O Amor Vence Barreiras

2 Capítulo 2 - Quer sair comigo?


Enfim quatro horas da Manhã. Jussara e Alana foram as últimas a sair junto com Brian o gerente.

J: até amanhã Alana.

A: até amanhã pessoal!

B: não vai querer carona também?

A: Ta me tirando?

J: eu aceito essa carona com muito prazer.

B: tchau Alana e até amanhã.

J: até amanhã Alana.

A: tchau pessoal. – disse ela andando depressa pra colocar a bolsa de lixo na lixeira que estava bem pesada. – ufa! – disse ela sentindo o alívio ao fechar a lixeira. Ela mexia com o pescoço fazendo um alongamento quando ouviu um oi atrás dela e deixou soltar um grito de desespero. – não me assalte por favor! – pediu ela se virando lentamente pra olhar pro tal cara. Quando se virou viu o mesmo cara da mesa de garotos. – você?

G: desculpa, eu não queria te assustar. Olha, eu não vou te assaltar. – disse amostrando as mãos que no momento estava no bolso da jaqueta.

A: o que você quer então?

G: calma, não vou te fazer nada.

A: por que ainda está aqui? – disse ela olhando de um lado pra outro e a rua estava totalmente vazia. – o que pretende?

G: eu só...olha, na verdade eu fiquei interessado em você e decidi esperar você sair.

A: interessado em mim? Você por acaso é um estuprador?

G: NÃO! – disse de imediato. — você não me reconhece? – perguntou se aproximando dela.

A: ã? – perguntou ela sem entender.

G: ok. – respondeu ele ao perceber que ela não sabia quem ele era. – melhor assim.

A: o que você quer comigo?

G: eu só queria pedir seu telefone.

A: desculpa. eu já sou casada.

G: sem aliança?

A: e o que tem isso?

G: está me dando um toco?

A: olha só. eu só desejo ir embora pra tentar dormir pelo menos uma hora antes de ter que sair novamente e ir trabalhar. Então...tchau. – e se virou.

G: por favor, me dê seu telefone.

A: eu não tenho, Desculpe. – e saiu andando e ele a seguiu parando na frente dela.

G: por favor, eu gostei muito de você. Você é linda e eu queria te conhecer melhor e...

A: ainda não se tocou? Me deixe ir.

G: espere! – disse segurando o braço dela. – eu te levo pra onde você quiser e pago tudo.

A: pirou? Está confundindo as coisas. Olha só eu trabalho e não sou esse tipo de pessoa que está pensando que eu sou.

G: está entendendo mal. Eu só quero te convidar pra sair comigo. Onde você quer ir? Você quer ir ao cinema? Eu te levo. Ao teatro? Podemos assistir a peça Chicago. – Alana que estava bem à frente parou na hora e se virou interessada.

A: a pré-estréia só pra convidados?

G: é!

A: é quase impossível alguém ser chamado pra esse tipo de evento. Quero dizer, não pra alguém da alta sociedade, mas pra alguém comum.

G: mas eu tenho os convites. Eu juro. – disse abrindo a carteira e amostrando os bilhetes.

A; são os convites mesmo. Como conseguiu? – disse quase que arrancando os bilhetes da mão dele.

G: isso, é segredo.

A: você roubou?

G: não! Digamos que conheço alguém que conhece alguém que conhece o produtor da peça.

A: nossa é fantástico! – disse ela olhando maravilhada pros bilhetes. – mas eu não posso. – e devolveu-os.

G: por que não?

A: eu nem te conheço. Nem sei se isso é verdade.

G: prazer, meu nome é Gerard. Alana não é?

A: sim.

G: tenho 29 anos e moro em Nova Jersey, estou aqui à trabalho. Estou hospedado num hotel perto daqui e o que mais posso dizer? Telefone? Você quer meu telefone?

A: Não. – respondeu incrédula.

G: eu não sou nenhum bandido, nem ao menos um estuprador e estou aqui só pra tentar convencer uma moça linda que eu conheci e não pude deixar de convida-la pra sair. Se eu não fizesse isso eu me repreenderia todas as noites. e agora? Aceita meu convite?

A: por que faz tanta questão assim?

G: não sei, mas quando te vi assim que cheguei no caixa eu senti que você seria minha. – Alana ficou boquiaberta com a resposta dele e não sabia se aceitava ou não o convite. Cruzou os braços pensando e pensou que não podia recusar, assistir aquela peça era seu sonho.

A: ok, eu aceito. Mas quero deixar claro que estou indo só por que quero muito assistir a peça. Nada de segundas intenções.

G: ok. Ótimo.

A: ok.

G: amanhã então te busco.

A: prefiro que a gente se encontre na frente do teatro.

G: ok.

A: ótimo. – os dois ficaram se olhando. Alana desconfiada e Gerard abobalhado. – tchau.

G: eu te levo.

A: não precisa, moro quase ao lado. Tchau. – e foi embora.