O Amor Retorna

11 Capitulo 11 - O melhor jantar de todos - Parte 1


Notas iniciais
Oi, gente ❤ Primeiramente, queremos agradecer a CAMILA CLARINÁTICA por ter favoritado a fic. Obrigada, linda! ❤ E agradecer a todas as lindas que comentaram. Muito obrigada, gente, sem vocês a fic não seria nada ❤ Boa leitura! ❤

2 Semanas depois…

Violetta e Angie estavam no carro, a caminho do aeroporto. As duas conversavam sobre banalidades enquanto Ramalho dirigia o veículo.

Quanto mais perto do aeroporto chegavam, mais nervosa Angie ficava. Ela sabia que duas semanas não eram tanto tempo assim, mas ela havia sentido demasiadamente falta de German, e saber que iriam se encontrar em poucos minutos, era motivo suficiente para que borboletas voassem dentro de seu estômago.

Sem ele a casa não era a mesma, parecia incompleta. A sensação era de que algo faltava para que tudo se encaixasse. Faltava German.

A viagem ao aeroporto não demorou muito, em poucos minutos as duas chegaram ao portão de desembarque. Elas não viram German de imediato, tiveram que se sentar e esperar.

VILU: Angie, será que aconteceu alguma coisa? — Se preocupou. — O papai nunca se atrasa.

ANGIE: Eu sei, querida. Deve ser só um pequeno atraso. — Tentou tranquilizar a sobrinha. — É normal, você vai ver. Não deve ser nada demais.

Angie tentava tranquilizar Violetta, mas era ela que precisava se acalmar. O que será que acontecera? Ela sabia que se existia uma coisa que German não suportava era atrasos. Ela perdera as contas de quantas vezes German chamara sua atenção quando ela se atrasava. Pontualidade sempre foi uma das qualidades do moreno.

VILU: Deve ser isso mesmo. — Concordou ainda preocupada.

Elas esperaram mais quinze minutos e nada de German aparecer. Angie não conseguia ficar parada sem mexer em algo, era um de seus defeitos quando ficava preocupada. Primeiro ela mexia no cabelo, enrolando-o na ponta do dedo, depois começou a balançar o chaveiro de sua bolsa de um lado para o outro. E por último a balançar os pés repetidamente.

VILU: Angie, para! — Repreendeu a tia. O nervosismo de Angie parecia estar contagiando a garota.

ANGIE: Desculpa, Vilu. — Encarou a sobrinha. — É que eu realmente estou ficando preocupada, eu sei que deveria estar te acalmando mas já fazem quinze minutos...

VILU: Tudo bem, Angie. — Falou e pegou a mão da tia carinhosamente. — Desculpa por ter agido assim.

ANGIE: Não tem problema, eu te entendo... Mas falando nisso, acho que vou ir até o balcão e ver se sabem de alguma coisa. — Disse, ao que a sobrinha concordou balançando a cabeça em afirmativa.

Angie estava caminhando até o balcão, quando seu olhar se desviou para alguém que parecia vir em sua direção. Quando se deu conta de quem era, sem pensar no que estava fazendo, correu até essa pessoa e se jogou em seus braços, onde fora prontamente recebida.

German não esperava que Angie o receberia de forma tão animada. Não pode esconder o sorriso que surgira em seu rosto quando Angie se jogara em seus braços e o abraçara como se sua vida dependesse daquilo.

Eles ficaram abraçados por alguns minutinhos. German podia sentir o perfume de Angie, que tinha uma essência adocicada e floral que o fez relaxar. Fazia duas semanas que não sentia seus músculos tão relaxados. Os dias que passara em Madrid foram tão corridos e cheios que ele não teve tempo para relaxar, mas agora com Angie em seus braços aquilo se tornara tão simples.

Durante o abraço, ambos não tiraram nem por um segundo o sorriso do rosto. A sensação de estarem próximos e um entre os braços do outro, fazia tudo ficar melhor. Um sentimento de paz os invadiu completamente. Como um abraço poderia ser tão bom daquele jeito?

Violetta estava adorando ficar observando a cena que se desenrolava diante de seus olhos e poder ver que seus esforços para unir o pai e a tia finalmente estavam surtindo efeito, mas ela também tinha sentido muita falta do pai. Os dois nunca tinham ficado tanto tempo longe um do outro. Ela também queria abraçá-lo.

Então Violetta tossiu ironicamente e os dois se afastaram na mesma hora.

VILU: Papaiiiii!!! — Disse e se jogou nos braços do pai. — Senti tanto sua falta.

