O Amor Retorna
42 Capítulo 42 - Presos
Notas iniciais
Angie estava em sua sala, preparando suas aulas quando German entrou na mesma, para a surpresa da loira.
GERMÁN: Oi, Angie. — Cumprimentou, sorrindo de leve.
ANGIE: Oi, German. — Devolveu o sorriso. — Esta precisando de algo?
GERMÁN: É que eu queria saber se agora que você voltou para Buenos Aires você gostaria de voltar a fazer parte do projeto. — Explicou. Quem dera a ideia para o projeto fora Angie, ela merecia voltar a fazer parte dele.
ANGIE: Mas... Não seria um incômodo para você, já que a gente já namorou? — Quis ter certeza.
GERMÁN: Quanto a isso não se preocupe, Angie, eu sei separar o pessoal do profissional. E além do mais, se não fosse por você esse projeto não teria dado certo. Aceita? — Disse dando um lindo sorriso.
ANGIE: Tudo bem, eu aceito. — Falou, retribuindo o sorriso.
GERMÁN: Hoje tem uma reunião sobre esse projeto, se você quiser pode ir junto comigo.
ANGIE: Ah, German, não sei não. — Ficou em dúvida.
GERMÁN: Por quê?
ANGIE: Acho que a Priscilla não gostaria nem um pouco dessa ideia.
GERMÁN: Não se preocupe com a Priscilla.
ANGIE: Tem certeza que não vai te causar problemas? — Quis confirmar.
GERMÁN: Tenho sim. Então, você aceita?
ANGIE: Tudo bem, eu aceito. — Finalmente aceitou.
GERMÁN: Então, te encontro aqui em duas horas.
ANGIE: Combinado. — Ela sorriu.
GERMÁN: Então até daqui a pouco, amor... quer dizer, Angie.
ANGIE: Tchau.
POV GERMAN
Estou feliz que a Angie voltou para Buenos Aires. Senti falta dela, muita falta. Que bom que ela aceitou voltar a me ajudar com o projeto porque assim posso passar mais tempo com ela nem que for para ser apenas seu amigo.
(…)
#2 horas depois
Angie estava em sua sala esperando German e como o combinado ele apareceu. Eles foram para reunião e depois de a reunião acabar eles entraram no carro e foram em direção ao Studio.
#No carro
Angie estava distraída olhando a paisagem do lado de fora do carro, quando German puxou assunto:
GERMÁN: Como foi passar 3 meses na Espanha, Angie?
ANGIE: Até que foi bom. Me fez bem passar um tempo com a minha mãe, eu estava morrendo de saudades dela. — Contou.
GERMÁN: Imagino.
ANGIE: Mas mesmo assim prefiro viver aqui. Senti saudade de tudo e de todos.
GERMÁN: É, a Vilu sentiu muito a sua falta.
ANGIE: Só ela? — Questionou, olhando diretamente nos olhos dele.
Antes mesmo que German pudesse formular uma resposta, o pneu do carro furou e fez um barulho.
GERMÁN: Vou estacionar o carro e ver o que foi esse barulho. — Avisou.
ANGIE: Tudo bem.
Ele estacionou o carro e eles sairam.
ANGIE: E então o que aconteceu?
GERMÁN: Olha aqui. — Disse apontando para o pneu do carro. — O pneu furou.
ANGIE: E agora, o que a gente faz?
GERMÁN: Vou ligar para o mecânico e ver se ele pode resolver o nosso problema.
ANGIE: Você não tem um pneu reserva?
GERMÁN: Infelizmente, não.
Ele ligou para o mecânico sentou-se em um banco ao lado de Angie.
ANGIE: Falou com o mecânico?
GERMÁN: Falei.
ANGIE: E o que ele disse?
GERMÁN: Que chega aqui em alguns minutos.
ANGIE: Que bom.
Nesse momento passou um senhor vendendo sorvete, então Angie foi até ele e disse:
ANGIE: Eu vou querer dois.
German se aproximou dela e disse ao vendedor:
GERMÁN: Eu quero um também.
O vendedor deu os dois de Angie para ela e o de German para ele. Então Angie pegou sua carteira e tirou o dinheiro para pagar o vendedor, mas antes que ela pudesse pagar o senhor, German disse:
GERMÁN: Deixa que eu pago.
ANGIE: Não precisa, German.
GERMÁN: Mas eu insisto. — Falou com aquele sorriso que poderia fazer com que Angie aceitasse qualquer coisa que lhe pedisse.
ANGIE: Tudo bem, eu aceito.
Obrigada, German. — Disse com aquele sorriso que fazia com que o coração de German batesse mais forte.
Ele pagou o vendedor e eles voltaram a se sentar no mesmo banco.
ANGIE: Eu adoro doces, acho que gosto de todos. Nunca nego doce se alguém me oferece. — Contou, alegre.
GERMÁN: É, eu já percebi. — Comentou e os dois riram.
Angie tomava um sorvete de groselha e German um de chocolate, até que Angie deixou escorrer sorvete pelos lábios. German olhou para ela.
ANGIE: O que foi? — Quis saber o motivo pelo qual ele encarava-a.
