O Amor Retorna

71 Capítulo 71 - Take my hand


Notas iniciais
Oi, gente ❤ Amores, eu ameiii todos os comentários. Vocês são incríveis, meninas! ❤ Obrigada as perfeitas que comentaram: # Bilover 12 # Ana Clarinatica Ever # Larissa 789 # Julietta # Bih Silva # Rafa Vieira Bjs e boa leitura! ❤

POV ANGIE

Hoje quando acordei, não encontrei German deitado ao meu lado.

Pensei que ele tivesse ido trabalhar, mas me lembrei que hoje era sábado e ele não trabalhava e geralmente também não tinha reuniões aos sábados. Achei estranho.

Fiquei sentada na cama por alguns minutos, ainda me sentia um pouco sonolenta mas não o suficiente para voltar a dormir.

Comecei a repassar na cabeça os últimos dois dias. Primeiro me lembrei do almoço com German, que foi maravilhoso e também da conversa que tivemos e de todos os momentos que tivemos juntos. Depois comecei a me recordar do dia anterior. Lembrei de que quando eu estava descendo as escadas o olhar de German não se desviou nem por um segundo do meu. Ele me olhava com um sorriso bobo no rosto, que fez minhas pernas fraquejarem. Não sei como do jeito que sou desastrada não acabei tropeçando em algo ou não me embasbaquei na hora de descer as escadas. E como sempre German me elogiou me dizendo que eu estava maravilhosa, coisa que ele fala praticamente todos os dias. Mas quando ele me beijou, daquele jeito profundo e apaixonado, o mundo deve ter parado. Os meus sentidos se entorpeceram na hora. Minhas pernas que ainda fraquejavam se tornaram gelatina. Senti um frio passando por meu corpo mas ao mesmo tempo um calor que apagava qualquer rastro do frio, onde German tocava. Nossos lábios se tocavam em total sintonia. E meu coração batia tão rápido que parecia impossível calcular as batidas.

Quando seus lábios haviam se distanciado dos meus me senti até um pouco tonta. Acho que só consegui respirar normalmente quando fomos para o carro.

Sai dos meus devaneios com o celular tocando. Enquanto eu tentava me lembrar onde eu tinha colocado meu celular, comecei a sentir uma saudade imensa de German, era como se meu coração estivesse longe de mim.

Quando finalmente encontrei meu celular, eu olhei para a tela e vi que a ligação era de German. Ver isso me reconfortou um pouco, a saudade já estava um pouco mais controlada.

Não hesitei nem um segundo em atender a ligação.

ANGIE: Bom dia, meu amor. — Fui logo dizendo.

GERMAN: Bom dia, meu anjo. — Ele respondeu aparentando estar sorrindo.

Ouvir a voz dele me acalmou.

ANGIE: Esta tudo bem? Você saiu cedo hoje. — Perguntei preocupada.

GERMAN: Sim, é que eu tenho que resolver algumas coisas. Desculpa não me despedir, eu não quis te acordar. — Ele disse calmamente.

ANGIE: Você poderia ter me acordado. — Falei passando a mão pelo meu cabelo, que por sinal parecia mais um ninho de passarinho.

GERMAN: Que isso Angie, você deveria estar muito cansada. Você ajudou a organizar o show, passou parte do dia fazendo isso. — Respondeu.

ANGIE: Eu nem fiquei tão cansada assim. — Falei agora, de frente para o espelho do banheiro. Eu estava tentando desembaraçar meu cabelo com a escova.

GERMAN: No entanto que você acabou dormindo no carro quando estávamos voltando pra casa. E eu tive que te carregar até o quarto. — Disse com a voz humorada.

ANGIE: Tá bom, você ganhou a discussão, mas que hora você vai voltar para casa? — Perguntei.

GERMAN: Eu não sei exatamente, acho que antes do almoço.

ANGIE: Eu estou morrendo de saudades. — Falei dengosa.

GERMAN: Eu também, amor. — Concordou. — Que tal almoçarmos fora hoje?

ANGIE: Acho uma boa idéia. — Disse sorrindo. Eu devia parecer uma boba sorrindo dessa maneira.

GERMAN: Vou passar aí em casa para te buscar meio dia. Pode ser?

ANGIE: Claro. — Respondi animada.

GERMAN: Até depois então, amor.

ANGIE: Tchau, amor. Te amo.

GERMAN: Também te amo. Tchau.

E encerramos a ligação.

Depois de deixar o celular em cima da cama voltei para o banheiro, escovei os dentes e tomei um banho.

Depois que sai do banheiro, me troquei, terminei de me arrumar e fui tomar café.