GERMAN: Eu também senti muito a sua falta, filha. — Falou acariciando os cachos da filha.

VILU: Tanto quanto você e Angie sentiram um a falta do outro? — Perguntou brincando e deixando German e Angie sem graça. — É brincadeirinha. E então, como foi a viagem?

GERMAN: Apesar de ter sido corrida, foi tudo bem. E além do mais Madrid é uma cidade muito bonita.

ANGIE: É mesmo, meus pais sempre levavam eu e a Maria pra Madrid. — Entrou na conversa. — A cidade é muito bonita mesmo.

VILU: É papai, porque um dia desses a gente não viaja pra lá? — Sugeriu animada. Adoraria viajar com o pai e a tia.

GERMAN: Boa ideia filha, qualquer dia desses viajamos pra lá.

VILU: Seria ótimo. — Começou. — Papai, por que você demorou tanto? — Mudou de assunto.

GERMAN: Ah, é verdade. Me desculpem o atraso. É que houve um probleminha com a minha mala, mas tudo já foi resolvido.

VILU: Que bom, o senhor nos deixou super preocupadas. Principalmente a Angie, você tinha que ver como ela estava. — Disse fazendo com que Angie sorrise e desse de ombros, como se não pudesse ter evitado.

GERMAN: Ah, é mesmo? — Brincou e piscou discretamente pra Angie. Seus lábios formavam um sorriso.

VILU: É mesmo. — Concordou. — O papo está ótimo, mas é melhor a gente ir, o Ramalho está no carro nos esperando.

(...)

Logo que os três chegaram na mansão, não demorou muito para que o almoço ficasse pronto, então todos almoçaram juntos.

Angie foi a primeira a se retirar da mesa, ela se sentia diferente, mas de uma maneira boa e, isso tudo tinha a ver com a volta de German. Se sentia feliz mas ao mesmo tempo confusa. Feliz porque German voltara e confusa porque ela ainda não tinha certeza se deveria dar outra chance ao amor.

Ainda confusa, ela decidiu dar uma volta no jardim, e logo que chegou lá sentou-se na grama recém cortada, e sua mente fora invadida por memórias de quase três semanas atrás, no dia em que aconteceu a festa em sua homenagem. Suspirou ao lembrar na forma em que German a tratara, ele fora tão doce quando ele lhe deu uma flor, e quando quase se beijaram... Suspirou novamente. O que será que teria acontecido se de fato tivessem mesmo se beijado? Como ela teria reagido? Ou melhor, como ele reagiria?

Ela continuou sentada ali, envolta em pensamentos, quando alguém sentou ao seu lado.

ANGIE: German? — Perguntou surpresa. — O que está fazendo aqui?

GERMAN: Eu? Nada, só resolvi sentar aqui pra tomar um ar e você?

ANGIE: Eu também.

GERMAN: Você estava pensativa. — Constatou. — Em que você estava pensando? — Perguntou interessado.

ANGIE: Em nada de importante. Só banalidades. — Mentiu.

Eles ficaram por alguns segundos calados, até que German tomou coragem e quebrou o silêncio.

GERMAN: Angie, você aceitaria jantar essa noite comigo?

ANGIE: Claro, eu adoraria. — Aceitou tão surpresa pelo convite, que mal pensou direito antes de aceita-lo.

GERMAN: Então, combinado?

ANGIE: Combinado. — Sorriu. — Mas onde vamos jantar? — Perguntou curiosa.

GERMAN: É surpresa. — Um sorriso travesso surgiu em seus lábios. Ele sabia que Angie era curiosa demais e que não descansaria até que ele falasse mais sobre a surpresa. Mas como toda boa surpresa, ela não conseguiria mais detalhes.

ANGIE: Como assim "surpresa"? — Perguntou enfatizando a última palavra. — Eu acho que eu mereço saber né?

GERMAN: Claro que merece. — Começou. — Você vai saber quando chegarmos lá.

ANGIE: Mas se você não me disser onde vamos, eu não vou saber como me vestir. — Protestou, tentando arrancar mais informações sobre a tal surpresa.

GERMAN: Se vista como sempre se veste quando vai sair para jantar.

ANGIE: Tá bom. — Falou, por fim. — Mas que horas nós vamos?

GERMAN: O que acha de sairmos às sete? — Propôs sorrindo.

ANGIE: Por mim está ótimo, German. — Sorriu também.

