O Amor Através Da Morte

12 Capítulo 12 Jogo da Caneta


Notas iniciais
Oi, desculpem a demora, mas aqui está! AVISO: se você jogar o jogo da caneta não vai apagar a luz nem ter algo escrito na parede. AVISO 2: O link da casa e dos cômodos da casa estão nas notas finais. AVISO 3: Eu não tenho certeza absoluta, mas acho que a fic está chegando aos seus últimos capítulos. Boa Leitura!!!

Outro mês tinha se passado e Cebola não havia aparecido, eu já estava perdendo minhas esperanças de que ele apareceria.

Estava sem alternativa, então só tive uma ideia..., fazer a brincadeira da caneta. Ela é como a do compasso e copo, só que com uma caneta. Estava Magali, Cascão e eu sentados ao redor da mesa da cozinha da minha casa.

Magali não topou de primeira, pois estava com medo do que poderia acontecer, já Cascão ficou ansioso com a ideia. Foi ele quem me ajudou a convencer a Maga e a confortou falando que nada iria acontecer, então aqui estamos nós.

Seguro a caneta com a mão direita e vou até o meio do circulo, logo Magali e Cascão colocam a mão direita deles em cima da minha.

— Tem alguém aí? – Pergunto e começa a puxar até o sim.

— Você sabe onde o Cebola está? – Pergunta Magali e a caneta com nossas mãos vai ao meio e volta pairando sobre o sim.

— Ele está em perigo? – Pergunto novamente e paira no não.

— O careca está aqui? – Pergunta Cascão e a resposta é não.

— O Cebola está vivo? – Pergunto e o espírito começa a girar ao redor do círculo a caneta junto com nossas mãos.

— Por que ele está fazendo isso?

— Eu não sei, Maga. – Responde Cascão e logo a caneta paira no meio do círculo.

— Você ainda está aí? – Pergunto e não acontece nada durante alguns minutos. Cascão repete a mesma pergunta que eu e pairamos no sair. Soltamos a caneta fora do nosso meio de comunicação improvisado por papel.