GERMÁN: É que aqui está sujo. — Disse, passando o polegar pelos lábios dela.
Esse toque fez com correntes elétricas percorressem pelos seus corpos.
Naquele momento German queria beijá-la e a cada vez ficava mais difícil resistir aos lábios de Angie que por conta do sorvete estavam vermelhos.
Angie também sentia a necessidade de selar seus lábios aos dele. Faziam meses que não sentiam seus lábios se tocarem.
Eles foram se aproximando aos poucos, mas quando faltavam milímetros para se beijarem, o mecânico chegou e eles se afastaram imediatamente.
O mecânico arrumou o pneu, German pagou,eles entraram no carro e foram ao Studio.
Durante o caminho até o Studio, nenhum dos dois disse nada. Estavam tensos pelo que poderia ter acontecido se o mecânico tivesse se atrasado por alguns segundos.
Minutos depois, German estacionou em frente ao Studio.
Eles ainda estavam dentro do carro quando Angie falou:
ANGIE: Obrigada por ter me levado para reunião, German. — Agradeceu timidamente.
GERMÁN: De nada.
ANGIE: Você vai entrar?
GERMÁN: Agora não, porque eu preciso resolver alguns assuntos, mas depois eu volto.
ANGIE: Então, tchau.
GERMÁN: Tchau, Angie.
Angie se aproximou dele e deu um beijo em seu rosto, ao que German fechou os olhos, permitindo que o simples toque tomasse o caminho de seu coração.
ANGIE: Até mais. — Despediu-se e saiu do carro, sem olhar para trás.
Angie entrou no Studio e Vilu logo veio ao seu encontro.
VILU: Oi, Angie. Onde você estava?
ANGIE: Oi, Vilu. Eu tinha ido com o seu pai a uma reunião sobre o projeto.
VILU: E sobre o que foi falado? — Interessou-se.
ANGIE: Sobre muitas e muitas coisas. Mas especialmente de uma festa beneficente que eles vão dar em comemoração ao sucesso do projeto. E você está convidada. — Disse e entregou dois convites a Violetta.
VILU: Que legal, Angie, mas por que você me deu dois convites?
ANGIE: É que cada pessoa que for pode levar um acompanhante. — Explicou.
VILU: Que bom, porque eu até sei quem eu vou levar. — Falou sorridente.
ANGIE: Deixa eu adivinhar, você vai com o León. — Brincou.
VILU: É, claro que eu vou com ele e você com quem vai? — Quis saber, curiosa.
ANGIE: Por enquanto sozinha. Mas vou achar alguém para ir junto comigo.
VILU: Que dia vai ser?
ANGIE: Nesse sábado.
VILU: E como eu devo me vestir?
ANGIE: Você tem que vestir algum vestido de gala.
VILU: Acho que vai ser uma experiência legal, porque eu nunca me vesti com um vestido de gala.
ANGIE: É, as vezes em que eu me vesti desse jeito foram muito raras.
VILU: Acho que agora você tem que dar aula, né Angie, então depois nós conversamos. — Falou ao olhar seu relógio. — Enquanto isso vou falar com o León, para ver se ele quer ser o meu acompanhante.
ANGIE: Eu acho que você nem precisa pedir, porque com certeza o León aceitará ir como seu acompanhante.
VILU: Verdade, tia mais mais perfeita do mundo. — Sorriu para a tia.
ANGIE: Então vai lá conversar com o León, olha ali ele. — Falou, vendo que Leon se aproximava.
VILU: Tchau, Angie. Nos vemos depois.
ANGIE: Tchau, Vilu.
Elas se despediram e Vilu foi falar com Léon.
VILU: Oi, León.
LEÓN: Oi, meu amor.
Eles deram um selinho.
VILU: Como você está?
LEÓN: Bem e você, princesa?
VILU: Eu estou bem. Eu tenho uma pergunta para te fazer.
LEÓN: Então pode fazer.
VILU: Eu queria que você fosse meu acompanhante numa festa.
LEÓN: Claro que eu aceito. — Aceitou, sorrindo para namorada. — Mas que festa é essa?
VILU: É uma comemoração à aquele projeto que eu tinha falado para você.
LEÓN: Entendi, que bom que você me convidou, porque eu não quero nenhum espertinho dando em cima de você. — Brincou, arrancando um sorriso da namorada.
VILU: Para de ser bobo, León. E agora vamos porque a gente tem aula do Gregório e você sabe como ele é em relação a ser pontual.
LEÓN: É, vamos. — Eles deram as mãos e foram para a aula do Gregório.
(...)
Já estava anoitecendo quando German chegou ao Studio. Ele logo encontrou Angie na sala onde ficavam os instrumentos.
GERMÁN: Oi, Angie.
ANGIE: Oi, German. O que você está fazendo aqui a essa hora?
GERMÁN: É que eu tinha esquecido de pegar uns papéis do Studio para analisar, então eu vim pegar. — Explicou.
ANGIE: Ah , entendi.
GERMÁN: E você o que ainda está fazendo aqui? Não era para o seu turno já ter acabado? — Perguntou, estranhando ela ainda estar no Stuidio a uma hora daquela.
