O Amor Através Da Morte
8 Capítulo 8 Lembranças de Um Verão Parte 2
Depois de algumas horas, quando já era quase noitinha, a fome surge, então, Maga e eu vamos até a cozinha para ver o que teríamos para comer.
— O que você quer comer, Mô?
— Não sei, qualquer coisa rápida já ta de bom tamanho.
— Está bem. – Maga vai até a geladeira e a abre. – Vixi.
— O que foi, Maga? – Pergunto estranhando, pois ela ficou pálida.
— Não há nada aqui! – Exclama ela e eu olho para dentro da geladeira comprovando o que ela falou, estava sem nada.
— Mas como? Você falou que estava cheia. – Indago e ela dá de ombros.
— Sim, falei. Minha mãe falou que tinha abastecido a geladeira, mas ela deve ter se enganado, nossa sorte é que ainda não está tão de noite assim. Vou ir com o Cascão até a cidade e comprar os suprimentos.
— Opa, escutei meu nome?! – Cascão entra na cozinha encarando nós duas.
— É escutou. Maga, se você quiser o Cê e eu vamos. – Sugiro e ela me olha revoltada.
— Você tá de brincadeira, não é? Vocês dois não sabem o que é necessário para fazer uma comida digna de minha barriguinha. – Choraminga ela e eu rio.
— Quanto drama. – Digo ainda rindo.
— E também nem vai dar de você ir com ele, pois o careca dormiu no meio do jogo. – Cascão ri.
— Sério? Ele que dormiu? Pensei que o dorminhoco fosse você. – Diz Maga rindo.
— Chata. – Ele fala e depois mostra a língua para Maga, que retribuiu a “gentileza”.
— Está bem, mas não demorem.
— Pó deixa. – Fala Cas pegando a chave. Eles saem da casa e entram no carro.
Subo as escadas e vou até a sala de jogos, onde se encontrava Cebola esparramado na poltrona. Olhando-o daquele jeito me deu uma certa vontade de dar risada, mas não quis acordá-lo, vai que ele faz a mesma coisa que fez de manhã.
Sentei na outra poltrona e quando estava prestes a começar um jogo de guitar, escuto sua voz me chamar. Olho para o lado e percebo que ele ainda estava dormindo.
— Mônica, eu prometo, prometo que não te deixarei, mesmo que pareça que eu estou longe, eu estou por perto, sempre vou estar, eu te... – Não deu tempo de terminar de ouvir, pois logo o estrondo de um trovão o fez acordar, o mesmo estrondo me fez quase cair da poltrona. – O que foi isso?
— Acho que um trovão. – Me levanto e ando até a janela, estava chovendo forte e dando raios e trovões no céu, aquilo me fez estremecer.
Sinto alguém me abraçar e um sussurrar no meu ouvido:
— Vai ficar tudo bem, não tem porque ter medo. Você está aqui dentro da casa comigo.
— Eu sei, mas estou preocupada com a Maga e o Cas.
— Mas eles não estão aqui? – Pergunta Cebola confuso.
— Não. Eles foram até a cidade, para pegar comida. Nossa geladeira estava fazia. – Explico e ele me olha compreensivo.
— Ixi, agora complica, mas pode ter certeza que eles vão ficar bem. Cascão é sem noção, mas com a Maga entra na linha rapidinho.
— Você tem razão. – Digo me sentindo mais tranquila graças ao Cê.
— Mônica, eu... – Cebola é interrompido por um trovão seguido da queda de energia.
— Essa não. Estamos sem energia! – Exclamo com um pouco de medo, não gostava de ficar no escuro, mesmo com Cebola, não me sentia calma.
— Calma. Vou checar o quadro de luz. – Cebola estava quase saindo, mas o paro.
— Não! Por favor, não me deixa, não me abandona, estou com medo de ficar sozinha... Sei que parece bobo, mas tenho medo do escuro e de ficar sozinha. – Falo quase chorando, posso até ser durona, mas tem horas que o medo fala mais alto.
— Ei, não chora, to aqui. – Diz Cebola me abraçando forte, o que me acalma um pouco.
— Posso ir com você? – Pergunto manhosa me separando um pouco do abraço.
— Está bem, mas segure na minha mão, não quero que você caia da escada e também que a gente se perca, pois está bem escuro por ser no meio de uma floresta.
— Claro, como você quiser. – Sussurro.
Seguro em sua mão e começamos a andar, não dava pra ver nada, não sei como ele conseguiu me guiar. Quando percebi já estava descendo a escada e chegando na cozinha. Sigo Cebola até o quadro de luz, ele começa a puxar as alavancas, mas não acontecia nada.
— Ótimo, ficamos sem energia elétrica. – Grunhe ele.
— Será que aqui não tem velas pra acender? – Pergunto.
— Não. A Maga falou que aqui nunca dava temporal e falta de luz, então não compravam velas.
— Droga. Como é que a gente vai fazer agora? – Pergunto, já ficando nervosa.