De repente um trovão estronda lá fora, fazendo com que as luzes desligassem por alguns segundos e depois ligassem de volta. Quando a luz liga, vejo na parede escrito com algo preto “vamos encontrar você Monique, não adianta fugir de novo”, minha cabeça começa a latejar, quando estava prestes a desmaiar Cebola aparece e me segura.

~~~+~~~

— Mônica! Mônica! – Chama-me uma voz que reconheci ser de Magali. Quando abro meus os olhos me deparo com Cebola, Magali e Cascão. Eu estava deitada em minha cama.

— Como você está? – Pergunta Cebola.

— Espera, agora eles também podem te ver? – Pergunto ignorando a pergunta dele olhando para Maga e Cas. Quando voltei meu olhar para Cebola, percebi que ele estava diferente, estava mais branco, seus olhos de um preto intenso e com vida.

— Sim, agora eles podem. Mas você não me respondeu... Como está? – Ele pergunta sério.

— Estou bem. – Digo e logo ele me abraça fortemente.

— Por que você fez aquilo? Você não devia ter feito. Agora eles estão te procurando. – Diz sério e sento seu medo.

— Você sumiu, não sabia mais o que fazer. Quem são eles? Quem está me procurando? – Pergunto assim que ele desfez o abraço.

— Os anjos! Eles querem te matar. Deus não deixa que seus anjos fiquem com humanos, anjos são feitos para lutar contra as tropas de Lúcifer, e quando eles amam, são julgados e condenados. Eles matam a humana e jogam o anjo no inferno. – Explica Cebola.

— Isso quer dizer que você é... – Comecei a dizer, mas logo me calei.

— Um anjo. Mas tecnicamente um demônio agora.

— Mas então como eu não lembro de nada? – Pergunto confusa.

— Lembra do livro que achou na biblioteca? – Perguntou e eu concordei com a cabeça. – Você é a encarnação da Monique. Você é a garota mais poderosa que existe.

— Isso não pode ser real. – Começo a repetir para mim mesma. – Eu devo estar dormindo.

— É real. – Diz segurando meu rosto para encará-lo.

— Quem é o homem que sempre está falando com você? – Pergunto me lembrando de meus “sonhos”.

— O rei do Inferno. – Ele diz naturalmente como se aquilo não fosse nada demais.

— Lúcifer? – Pergunto incerta arqueando uma sobrancelha.

— Sim. Lúcifer me ajudou a ficar perto de você, mas ele não pode fazer muito, pois o destino é meu e teu. Ele bloqueou seu passado para que eles não te rastreassem, mas agora eles sabem mais ou menos onde você está. – Explica Cebola e minha cabeça começa a girar.

— Que poderes eu tenho? – Pergunto o olhando fixamente.

— Poderes da sombra, poderes super fortes que nada pode te deter, a não ser se eles te enfraquecerem através de seus sentimentos.

— Como posso libertá-los? – Pergunto me referindo aos meus poderes.

— Eu não sei, está no livro. Não posso abri-lo. Anjos e Demônios não podem abri-lo. Foi o feitiço que a feiticeira lançou nele.

— Como que vou lê-lo se não sei o que está escrito, parece ser latim. – Confesso.

— Você sabe, só não lembra. Agora preciso te levar para algum lugar seguro, para que você se lembre de tudo. – Diz e anda até Magali e Cascão que estavam com uma cara de quem não estava entendendo nada. – Vocês dois, se aceitarem, gostaria que fossem juntos. Assim a Mô não fica sozinha enquanto eu precisar resolver umas coisas.

— Claro que vamos. – Afirma Magali sorrindo e Cascão concorda também sorrindo.

— Ótimo. É a primeira reencarnação que a Monique e eu conseguimos amigos verdadeiros. – Cebola diz sorrindo.

— Que isso, careca, pode contar sempre com a gente. – Cascão d[a um tapa camarada no ombro de Cebola.

— Agora é melhor vocês dois irem para suas casas e arrumarem algumas roupas para vocês levarem. – Sugere Cebola e começa a andar em direção a mim, mas para na metade do caminho. – Ah, Magali tem comida lá, está bem? – Diz Cê e logo todo mundo ri.

— Eu nem ia perguntar. – Diz Maga ainda rindo.

— Sabemos. – Falo também rindo.

— Bem, é melhor a Maga e eu se apresarmos. Em breve, estaremos aqui de volta. – Fala Cas e puxa Maga pela mão o que a faz corar levemente.

— Até daqui a pouco, Mô. – Se despede ela e logo sume cruzando a porta.

— Agora vamos arrumar suas roupas e outras coisas. – Logo Cebola foi arrumando minhas coisas em minha mala, sem nem me esperar tomar a iniciativa.

— Eu vou ajudar. – Digo e quando ia me levantar, ele me para.

— Deixa que eu arrumo, já vi seu corpo perfeito muitas vezes. Não me importo de colocar suas lingeries na mala. – Diz sorrindo maliciosamente me fazendo corar.

— Para um “ex” anjo, está muito assanhadinho, senhor Cebola. – Brinco e ele ri.

— Como você disse, sou um ex anjo, e isso foi a bastante tempo, então eu mudei. – Pisca para mim.

~~~+~~~

Já estávamos no lugar seguro. A casa dava de frente com a campina que eu via em meus sonhos, Cebola não quis me dizer onde estávamos então, sinceramente não faço ideia de onde estou. O cheiro é incrível, e a vista é ótima.

A casa tem um aspecto antigo, mas mesmo assim é linda. Construída de pedras e tijolos, e com janelas pequenas. Traz um conforto só de admirá-la, é perfeita.

— Que tal entrarmos? Assim mostro tudo. – Cebola sugere e nós o seguimos.

O primeiro cômodo é a sala de estar. Tem uma lareira, sofás e poltronas antigas em cores claras, uma mesinha de centro estofada na cor azul, vários quadros e abajures, e embaixo de tudo um enorme carpete marrom com detalhes.

— É incrível. – Digo admirada.

— Claro que vai ser. Era a sua casa. – Sussurra Cebola e eu o encaro para ter certeza de que o mesmo não estava brincando e ele não estava.

— Eu tenho um ótimo gosto. – Falo me achando só para brincar e tive sucesso, todos riram.

— O próximo cômodo é o que você mais gostava. – Me encara o garoto de cabelos espetados.

Assim que entramos, algo em minha mente se acendeu, foi tão rápido que eu não entendi o que havia acontecido em minha mente. Era uma sala cheia de estantes em todas as paredes repletas de livros, havia uma escrivaninha antiga de madeira com uma cadeira antiga também de madeira, no chão havia um carpete marrom claro, e em uma mesinha ao lado da escrivaninha, havia uma máquina de escrever antiga. Na escrivaninha estava cheia de folhas escritas e livros.

— É tão... – Começo a falar, mas perco a fala.

