O Amor Retorna
88 Capítulo 88 - You're my life - Parte 3
Notas iniciais
POV ANGIE
Quando chegamos em casa, encontramos Vilu, Ludmila, Federico e Leon sentados no sofá assistindo TV. Depois de cumprimentarmos eles, nós sentamos no sofá ao de Vilu e Leon e logo Vilu perguntou:
VILU: E então vamos ter um irmãozinho ou uma irmãzinha? — Perguntou empolgada.
Antes mesmo que eu ou German respondessemos a sua pergunta, ela disse olhando para o Leon:
VILU: Eu estou muito confiante, Leon. Acho que você e o Federico vão perder a aposta.
LEON: É o que vamos ver, meu amor. — Disse sorrindo desafiadoramente.
GERMAN: Aposta? Do que vocês estão falando? — Eu já estava pronta para fazer a mesma pergunta.
LUDMILA: É que eu e a Vilu fizemos uma aposta com o Leon e o Federico. — Explicou.
ANGIE: Que tipo de aposta? — Perguntei curiosa.
FEDERICO: Nós apostamos o sexo do bebê de vocês. E quem acertar ganha.
GERMAN: E o que vocês estão apostando? — Perguntou sorrindo.
LEON: Dinheiro. Quem perder terá de pagar 100 reais para quem ganhar.
ANGIE: E o que vocês apostaram?
VILU: Eu e a Ludmila apostamos que é menina. Já o Leon e o Federico apostaram que é menino. Mas e então, quem ganhou? — Perguntou com uma curiosidade muito aparente.
GERMAN: Bem, então acho que o Leon e o Federico terão que descolar 100 reais para vocês, meninas. — Disse rindo.
Ludmila e Vilu comemoraram e abraçaram a mim e a German.
VILU: De verdade, eu ainda não consigo acreditar que vou ter uma irmã. Isso é o máximo! — Disse emocionada.
LUDMILA: Muito menos eu. Imaginem, agora eu vou ter uma mini modelo para mim poder maquia-lá e vesti-lá. — Falou sorrindo e também emocionada.
Depois que elas se sentaram onde elas estavam antes, Federico disse:
FEDERICO: Mas ela ser menina não vai mudar nada. Eu ainda posso ensinar ela a jogar vídeo game. — Disse e fez todos rirem.
LEON: É verdade. Porque se a bebê ficar o tempo todo com as meninas, elas vão encher ela de maquiagem e não vão deixá-la respirar. — Disse e fez todos rirem novamente.
Continuamos conversando por um tempo e depois Vilu, Ludmila, Federico e Leon foram para o karaoke, encontrar o resto do pessoal.
German e eu estávamos conversando sobre banalidades quando eu senti nossa filha dar seu primeiro chute e coloquei minhas mãos em cima da minha barriga para poder sentir melhor seus chutes.
Algumas lágrimas rolaram instantaneamente dos meus olhos.
GERMAN: Você está bem? Quer que eu te leve ao médico? — Perguntou preocupado e interpretando a situação da maneira errada. Ele já estava se levantando sem dúvida, pronto para me levar ao médico quando eu fiz ele ficar sentado e expliquei o que estava acontecendo.
ANGIE: Está tudo bem comigo. Foi só a nossa filha dando sinal de vida. Sente isso. — Disse e coloquei suas mãos em cima da minha barriga.
No mesmo instante em que suas mãos se apoiaram em minha barriga, a bebê continuou chutando e German ficou sem dizer nada por um tempo. Ele olhava maravilhado para minha barriga e sorria cada vez que nossa filha chutava. Ver essa cena fez mais lágrimas escorrerem.
Eu sabia que ser mãe deveria ser uma coisa boa. Mas estava enganada, porque ser mãe é maravilhoso. Sem dúvida esse era o melhor presente que German poderia ter me dado.
Coloquei minhas mãos sobre as suas e como se a bebê tivesse sentido, ela deu outro chute.
Olhei para German e vi que eu não era a única emocionada. Nesse momento ele olhou para mim e enxugou as minhas lágrimas.
GERMAN: Obrigado, meu amor. Obrigado por ter me dado um dos melhores presentes que eu já recebi.
ANGIE: Ah German, eu é que tenho que te agradecer por isso. — Apontei para minha barriga. — E por tudo.
GERMAN: Você é a minha vida, Angie.
ANGIE: E você é minha vida, German.
Então eu me aproximei mais dele e beijei ele com todo o amor que eu sentia. Inúmeras sensações me invadiram no momento em que seus lábios se colaram aos meus. Amor, paixão, ternura, carinho. Tudo junto de uma vez só.
Nós já havíamos passado por muita coisa, mas por ele eu passaria por tudo novamente. As sensações que ele causava em mim faziam meu pulso acelerar.
German passou um dos braços em volta da minha cintura e me puxou para o seu colo com cuidado.