ANGIE: É, na verdade o meu turno já acabou, mas é que o Beto estava dando uma arrumada nessa sala, mas precisou sair então eu me ofereci pra ajudá-lo, já que eu não tenho nada para fazer.
GERMÁN: Você precisa de ajuda?
ANGIE: Não, está tudo bem, eu consigo sozinha.
GERMÁN: Tudo bem então, vou ir buscar os papéis.
Ele foi buscar os papéis e quando voltou viu que Angie estaca dentro da salinha dos instrumentos, tentando colocar uma flauta em cima de uma prateleira. Ela não estava conseguindo alcançar a prateleira mesmo estando nas pontas dos pés. Germán então se escorou na fresta da porta e disse:
GERMÁN: E agora, você vai aceitar minha ajuda?
ANGIE: Desisto. Vou aceitar sua ajuda. — Falou e entregou a flauta para ele, que a colocou em cima da prateleira.
GERMÁN: Achei que você nunca fosse deixar eu te ajudar.
ANGIE: É que você tem sorte de ser mais alto do que eu. E mesmo eu tentando nunca ia conseguir colocar aquela flauta nessa prateleira.
GERMÁN: É, eu sei. — Disse rindo de como ela ficava fofa quando era teimosa.
ANGIE: Você ri, mas não tem graça.
GERMÁN: Vou ir pegar alguns instrumentos.
ANGIE: Ok, e eu vou colocar esse violão e essa guitarra no lugar.
Ele pegou alguns instrumentos e quando voltou acabou fechando a porta.
Eles arrumam os instrumentos e Angie foi abrir a porta e viu que a mesma estava emperrada.
ANGIE: Ai, a porta emperrou. — Declarou, tentando abrir a porta a todo custo.
GERMÁN: Vou te ajudar. — Disse ajudando ela a puxar a porta.
Eles puxaram tanto a porta que a maçaneta caiu e eles ficaram presos.
ANGIE: Agora a gente esta preso aqui dentro. — Falou e acendeu a luz da salinha.
GERMÁN: O que a gente vai fazer para sair daqui?
ANGIE: Vou pegar meu celular e ligar para Vilu.
Ela pegou o celular e discou o número de Vilu, mas na mesma hora a bateria do celular descarregaou.
ANGIE: O meu celular descarregou, você está com o seu aí?
GERMÁN: Não, eu esqueci o meu no carro.
ANGIE: O que a gente vai fazer agora? — Questionou, suspirando.
GERMÁN: Acho que a gente vai ter que esperar alguém sentir nossa falta. — Sugeriu.
ANGIE: Mas e se só lembrarem da gente amanhã?
GERMÁN: A gente vai ter que esperar. — Deu de ombros.
ANGIE: Mas é que esse lugar é meio pequeno e fechado e...
GERMÁN: Você tem fobia. — Completou.
ANGIE: Sim, um pouco.
GERMÁN: Calma, vai ficar tudo bem.
ANGIE: Tomara. — Disse e sentou-se no chão.
German sentou ao lado dela.
O céu lá fora escureceu e instantes depois começou a chover.
ANGIE: E para piorar começou a chover. — Resmungou, mais para si mesma, mas German conseguiu ouvi-la.
GERMÁN: E que problema tem estar chovendo?
ANGIE: É que se a chuva piorar a energia pode acabar e tudo vai ficar escuro.
GERMÁN: Vai ficar tudo bem, se acalma.
ANGIE: Mas o problema é que eu não consigo me acalmar.
GERMÁN: Tive uma idéia, eu vou pegar um violão e tocar uma música nele para ver se você se acalma. — Falou, pegou o violão, sentou-se de frente para ela e começou a tocar e cantat a música "Soy Mi Mejor Momento".
Aos poucos Angie foi se acalmando e começou a cantar a música junto com German.
Quando eles terminaram de cantar, Angie disse:
ANGIE: Como você sabia que eu ficaria mais calma cantando?
GERMÁN: Porque toda vez que você ficava nervosa eu cantava com você e você se acalmava. Lembra?
ANGIE: Lembro sim. — Disse sorrindo, lembrando de cada momento que German cantava para ela se acalmar.
GERMÁN: Que bom que você está mais calma. — Falou, sorrindo.
ANGIE: E como você sabe que eu estou mais calma?
GERMÁN: Porque você está sorrindo.
ANGIE: É, eu estou muito mais calma.
GERMÁN: Que bom, mas até que é engraçado ver você com medo. — Brincou.
ANGIE: Não tem graça alguma. Vai me dizer que você não tem medo de nada? — Falou irônica.
GERMÁN: E eu não tenho mesmo.
ANGIE: Todo mundo tem medo de alguma coisa. — Disse, como se fosse óbvio.
GERMÁN: Tá bom, eu tenho medo do... escuro.
ANGIE: Para de ser bobo, German, eu sei quando você está mentindo. — Devolveu sorrindo.
GERMÁN: E eu sei que quando você invoca com alguma coisa você não para até não conseguir o que quer. — Comentou, sorrindo para ela.
Nesse momento, então...
(...)
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