Quando cheguei na sala de jantar, todos já estavam sentados.

Logo que Olga me viu falou:

OLGA: Minha menina, eu já estava indo levar seu café da manhã. O senhor German pediu que não acordassemos você pois você teve um dia longo ontem e precisava descansar.

ANGIE: Obrigada, Olginha, mas pode deixar. Eu prefiro tomar café aqui mesmo.

Durante o café todos nós conversamos muito, mas German fazia muita falta ali.

Ludmila, Vilu e Federico estavam muito felizes devido ao sucesso do show. No entanto que depois que tomaram café foram se encontrar com o resto do pessoal do Studio.

Quando deu nove horas, eu já não sabia o que fazer para o tempo passar mais rápido. Então na esperança de achar algo para fazer fui até meu quarto antigo.

Chegando lá vi meu violão e decidi tocar um pouco. Toquei os acordes da música Te Creo e aproveitei para vocalizar enquanto tocava.

Toquei mais algumas músicas e depois fui até a minha estante e peguei alguns livros e comecei a ler. Fazia algum tempo em que eu não lia nada, afinal ultimamente o tempo andava corrido demais.

Fiquei tão entretida lendo, que quando me dei conta já eram vinte para o meio dia, ou seja vinte minutos para me arrumar.

Eu fui direto para o meu quarto atual, coloquei uma roupa mais adequada a situação, fiz uma maquiagem leve, desci as escadas e me sentei no sofá.

Minutos depois German adentrou a casa e veio na minha direção sorrindo.

Eu me levantei.

GERMAN: Olá, meu amor.

ANGIE: Oi, German. — Disse sorrindo também.

Nós demos um selinho demorado.

GERMAN: E então, sentiu minha falta? — Perguntou envolvendo seus braços em minha cintura.

ANGIE: Claro que senti. — Envolvi meus braços em seu pescoço.

GERMAN: Eu queria ter esperado você acordar antes de sair, mas não deu.

ANGIE: Não tem problema.

GERMAN: Você estava dormindo tão tranquila que parecia até um anjo de verdade. Se bem que você é meu anjo. — Ele beijou minha testa e eu sorri.

ANGIE: Onde vamos almoçar? — Perguntei. Eu já estava ficando com fome.

GERMAN: Eu fiz uma reserva no seu restaurante preferido. — Falou calmo.

ANGIE: Sério? — Perguntei curiosa.

GERMAN: Claro, felizmente eu consegui uma reserva lá.

ANGIE: Obrigada, amor. — Agradeci pois fazia tempo que eu não ia lá e German como sempre vive me surpreendendo das mais diversas maneiras possíveis.

GERMAN: Não foi nada, meu amor. Vamos? — Ele estendeu o braço e eu aceitei.

ANGIE: Vamos. — Concordei.

(...)

POV GERMAN

Hoje tive que acordar cedo mesmo não tendo trabalho e nenhuma reunião. Eu pretendia fazer uma surpresa para Angie, então passei a manhã inteira cuidando de todos os detalhes da surpresa.

Foi difícil deixar Angie sem pelo menos falar com ela primeiro. Mas eu realmente precisava ir.

Quando eu liguei para ela e ouvi a sua voz, fiquei feliz em escutar aquela voz doce logo de manhã.

Dado o horário combinado com Angie, eu passei em casa para pegar minha esposa para almoçarmos juntos. Ela estava me esperando sentada no sofá, mas quando ela me viu um sorriso lindo brotou instantaneamente em seu rosto e ela se levantou, fui em sua direção e demos um selinho. Senti muito a falta dela.

Eu a levei para almoçar em seu restaurante favorito. Nós tivemos um almoço muito agradável.

Depois de terminarmos de almoçar, Angie sugeriu que voltássemos para casa e passássemos o resto do dia juntos, pois devido a correria dos últimos dias não pudemos passar muito tempo um com o outro.

(...)

POV ANGIE

Não tinha ninguém em casa quando voltamos, além de mim e German.

E daí me lembrei que a Olga e o Ramalho iam ter um encontro. Eu torço muito para que esses dois sejam muito felizes juntos. Afinal, eles merecem.

Nós dois decidimos assistir um filme para relaxar. O filme era de terror, eu não fui muito a favor dessa sugestão, mas como German já foi muitas vezes obrigado a assistir filmes de romance comigo, eu relevei assistir o filme que ele tinha escolhido.

Felizmente não assistimos o filme todo porque eu já não aguentava mais olhar para tela da TV. Eu nunca iria assistir um filme desses sozinha em casa. Não mesmo!

Depois de termos parado o filme, eu fui na cozinha para pegar meu celular porque quando fui fazer a pipoca acabei esquecendo ele lá.