GERMAN: Bem, agora eu preciso trabalhar. Se não eu ficaria mais tempo aqui com você. Mas se precisar de algo, eu estarei no escritório. — Disse ao se levantar e Angie se levantou também.

ANGIE: Okay, obrigada. Até mais tarde. — Disse e deu um beijo casto na bochecha de German, que retribuiu o beijo, dando um beijo igualmente casto na testa de Angie, antes de sorrir e sair.

Logo após German foi para o seu escritório e Angie sentou-se novamente na grama. E os dois começaram a pensar.

POV ANGIE

German voltou de viagem hoje. Fiquei muito feliz em revê-lo.

Me preocupei muito quando chegamos para buscar German e ele demorou a aparecer. Confesso que a idéia de ter acontecido algo com ele, me assustou, mas no final German estava ótimo e intacto. Fiquei tão aliviada quando o vi vindo, que não pensei duas vezes em me jogar em seus braços.

E por falar em abraço, quando nos abraçamos me senti tão bem que não queria me soltar daquele abraço nunca mais. Ele não sabe o quanto faz falta nessa casa.

POV GERMAN

Fiquei tão feliz de encontar a Violetta e a Angie no aeroporto, estava morrendo de saudades de ambas.

Convidei Angie para jantar comigo hoje, e ela aceitou. Espero que tudo dê certo pois precisamos conversar e colocar os pingos nos is do passado.

Tenho que falar uma coisa muito importante para ela, mesmo ainda eu não tendo certeza de como abordar o tema e nem de como ela irá reagir.

(...)

Angie decidiu vestir um vestido vermelho acima do joelho e saltos pretos. Seu cabelo estava solto e enrolado e ela optou por uma maquiagem leve com um batom nude, mas que destacaram bastante sua beleza e seus olhos verdes. Já German, optou por uma camisa social azul marinha, um paletó preto, calça jeans e um par de sapatos pretos.

(...)

Quando deu o horário, German foi até o quarto de Angie e bateu na porta.

ANGIE: Só mais dois minutinhos. — A voz de Angie ecoou de dentro do quarto.

German então ficou esperando; os dois minutos se tornaram cinco e quando ele tomou coragem para bater outra vez na porta, uma Angie atrapalhada saiu apressada e acabou tombando em German, que a segurou pela cintura antes que o pior acontecesse.

Angie sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Afinal, lá estavam eles na mesma posição de vários dias atrás. Como podia ser tão atrapalhada assim? Não podia ficar caindo toda hora. Se bem que estar entre os braços de German era tão bom... disso ela não tinha do que reclamar. Ela realmente não se importava mais em cair, desde que German estivesse lá para segura-la…

Seus olhos verdes se travaram nos de German, e ela jurou ter visto um brilho diferente neles. Algo novo, que só contribuiu para que seu nervosismo aumentasse.

German queria falar alguma coisa, mas naquele momento era impossível. Poderia soar totalmente clichê, mas ele tinha certeza de que nenhuma palavra que escolhesse para definir Angie faria juz à ela.

Em questão de segundos as mãos que estavam na cintura de Angie passearam até suas costas, fazendo movimentos delicados.Ela suspirou. Pelo amor, eles ainda nem tinham sequer saído de casa e ela já se sentia perdida.

Angie deu um passo a frente, e logo que o fez sentiu o perfume másculo de German a envolver. E quando seus olhares se encontraram novamente, ele sorriu. Um sorriso doce e confortável, sem nenhuma outra intenção ao não ser conforta-la. E Angie sentiu, como se fosse possível, que ele conquistara seu coração mais uma vez.

German percebera que Angie estava nervosa, ele queria que ela relaxasse antes do encontro. Queria que ela pudesse aproveitar a noite, coisa que ela não conseguiria se estivesse nervosa.

Angie também sorriu e encostou a cabeça no peito de German, enquanto ele continuou a acarinhar suas costas.

Eles ficaram assim por mais algum tempo, até que German soltou Angie, pegou suas mãos e as envolveu nas suas.

GERMAN: Se me permite dizer, você está maravilhosa, Angie. — Elogiou, dando-se conta de que ainda não dissera nada a respeito da beleza de Angie. Apesar de achar que "maravilhosa" era muito pouco para definir como ela estava.

ANGIE: Obrigada. — Disse e sorriu docemente. Surpresa por não se sentir nervosa com o elogio. Pelo jeito o momento que tiveram havia levado todo o nervosismo. Afinal, que momento fora aquele? Ele fora um fofo. De novo. Ele simplesmente a envolvera em seus braços. Ela percebeu que ele queria acalma-la, e seu coração o amou mais outra vez. Como ele podia a conhecer tão bem e saber do que ela precisava?

