O Amor Retorna
55 Capítulo 55 - Quedate junto a mí
Notas iniciais
#Uma semana depois...
POV ANGIE
Ultimamente tudo esta as mil maravilhas. German e eu estamos melhor do que nunca. Quem diria um dia ficaríamos noivos. A Angie de três anos atrás nunca teria pensado nisso. As coisas entre nós mudaram, mas é claro, para melhor.
Uma nova etapa de nossas vidas começou. Sem dúvida o dia em que ele me pediu em casamento foi um dos melhores da minha vida. Foi o melhor presente que German poderia me dar.
Felizmente tudo tem dado certo. Nós achamos uma solução para fazer a Priscilla não poder mandar a Ludmila para África. German e eu demos um jeito de contatar o pai da Ludmila e ele disse que se ela não quisesse ir morar com ele não teria problema e que ele não deixaria a Priscila mandar a filha para África contra a vontade dela. E como para ela poder sair do país precisaria da assinatura dele também, a Priscila não pôde mandar a Ludmila para África.
Ludmila têm morado conosco por enquanto. Ela me disse que a Priscilla têm tentado se reaproximar dela, mas que ela ainda está chateada com a mãe e por isso não corresponde as tentativas da mesma.
(…)
Angie acabara de se arrumar e desceu as escadas, encontrando Violetta e Ludmila tomando café.
ANGIE: Bom dia, meninas. — Cumprimentou sorridente.
MENINAS: Bom dia, Angie! — Responderam em uníssono, retribuindo o sorriso.
ANGIE: É um milagre vocês duas terem acordado antes de mim.
LUDMILA: Você tem razão, Angie. Eu só acordei mais cedo porque o Federico me acordou para me avisar que iria para o Studio mais cedo hoje e depois disso eu não consegui dormir mais. — Contou.
VILU: E eu acordei mais cedo por causa do barulho que o Federico fez enquanto se arrumava. Esqueceram que o quarto dele é ao lado do meu?
ANGIE: Que estranho, eu não ouvi nenhum barulho.
LUDMILA: Acho que você estava tão cansada que nem deve ter se incomodado com o barulho.
ANGIE: Você deve ter razão. Eu estava muito cansada.
VILU: O papai também devia estar muito cansado, porque ele foi dormir ontem antes de nós chegarmos.
ANGIE: Falando nisso, onde ele está? — Quis saber, sentindo a falta do noivo.
VILU: Ele está no escritório.
ANGIE: Obrigada, Vilu, vou tomar meu café e ir falar com ele.
VILU: Sabia que você iria perguntar pelo papai. — A garota riu.
LUDMILA: Eu também. Você sempre faz isso, Angie. — Disse sorrindo.
ANGIE: É a força do hábito, meninas. — Confessou sorrindo para as garotas.
(...)
Angie tomou seu café rapidamente, preparou o café da manhã para German, colocou tudo em uma bandeja e entrou no seu escritório.
ANGIE: Bom dia, meu amor! — Falou sorrindo e colocando o café da manhã de German em cima de sua mesa.
GERMAN: Bom dia, Angie! Dormiu bem? — Perguntou, se levantando e indo até ela.
ANGIE: Sim, do jeito que eu estava cansada dormi igual uma pedra. — Brincou.
GERMAN: Eu também, no entanto, que na hora que vocês chegaram eu já estava dormindo.
ANGIE: Verdade, nós mal nos vimos ontem.
GERMAN: É mesmo, você ficou ontem o dia inteiro no Studio e eu o dia todo na construtora. Quase não nos vimos.
ANGIE: Senti sua falta. — Confessou, passando os braços em volta do pescoço de German.
GERMAN: E eu a sua, meu amor. Queria ter passado ontem o dia inteiro com você. — Contou, passando um dos braços em volta da cintura dela e repousando a outra mão nas costas dela.
Eles começaram a olhar fixamente um para o outro.
German tirou uma das mãos da cintura dela e acariciou delicadamente o rosto dela, enquanto Angie apoiou uma de suas mãos no peito dele, deixando seus lábios a milímetros um do outro. Só bastou a eles acabarem com a distância com um beijo.
