O Amor Retorna

94 Capítulo 93 - Because you're the peace of me


Notas iniciais
Oi, gente ♥ Aqui esta o próximo capítulo da fic. Esperamos que gostem ♡ Muito obrigada por tudo, meninas ♡ Obrigada por todo o incentivo que vocês tem nos dado para que continuemos escrevendo. Amamos todos os comentários ♥ Vocês são incríveis ♡ Leitores fantasmas apareçam por favor ♡ Boa leitura ❤

#No dia seguinte

POV GERMAN

Acordei com alguém acariciando meu cabelo. Abri um sorriso preguiçoso ao ver que era Angie que estava mexendo nele. Ela retribuiu o sorriso.

Me espreguicei e sentei ao lado de minha esposa.

ANGIE: Bom dia, dorminhoco! — Falou alegre.

GERMAN: Bom dia, amor. Me aproximei de minha esposa e demos um selinho demorado.

GERMAN: Dormiu bem? — Perguntei, passando as mãos no meu cabelo na tentativa de o arrumar.

ANGIE: Muito bem. E você, meu esposo dorminhoco? — Perguntou em tom de brincadeira.

GERMAN: Bem. Dormi que nem uma pedra.

ANGIE: Percebi. — Falou e deu risada.

Percebi naquele momento que nunca iria me cansar daquela risada e muito menos da dona dela. Angie tinha o sorriso mais lindo e espontâneo do mundo.

ANGIE: German?

GERMAN: Sim? — Respondi desviando o olhar de seu sorriso para seus olhos.

ANGIE: Os bebês estão bem agitados hoje — Falou animada. — Sente.

Ela arrastou minha mão direita até sua barriga inchada. Angie estava certa, os bebês estavam muito agitados. O que estava se tornando uma coisa bem normal conforme a gravidez progredia. Nunca me cansava de acariciar a barriga de Angie, era tão bom saber que ali dentro existia duas vidas, que eram frutos do nosso amor.

GERMAN: Como estão os bebês do papai? — Eu nunca me cansava de falar com eles. Isso já havia se tornado um hábito.

Em resposta a minha pergunta, senti dois chutes seguidos. Era como se os bebês soubessem que estava falando com eles.

Me inclinei cuidadosamente e depositei um beijo demorado na barriga de Angie.

Quando meus olhos se conectaram com os seus novamente, percebi que estavam cheios de água.

Antes que eu pudesse dizer algo, Angie deixou que uma lágrima caísse sorrateiramente pelo seu belo rosto.

Sem desconectar nossos olhares, me aproximei dela, e beijei seu maxilar, onde por acaso a lágrima havia estacionado. Logo depois outras lágrimas começaram a manchar o rosto angelical de Angie, e eu prontamente, fiz questão de beijar cada lágrima e enxugar com beijos os rastros que haviam sido deixados por elas.

Para mim, sempre seria difícil ver Angie chorar, mesmo que eu soubesse que era a gravidez que estava mexendo com seu emocional, a deixando cada vez mais emotiva.

Com a intenção de a consolar, me sentei e a envolvi cuidadosamente com meus braços com cuidado, para não machucar ela e nem nossos filhos, trazendo-a para mais perto de mim. Sua cabeça encostou no meu peito, enquanto meus braços envolveram sua cintura.

Então, olhei para Angie, logo perguntando:

GERMAN: O que foi, meu anjo? — Interroguei-a ao mesmo tempo em que prendia uma mecha de seus cabelos dourados atrás de sua orelha.

ANGIE: Nada. É só que quando você faz algo desse tipo, como beijar a minha barriga ou falar com os bebês, isso abala meu emocional.

Era incrível como Angie conseguia ser tão adorável.

GERMAN: Não gosto de ver você chorando. Me desculpa por provocar esse abalo no seu emocional, mas eu simplesmente não consigo evitar não demonstrar esse tipo de carinho.

ANGIE: Você não tem pelo que se desculpar, — Confessou — é que não consigo me controlar enquanto observo você interagir com nossos filhos.