GERMAN: Já vamos indo? — Estendeu a mão pra ela.

ANGIE: Claro. — Disse e os dois foram até o carro de mãos dadas; ambos sorrindo abertamente.

(...)

Minutos depois…

German dirigia enquanto falava com Angie, que estava cada vez mais curiosa para saber onde estavam indo.

ANGIE: German, onde estamos indo? — Tentou novamente. Já perdera as contas de quantas vezes repetira aquela mesma pergunta, e em todas as vezes German começou a abordar outros temas, e acabou não respondendo o que ela mais queria saber.

GERMAN: Eu já disse que é surpresa. Não adianta, não vou contar. — Falou e sorriu com a curiosidade de Angie.

ANGIE: Ah German, por favor?! — Pediu fazendo a carinha mais fofa que conseguia.

GERMAN: Mas já estamos chegando.

ANGIE: Então só me dá uma dica.

GERMAN: Uma dica? — Fingiu pensar. — Acho que você vai gostar.

ANGIE: Ah, mas essa dica não vale e você sabe muito bem disso.

German deu de ombros como se não tivesse culpa, e Angiu sorriu, balançando a cabeça.

(...)

GERMAN: Chegamos!

ANGIE: Aleluia. — Comemorou. A curiosidade já estava quase matando-a.

German estacionou o carro, abriu a porta para Angie sair e eles entraram no restaurante.

ANGIE: Nossa, que lugar lindo, German. — Disse maravilhada com o lugar.

O restaurante escolhido era lindo mesmo e tinha um ar romântico e aconchegante que combinava com a decoração.

GERMAN: Por isso mesmo que eu te trouxe aqui. Sabia que você iria gostar.

ANGIE: E você tem razão. Eu amei. — Sorriu alegre.

Então a recepcionista os levou até a mesa e quando chegaram lá German segurou a cadeira para Angie sentar.

ANGIE: Obrigada.

GERMÁN: De nada. — Ele sentou-se de frente para Angie. — Já sabe o que vai pedir?

ANGIE: Hum, acho que vou pedir um espaguete. — Analisou o cardápio atentamente.

GERMAN: Ótima escolha. Acho que vou pedir o mesmo.

German chamou o garçom e fez o pedido, que depois de alguns minutos foi trazido.

GERMAN: Esse espaguete esta ótimo.

ANGIE: É mesmo.

GERMAN: E então Angie, você disse que ia muito para Madrid com seus pais. — Puxou assunto.

ANGIE: É, na verdade eu já morei lá por um tempo, mas depois nos mudamos pra cá. Mas sempre viajávamos para lá.

GERMAN: Então suponho que você conhece muitos lugares em Madrid.

ANGIE: É, mas o lugar onde eu mais gostava de ir era uma praça.

GERMÁN: Uma praça? — Perguntou surpreso.

ANGIE: Sim, uma praça. É que um dia eu tirei uma nota baixa em uma prova e então fiquei com medo de ficar de castigo e de meus pais brigarem comigo, então eu fui para essa praça para me esconder deles. — Sorriu ao se lembrar daquela lembrança.

GERMAN: E como ela era?

ANGIE: Muito bonita, tinha várias bancos, um lindo jardim e um chafariz. Ela se chama La paz, é o lugar que eu mais amo no mundo e quando estou triste sinto vontade de ir pra lá.

GERMAN: Mas e depois como seus pais te acharam? — Interessou-se.

ANGIE: Na verdade eu não pensei muito bem em um bom lugar para me esconder dos meus pais. Essa praça não era tão longe da minha casa.

GERMAN: E quando te acharam, o que eles fizeram?

ANGIE: Me deixaram de castigo por uma semana, depois de me darem um sermão. — Então os dois comecaram a rir, até que segundos depois German parou de rir, mas Angie continuou.

GERMAN: O que foi? — Quis saber o que era tão engraçado.

ANGIE: É que o canto da sua boca esta sujo de molho. — Falou e sorriu docemente.

GERMAN: Onde?

ANGIE: Pode deixar, eu limpo. — Disse e pegou um guardanapo que estava sobre a mesa, se aproximou dele e delicadamente limpou o molho do canto da boca dele.

Eles ficaram mais próximos e seus olhares se prenderam um no outro. Até que...

(…)

Notas finais
O que será que acontece hein? Só lendo o próximo para descobrir ❤ Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo ❤