Para eles nada mais importava, nem mesmo o fato de Angie ser tia de Violetta os incomodava mais. Estavam dispostos a não ficarem mais colocando barreiras no caminho.
Após o beijo, Angie apoiou a cabeça no peito de German e ele a abraçou.
ANGIE: Por quê nós negavamos tanto que nos amávamos?
GERMAN: Eu também não entendo porque fazíamos isso. Não devíamos ter ficado colocando barreiras no nosso caminho.
ANGIE: É, mas foram elas que nos mostraram que o que sentíamos um pelo outro ia muito além dessas barreiras.
GERMAN: Isso mesmo, o que eu sinto por você é e sempre será mais forte que qualquer outra coisa. — Disse e depositou um beijo na cabeça dela.
ANGIE: Eu adoro quando você diz coisas assim, tão lindas. — Ela sorriu apaixonada.
GERMAN: É que você me inspira, meu amor.
ANGIE: Era tão difícil olhar nos seus olhos sem deixar transparecer o que eu sentia. — Confessou.
GERMAN: Também era difícil te ver sofrendo por mim. Eu nunca quis te machucar.
ANGIE: E hoje é tão fácil olhar nos seus olhos e dizer "Eu te amo" — Disse olhando profundamente para ele.
GERMAN: Era o que eu devia ter dito. Dizer que te amava, dizer o quanto você é linda, carinhosa, carismática... — Ele ia continuar, mas ela interrompeu-o.
ANGIE: Obrigada, meu amor, mas agora chega de elogios. Estou com as bochechas vermelhas. — Disse e abaixou a cabeça.
GERMAN: Te elogiar é uma coisa que eu nunca vou deixar de fazer.
ANGIE: Vai me dizer que eu estou linda até mesmo quando eu já estiver velha e com os cabelos brancos?
GERMAN: Mas é claro, nunca vou deixar de dizer o quanto você é linda, ou em como tenho sorte em ter você ao meu lado. Ou em como eu te amo. Você sempre vai ser perfeita aos meus olhos, não importa quanto tempo passe. Quando a gente ama uma pessoa, amamos tudo nela e isso é o que acontece comigo. Amo cada coisa em você, como quando você sorri, quando começa a falar sem parar, quando fica corada, quando faz de tudo para ajudar os outros. Você é incrível.
ANGIE : Agora você me deixou sem palavras, German. — Disse deixando uma lágrima cair. — E eu também amo tudo em você. Adoro quando me diz coisas como essas, quando fica preocupado comigo, quando sorri, quando me abraça bem apertado fazendo meus medos sumirem. Graças a você eu sou feliz.
GERMAN: Você acredita que eu posso te fazer feliz para sempre? — Perguntou enxugando a lágrima que ela havia deixado
cair.
ANGIE : Não tenho dúvidas disso. Serei a mulher mais feliz do mundo ao seu lado. — Disse sorrindo e o abraçou. Ele retribuiu.
GERMAN: Sabe, eu estava pensando em uma coisa.
ANGIE: Em quê?
GERMAN: Em como nós quase não nós vimos ontem. Que tal hoje eu te levar para almoçar comigo e depois passarmos a tarde juntos? — Sugeriu querendo compensar o tempo que não puderam passar juntos no dia anterior.
ANGIE: Claro, amei essa ideia. — Concordou com um sorriso de orelha a orelha.
GERMAN: Eu tinha certeza de que você iria gostar.
ANGIE: Então você acertou em cheio. — Brincou.
GERMAN: Você quer que eu leve você e as meninas para o Studio hoje? — Mudou de assunto.
ANGIE: Não precisa se incomodar, meu amor. E além disso, o dia está lindo hoje para caminhar.
GERMAN: Mas não é um incômodo para mim.
ANGIE: Eu sei, mas não precisa. Pode ficar sossegado tomando o seu café da manhã.
GERMAN: Tudo bem. Nos vemos depois então futura Sra. Castillo? — Falou brincando.
ANGIE: Combinado, Sr.Castillo. — Disse brincando também. — Vou sentir saudades, meu amor.
GERMAN: Eu também.