GERMAN: Sabe de uma coisa? Acho que sei o que fazer para te animar.

ANGIE: O que? — Perguntou, seu semblante passou de triste para curioso.

GERMAN: Cosquinhas.

ANGIE: Ah não! Você tem que achar outro método para me animar, esse já está ficando antiquado.

GERMAN: Antiquado? Pensei que fosse um método eficaz. — Falei, fingindo estar ofendido. — Que tal testarmos? Para ver se ainda funciona.

ANGIE: Nada de testes. German, você não pode fazer... — Antes que ela continuasse seu discurso, decidi agir logo de uma vez.

Deitei Angie na cama e iniciei um ataque de cosquinhas. Logo que comecei, Angie começou a rir histericamente, tentando a todo custo alcançar meus pulsos, mas falhando iminentemente.

Quanto mais ela gritava para eu parar mais eu continuava a atormenta-la com cosquinhas e complementando com beijos em seu pescoço e barriga. Ela estava tão linda e adorável tentando interceptar meus ataques.

Quando achei que já tinha distribuído cosquinhas demais, me deitei ao lado de Angie, atraindo sua atenção para mim. Um sorriso ainda emoldurava seus lábios, me fazendo sentir uma enorme e crescente vontade de beija-la.

Então me inclinei sobre ela, e atrai meus lábios até os seus, que me aceitaram prontamente, sem nenhuma reclamação.

Suas mãos envolveram minha nuca, enquanto a outra passeava, se revezando entre minhas costas, braços e peito. Elas passeavam livremente, até depois de um tempo, estacionarem em meu peito, na parte específica onde se localizava meu coração.

Senti seu sorriso sobre os meus lábios, quando ela provavelmente percebeu o quão descompassado meu coração estava. Meus braços contornaram sua cintura, enquanto meus lábios tocavam habilmente seu pescoço, constantemente suspiros escapavam de seus doces lábios.

Segurei seu pulso e virei-o, dando beijos em sua palma. Fiz o mesmo processo na outra palma.

Angie puxou minha camisa, fazendo com que eu me aproximasse. Seus lábios sobrepuseram os meus sem que eu percebesse de imediato. Nossos lábios se moviam hábeis, explorando.

Aprofundei o beijo, fazendo nossas línguas se tocarem.

Onde Angie tocava, minha pele queimava. Seu toque era suave mas tão sutil ao mesmo tempo.

Estava pronto para dar o próximo passo quando alguém bateu na porta.

Logo que estávamos estabilizados, levantei e fui abrir a porta.

Vilu entrou no quarto com um sorriso curioso.

VILU: Bom dia, pai. — Disse e deu um beijo em meu rosto.

GERMAN: Bom dia, filha.

Vilu correu para perto de Angie e deu-lhe um beijo na bochecha, ao que Angie beijou sua testa afetivamente.

VILU: Bom dia, tia do meu coração.

ANGIE: Bom dia, sobrinha do meu coração.

As duas sorriram uma para a outra.

Vilu inclinou-se até a barriga de Angie e começou a falar com os irmãozinhos:

VILU: Como estão os bebês mais fofos desse mundo? — Perguntou estendendo a mão sobre a barriga da tia. — Pelo visto estão bem, já que não param de dar chutes. Né seus agitadinhos?

Vilu de longe parecia ser a pessoa mais animada com a gravidez, ela fazia de tudo para sempre estar perto de Angie, sempre acompanhando a gravidez. Não que eu ou Angie não estivéssemos animados, mas como Vilu nunca teve irmãos, era possível compreender sua empolgação.

VILU: Eu atrapalhei vocês? — Perguntou, passando o olhar de mim para Angie.

ANGIE: Não, por quê?

VILU: Por nada, é que vocês demoraram para abrir a porta. Só isso.

Dito isso, o rosto de Angie assumiu um leve tom ruborizado. Vilu era mestre em fazer perguntar erradas nas horas erradas. E colocar os outros em situações desconfortáveis.

