O Amor Retorna
13 Capítulo 13 - Me perdoa
Notas iniciais
GERMAN: Eu te amo, Angie. — Disse cada palavra olhando nos olhos da loira.
ANGIE: Eu também te amo, German. — Confessou. — Mas...
GERMAN: Mas o quê? — Perguntou confuso.
ANGIE: Não é nada. — A loira logo respondeu.
GERMAN: Tudo bem, Angie, pode me dizer. — Olhou compreensivamente pra ela.
Querendo saber o que a amada tinha a dizer, German guiou Angie até o banco mais próximo e se sentaram para conversar.
GERMAN: Agora me diz o que você ia dizer. — Ele incentivou ela a falar, enquanto pegou sua mão direita e acariciou-a, tentando transmitir conforto a loira.
ANGIE: É que eu ainda tenho um pouco de medo de me machucar novamente, German. — Confessou e desviou o olhar do moreno. — Como quando você estava com a Esmeralda.
GERMAN: Angie. — Ele chamou e ela voltou seu olhar pra ele. — Eu sei que eu te machuquei e me sinto um idiota por isso, Angie. Me perdoa, eu fui um bobo, um idiota.
ANGIE: Tudo bem, eu já te perdoei por isso. — Ela apertou a mão dele levemente.
GERMAN: Angie, me dá uma chance de te fazer feliz. — Começou. — Eu sei que eu errei feio com você e muito, e sei que nem mereço ter uma pessoa tão doce e amável como você ao meu lado. Mas você, Angie, me trouxe de volta a vida, porque desde a morte da Maria eu nunca achei que fosse capaz de amar outra pessoa, mas então você apareceu e me fez esquecer disso, me fez voltar a sentir o amor. — Ele parou alguns segundos pra respirar e continuou. — Eu te amo muito, como nunca pensei ser possível, você me mudou e pra melhor, e se você precisar de tempo pra pensar, tudo bem eu espero o tempo que for necessário. — Disse emocionado. Cada palavra fora verdadeira; ele finalmente dissera o que sentia que devia ter dito há muito tempo atrás. As palavras simplesmente saíram: livres e carregadas de sentimentos.
E quando seu olhar se encontrou com o de Angie, ele percebeu que seu rosto estava molhado de lágrimas.
ANGIE: German, eu te amo. Vamos deixar tudo o que aconteceu pra trás e começar tudo de novo, construir uma nova história, só nossa. Eu não preciso de tempo pra pensar, pois eu já pensei e vou te dar uma chance. — Disse e mais lágrimas escaparam dos olhos verdes de Angie.
German delicadamente enxugou as lágrimas com beijos carinhosos, o que fez Angie se apaixonar por ele outra vez em uma mesma noite. Como era possível se apaixonar por uma mesma pessoa mais de uma vez na mesma noite?
Quando German depositou o último beijo no rosto de Angie, enlaçou a cintura dela e a puxou para um abraço. Um abraço que para os dois marcava o início de uma nova etapa de suas vidas.
Durante o abraço German sussurrou no ouvido de Angie:
GERMAN: Obrigado Angie, prometo que vou te fazer feliz. Eu te amo.
ANGIE: Disso eu não tenho dúvida. Eu também te amo. — Ela sussurrou de volta.
Ficaram abraçados por uns bons minutos. Tudo estava tão perfeito. Parecia que finalmente o destino entrelaçara seus caminhos e estava cooperando para que os dois ficassem juntos.
German então beijou os cabelos sedosos da loira, ao que ela suspirou e se aconchegou mais ainda nos braços do moreno. Ela encostou a cabeça no peito de German, fechou os olhos e se permitiu aproveitar o momento enquanto ouvia as batidas do coração do amado.
German podia jurar que nunca sentira uma paz tão grande, era como se agora um peso enorme saísse de seus ombros e ele finalmente pudesse respirar livremente. Ele se dera conta de que nunca sentira isso com Jade ou Esmeralda, aquele sentimento de paz e alegria era só de Angie; só ela podia faze-lo sentir-se assim.
Minutos depois os dois se separaram, mas mantiveram os olhares cravados um no outro e um sorriso radiante nos lábios.
German se aproximou, segurou com cuidado o rosto de Angie e olhou profundamente para seus olhos.
GERMAN: Você não tem idéia do quanto eu esperei por esse momento.
ANGIE: Nem eu, German. — Falou com os olhos brilhando. — Mas parece irreal. Eu tenho medo de que tudo isso seja só um sonho que se desmanche quando eu tiver que acordar. — Ela revelou, seu sorriso se desmanchando.
Angie tinha medo de que tudo aquilo acabasse tão rápido quanto havia começado. Tudo sempre os separou; o destino sempre acabou os afastando. E se ela se machucasse outra vez? E se acabassem se separando de novo? Seria demais pro seu coração suportar.
