? Fez algum curso...?A: já fiz testes, mas até agora não consegui nenhum papel. Ontem eu vi que minha amiga estava certa, esse negócio de ser famoso é tudo peixada. G: por que fala isso?A: fiz um teste ontem e sabe quem passou? Uma menina que era amiga de umas das juradas. Com certeza algum parente, a filha dela, ou sei lá o que...me desanimou muito ver aquela cena... G: isso acontece.A: então...acho que vou desistir desse meu sonho...G: não pode desistir de seus sonhos. A: é, eu sempre digo isso pra mim mesma todos os dias, mas é chato você não conseguir nada.G: um dia você vai conseguir, pode apostar nisso. A: Deus te ouça! – e Alana parou já que Gerard também parou quando chegaram do lado de fora do teatro. – bom, acho que acaba aqui né? Foi muito bom o convite, obrigada. – e largou o braço dele.G: não quer...sair pra comer algo?A: comer algo? Depende, pois não to com muito dinheiro, fim de mês o dinheiro voa com contas...G: não se preocupe com isso. – ele abriu a porta do carro que estava em frente ao teatro estacionado.A: esse é seu carro?G: é.A: nossa! Mas você deve ser muito rico. – disse ela olhando pro carro que era bem bonito e parecia custar uma nota. G: digamos que sim. A: o que você faz?G: bom, digamos que nasci em berço de ouro. A: ah entendi. Os dois entraram no carro e Gerard seguiu pra um restaurante no qual ele já tinha planejado levá-la.
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