Os dois se beijaram, se despediram e Angie e as meninas foram para o Studio.
POV PRISCILLA
Já faz alguns dias desde a minha briga com a Ludmila e após isso ela não quer mais falar comigo. Tenho certeza de que foram o German e a Angie que colocaram a Ludmila contra mim e por isso ela não quer falar mais comigo.
Eles não têm o direito de afastar a minha própria filha de mim, não têm mesmo!
Já tenho um plano do que fazer para dar uma lição neles.
(...)
Angie tinha acabado de dar a sua penúltima aula antes do horário de almoço dos professores, quando recebeu uma mensagem de German que dizia:
"Oi, meu amor, espero não estar te atrapalhando. Vou te esperar na frente do Studio daqui uma hora para almoçarmos juntos. Já até organizei o que faremos depois do almoço. Beijos e te amo."
Após ler a mensagem, Angie não conseguiu deixar de sorrir e respondeu:
"Imagina, você não me atrapalha de nenhuma forma, meu amor. Combinado, te encontrarei na frente do Studio daqui uma hora.
Beijos e também te amo."
(…)
No horário marcado German estava esperando Angie em frente ao Studio quando Priscilla apareceu.
PRISCILLA: Olá, German. — Cumprimentou um tanto cínica.
GERMAN: O que você está fazendo aqui, Priscilla?
PRISCILLA: Vim ver a Ludmila. — Mentiu.
GERMAN: Você pode até querer vê-la, mas ela não quer te ver. Ela precisa de um tempo.
PRISCILLA: Eu sei que ela não quer me ver e isso é tudo por causa sua e da Angie, que colocaram ela contra mim!
GERMAN: Eu e a Angie não colocamos a Ludmila contra você, ela não quer te ver porque você quis mandá-la para África sem o consentimento dela.
PRISCILLA: Eu a mandaria para África para o bem dela, para ela dar valor ao que ela tem aqui.
GERMAN: Mas a Ludmila dá sim valor a vida que ela tem aqui.
Nesse momento Priscilla viu que Angie estava saindo do Studio e decidiu colocar seu plano em ação. Quando Angie se aproximava olhando para eles, Priscilla beijou German e Angie viu tudo, interpretando a cena de forma errada.
German se afastou de Priscilla bruscamente, e vendo que Angie presenciara a cena, foi atrás dela.
GERMAN: Meu amor, não é nada disso que você está pensando.
ANGIE: Não me chame de meu amor!
GERMAN: Me deixa explicar.
ANGIE: Eu vi com os meus próprios olhos, não precisa explicar nada. — Falou chateada.
GERMAN: Me deixa falar, por favor.
ANGIE: Não, German. Eu não quero ouvir nada.
GERMÁN: Não fica brava, deixa eu explicar o que realmente aconteceu.
ANGIE: Eu não estou brava, German, eu estou chateada. Nunca pensei que você faria isso comigo. — Falou deixando lágrimas caírem dos seus olhos.
GERMAN: Mas Angie... — Ela o interrompeu.
ANGIE: Por favor, me deixa em paz. Eu não quero ouvir mais nada. Eu preciso ficar sozinha e pensar. — Disse e foi em direção a sua casa deixando German ali sem saber o que fazer.
Minutos depois Angie chegou em sua casa e foi direto para o seu quarto e deitou-se em sua cama com o rosto vermelho de tanto chorar. Ela só queria chorar, como se ss lágrimas pudessem levar o que ela estava sentindo junto com elas.
Ela sabia que German não era capaz de fazer aquilo com ela, no fundo ela queria acreditar nele. Ela vira ele e Priscilla se beijando. Como conseguir confiar nessas circunstâncias?
Ela já estava totalmente confusa, que até chegou a pensar: Será que ele não me ama mais? Mas logo descartou essa hipótese. Ela sabia e sentia que German nunca teria sido tão maravilhoso com ela se realmente não a amasse.
Ela precisava de algo para fazê-la esquecer disso. Precisava tomar uma decisão e sabia muito bem que lugar poderia ajudá-la a fazer isso.
Então ela arrumou suas malas e foi para o aeroporto.
(…)
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