GERMAN: Não, Angie. — Começou. — Tudo isso é real pra mim. Nossos sentimentos são reais. — Ele acariciou a maçã do rosto de Angie.
ANGIE: Eu tenho medo. Medo de que as coisas dêem errado outra vez.
GERMAN: Você não precisa ter medo, eu vou garantir que tudo dê certo dessa vez. — Confortou-a.
Angie havia abaixado a cabeça, não conseguia encarar German depois de revelar seus medos.
German queria e iria provar pra Angie que aquele momento era sim real, igual ao que sentiam um pelo outro. Ele a amava, e dessa vez não estava disposto a perde-la. Então, com uma das mãos ele levantou o queixo de Angie, enquanto a outra mão se posicionou nas costas da loira. E sem esperar mais nem um segundo, beijou-a.
Angie a princípio ficou surpresa, mas logo correspondeu ao beijo. Suas mãos não se demoraram muito e logo enlaçaram o pescoço do moreno, trazendo-o mais pra perto.
German precisava toca-la, não só pra que Angie soubesse que aquilo era de fato real, mas sim também porque ele precisava. Suas mãos pareceram criar vida própria e começaram executar movimentos suaves nas costas de Angie.
Seus lábios ficavam cada vez mais necessitados. O beijo era intenso, nada sutil. Um beijo cheio de amor, saudade e desejo. Seus corações batiam acelerados no peito.
Eles só finalmente se afastaram quando o ar se fez necessário.
GERMAN: Você sentiu, Angie? Viu como tudo isso é real? — Perguntou logo que encerraram o beijo. Sua voz estava ainda ofegante. — Agora você acredita?
ANGIE: Sim, como nunca acreditei tanto em algo. — Respondeu sorrindo apaixonada. — Me desculpe pelo que eu disse, foi uma bobagem minha.
GERMAN: Você não tem pelo que se desculpar, meu amor. — Falou e levou a palma da mão de Angie aos lábios e ali depositou um beijo.
ANGIE: É que dessa vez eu quero que isso dê certo. — Explicou.
GERMAN: E vai dar, Angie.
ANGIE: Eu sei. — Disse e ambos sorriam um pro outro.
(...)
Os dois ficaram ali sentados na praça por mais meia hora, conversando e trocando beijos.
GERMAN: Vamos voltar pra mansão? — Disse depois de verificar a hora no seu relógio de pulso. — Eu queria muito que pudéssemos ficar mais aqui, mas já está ficando tarde. — Falou dando aquele sorriso que sempre deixava as pernas de Angie bambas.
ANGIE: Tudo bem.
Então eles deram as mãos e foram em direção ao carro. E quando chegaram lá, German abriu a porta do carro para Angie, que agradeceu com um sorriso o ato cavalheiro.
Durante o caminho até a mansão, os dois trocaram vários olhares e não tiraram o sorriso do rosto nem por um segundo sequer.
Quando eles chegarqm na mansão, German colocou o carro na garagem e abriu a porta do carro para Angie.
ANGIE: Obrigada. — Agradeceu e sorriu docemente.
GERMAN: Disponha. — Disse retribuindo o belo sorriso da loira e pegando na mão dela. E entraram de mãos dadas dentro da mansão.
POV VIOLETTA
Acho que o papai e a Angie já chegaram, tomara que eles tenham se resolvido. Vou lá na sala espiá-los, bem uma espiadinha não faz mal a ninguém, não é?
Então Vilu saiu do seu quarto e foi ficar espiando German e Angie das escadas. E nesse mesmo momento Frederico apareceu e sem querer deu um susto em Vilu, mas ela não gritou, só fez um pouquinho de barulho.
VILU: O que você está fazendo aqui, Federico? — A garota quis saber.
FEDERICO: Acho que o mesmo que você. — O italiano respondeu sorrindo.
(…)
ANGIE: German, você ouviu esse barulho?
GERMAN: Ouvi, mas não se preocupe, não deve ter sido nada.
ANGIE: Tá bom, se você diz não deve ser nada mesmo. — Falou e mudou de assunto. — E muito obrigado German por essa noite maravilhosa, eu me diverti muito com você. Foi tudo perfeito, o melhor jantar da minha vida.
GERMAN: Eu é que agradeço Angie, me diverti muito com você, foi muito melhor do que eu esperava.
ANGIE: Essa noite foi muito especial pra mim. — Revelou.
GERMAN: Pra mim também. — Disse se aproximando de Angie.
German posicionou as mãos na cintura de Angie, trazendo-a para perto, ao que ela enlaçou os braços no pescoço de German e os dois começaram a se beijar.
Então eles escutaram um barulho, que era...
(...)
Fale com o autor