O Amor Retorna
3 Capítulo 3 - Beijo?
Notas iniciais
Enquanto isso, German e Ramalho aproveitaram o tempo que tinham antes de voltarem para o trabalho, e foram a uma joalheria comprar um presente para Angie.
GERMAN: Olá, você poderia me mostrar alguns colares? — Perguntou educadamente ao atendente próximo ao balcão.
ATENDENTE: Claro. — O rapaz respondeu com um sorriso gentil no rosto.
O atendente mostrou vários colares para os dois verem. German olhou atentamente para cada um, tentando imaginar como eles ficariam em Angie. Ele queria algo especial, que fosse agradá-la e fazê-la sorrir. Em sua mente ela só merecia o melhor. Ele não se importava com o preço, pagaria o quanto fosse necessário só para vê- la sorrir quando ele entregasse o colar a ela.
RAMALHO: E aí German, gostou de algum colar? — Perguntou após alguns minutos.
GERMAN: Não, eu acho que a Angie merece um colar bem especial. E nenhum desses que vimos são bons o suficiente. — Disse já se preocupando em não ter encontrado um colar que julgasse a altura de Angie.
RAMALHO: Então vamos a outra joalheria. — Sugeriu.
German agradeceu o atendente pela atenção e ele e Ramalho se dirigiram pra fora da joalheria. Mas enquanto já estavam indo em direção ao carro, German acabou olhando para uma das vitrines e reparou em um colar que ele ainda não tinha visto.
O colar era lindo: coberto por pedras de diamantes e por isso de longe dava para perceber que ele brilhava. German teve certeza que aquele colar seria perfeito para Angie e parecia ser especial o suficiente. Ele já podia até imaginar como o colar ficaria nela, em como realçaria sua beleza. Era o presente perfeito já que Angie era uma pessoa cheia de luz e brilho; igual ao diamante.
GERMAN: Me espere aqui, Ramalho. — Pediu olhando atentamente para o colar, se perguntando como ainda não tinha visto aquela bela peça de diamantes.
Ele voltou pra dentro da joalheria, se aproximou do atendente e perguntou:
GERMAN: Com licença, eu estava saindo mas eu vi aquele colar e acho que é dele de que eu preciso. — Apontou para a jóia. — Você pode mostrá-lo para mim?
ATENDENTE: Claro, só um instante senhor.
Poucos minutos depois, o atendente voltou com o colar e mostrou-o para German. Ele o observou e decidiu que aquele era o colar perfeito para Angie. Tinha quase certeza de que ela adoraria.
ATENDENTE: O senhor se interessa pelo colar? — Perguntou educado e sorridente.
GERMAN: Sim, este é perfeito para o que eu preciso. Quero comprá-lo. — Disse sem hesitar.
O atendente colocou o colar dentro de uma caixinha vermelha de veludo, German o comprou e saiu de dentro da joalheria. Quando saiu, encontrou Ramalho o esperando.
RAMALHO: E então, comprou aquele colar que você tinha visto? — Perguntou mesmo já tendo quase certeza da resposta que receberia.
GERMAN: Sim. Você acha que a Angie vai gostar dele? — Perguntou tirando o objeto brilhante por um instante de dentro da caixinha e mostrando a Ramalho.
Ele já estava praticamente certo de que Angie acharia o presente lindo, mas ele achou que saber a opinião do amigo seria bom. Ele queria ter total certeza de que o colar seria perfeito para Angie.
RAMALHO: Claro, não se preocupe. Tenho certeza absoluta que ela vai amar seu presente, German. — Acalmou-o sabendo o quanto o amigo desejava agradar Angie.
GERMAN: Tomara que você esteja certo. — Disse após devolver o colar dentro da caixinha de veludo.
Os dois entraram no carro e seguiram rumo a uma reunião de negócios.
(...)
Horas depois...
Angie e Olga chegaram na mansão. Logo após Violetta chegou acompanhada de León e por último, uns dez minutos depois, Ramalho e German chegaram. Violetta perguntou ao pai se León poderia ficar para o jantar e para a alegria da menina, German cedeu ao pedido da filha.
Angie tinha ido pra cozinha ajudar Olga; Ramalho para o escritório com German e Vilu e León decidiram ficar na sala conversando.
Depois de todos jantarem, numa tentativa de aproximar German e Angie um do outro, Vilu e León foram para o quarto de Vilu para terminarem de escrever uma música que estavam compondo juntos e Olga e Ramalho foram fazer compras no supermercado.