GERMAN: Você está precisando de alguma coisa, filha? — Perguntei, querendo saber o motivo que a trouxe ao nosso quarto.

VILU: Não, só vim aqui para avisar que eu, a Ludmi e o Fred, vamos sair. Tudo bem?

GERMAN: Claro.

VILU: Então acho que já vou indo.

Vilu se despediu de nós e saiu do quarto.

ANGIE: Que horas são, hein? — Perguntou alisando a barriga.

GERMAN: Nove e meia. — Respondi ao encontrar meu relógio de pulso.

ANGIE: Acho que vou lá em baixo preparar nosso café da manhã atrasado. — Ela começou a se levantar, mas eu impedi que ela continuasse.

GERMAN: Pode deixar que eu cuido disso, amor.

ANGIE: Você está me fazendo sentir inútil. — Falou fazendo beicinho, seu rosto exibindo uma expressão chateada.

GERMAN: Você não é inútil, e sabe disso, Angie. — Minha expressão estava séria, para que Angie entendesse que eu estava falando a verdade. — Você não pode deixar seu marido te mimar?

Angie ultimamente repitia pelo menos uma vez ao dia que se sentia inútil. Eu entendia sua situação, ela sempre fora agitada demais, sempre arrumava algo para fazer. Mas a gravidez a estava deixando cada vez mais cansada, mesmo que ela não admitisse. E seus hormônios não estavam sendo de grande ajuda.

ANGIE: Tá bom. — Aceitou, de braços cruzados, virando o rosto para o outro lado.

GERMAN: Angie, não fica assim.

ANGIE: E como você quer que eu fique? — Perguntou, ainda sem olhar em minha direção. Sua voz ríspida.

GERMAN: Angie, olha para mim. — Pedi, a voz calma.

Angie simplesmente me ignorou, como se eu não tivesse dito nada. Eu esperava que nossos filhos não fossem tão teimosos quanto a mãe. Porque se fossem... Deus que me ajudasse.

Eu sabia o jogo de Angie, ela sempre me vencia no cansaço e sempre conseguia. Tá bom, eu confesso que eu devia ser mais firme com ela, mas era só ela fazer uma carinha amuada, que eu já cedia.

GERMAN: Por favor, olha para mim, Angie. — Pedi.

Novamente, Angie não me respondeu.

Por mais que eu quisesse ceder, eu não podia, faltava poucos meses para que os bebês nascessem e eu não queria que Angie fizesse qualquer esforço. Ela se sentia muito cansada ultimamente, queria que ela descansasse e não se preocupasse com coisas tão banais. Eu só queria o seu bem.

Dei a volta na cama e sentei-me na sua frente. E como se fosse possível, Angie inclinou o rosto mais ainda. Como ela poderia ser tão teimosa? Eu só queria o seu bem. Queria que se sentisse relaxada e confortável o máximo possível, mas Angie não compreendia. Ou melhor, não queria tentar entender. Eu estava me esforçando ao máximo para não perder a paciência, afinal eu não era de ferro.

Me aproximei dela, até nossas bochechas quase estarem coladas.

Delicadamente, coloquei minha mão em seu queixo, e o virei, até que seu rosto estivesse de frente para mim. E pelo incrível que pareça, ela não demonstrou nenhum tipo de resistência. Apenas deixou que eu a conduzisse até mim.

Meus olhos se encontraram com os seus, que estavam firmes mas enxarcados de lágrimas não derramadas. Se ela soubesse o quanto partia meu coração vê-la daquele jeito. Aquilo me matava, mas eu estava decidido a não ceder, pelo menos uma vez na vida.

