O Amor Através Da Morte

16 Capítulo 16 O Destino É Completado


Notas iniciais
Olááá!!! Depois de muito tempo estou a escrever a fanfic, esse é o penúltimo capitulo. Quem acompanhou a fanfic Zumbis, sabe que eu informei que iria continuar essa fanfic depois de completar a outra, e depois de completar essa ir para outra minha que ainda não foi completada. Assim consigo completar todas, e não faze-las mais empacar no tempo. Obrigada a todos que acompanharam e espero que alguém ainda queira ler. Para informar a todos, eu reescrevi os capítulos porque achei que eles estavam ruinzinhos, mas continua a mesma ideia de origem, só corrigi e acrescentei minimas coisas. Se quiserem, leiam a fanfic tudo de novo, mas se não quiserem tudo bem ^^ Boa Leitura!!!

— Que barulho foi esse? – Pergunto para Amélia que estava comigo na minibiblioteca. O barulho nada mais era que um forte estrondo vindo de fora da casa. Era estranho, pois tudo sempre foi bem calmo e não tem nada por perto, só a campina.

— Não sei. – Diz ela se levantando da poltrona e saindo da sala.

A sigo indo até fora da casa. Outro estrondo ecoa pelo ar, seguimos o som até a campina. A cada passo mais perto da campina o estrondo ficava mais alto e começou a surgir um som de asas batendo. Seria o Cebola retornando?

— São asas? – Pergunto e Amélia concorda com a cabeça.

Assim que chegamos na campina se deparamos com vários anjos, uns voando e outros pousando.

— Mas que... – Antes que eu dissesse algo, um barulho ensurdecedor vindo da boca de cada um deles começa a ecoar pela campina. Aquele som era tão horrível que me fez ficar meio tonta.

— Fique parada. – Diz Amélia e logo ela conjura uma cúpula ao redor de nós. Os anjos pararam de gritar e começaram a procurar por nós. – Estamos seguras por enquanto. Fiz um feitiço que dá a entender para eles que é de teletransporte, mas é de invisibilidade.

— Como eles nos acharam? – Pergunto, mas ela estava tão perdida quanto eu.

— Eles iriam nos encontrar, mas não pensei que fosse tão cedo. – Confessa ela e eu suspiro.

— Precisamos chamar o Cebola, mas eu não sei como... Não estou pronta para fazer o sacrifício. – Digo desesperada e ela coloca uma mão em meu ombro.

— Eu o chamo. Não se preocupe, você vai conseguir. – Diz ela me deixando mais tranquila.

Amélia começa a falar na língua de seu povo – a língua dos feiticeiros – após abrir uma espécie de buraco para enviar uma mensagem falada a Cebola que a receberia rapidamente.

— Se um deles esbarrar nisso, eles vão perceber a cúpula? – Pergunto a olhando preocupada e ela me olha confusa.

— Sim, por que?

— É que tem um vindo em nossa direção. – Digo e antes que ela visse o anjo vindo, acabamos caindo no chão pela pancada e a cúpula sumindo.

Outro grito surge do anjo que nos atingiu, ele para sobre minha frente puxando uma espada dourada flamejante.

— Finalmente. – Sussurra ele em uma língua diferente, mas eu a conhecia, mesmo sem entender como.

— Merda. – Resmungo tentando me levantar, mas acabo parando por conta de o anjo ter me apontado a espada.

— É sua hora de morrer! – Grita aquele anjo e logo escuto um barulho de asas, provável que de outros anjos.

Quando o anjo vai para me acertar a espada, outro barulho parecido com o de um jato ecoa pelo ar. Logo vejo algo prata atravessar o anjo o fazendo cair morto no chão.

— Você está bem? – Pergunta Cebola surgindo do meu lado segurando um arco brilhante, provável que ele tivesse atirado aquela espécie de flecha. Ele me ajuda a me levantar e me abraça rapidamente.

— Estou. – Digo o olhando e logo procuro a Amélia não a encontrando onde ela deveria estar.

— Meu amigo a levou para um lugar mais seguro, onde ela possa lutar conosco sem se preocupar com a segurança dela mesma. – Explica meu amado e logo vejo que haviam centenas de demônios voando e lutando com os anjos.

As únicas diferenças das duas espécies fisicamente, eram que os demônios têm asas pretas e os anjos têm asas brancas, os demônios estavam com roupas de pano na cor preta segurando armas no tom prata e branco com brilho, os anjos estavam usando armaduras douradas com vermelho e armas douradas flamejantes.

— Nós temos chance? – Pergunto vendo vários demônios caindo e poucos anjos mortos.