Angie permanecia sentada ao lado de German no sofá. Ela se sentia nervosa e ficava se perguntando se algum dia ela conseguiria ficar perto dele sem se sentir assim. Parecia que existiam borboletas levantando vôo dentro de seu estômago. Sabia que Violetta e León tinham todo o tempo que quisessem para terminar de escrever a música que estavam compondo e Olga e Ramalho também para ir fazer compras, mas ela sabia que fizeram isso só para que eles pudessem ficar sozinhos.
Ela realmente queria dizer a German tudo o que sentia, tudo o que guardava dentro de si mesma há muito tempo, mas também sentia que ainda não estava pronta para dar um passo tão grande assim. Ela não queria sofrer e achava que se apressasse as coisas entre eles iria acabar se machucando outra vez. E se machucar novamente estava fora de seus planos.
German também queria se aproximar dela, mas sabia que os erros que havia cometido no passado não iriam sumir do dia para noite. Mas mesmo que demorasse não desistiria de Angie. Estava disposto a não cometer os mesmos erros de novo e faria tudo o que pudesse pra que Angie desse uma chance a ele e acreditasse que ele não iria machucá-la e muito menos deixá-la ir outra vez.
Eles estavam conversando normalmente, o que surpreendera ambos. Tudo estava indo bem e o nervosismo que Angie sentia já estava passando conforme a conversa foi fluindo. Mas toda essa calmaria acabou no momento em que sem querer, eles repousaram suas mãos no mesmo lugar. O que fez com que passassem correntes elétricas pelos seus corpos, fazendo eles se olharem. A mão de Angie era exatamente como German se lembrava: delicada e macia. Ele entrelaçou seus dedos com os dela para que as mãos se colassem mais ainda uma na outra.
Angie estava gostando do momento tanto quanto German, mas tinha total certeza de que se não soltasse a mão dele, seria incapaz de resistir a vontade de beijá-lo. Aliás, ele estava perto demais.
ANGIE: Er... German, eu vou na cozinha pegar um pedaço de bolo e já volto. — Interrompeu envergonhada com o que acontecera e foi pra cozinha. Aliás, sabia que sua desculpa havia soado completamente idiota.
Quando chegou na cozinha, abriu a geladeira, tirou o bolo de dentro dela, colocou-o em cima da bancada, cortou um pedaço dele e colocou-o em um prato.
Ela estava apoiada na bancada da cozinha e ainda segurando o prato com bolo quando German apareceu. Ela estava pensativa e distraída.
GERMAN: Está tudo bem, Angie? Você se incomodou com o que aconteceu? — Preocupou-se. Como ele queria que ela respondesse aquilo? A resposta não estava estampada em seu rosto? Será que ele não podia perceber isso?
ANGIE: Não, eu não me incomodei. Eu estou bem, German. — Mentiu mas mesmo assim sorriu achando fofo que ele tivesse se preocupado com o que ela pensava sobre o que tinha acontecido.
ANGIE: Quer um pedaço de bolo também? — Perguntou, disfarçando.
GERMAN: Claro, mas só se você concordar em me deixar comer junto com você. — Falou esperando a aprovação de Angie.
ANGIE: Tudo bem. — Concordou dando de ombros.
Ela então cortou mais um pedaço do bolo e colocou-o num prato. Então se virou e sem perceber que German havia se aproximado mais dela acabou derrubando o pedaço de bolo na camiseta dele.
ANGIE: Ai German, me desculpa! Não foi essa a minha intenção. — Desculpou-se tentando não rir.
O clima que outrora era tenso, se tornava cada vez mais humorado.
GERMAN: Tudo bem. Não foi nada. — Sorriu com uma cara de quem está prestes a aprontar algo.
Ele pegou um pedaço de bolo e Angie percebendo o que provavelmente ele iria fazer, perguntou:
ANGIE: O que você vai fazer com esse pedaço de bolo? — Perguntou olhando desconfiada pra ele, mas ao mesmo tempo achando tudo muito divertido.
GERMAN: Voce já vai ver. — Falou e também jogou um pedaço de bolo em Angie.
ANGIE: Eu não acredito que você fez isso! Essa era a minha blusa favorita. — Ela tentou parecer estar brava, mas na verdade estava se esforçando para não rir.
GERMAN: E essa era a minha camiseta favorita também. — Brincou.