GERMAN: Angie, — Peguei suas mãos e as envolvi nas minhas — Me deixa continuar cuidando de você e te mimando, por favor. Você sabe que eu só quero o seu bem sempre. Preciso que você entenda minhas preocupações, não quero que você se sinta aprisionada, de forma alguma. Só quero que você aproveite ao máximo essa fase da sua vida. Sei que as vezes sou protetor demais, mas não posso evitar não me preocupar demais com as pessoas que eu amo. Você é tudo para mim, e o dia que eu parar de me preocupar com você desse jeito, pode ter certeza que não estarei vivo. Eu te amo, Angie, e só quero o seu bem.

ANGIE: Eu sei. — Falou, sua voz estava baixa e arrependida.

GERMAN: Sabe mesmo?

ANGIE: Sei, me desculpa, German. Eu entendo você, é que está sendo difícil para mim. — Falou enquanto secava os olhos com as palmas.

GERMAN: Eu sei o quanto tudo isso está sendo difícil para você. Esta sendo difícil também para mim ver você assim triste e achando que é inútil. Por favor, Angie, nunca pense um absurdo desses de novo.

ANGIE: Prometo que vou tentar, mas... Você me desculpa? — Perguntou, me encarando com seus olhos esmeralda.

GERMAN: Não tenho pelo que te perdoar. — Afirmei, depositando depois um beijo em sua testa.

ANGIE: Claro que tem. Eu tenho sido um pé no saco. — Admitiu.

GERMAN: Não. Eu entendo você, amor.

ANGIE: Mesmo assim, me perdoa? — Perguntou, olhando atentamente para mim.

GERMAN: Perdôo. Mas saiba que não tenho nada que te perdoar.

ANGIE: Mesmo?

GERMAN: Mesmo. — Confirmei.

Angie se inclinou e me abraçou.

ANGIE: Obrigada. — Falou do nada.

GERMAN: Pelo que? — Perguntei, acariciando seu cabelo sedoso.

ANGIE: Por me amar e me aceitar como sou. Realmente, você tem que ter muita paciência para me aguentar todo esse tempo. — Angie se afastou dos meus braços e me fitou ao dizer essas palavras.

GERMAN: Tenho que admitir que você é extremamente teimosa. Nunca vi ninguém tão teimosa quanto você, mas, tenho que admitir também, que essa é uma das coisas que mais amo em você. Com o tempo aprendi a amar tudo em você, cada defeito se tornou uma pequena perfeição.

Angie sorriu com minha afirmação. Era tão bom vê-la sorrir daquela maneira.

GERMAN: Pelo visto, não vai ser preciso mais cosquinhas para fazer você sorrir.

ANGIE: Não mesmo. Quando voce fala esse tipo de coisa, já é capaz de me fazer sorrir. Acho que esse é o método mais eficaz. — Ela se aproximou de mim, e falou a última frase no meu ouvido — e o que eu, particularmente, mais gosto.

Afastei-me de minha esposa por alguns segundos, para poder observa-la melhor. Seus cabelos estavam um pouco desgrenhados mas ela continuava linda, mesmo sem maquiagem.

GERMAN: Acho que existe um método do qual você gosta ainda mais.

ANGIE: E qual seria, meu esposo? — Questionou-me com um maravilhoso sorriso genuíno moldando seus lábios.

GERMAN: Vou lhe mostrar agora mesmo, minha esposa — Falei, enquanto depositava minhas mãos em ambas as bochechas de Angie.

(...)

Notas finais
Obrigada a Geowanna Silva por ter recomendado a fic, amamos sua recomendação ♡ Obrigada a Inesinha0 por ter favoritado ♡ Obrigada também a todos que comentaram o último capítulo e o recado: — Duh Leon — Luciana 12 — Bia Casimiro — SabrinaBruxinhaVioletta — Violetta S2 — Lily — GabriellaSantos — ManuElly — Geowanna Silva — lari and histórias — Bih Silva — Inesinha0 Obrigada pelo carinho ♡ Por favor COMENTEM, FAVORITEM, RECOMENDEM E ACOMPANHEM ♥ Responderemos todos os comentários ♥♡♥ Beijos ♡ Leitores fantasmas apareçam por favor ♥♥♥