— Eu não sei, eles estão mais fortes. – Diz Cebola e logo mata um anjo que vem em minha direção. – Kayn, a leve para a barreira de proteção!

— O que?! – Antes que eu retrucasse a ordem de Cebola, um demônio aparece e me leva para o meio de onde todos batalhavam ao redor, onde nenhum anjo conseguia chegar.

— Você vai ficar segura aqui, Lúcifer quem conjurou essa barreira. Nenhum anjo vai atravessa-la. – Me explica Kayn e logo ele sai indo ajudar os outros demônios.

O que eu faço? Eu não tenho poderes!

Eles estão perdendo...

Eu...

— Cebola! – Grito e logo o vejo me olhar após eliminar mais um anjo, mas agora usando sua espada.

Ele voa numa velocidade incrível, chegando perto de mim, mas sem entrar na barreira.

— Eu sei como libertar meus poderes. – Digo e ele se vira rapidamente para matar mais um anjo que avançou em direção a ele.

— O que é preciso? – Pergunta olhando nos meus olhos com pavor.

Ele temia perder a guerra..., temia me perder.

— Eu preciso te sacrificar. – Sussurro e ele me encara profundamente, os olhos dele estavam vermelhos para ficar mais forte com sua forma demônio, mas consigo ver um brilho de esperança neles.

— Samael! – Grita um anjo, quer dizer, um arcanjo. Ele era bem maior que os outros tanto em tamanho físico, quanto em suas asas. O arcanjo estava usando um capacete então não pude ver seu rosto.

— Shemu’el! – Diz Cê, assim que se vira para ver o arcanjo. – Olá, irmão. – Diz com desprezo ao arcanjo que logo tira o elmo revelando seu rosto. Ele tinha traços físicos parecidos com o do Cebola, mas era mais velho.

Então o verdadeiro nome do Cebola é Samael? E ele tem um irmão que é anjo que se chama Shemu’el? Estou cada vez mais confusa.

— Você traiu Deus quando escolheu a impura as ordens superiores. Por estes pecados, serás eliminado! – Grita Shemu’el.

— O único traidor é você, quem traiu o próprio irmão para se tornar mais poderoso. – Rebate Cebola.

Meu amado avança com tudo para cima daquele que algum dia foi considerado seu irmão. Cada barulho de espada batendo me fazia ter flashes descompassados.

Flash Black On

— Você é tão linda, Monique. – Diz uma voz atrás de mim enquanto eu regava as flores de meu jardim na frente de minha cabana.

Me viro para olhar quem havia falado comigo e vejo Shemu’el, o irmão de Samael me encarando. Ele nunca sorria, então era impossível saber o que ele sentia no momento.

— Olá. – Digo sorrindo. Ele me visitava frequentemente desde que Samael ficou ocupado com qual é que seja seu trabalho.

— Não devia ficar sozinha aqui. É perigoso. – Diz ele se aproximando.

— Ah, está tudo bem, já me acostumei. Só estou triste que Samael esteja ocupado. Vocês nem se quer, me falaram no que trabalham. – Digo e ele se aproxima mais um pouco ficando frente a frente comigo.

Shemu’el era um pouco mais alto que o Samael, era bonito como o irmão, mas eu nunca me atrairia por ele. Algo nele me apitava dizendo que se o amor o envolvesse e ele tivesse que escolher entre o amor e o poder, ele escolheria o poder, mesmo que o amor o fizesse feliz. Eu conheci Shemu’el na mesma noite que Samael, eles estavam no festival do vilarejo, Samael assim que me viu se aproximou timidamente, nos interessamos um pelo outro rapidamente. Depois Shemu’el se aproximou e conversamos um pouco, mas logo sai em uma aventura na floresta com Samael. Em poucos dias, ele e eu já estávamos perdidamente apaixonados.

— Por que ficar com alguém que está sempre fora, se tem alguém perto? – Diz ele acariciando meu rosto.

— O que você pensa que está fazendo?! – Exclamo já me afastando da sua mão.

— Eu posso ser bem melhor que meu irmão tolo. – Diz ele tentando se aproximar de novo. Começo a recuar, mas acabo tropeçando em algo por estar andando de ré, caio no chão e sinto uma ardência no meu joelho onde eu havia batido em uma pedra afiada.

— Vai embora Shemu’el. Eu amo Samael e nunca irei ficar com alguém repugnante feito você. – Grito com ódio do que ele estava me propondo.

Antes que ele pudesse se aproximar novamente de mim, Samael chega e fica confuso com a situação. Samael não havia visto nada do que havia acontecido antes de eu já estar no chão.

— O que está acontecendo aqui? – Pergunta ele confuso e me ajuda a levantar com cuidado.