Eu peguei o celular e aproveitei para ver se tinha alguma mensagem ou ligação não atendida.

Enquanto eu estava distraída alguém veio por trás e me abraçou. Na hora eu dei um grito e German se afastou.

GERMAN: Desculpa, amor. Eu não pensei que você fosse assustar. — Falou segurando o riso.

ANGIE: Você me deu um susto, German. — Falei me recuperando do susto e coloquei a mão no peito. Meu coração acelerou com o susto.

GERMAN: Eu esqueci que você se assusta fácil depois que assiste um filme de terror.

ANGIE: Acho que a gente devia parar de assistir filmes de terror.

GERMAN: Tudo bem. — Falou segurando o riso novamente.

ANGIE: Isso não tem graça alguma, se você quer saber. — Fingi estar brava.

GERMAN: Desculpa, meu amor. — Ele segurou minha mão.

ANGIE: Hum... Não sei.

GERMAN: Se eu te deixar pôr um filme de romance, mesmo que contra a minha vontade, você me perdoa? — Perguntou sorrindo.

ANGIE: Acho que é uma proposta razoável. Eu aceito. — Respondi indo para sala, o deixando na cozinha.

German me seguiu e se sentou no sofá. Eu coloquei o filme e me sentei ao seu lado. E em poucos minutos minha cabeça já estava encostada no ombro de German e ele fazia cafuné em meus cachos. Assistimos o filme todo assim.

Quando o filme acabou começamos a conversar sobre assuntos aleatórios, até que German perguntou:

GERMAN: Angie, posso te fazer uma pergunta? — Falou um pouco receoso.

ANGIE: Claro. — Eu não entendi o porquê do receio, mas aceitei responder a pergunta.

GERMAN: Naquele dia, quando eu fui te levar para almoçar, você ficou um pouco indecisa na hora em que te entreguei a chave do carro e também, ontem quando estávamos voltando do restaurante. Por que você não quis dirigir? O que está acontecendo? — Ele segurou minhas mãos, as envolvendo com as dele.

ANGIE: Você sabe... — Eu não sabia muito bem como falar aquilo.

GERMAN: Me desculpa, eu não devia ter te perguntado isso.

ANGIE: Não, eu estou bem. É que dirigir me lembra o acidente. Eu nem sei como a dois dias atrás, eu consegui dirigir. — Eu respirei um pouco e continuei. — Eu queria dirigir novamente ontem mas dessa vez eu não fiquei indecisa, dessa vez fiquei com medo de verdade. Não consigo explicar porque.

Eu abaixei a cabeça e German ergueu meu queixo delicadamente.

GERMAN: Angie, eu sei que o que aconteceu foi horrível, principalmente para você que foi quem mais sofreu com essa história toda. Mas tudo que eu quero é te ver feliz e por isso quero te ajudar a superar esse seu medo.

Eu não respondi, só assenti com um sorriso fraco no rosto.

GERMAN: Quero que você dirija sem medo. Como quando naquele mesmo dia, você aceitou mesmo receosa em dirigir. E você nos levou para almoçar, sem problema algum.

ANGIE: Eu sei. Eu prometo que vou tentar. — Disse e o abracei.

GERMAN: Não se preocupe, eu vou te ajudar com isso. — Disse quando ainda estávamos abraçados.

Ficamos assim por um tempo até que German se afastou um pouco para me olhar melhor e falou:

GERMAN: Para comemorar essa sua decisão, eu quero te dar uma coisa. — Ele falou sorrindo.

ANGIE: Que tipo de coisa? — Perguntei animada.

GERMAN: Você já vai ver.

Ele se colocou de pé e falou:

GERMAN: Você confia em mim?

ANGIE: Claro que confio, German. — Ele não precisava nem ter perguntado isso, a resposta seria sim para sempre. Eu o confiaria minha vida se fosse necessário.

GERMAN: Vem, pegue a minha mão. Eu vou te levar até seu presente. — Ele estendeu a mão e eu aceitei e começamos a andar.

ANGIE: Foi por causa disso que você passou a manhã inteira fora? — Perguntei curiosa.

GERMAN: Exatamente.

Nós continuamos a conversar e quando me dei conta já estávamos quase na garagem.

GERMAN: Quero que feche os olhos e só os abra quando eu falar. — Ele falou sorrindo.

Nossas mãos ainda estavam entrelaçadas.

ANGIE: Tá bom. — Eu fechei os olhos imediatamente.

German me guiou aparentemente até a garagem.

(...)

Notas finais
Gostaram? Espero que sim ♥ Bjs ❤