Espalmei minhas mãos em seu peito e percebi que seu coração batia tão rápido quanto o meu. Seus lábios exerciam uma leve pressão sobre os meus. Uma de suas mãos estava em minha nuca puxando meus lábios para mais perto dos seus, o que fez nossos lábios se grudarem completamente. E a outra mão estava na minha cintura me puxando para mais perto de seu corpo.
Nos beijamos por mais alguns minutos e quando separamos os nossos lábios, German acariciou a minha bochecha e beijou a minha testa. Então eu o abracei enquanto ele fazia movimentos circulares e delicados nas minhas costas.
Depois de um tempo eu já estava quase dormindo. Eu aposto que já teria dormindo se nossa bebê não decidisse que queria chutar por mais algum tempo.
No momento em que ela chutou, me separei do abraço e coloquei uma de suas mãos em cima da minha barriga. Ele sorriu e eu disse:
ANGIE: Acho que ela não é muito fã de ficar parada.
GERMAN: Então ela puxou a você. Você também não gosta de ficar parada. Ela vai ser uma mini copia de você. — Em resposta a bebê deu outro chute.
ANGIE: Acho que ela gosta de ouvir sua voz. Continue falando com ela.
GERMAN: Oi bebê, aqui é o papai. — Ela deu outro chute. — Pelo jeito você será igualzinha a sua mãe. — Ela chutou novamente.
ANGIE: Agora a mamãe está com ciumes, filha, você só chuta para o papai. — Disse e para minha felicidade ela chutou. — Agora a mamãe ficou feliz.
GERMAN: Essa é a minha garotinha. — Ela chutou.
ANGIE: Pelo jeito ela já adora ouvir você. Cada vez que você fala com ela, ela chuta. — Constatei sorrindo.
GERMAN: Tenta você falar com ela agora.
ANGIE: Tudo bem. — Comecei acariciar a minha barriga. — Filha, a mamãe ama você.
GERMAN: E o papai também.
Então ela chutou em resposta.
ANGIE: Você tem bastante energia hein, filha. Pelo jeito você vai nos dar bastante trabalho.
GERMAN: Para mim tudo bem desde que você não queira ter um namorado.
ANGIE: Viu filha, você nem nasceu ainda, e o seu pai já está te proibindo de ter um namorado.
GERMAN: É para ela já ficar avisada. — Disse rindo.
ANGIE: Uma hora na vida dela ela vai ter que quebrar a sua ordem. — Disse rindo também.
GERMAN: Mas se depender de mim, vai demorar bastante.
Então continuamos falando com ela por mais alguns minutos.
(...)
POV GERMAN
O dia passou bem rápido. Já era de noite e eu tinha acabado de tomar banho e ir para o escritório assinar alguns papéis importantes para amanhã, não era nada que iria demorar, mas que por causa da correria de hoje, não consegui assinar.
O dia tinha sido bem cheio, mas eu não trocaria o dia de hoje por nada. Angie estava feliz e eu também. Nossas vidas estavam cada vez mais perfeitas.
Alguns minutos depois eu já tinha acabado. Então desliguei o notebook, fui para cozinha, peguei um copo com água e os comprimidos de vitamina que Angie estava tomando por causa da gravidez e fui para o nosso quarto.
Quando entrei, vi Angie dormindo. Sorri ao ver que ela estava abraçada ao urso que eu havia comprado para ela. Eu não queria acordá-la. Ela dormia tão suavemente e parecia tão cansada. Mas era importante para o bebê que ela tomasse os comprimidos.
Então coloquei o copo e os comprimidos em cima de um criado mudo, me sentei ao seu lado na cama e balancei seu braço com delicadeza, enquanto falava o seu nome.
Não demorou muito e ela acordou, se espreguiçou e olhou para mim.
ANGIE: Oi, meu amor. — Disse com uma carinha fofa e sonolenta de quem acabou de acordar.
GERMAN: Oi, meu amor. Se sente bem?
ANGIE: Sim. Agora que eu dormi me sinto ainda melhor. — Me assegurou.
GERMAN: Desculpa por te acordar. Mas é que eu lembrei que você precisava tomar as vitaminas. — Me desculpei.
ANGIE: Tudo bem, não tem problema nenhum. Não precisa se desculpar, me sinto aliviada que você tenha me lembrado. — Disse segurando uma de minhas mãos e sorrindo. — Conseguiu terminar de resolver o que você tinha que fazer?
GERMAN: Sim, deu tudo certo. Eu consegui assinar todos os papéis que eu precisava.
ANGIE: Fico feliz por ouvir isso. Acho que eu te manti o dia inteiro ocupado.
GERMAN: Eu gostei que você me manteve ocupado. Hoje, sem dúvida foi um dia muito especial pra nós dois. — Falei e sorri lembrando de como hoje tinha sido especial.
ANGIE: Você tem razão. Hoje foi um dos dias mais felizes e importantes da minha vida. — Disse sorrindo docemente.
GERMAN: É verdade, hoje para mim também foi um dia muito importante e feliz. — Ela sorriu e eu me lembrei de que eu deveria fazê-la tomar os comprimidos.
