O Amor Através Da Morte

15 Capítulo 15 O Último Adeus


Notas iniciais
Oie, depois de um tempão aqui estou eu a postar, sei que não é tão grande esse capitulo, mas é porque não tinha como ser maior, digamos que eu separei umas coisas para os capítulos finais e esse não tinha muitas coisas, o próximo será o penúltimo eu acho. Gente nem acredito que está chegando ao fim :3 e eu espero que gostem do final, pois para mim ele será perfeito e fofo, mas não tenho certeza se vão achar isso. Agora momento agradecimento: Lara A E Menezes LAEM muito obrigada pela recomendação. Fico muito feliz que recomendou, nunca pensei que iria ganhar recomendação depois dessa fic ter sido excluída pelos próprios moderadores e eu ter que repostar, então lhe agradeço muito, pois me animou muito, e sei que demorei para postar, mas é pq a preguiça não deixava e talz kkkkkk muito obrigada mesmo linda :3 Boa Leitura!!!!

— Não, não e não. – Começo a dizer isso enquanto caminho de um lado para o outro na minibiblioteca da casa.

— Está tudo bem minha senhoria? – Pergunta Amélia gentilmente e docemente.

Desde que Cebola foi, ela tem me ajudado muito em tudo quanto é coisa. Além dela ser muito inteligente e poderosa é como se já tivéssemos sido amigas. Ela tem uma afeição grande comigo e eu com ela.

— Olha isso. – Digo mostrando uma parte do livro para ela.

Além de mim, só feiticeiros podem ver o livro e o que está escrito nele, mas isso é um segredo que só é contado à filha da estrela do oriente, como assim, ela me chama. Tento conter minhas lágrimas enquanto ela lê.

— Oh minha doce criança. – Começa ela com uma voz suave e calmante. – Você devia saber que tudo que é bom para continuar assim deve se fazer um sacrifício e esse é o seu. – Diz ela e logo eu caio de joelhos no chão atordoada.

Pego o livro e começo a ler:

Para libertar os poderes, deve-se fazer um sacrifício. Se não aguentar, tudo morrerá. É preciso o sacrifício de seu amado. Resista a força e terá seus poderes. Sacrifique-o, não resista a força e a perda, e tudo será um mar de perdas. Não sacrifique seu amado até que a última reencarnação aconteça e você morrerá para sempre, não haverá nem céu nem inferno, apenas a morte. Ele ficará sozinho e nunca mais poderá a encontra-la novamente, pois será como se nunca tivesse existido no mundo.

— De qualquer jeito é sofrimento, não há outra solução? – Pergunto e ela suspira.

— Creio que não. Sinto muito, mas não há outra coisa a se fazer, isso foi o preço a se pagar pela sua salvação. Foi só mais uma de suas maldições e não pode ser desfeita. – Diz evitando meu olhar, tanto eu quanto ela sabíamos que aquilo não era a melhor opção. Depois de alguns minutos, uma ideia me surgiu.

— Amélia, será que você poderia me conceder um pedido? – Pergunto e ela me olha surpresa com a pergunta.

— Claro! Faço qualquer coisa pela senhoria. – Responde com um sorriso radiante.

— Ótimo. – Digo e logo começo a contar minha ideia a ela.

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— Mas Mô, por quê? – Pergunta Maga novamente, e eu suspiro.

— É necessário! Não quero que nada aconteça a vocês dois. Como o Cê disse, vocês foram os nossos únicos amigos verdadeiros que tivemos tanto apego, e eu sei que nunca vamos nos ver de novo, então quero que fique em suas memórias pelo menos tudo isso. Todos nossos momentos juntos. – Digo tentando parar de chorar, já a Maga estava em prantos com tantas lágrimas e o Cas estava tentando não chorar. – Se eu puder lembrar, lembrarei, mas acho que será impossível. Eu quero que vocês saibam que amo muito vocês. Amo tudo o que passamos e gostaria que tudo fosse normal. Gostaria que nada disso tivesse acontecido. Gostaria que voltasse aos dias que o Cebola ainda era só humano e ninguém sabia de nada, mas não posso, pois não é possível. Gente, já estou falando demais. – Digo soltando uma risada abafada e soluçando um pouco por conta do choro, Maga me abraça forte.