ANGIE: Então acho que agora estamos quites. Mas pensando bem acho que você me sujou mais do que eu sujei você. E pra ficar justo... — Pegou outro pedaço do bolo e jogou em German. Iniciando assim uma "Guerra de Bolo".
(...)
Violetta e León estavam no quarto tentando terminar de compor uma nova música. Estavam muito concentrados. Até o momento eles estavam alheios ao que estava acontecendo na cozinha, até ouvirem um barulho.
VILU: León, você ouviu esse barulho? — Perguntou achando que eram somente ruídos de sua mente.
LEÓN: Sim e acho que veio do andar de baixo. — Confirmou.
VILU: Será que seria bom a gente ir lá dar uma olhada? — Perguntou preocupada.
LEÓN: Acho que sim, meu amor. — Falou, concordando com a namorada.
VILU: Bem, então vamos. — Segurou na mão de León e os dois saíram do quarto em direção à escada.
Quando chegaram na cozinha, Vilu não acreditou no que estava acontecendo. Seu pai e sua tia pareciam crianças do primário jogando pedaços de bolo um no outro. Ela jurava que nunca tinha visto os dois rirem tanto quanto estavam rindo. Léon também achou a cena engraçada. Ele nunca achou que veria a sua professora de canto e o seu futuro sogro brincando como se fossem crianças outra vez.
Violetta não perdeu tempo e puxou León junto com ela pra dentro da "Guerra de Bolo".
Eles formaram dois times. Meninos contra meninas. Angie e Vilu conta German e León. Combinaram que o time que ganhasse teria o direito de esfregar um pedaço de bolo no rosto do time que perdesse.
Violetta e Angie fizeram de tudo, mas mesmo assim German e León ganharam e tiveram direito ao que haviam combinado. Esfregar um pedaço de bolo no rosto de quem perdesse.
Eles se divertiram muito até que Olga e Ramalho chegaram e a empregada fez os quatro limparem toda a bagunça.
(...)
Depois que eles se limparam, León foi embora e Vilu foi dormir. Assim deixando a tia e o pai sozinhos na cozinha terminando de limpar algumas coisas que ainda estavam sujas.
Angie havia acabado de terminar de limpar o balcão.
ANGIE: Ufa! A Olga levou mesmo a sério essa coisa de fazer a gente limpar a cozinha. — Reclamou se encostando no balcão da cozinha.
GERMAN: Você tem razão. Ela levou isso muito a sério. — Disse sorrindo e ficando ao lado dela.
ANGIE: Acho que agora aprendemos a lição. — Disse sem conter um sorriso ao se lembrar do escândalo que Olga fez quando viu a bagunça na cozinha.
GERMAN: É, em hipótese alguma devemos bagunçar a cozinha outra vez. — Disse e dessa vez olhou atentamente pra ela.
ANGIE: O que foi? — Perguntou querendo saber o porquê de ele estar olhando-a tão atentamente. Ela já estava prestes a ficar corada com o simples gesto.
GERMAN: É que tem um pouco de glace no seu rosto. — Disse rindo.
ANGIE: Onde? — Perguntou passando a mão pelo rosto, mas não no lugar onde estava sujo.
GERMAN: Bem aqui. — Falou pegando um pano que estava em cima do balcão e passando com delicadeza na bochecha dela. Não era como se ele estivesse limpando algo, era como se estivesse acariciando a pele dela.
Seu toque era tão sutil que fazia com que Angie sentisse um formigamento onde ele tocava. Parecia que calor irradiava de sua bochecha e se espalhava para o resto do corpo.
Sentir a respiração quente dele contra sua pele fez com que ela sentisse seu coração bater mais forte e mais rápido que o normal. Se sentia como se fosse uma adolescente apaixonada pela primeira vez. Ela não entendia como ele conseguia deixa-lá em questão de segundos tão vulnerável. Tão entregue a ele. Ela sabia que ele já havia a machucado muito, mas nesse momento decidiu deixar o medo de se machucar outra vez de lado. Ela queria aproveitar o momento e todas as sensações e sentimentos que ele estava trazendo a tona.
Com German não era diferente. Também sentia a necessidade de ficar perto dela. Poder cuidar dela. Ele queria ser o que ela precisava. Queria se redimir por todos os seus erros do passado. Ele sabia que tinha a machucado, mas ele não desistiria dela. Não deixaria ela partir outra vez.
