O Amor Através Da Morte
4 Capítulo 4 Você?!
— Você?! – Exclamo fria e surpresa.
— Por que a surpresa? Eu falei que não aceitaria não como resposta. Sabe... aquela mordida doeu, mas eu amo sadomasoquismo. – Sorri maliciosamente. – Agora nada irá te salvar, estamos a sós, pois sua mãe foi no mercado.
— Vai embora Do Contra! Eu nunca vou namorar com você. Vou ser pra sempre do Cebola. Vá embora! – Grito com muita raiva.
— Cala a boca, vadia! – Diz me jogando na cama e me prendendo com suas mãos. – Agora bem caladinha, antes que as coisas piorem.
Ele começou a me beijar e tentar tirar minha roupa. Tentava o empurrar, mas não conseguia tirá-lo de cima de mim. Ele acaba conseguindo desamarrar o meu vestido, mas antes de conseguir tirar, o empurro para ele sair de cima. Tento sair da cama, mas acabo sendo puxada pelos pés por ele.
— Não adianta, você não vai escapar. – Diz sorrindo maldosamente me levantando da cama para depois me jogar no chão.
Ele começou a tirar a calça, mas eu saio correndo até a porta do meu quarto, onde me deparo com ela trancada. Como ele conseguiu trancar sem eu ver?
Me lembro que eu guardava uma faca de baixo do meu travesseiro, mas o problema era chegar até lá, pois ele estava bem do lado da cama. O único jeito é tentar fazer com que ele queira me jogar lá para eu alcançar o travesseiro.
— Está bem, desisto. – Digo mentindo e indo até ele.
Ele me pegou e começou a me beijar. Tirou meu vestido começando a beijar meu pescoço, ele me joga na cama e pronto, consegui o que eu queria.
— Ótimo, não vou precisar fazer tanto esforço.
— Sabe que eu também não. – Digo com um sorriso debochado tirando a faca de baixo do meu travesseiro e apontando para ele. Do Contra sai de cima de mim e eu me levanto da cama, ainda apontando a faca.
— Você não tem coragem de me matar. – Diz um pouco nervoso.
— Não tenho? Então se você morrer, você vai saber que eu tenho! – Falo ainda apontando a faca pra ele. – Você acha mesmo que uma garota que guarda uma faca no travesseiro não tem coragem de matar um escroto como você? Anda se veste logo, e vá embora! Ou eu te mato agora mesmo! – O ameaço gritando, e ele se veste as presas.
— Eu vou voltar, e quando eu voltar você não vai escapar! – Diz com ódio e logo sai pela porta depois de a destrancar.
Para eu ter certeza, fui junto. Depois que ele foi, coloquei um vestido preto solto e fiquei na sala.
Escuto batidas na porta e fui abrir, ainda com a faca nas mãos.
— Oi, Maga. – Digo olhando-a, assim que ela vê a faca me olha com medo.
— Oi Mô. Er... Por que essa faca? – Me pergunta ainda parada na porta.
— Entra, vou te contar tudo. – Abaixo a faca.
Ela entra e eu tranco a porta. Assim que nos sentamos, conto tudo para ela sobre o que havia acontecido, contei do Cebola, do sonho, do Do Contra, tudo. Ela ficava cada vez mais assustada com meu relato.
— Nossa amiga, você deve ter passado um sufoco. Desculpa por ter falado para você namorar o Do Contra. Eu não tinha ideia de que ele era assim! – Diz Magali me abraçando triste pelo que eu passei.
— Tudo bem. Eu te desculpo. Você não tem culpa, nem eu sabia que ele era assim.
— Mas esse negócio do Cebola ter te salvado, está me assustando, pois ele morreu, tem certeza que você não bateu forte demais a cabeça? – Pergunta vendo o hematoma que havia em minha cabeça.
— Não Maga, eu to bem. E eu vi ele! Eu até o abracei... – Ótimo minha melhor amiga acha que eu estou pirando. Mas é verdade, eu o vi e o senti!
— Não sei não Mô, acho que você está pirando, porque está morrendo de saudades dele. Eu sei que ele faz falta, mas você não pode deixar de viver por causa dele. Cascão e eu também estamos com saudades dele, mas mesmo assim não deixamos de viver como você fez, ele não iria querer te ver assim.
— Eu sei, mas ele é minha vida, sem ele me sinto morta... – Digo começando a chorar, e pela primeira vez desde que ele morreu, eu choro na frente de alguém.
Depois que a Magali me acalmou, ela passou o que teve hoje na aula e então foi embora. Minha barriga começa a roncar, alertando que estava na hora de pegar algo para comer. Depois de comer, vou para meu quarto e acabo por indo dormir.
#SonhoOn#
Eu estava na mesma campina, só que agora ela estava morta, a grama estava seca. Olhei para todos os lados e tudo estava morrendo, a vida daquele lugar estava se esvaindo.
— É assim que me sinto quando você tenta se matar. – Diz Cebola atrás de mim, o olho e sigo seus olhos pelo lugar.
— Você não me deixou outra escolha. Não consigo viver sem te ter. – Sussurro e ele me olha tristemente.
— A morte nem sempre é a solução. – Sussurra se aproximando de mim lentamente.
— Mas é a única solução que eu vejo. Eu toparia tudo, tudo mesmo, só pra ficar ao seu lado, e não me importando com onde você esteja.
Ele ficou em silencio me olhando por um tempo.
— O que você está fazendo? – Pergunto por conta do silencio junto de seus olhos me analisando.
— Vendo o que você se tornou.
— Como assim? – Pergunto sem entender.
— Você era tão alegre, tão forte, determinada, e agora é só uma gótica de mal com a vida. – Grunhe ele.
— E você estava vivo. Eu era tudo isso por sua causa. E agora, estou assim por conta de sua partida. Você era a minha alegria! E agora... eu só sinto um vazio, me sinto sozinha, perdida, só me resta dor, tristeza e saudades.
— Eu posso te fazer feliz, basta você querer viver de novo! Eu posso estar do seu lado, mas você vai ter que voltar a ser como era. Basta você falar que me ama e voltar a ser aquela garota por quem me apaixonei tão perdidamente. – Diz ele pegando em minhas mãos e me olhando profundamente.
— Mas eu te amo. – Digo, mas não vejo seu sorriso, e sim sua expressão de tristeza.
— Eu sei, mas do jeito que você está fazendo não parece. Parece que eu sou a culpa de tudo na sua vida... Você precisa viver, assim eu fico para sempre com você, não importa onde você for.
— Eu prometo que tento fazer isso. Mas você tem que me prometer que não vai me deixar, pois hoje o Do Contra quase...
— Eu sei e tenho nojo dele, de saber que ele te tocou, só eu posso fazer isso. – Diz ele com raiva, por um momento solto uma risadinha por ver sua expressão ciumenta e preocupada.
— Sim, só você pode. Agora me prometa, prometa que você será só meu e não me deixará que eu prometo que serei para sempre sua.
— Eu prometo! Eu serei só seu para sempre, não importa as regras e não importa o perigo que eu corra. – Diz decidido e eu me preocupo com sua fala.
— Perigo? Que perigo? – Pergunto desesperada.
— Não vai acontecer nada, eu te juro. Basta você confiar em mim. – Sussurra me deitando no chão.
— Eu confio – Assim que sussurro de volta, ele me beija romanticamente, sinto tudo ao redor crescer e florir novamente.
— Eu te amo... – Sussurra Cê, e logo tudo desaparece em um clarão de luz.
#SonhoOff#
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