— Você sempre será minha melhor amiga e quero que tudo de bom aconteça com você, mesmo que eu não possa estar presente. Eu te amo, minha maninha do coração. – Diz ela e eu volto a chorar.

— E você será sempre a minha melhor amiga, se eu puder algum dia lhe visitarei! Aos dois, mas não posso prometer, pois não sei o que o que o futuro me reserva. – Confesso e ela concorda triste. – Cascão. – Digo e lhe dou um abraço forte. – Como vou sentir saudades de rir de seus tombos, de zoarmos. Você sempre foi como um irmão para mim e é bom cuidar bem da Maga, ela também é como uma irmã para mim. – Digo e ele ri. – Eu te amo, maninho.

— Vou cuidar dela, e você se cuide e cuide do careca, vou sentir muita falta de vocês. – Ele diz e estremece. – Eu te amo tanto baixinha, mesmo quando éramos pequenos e você me batia, tanto a Maga e eu sabemos que será difícil não os ter ao nosso lado. Sempre fomos unidos. – Diz ele abraçando a Maga de lado.

— Ai, seus idiotas. – Digo e abraço os dois juntos. – Vou sentir tantas saudades se eu puder lembrar de vocês, mas sei que vou sentir um vazio caso não lembre. Eu juro que não importa quantas reencarnações eu tenha passado, essa foi a melhor só por ter conhecido vocês, a turma, enfim, obrigada por terem me amado e me feito feliz, obrigada pelos belos momentos e até pelos maus que vocês passaram comigo. – Digo com um sorriso triste. – Mas agora está na hora de irem. – Falo seria e antes de que eles pudessem protestar, uma luz ao redor deles surge e a única coisa dita foi a Maga gritando meu nome, em seguida os dois desaparecem.

— Foi o melhor assim. Humanos não poderiam sobreviver a isso, e eles estarão seguros lá. Fiz um bloqueio para que nada os encontrem e possam os machucar. – Diz Amélia e eu sorrio agradecida.

— Eu sei, mas dói aqui dentro... Por tudo o que já passamos... Eu era feliz. – Digo engolindo o choro, mas ainda assim muito triste.

— Mas ainda vai ser muito feliz. Vou lhe ajudar com isso. – Diz ela amigavelmente e eu concordo.

— Só queria sentir-me feliz como eu era, apenas mais uma vez, como aquela vez nas férias, mesmo naquele dia da tempestade. Naquela época eu era tão feliz e tudo era tão completo, mas eu nem sabia. – Digo suspirando e ela toca em meu braço.

— Nos sonhos, mesmo não sendo reais. Você ainda pode viver tudo de novo. – Fala ela e eu suspiro.

— Eu sei. – Concordo e olho para o céu agora um pouco escurecido. – Só queria que pelo menos o Cê estivesse aqui para eu sentisse como se tudo ainda fosse a mesma coisa. Mesmo ele tendo mudado de como era quando humano, pelo menos eu esqueceria do que eu devo fazer e de tudo que eu perderei.

Por que no amor tudo é sofrido?

Por que o amor é uma maldição para todos?

Mesmo o amor verdadeiro, é a maior maldição.

Eu não entendo e não acho que alguém entenda.

Amar é destruir e ser amado é ser destruído.
— Jace, Os Instrumentos Mortais.

Notas finais
A última frase pertence a série de livros: Os Instrumentos Mortais. A coloquei, pois gosto de citar livros e achei que a frase combinava nesse exato momento. É isso, amores. Até a próxima postagem e comentem por favor, digam o que tão achando e se devo continuar, pois isso me ajuda demais, me motiva muito. Beijooooooooooos ^^ :3