Então eu me levantei, peguei o copo e os dois comprimidos, me sentei novamente ao seu lado e passei eles e o copo para ela. Ela agradeceu, tomou-os e colocou o copo no criado mudo que ficava do lado dela da cama. Então ela se deitou, abraçou o urso de pelúcia, olhou para mim e disse:
ANGIE: Meu amor, vem deitar comigo. Aposto que você deve estar cansado.
Eu assenti, eu realmente estava me sentindo um pouco cansado. Tirei meus sapatos e deitei ao lado dela.
GERMAN: Você prefere dormir abraçada comigo ou com esse urso? — Perguntei percebendo que ela não havia desgrudado do urso ainda.
Ela sorriu e respondeu num tom divertido:
ANGIE: Claro que eu prefiro dormir abraçada com você né, German. — Ela colocou o urso de lado, se arrastou para perto de mim, apoiou a cabeça no meu peito e me abraçou. Eu a abracei também.
GERMAN: Agora eu estou com ciúmes desse urso. — Disse apontando para onde ela o tinha colocado.
ANGIE: Não precisa se preocupar com isso. Eu gosto mais de você do que do Sr. Fofinho.
GERMAN: Sr. Fofinho? — Perguntei.
ANGIE: Ah é, eu dei o nome de Sr. Fofinho para ele. Desde criança eu tenho o hábito de dar nomes para os meus bichinhos de pelúcia. — Contou.
GERMAN: A Violetta faz e sempre fez a mesma coisa. Sabia que teve uma vez que eu fui obrigado a comprar um panda de pelúcia para Violetta?
ANGIE: Não, dessa história eu não sabia. — Disse rindo. — Mas me conta, por que você teve que comprar um panda de pelúcia para ela? — Ela perguntou e eu percebi que com certeza ela estava curiosa para ouvir essa história.
GERMAN: Isso aconteceu quando a Vilu tinha uns 5 anos. Eu tinha levado ela ao zoológico e ela ficou encantada quando viu um filhote de urso panda. Quando chegamos em casa, ela me disse que já sabia o que queria de presente de Natal. Então foi aí que ela cismou que ela precisava ter um panda, porque eles eram fofos e tudo mais. Ela até me prometeu que ela cuidaria dele.
ANGIE: E o que você disse para ela?
GERMAN: Eu não queria que ela ficasse triste por eu não poder dar um panda para ela, ainda mais por ela estar tão animada com a idéia, mas eu acabei contando a verdade para ela. Eu disse que era contra a lei ter um animal desses em casa.
ANGIE: Qual foi a reação da Vilu?
GERMAN: Para minha sorte, a Vilu sempre foi uma criança muito compreensível, então ela entendeu quando eu expliquei que ela não poderia ter um panda, mas ainda assim ela ficou muito chateada. E isso partiu o meu coração. — Contei.
ANGIE: Eu imagino. Então você foi a uma loja e comprou um panda de pelúcia pra ela. — Adivinhou.
GERMAN: Sim, foi isso mesmo que aconteceu. Nesse mesmo dia eu comprei um panda de pelúcia para ela. Quando eu o entreguei para Vilu ela ficou tão feliz que até me disse que ela não se importava em não ter um panda de verdade, porque ela amou o panda de pelúcia que eu dei para ela.
ANGIE: Eu adorei essa história, German. Foi tão fofo da sua parte ter comprado um panda de pelúcia para Vilu. — Ela disse me abraçando mais apertado.
GERMAN: Você não vai chorar, não é? — Perguntei ao me lembrar que hoje ela havia me dito que ultimamente ela estava chorando por tudo e principalmente por coisas que a deixassem emocionada, por mais pequena que fosse.
ANGIE: Não, está tudo bem. Eu não vou chorar.
GERMAN: Que bom. Porque eu não gosto de te ver chorar.
ANGIE: É, eu sei. Mas é que ultimamente não chorar fica meio difícil. — Disse e bocejou.
GERMAN: Acho que é melhor você dormir agora.
ANGIE: Tudo bem. Mas você também precisa dormir, meu amor.
GERMAN: Okay. Boa noite, meu amor.
ANGIE: Boa noite, meu amor. — Ela disse, se virou para mim, me deu um beijo e voltou a deitar e me abraçar.
Eu já estava quase dormindo quando Angie começou a se mexer.
GERMAN: O que foi, meu amor ? Tá tudo bem? — Perguntei me preocupando.
ANGIE: Sim, é só que eu não estou mais conseguindo dormir.
GERMAN: Vire um pouco mais para o lado. — Eu disse e no mesmo instante ela fez o que pedi. Então comecei a mexer no seu cabelo e a cantar um pedaço da música Podemos. Fiz isso por alguns minutos.
Ela começou a ficar mais relaxada e antes de adormecer totalmente, ela murmurou:
ANGIE: Eu te amo, German. — Disse se apertando mais a mim.
GERMAN: Eu também te amo. — Disse sem saber se ela já estava dormindo.
Não demorou muito e eu também peguei no sono.
(...)
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