O Amor Retorna
18 Capítulo 18 - Nossa Música
Notas iniciais
Na mansão…
Violetta, Camila e Francesca estavam na sala sentadas num dos sofás conversando.
CAMILA: Nossa Vilu, foi lindo o que o seu pai fez pra pedir a Angie em namoro. — Ela sorriu ao se lembrar de como o pai da amiga se esforçara para que tudo ocorresse da forma planejada. — Nunca vi um pedido de namoro tão lindo.
FRANCESCA: É mesmo, eles formam um casal perfeito. — Concordou, no mesmo tom sonhador da amiga.
VILU: É, eu sempre quis que eles ficassem juntos, mas eles nunca admitiam. Mas daí vamos dizer assim, eu dei um ''empurrãozinho'' pra que eles se acertassem de vez. — Contou, já que ainda não havia contado para as amigas os detalhes do que fizera para unir a tia e o pai.
CAMI: Dessa eu não sabia. — Constatou, ficando curiosa. — Mas o que você fez, Vilu ? Você não nos disse qual era o plano.
FRAN: O que você quer dizer com ''empurrãozinho'', Vilu?
VILU: Bom, na verdade a princípio não tinha dado muito certo, mas depois deu.
CAMI: Vai Vilu, conta logo o que aconteceu. — Pediu.
FRAN: Assim você vai deixar a gente curiosa.
VILU: Ok, foi assim: eu tinha prendido o papai e a Angie no quartinho onde ficam guardadas as coisas da minha mãe, o que não deu 100% certo. Mas quando meu pai voltou de viagem ele e a Angie saíram pra jantar e, finalmente, se resolveram. — Relatou sorrindo, ao lembrar que seu plano fora fantástico e meio que indiretamente, funcionou.
CAMI: Só você mesmo, Violetta! — Riu da ideia da amiga.
FRAN: Que bom que deu certo.
VILU: É, só eu mesma pra pensar em um plano tão bom assim.
Elas começaram a rir e continuaram conversando.
(...)
Angie estava em pé apoiada na pia da cozinha pensando em tudo o que aconteceu e começou a sorrir. Segundos depois sentiu alguém a abraçando por trás. Ela sabia quem era e um sorriso iluminado surgiu no seu rosto, enquanto ela se virava para poder olhar seu rosto.
GERMAN: Adoro te ver sorrindo. — Ele afirmou. — Seu sorriso é tão alegre, tão vivo.
ANGIE: E eu adoro você. — Ela colocou as mãos em concha, uma de cada lado do rosto de German e colou seus lábios aos dele, que se moldaram perfeitamente aos seus.
Uma das mãos de German traçou um caminho até a nuca de Angie, aprofundando o beijo, que cada vez se tornava mais intenso.
Quando enfim se afastaram, continuaram abraçados, até que Angie se afastou um pouco, se virando pra ele.
ANGIE: Sabe, pra mim ainda não caiu a ficha do que está acontecendo. Tudo está tão perfeito. — Ela sorriu.
GERMAN: É mesmo, se você não tivesse aceitado nem sei o que iria acontecer. — Ele não tinha ideia mesmo, precisava dela para ser feliz. Sempre precisara.
ANGIE: É, mas eu nunca conseguiria rejeitar um pedido desses. — Ela segurou as mãos dele.
GERMAN: Mas quando você falou que não, eu quase tive um ataque do coração. Que bom que você continuou a frase antes disso acontecer.
ANGIE: Desculpa se eu fiz você quase ter um ataque. — Disse sem conseguir conter o riso.
GERMAN: Do que você está rindo, hein? Posso saber?
ANGIE: É que eu estava imaginando o que teria acontecido se eu tivesse dito não e você tivesse tido um ataque do coração! — Relatou e parou de rir; apenas um sorriso ficou para trás deixando vestígios de suas risadas.
GERMAN: Eu te amo. — Ele simplesmente disse, de repente. Depois de tanto tempo guardar aquelas palavras pra si mesmo, agora era libertador sempre poder dizê-las em voz alta para Angie.
ANGIE: Eu te amo mais. — Ela devolveu, sentindo-se invencível. Ela sempre achara que o amor deixava as pessoas fracas e vulneráveis, suscetíveis a dor, mas agora ela sabia que mesmo que o amor pudesse machucar, ele também podia curar, podia trazer segurança, paz e felicidade.
GERMAN: Impossível! — Ele sussurrou próximo ao ouvido dela.
Angie sorriu com a palavra, pois sempre pensou que essa mesma palavra era o que o amor deles era: impossível. Mas agora ela não significava que o amor deles era algo que não podia acontecer, mas sim que era impossível se amarem mais do que já se amavam.
Angie se aproximou do amado e os dois trocaram um selinho.
Não demorou muito e eles começaram a ouvir um som de piano que estava sendo tocado no ritmo da música Sabes, da banda Reik. Angie amava aquela música.
German também conhecia aquela música, Violetta a ouvira tantas vezes que ele acabara decorando a letra.
ANGIE: German, você está ouvindo? — Olhou para ele.
GERMAN: Sim, está vindo da sala. Vamos lá. — Ele pegou na mão dela e a guiou até o cômodo de onde vinha aquela bela melodia.
ANGIE: Claro, vamos. — Concordou.
Quando chegaram na sala, logo olharam para o piano e viram que era Violetta quem estava tocando.
VILU: Eu já estou tocando, agora só falta vocês cantarem. — Disse incentivando os dois a soltarem a voz.
TODOS: Canta! Canta! Canta! — Pediram gritando, em uníssono.
ANGIE: Tudo bem a gente canta. Já que não temos escolha. — Brincou e piscou pra German.
GERMAN: Se disséssemos que não vamos cantar, vocês iriam insistir até que cantassemos? — Entrou na brincadeira; ele já sabia qual seria a resposta que receberia.
TODOS: Sim!
GERMAN: É Angie, estamos sem escolha. — Riu da situação em que Violetta os colocara. Pelo jeito, a filha não se cansava de bancar o cupido. Ele tinha de admitir que a filha mandava muito bem nessa área, se não fosse pela "contribuição" dela para unir os dois, era bem capaz de ainda estarem separados. Ele tinha muito o que agradecer a filha.
VILU: Agora chega de papo, quero ver o mais novo casal cantar. — Falou sem deixar margem para discussão.
GERMANGIE: Tudo bem. — Concordaram, por fim.
Angie e German se aproximaram do piano e começaram a cantar a música Sabes. Pra eles aquele era um momento único, onde parecia que só os dois estavam na sala, usando aquela música para expressar o quanto se amavam.
A partir daquele momento a música Sabes se tornou a música dos dois, a música que conseguia refletir o amor deles, que durante seu executamento fazia com que lembrassem de tudo o que já passaram juntos.
Quando eles terminaram de cantar, se pegaram sorrindo um para o outro que nem bobos.
Todos aplaudiram.
VILU: Agora só falta uma coisa. — A garota disse sorrindo.
GERMANGIE: Que coisa? — Perguntaram mesmo já tendo ideia do que Vilu queria que os dois fizessem.
TODOS: Beija! Beija! Beija!
Eles se aproximaram cada vez mais um do outro e deram um selinho. E novamente todos aplaudiram e assobiaram.
ANGIE: Satisfeitos? — Perguntou sorrindo.
TODOS: Sim!
(…)
Eles passaram o resto da tarde, cantando, comemorando e conversando. Por volta das seis horas, todos foram embora, inclusive Frederico que foi resolver alguns assuntos da banda com os amigos.
German, Angie, Vilu, Olga e Ramalho ficaram na sala conversando.
(…)
Fale com o autor