— Já sei! – Diz ele tendo uma ideia. – No jipe tem uma lanterna, só que você vai ter que ficar sozinha aqui. Não quero que se molhe!
— Você tá brincando né? Eu aqui, sozinha? Nunca. – Digo indignada.
— Mas você vai se molhar. – Alega Cebola.
— To nem aí, eu não quero ficar sozinha e também não quero te deixar sozinho. – Falo já ficando irritada.
— Okay, irritadinha. – Fala ele revirando os olhos e eu mostro-lhe a língua.
De novo ele me guiou até a porta da frente da casa. Saímos dela e vamos correndo até o jipe, Cebola logo pega a lanterna. Um trovão soou muito mais alto que os outros, o que me fez olhar pra cima por um instante, quando volto meu olhar para a direção do Cebola, ele havia sumido e no seu lugar havia uma coisa preta, era uma das sombras que eu via quando criança. Fiquei com tanto medo, pois a ultima vez que vi uma delas foi a anos atrás. Fico desesperada e começo a correr, quanto mais eu corria mais a sombra me seguia.
Resvalo em alguma coisa fechando os olhos e esperando a queda, mas logo sinto braços em volta de mim. Quando abro meus olhos vejo que Cebola me segurava, o abracei fortemente, fico tão aliviada por ser ele, o choro me invade e logo estava soluçando.
— Eu vi! Vi de novo. Elas voltaram! – Digo em meio aos soluços.
— Calma, Mô, fica calma, está tudo bem. – Ficamos um tempinho se abraçando até que se separamos um pouco. – Quem voltou?
— As sombras. Lembra, quando criança, eu falei que via sombras pretas e que elas sempre me seguiam? Uma delas voltou e estava me seguindo, só que agora sumiu. – Digo e ele me olha preocupado.
— Ah, sim. Mas a única coisa que estava te seguindo era eu, pois você saiu correndo, você ainda olhou pra trás e me olhou, mas continuou correndo. – Explica ele.
— Como? Como assim? Eu me virei e vi uma sombra. – Digo em pânico.
— Você deve ter me confundido, pois está bem escuro. – Tenta achar alguma razão que comprovasse o que eu estava vendo.
— Eu juro, eu vi a sombra. – Digo e ele me abraça de novo.
— Está bem. Eu acredito. Mas vamos, você precisa sair da chuva e trocar a roupa. Está frio! Não quero que pegue um resfriado. – Concordo com a cabeça seguindo ele de volta para a casa.
É claro que ele não acreditava... Quem que vai acreditar em mim? A louca que vê sombras pretas... Ele sempre achou que fosse coisas da minha imaginação quando éramos crianças... Então por que ele ia acreditar que fossem de verdade agora?
Andamos até o quarto com a ajuda da lanterna. Tiro minha roupa molhada no banheiro e coloco uma camisola vermelha.
Vou até a cama onde Cebola se encontrava deitado só de cueca, me deito ao seu lado, só que virada ao lado oposto que ele estava.
— Espero que não se importe de eu estar só de cueca.
— Não, não me importo. – Falo com um tom sério na voz.
— Ei, não fica assim. Eu não gosto de te ver irritada, principalmente comigo. – Ele diz me virando me fazendo ficar parada para cima onde ele se encontrava me encarando, tentei olhar para qualquer lugar menos para os seus olhos, mas ele segura meu rosto para que eu fique olhando-o. – Ei, eu sei que para você era ruim ver aquelas sombras quando era criança e eu sempre te irritava e te zoava por isso, mas agora eu cresci e quero te proteger, posso não vê-las como você vê, mas nem por isso vou deixar de te amar ou de te proteger.
— Espera, o que foi que você disse? – Pergunto, eu sabia muito bem que ele tinha falado que não ia deixar de me amar, mas queria ouvi-lo dizer mais uma vez. Percebo que ele ficou vermelho mesmo com a falta de luz, pois a lanterna iluminada um pouco o quarto e seu rosto.
— Er... Que eu não vou deixar de te proteger. – Diz ele constrangido.
— Não é isso. É a outra parte, eu quero que você fale a outra coisa. – Digo com um sorriso no rosto.
— É que mesmo você sendo maluquinha, continuo louquinho e apaixonado por você. – Fiz uma careta com sua forma de falar.
— Isso não saiu como eu esperava, mas pelo menos ouvi um quase eu te amo. – Falo dando um sorriso.
— Ah é? Você quer um eu te amo romântico? Então está bem. – Fala e chega mais perto de mim, começando a dar beijos no meu pescoço, quando ele chega perto do meu ouvido para e diz três palavras que me fizeram arrepiar: – Eu te amo. – Sussurra e me beija apaixonadamente.
(Aviso: Quem não gosta de momentos +18, recomendo que pulem até o outro aviso que também estará em negrito, esta parte a seguir não interferirá na história)
Os trovões continuavam lá fora, mas para mim eles haviam reduzido até que sumissem por completo. A fome que eu sentia se tornou uma vontade de ter Cebola só para mim. Seus lábios são tão macios, sua boca tão perfeita, é incrível como sua boca se encaixa perfeitamente na minha, parece que somos perfeitos um para o outro. Ficar assim com ele é o paraíso, mas a falta de ar fala mais alto então tivemos que nos separar.