Ele então, começou devagarzinho a acariciar a maçã do rosto dela. O que fez com que ela fechasse os olhos. A sensação era de que nunca estiveram tão próximos quanto estavam agora, nunca haviam se conectado tanto um ao outro. Mas mesmo assim necessitavam ficar mais próximos.
Angie então, segurou na mão dele que não estava em seu rosto e ele no mesmo momento fez o mesmo com a mão que segundos atrás estava no rosto dela.
Nunca sentira uma vontade tão grande de abraçar German, mas naquele momento queria tanto fazê-lo. Ela apoiou a cabeça em seu peito e no mesmo momento ele contornou sua cintura abraçando-a. As mãos dele subiam e desciam com delicadeza pelas costas dela, e ela fazia os mesmos movimentos no peito dele.
Eles não precisavam de palavras, o momento por si só e o ritmo descontrolado em que seus corações batiam já diziam tudo. Muito mais do que palavras poderiam expressar.
Passaram segundos, minutos e a vontade de se separar não chegava. Se bem que se dependesse deles, nunca chegaria mesmo.
Enquanto German brincava com os cachos de Angie, ela apenas tentava se concentrar em saber se aquilo era realmente real. Ela não queria se sentir tão vulnerável perto dele, mas ela sabia que isso era inevitável.
Mas infelizmente nesse momento o celular de Angie começou a tocar e com o susto eles se afastaram, saindo do transe ao qual a segundos antes estavam presos.
ANGIE: Er... É minha mãe, acho melhor eu atender. Boa noite, German. — Disse olhando para o celular, sentindo as bochechas coradas queimarem e torcendo pra que ele não percebesse o quanto estava vermelha.
GERMAN: Boa noite, Angie. — Disse sem olhar nos olhos dela, pois se o fizesse não se contentaria e acabaria tomando-a em seus braços e a beijaria.
Angie se retirou da cozinha e foi atender o celular em seu quarto.
Minutos depois German também foi para o seu quarto.
(...)
No meio da noite Angie acordou e não conseguiu dormir mais. Ela ficou por um tempo se virando de um lado para o outro pra ver se conseguia pegar no sono, mas seus esforços foram em vão. Quanto mais se virava menos vontade de dormir tinha. Mas então se lembrou de que tinha visto em um comercial que naquela noite ia passar um filme de terror na televisão e decidiu ir assistí-lo.
Ela saiu do seu quarto pé por pé fazendo o menos de barulho possível. E como estava escuro e ela não queria acordar ninguém ascendendo a luz, ela usou a luz do seu celular como lanterna. Mas sem querer apertou o número do celular de German na discagem rápida e acabou o acordando, mas nem percebeu, pois se mantinha concentrada demais de chegar até a sala sem fazer barulho.
Angie desceu a escada, ligou a TV, abaixou o volume e colocou no canal em que iria passar o filme.
German também desceu as escadas bem devagar, e acabou dando um susto em Angie quando ela o viu do outro lado da sala. Mas, dessa vez, felizmente, ela não gritou.
ANGIE: German? Pensei que você estivesse dormindo. — Perguntou se recuperando do susto.
GERMAN: É, eu estava mesmo dormindo até você me ligar. — Afirmou.
ANGIE: Mas eu não liguei pra você. — Disse um pouco confusa.
German pegou o celular e mostrou para Angie a ligação que ela fez para ele sem querer que ficou gravada na lista de chamadas. Angie verificou em seu celular e percebeu que realmente havia feito a ligação.
ANGIE: Ai, me desculpa German. Eu não tinha a intenção de te acordar. É que eu estava usando a luz do meu celular como lanterna e devo ter acabado discando o seu número na discagem rápida. — Desculpou-se.
GERMAN: Tudo bem, Angie, não precisa se desculpar. Não tem problema. — Tranquilizou-a.
ANGIE: Acho melhor voce ir dormir agora. — Disse ainda envergonhada.
GERMAN: Não estou mais com sono. Acho que vou assistir esse filme com você, claro se você não se incomodar. Você se incomodaria Angie? — Perguntou esperando pela aprovação dela.
ANGIE: Claro que não. — Concordou.
Então German se sentou ao lado de Angie e os dois começaram assistir o filme. Tudo estava ocorrendo bem, tirando o fato de Angie se sentir um pouco nervosa com a presença de German e ele sentir receio em se aproximar dela. Até que o filme chegou em uma parte muito assustadora. E Angie deu um grito e, sem pensar e com muito medo, se aproximou demais de German e quando se deu por si mesma já estava no colo dele...
(...)
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