— Falei que era a sua parte da casa preferida. – Cebola analisa minha expressão e sorri ao perceber que eu ainda amava aquele cômodo, mesmo não lembrando dele.

Saímos da sala e fomos até a cozinha que tinha um puxadinho descendo um degrau para a sala de jantar. A cozinha como os outros cômodos é antiga e com moveis de madeira clara, havia um fogão, armários de comida e bebida, e armários com pratos e copos. Na ala da sala de jantar, tinha uma mesa de madeira com seis cadeiras também de madeira, um candelabro na cor prata com velas acessas.

— Quanta comida! – Exclama Magali assim que abriu o armário.

— Só você, Maga. – Falo rindo.

— Que é? Olha que vista maravilhosa. – Diz ela e logo Cascão a puxa para longe.

— Nem venha atacar a comida, não quero ficar no meio do nada sem ter o que comer. – Diz, e Cebola e eu rimos.

— Agora só falta o quarto da Mô, o quarto de vocês dois e o banheiro, que fica tudo no andar de cima.

Assim que chegamos ao andar de cima fomos para o quarto da Maga e do Cas. Os móveis eram todos de madeira escura, e a roupa de cama era bege e cinza, tinha dois armários, um normal e outro com um espelho. Tinha dois criados-mudos com abajur laranja, e por último um pufe estofado da cor cinza.

— Uau, vou dormir como uma pluma. – Diz Magali.

— Sei, dormir. – Provoquei-a com um sorriso malicioso o que a fez corar junto com Cascão.

— Sim, dormir. Já não sei você, dona Mônica. – Rebate Maga ainda corada.

— Não é novidade o Cê e eu. Já que sou uma encarnação, mas você... – Rebato de novo e ela cora mais ainda.

Depois de rirmos disso fomos até o banheiro que era com paredes de pedra e de tijolo pintado de branco. Havia uma banheira, um vaso sanitário, e duas pias, uma em cada lado do banheiro.

— Tem umas coisas nessa casa meio moderna. – Alego e olho para Cebola.

— Eu coloquei algumas coisas mais confortáveis, mas em si a casa e tudo que tem nela a maioria é o que tinha bem antigamente. – Confessa meio corado o que me faz rir.

— Eu sabia, mas mesmo assim está incrível. – Falo sorrindo e ele sorri também.

— Será que o casalzinho poderia mostrar o ultimo cômodo logo? – Pergunta Cascão o que me faz corar.

— Está bem. – Cebola ri.

Assim que entramos no quarto me veio como um raio uma lembrança de mim e do Cebola se abraçando e se encarando, meu cabelo era mais comprido, mas fora isso era tudo parecido. O quarto tem uma cama com galhos de árvores cheia de travesseiros e com cobertas de cores mais apagadas, tem um criado-mudo com um abajur, por ultimo tem uma poltrona escura e um armário de madeira também escura.

— Eu me lembro desse quarto. – Sussurro.

Quando dou um passo para a frente, tudo fica escuro e eu desmaio.

Notas finais
~Links~ Casa: http://2.bp.blogspot.com/-BTo3CWEUrYo/TiXYvmsuD2I/AAAAAAAAAGY/djBKFvGRowI/s1600/142493_Papel-de-Parede-Casa-na-Floresta_1280x800.jpg Sala de Estar: http://www.minhacasaminhacara.com.br/wp-content/uploads/2012/12/Iriss-fireplace-summer_mini.jpg Sala com livros: http://www.jws.com.br/wp-content/uploads/2014/05/salas-de-livros.jpg Cozinha: https://www.artezanal.com/blog/wp-content/uploads/2014/07/Ideias-para-uma-Cozinha-rustica1.jpg Sala De Jantar: https://cdnm.westwing.com.br/glossary/uploads/br/2015/06/sala-de-jantar-r%C3%BAstica-topic.jpg Quarto Maga e Cas: https://i.pinimg.com/originals/c0/f8/07/c0f80785a955feb0ca78c048b87c0967.jpg Banheiro: https://br.habcdn.com/photos/project/big/rustico-1245629.jpg Quarto da Mô: http://1.bp.blogspot.com/-GhRWEhOXQyM/UTUoIbJJMEI/AAAAAAAAA3A/xBv9wHD_O7Q/s640/Rustic-Bedroom-Design-600x375.jpg Comentem, por favor quero saber o que estão achando da fique, se quiserem falar o que precisa melhorar podem falar, só não esculachem a fic (já ganhei um comentário que esculachou e eu respondi a altura, quer disser baixura). É isso, Beijooos ate o próximo.