Ele continuou agora me dando leves beijos no pescoço e vai descendo até meu ombro, ele começa a descer a alça da minha camisola e eu logo já pude sentir sua certa “animação”. Ele olha para mim como se perguntasse se ele poderia continuar, já podia sentir nos seus olhos desejo, mas mesmo assim pude perceber insegurança e medo, mesmo com seu desejo por mim, ele queria ter certeza que não estava me forçando a nada que eu não queira mesmo fazer.
Concordo com a cabeça o que faz ele dar um sorriso e me beijar mais uma vez, mas esse beijo era bem mais intenso, continuando cheio de amor. Dua língua parecia brincar com a minha, se separamos do beijo e ele continuou com beijos no meu ombro, agora descendo até perto de meus seios. Cê abaixa minha camisola até a cintura o que me deixa um pouco envergonhada, pois estava sem sutiã. Logo, ele começa a dar leves beijos e chupões nos meus seios o que me faz ficar mais calma e um pouco “derretida”.
Ele para olhando para mim e coloca a mão dele na minha cintura, como forma de pergunta se ele poderia continuar o que estava a fazer, eu concordo de novo sorrindo. Cebola termina de tirar a minha camisola e me olha de cima para baixo me deixando vermelhinha de vergonha.
— Você é perfeita. – Sussurra no meu ouvido e depois me dá outro beijo. Seu beijo transmitia um pouco de medo, mas ainda assim era um beijo apaixonado.
Ele começa a abaixar minha calcinha e depois a tira por completo, jogando-a não sei onde. Vi que seus olhos brilhavam de desejo mesmo com a luz fraca da lanterna. Cebola se aproxima de meu ouvido.
— Você é incrível. Será que posso? – Pergunta com insegurança, mas sua voz estava rouca agora, fazendo com que eu me arrepiasse toda.
— S-sim. – Respondo com um pouco de insegurança, pois seria minha primeira vez.
— Tem certeza? – Pergunta me olhando profundamente, aquele olhar parecia penetrar a minha alma.
— Tenho. – Respondo já ficando mais segura na minha escolha. Eu queria aquilo, quero que seja com ele.
O moreno me dá um selinho e retira sua cueca, acabo deixando escapar um pequeno gemido ao ver seu pênis, aquilo era grande. Cê me olha nos olhos como se esperasse meu okay, então concordo com a cabeça mordendo meus lábios. Ele me olha com rebeldia e dando seu melhor sorriso, aquele de lado que eu tanto amava.
— Me avise se doer, está bem?
— Uhum. – Murmuro e ele me beija.
Cebola começa a me penetrar lentamente, uma lagrima escorre pelos meus olhos, aquilo doía. Ele para de me adentrar e me olha preocupado.
— Quer que eu pare? Quer desistir? Eu vou entender se... – O calo com um beijo, ele segura uma das minhas mãos a apertando firme.
— N-não, n-não quero que pare. – Falo tentando me acostumar com o seu tamanho. – Só preciso me acostumar. – Desvio meus olhos dos dele com vergonha, ele dá uma risadinha entendendo o motivo de eu estar achando doído.
— Posso continuar? – Sussurra apertando a minha mão e me olhando.
— Sim. – Sussurro e ele dá um leve sorriso.
Termina a colocar tudo e para, para que eu me acostumasse. Espera um pouco e depois começa com os movimentos de vai e vem lentamente, foi aumentando a velocidade com o tempo. Não conseguia controlar meus gemidos, aquilo era muito bom. A cada estocada eu ia ao paraíso e voltava, ele percebendo que meus gemidos estavam cada vez mais altos, me beija fazendo os gemidos ficarem abafados. Cada estocada mais rápida me fazia delirar. Fazer isso é o paraíso, na verdade, estar com ele já é paraíso.
Depois de alguns minutos chegamos ao clímax. Ele sai de dentro de mim. Como eu gostaria que não saísse, mas mesmo assim não falei nada. Ele veste a sua cueca e eu coloco de volta a calcinha que havia voado para perto da porta do banheiro.
(Aviso: Já podem voltar a ler daqui, meus leitores não corrompidos.)
Cebola me puxa para seu peito após eu me deitar na cama. Ele me dá outro beijo apaixonado.
— Esta noite foi incrível. Você é incrível! – Sussurra no meu ouvido. – Eu te amo, querida.
— Também te amo, meu amor. – Falo dando-lhe mais um beijo e depois deito minha cabeça em seu peito.
Adormeço, assim, em seus braços. Estava exausta.
Os trovões lá fora nem eram mais perceptíveis.
Cebola havia me feito esquecer de tudo o que me fazia ter medo.
Ele havia feito de uma noite assustadora...
Uma noite inesquecível.
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