— Ela é impura! Você terá que escolher. – Ameaça o irmão e logo vejo assas saírem de suas costas.

Eles não são humanos?!

— Mas...!? – Fico sem voz, apenas observo Shemu’el voar para longe.

Depois daquela revelação, Samael me contou tudo sobre ele e sobre sua natureza. Eu deveria ter contado que o irmão dele havia se apaixonado por mim, mas eu não quis o abalar mais do que ele já estava por ter recebido um ultimato de um dos anjos mais poderosos que Deus possuía por conta do romance dele comigo.

Flash Black Off

Cebola não sabia o real motivo pelo ódio eterno do irmão sobre ele. Samael acreditou que a traição foi apenas pelo poder, mas Shemu’el também estava furioso por eu ter escolhido o outro e não a ele. Ele ficou furioso pelo irmão ter “roubado” a única garota que ele já havia se interessado.

— Não!!!! – Grito assim que vejo Cebola ser atingido pela lâmina de Shemu’el.

Ele cai no chão como uma pena.

Corro para fora da barreira em direção ao meu amado.

Ele estava morrendo, podia sentir sua força enfraquecendo.

— Samael... Cê... – Sussurro e ele acaricia minha bochecha com um dedo. Meu rosto acaba ficando sujo com seu sangue, mas não me importo.

— Faça! – Ordena com sua voz rouca e já fraca.

— Eu te amo... – Sussurro pegando a adaga com cabo em coração que ele havia me dado alguns dias atrás.

— Eu também te amo, Mônica.... Minha eterna Monique. – Sussurra e eu logo enfio a adaga em seu coração enquanto o dava o último beijo.

Vários flashes de todas as vidas passadas, de todos os momentos que eu vivi com ele me passam em minha mente. Eu lembro de absolutamente tudo.

Começo a levitar sentindo todo o meu poder sendo libertado pelo meu corpo. Eu sentia cada veia minha transbordar mana. Meus poderes por muito tempo prendidos acabam emanando para fora de mim como uma aura azulada prateada.

— Ahhh!! – Grito e assim faço todos os anjos evaporarem como se nunca tivessem existido, deixando apenas Shemu’el vivo. – Por sua culpa ele morre. Por sua culpa, ele sofreu tudo isso!

— Deus não aceita... – Antes que ele completasse a frase, faço um movimento com a mão o estrangulando magicamente. Ele engasga com a falta de ar e pela dor que eu o estava causando.

— Você o obrigou a fazer isso. Ele iria cair por mim, mas você o sabotou por ser um verme nojento e egoísta. – Grito com toda minha fúria.

Samael iria cair para junto dos demônios, onde estaria livre para me amar e viver a vida comigo. Shemu’el com seu egoísmo, se devotou inteiramente a Deus, pedindo para que Samael nunca pudesse ser um demônio nem um anjo, mas o meio dos dois, assim nunca poderia voltar ao paraíso e nunca poderia ficar comigo sem a morte e o sofrimento rondar. Samael se aliou a Lúcifer que o recebeu mesmo a seus termos, pois como ele nunca poderia virar um demônio, ele não poderia ficar ao Inferno por muito tempo sem sofrer uma dor agonizante pelo lado “angelical” que ainda possuía, pois o Inferno proibia qualquer anjo de entrar.

— Morra! – Digo e logo o enforco, quando seu corpo cai ao chão, evapora em cinzas.

Não foi apenas vingança, aquilo foi mais que isso. Ele nunca me deixaria em paz mesmo com a morte de Cebola, ele me caçaria e poderia matar todos que me importo sem ter nenhum pingo de compaixão ou receio.

Caio de joelhos perto do corpo sem vida de Cebola. Começo a conjurar com todo meu poder um dos feitiços proibidos das feiticeiras que só poderia ser feito pela filha da estrela do oriente. O feitiço era tão forte e exercia tanto poder que sentia cada fio de mana se esvair do meu corpo conforme executava todo o ritual.

— Mô? – Sussurra Cebola abrindo os olhos e me olhando assustado.

Sorrio para ele e logo sinto tudo no meu corpo se desligar.

Antes do meu último suspiro de vida pude ouvi-lo gritar meu nome e para voltar para ele. Mas eu já havia ido...

Eu dei-lhe a minha vida.

Através de minha vida lhe retribuo tudo o que me propôs. Tudo o que perdeu por mim e tudo o que sofreu não poderá ser recompensado, mas devolverei sua vida com a minha, meu doce amor.

Notas finais
Espero que alguém comente, mas mesmo se não tiver comentários, eu irei completar a fanfic. Até o ultimo capitulo, e espero do fundo do meu coração que tenham gostado da minha fanfic e desse capitulo ^^ Beijoooos S2