O Amor É Uma Farsa

13 Você vai se arrepender


E se tudo não tivesse passado de um sonho? E se eu acordasse daqui a pouco com o Victor dizendo ao meu lado: ‘’ Calma meu amor, foi só um pesadelo. ‘’

E se tudo que tivesse ocorrido até aqui fosse apenas um sonho ruim? E se fosse?

Eu não teria tanto ódio por Victor; não conheceria a pessoa maravilhosa que Megan é; não teria como missão cuidar e proteger Rachel; e o mais doloroso possível, o único motivo pelo qual eu não gostaria que fosse um sonho, conhecer Nohan.

Por mais que eu achasse que amava muito Victor, e que ele era o amor da minha vida, acordei hoje pensando diferente. Dormi pensando na Nohan, e no quanto eu gostava dele, e foi ai que cheguei à conclusão de que se voltássemos no tempo, e tudo que aconteceu fosse apagado, eu preferiria o Nohan, eu escolheria ele mais do que a Victor. Eu não sei explicar, não sei o que é, mas me sinto bem com o Nohan, ele se transformou no real significado da frase: ‘’ Quero lhe fazer bem.’’ E definitivamente ele me fazia bem, e aos poucos, a cada dia que passa, ou até mesmo a cada hora, minuto e segundo, eu penso que só ele é capaz de fazer isso.

— Bom dia. – Falei sorrindo assim que desci as escadas do meu quarto e me encontrei com Rachel jogada no sofá, já arrumada para o colégio.

— Que animação. – Rachel retribuiu o sorriso ao me ver. – Tem algum motivo?

— Sim. – Continuei sorrindo. – Um belo motivo.

— Se chama Nohan?

— Ta na cara né?

— Ta no corpo inteiro. – Ela riu. – O que aconteceu?

— Eu não sei. – Fiquei pensativa. – Eu acho que...

— Está apaixonada por ele? – Ela sentou no sofá de pressa, quase como um susto, se mostrando feliz por achar que sua irmã finalmente estaria apaixonada por alguém.

Mas aquelas palavras eram fortes de mais para mim. Me causava uma certa dor ainda ao lembrar da força que uma paixão pode ter sobre o corpo de alguém. Não era medo, nunca seria medo. Eu tenho certeza que Nohan nunca me machucaria. Era simplesmente o fato de saber que não pode se amar duas pessoas em um único coração da mesma forma.

— Não sei. – Respondi apenas isso, e não era mentira. Talvez não fosse uma paixão, mas poderia ser algo mais, algo além do amor, algo mais bonito que ele. Poderia, ou não. – Não sei dizer ao certo o que é.

— Eu acho que você está apaixonada por ele sim. – Ela sorriu. – Só precisa enxergar isso.

— Quem sabe. – Retribui o sorriso. – Mas e você?

— Eu disse que tinha escolhido... – Ela deu uma pausa. – Mas fiquei em duvida.

— Por quê?

— Porque eu acho que amo o Arthur.

— E o outro?

— Eu sou louca por ele, quero estar com ele sempre, ele me faz rir, e...

— E...?

— E o Arthur também me faz. – Ela abaixou a cabeça. – Ai irmã, eu estou tão confusa.

— Eu disse que amar era complicado. – Sorri pra ela. – Você não pode amar duas pessoas Rachel, precisa saber quem realmente você ama.

— Na verdade podemos sim. – Ela disse levantando a cabeça pra me olhar. – Eu amo, os dois.

— Você pensa que ama.

— Não Anna, eu amo mesmo. – Ela sorriu. – Amo o Arthur porque ele me faz bem, e eu amo estar ao lado dele. E amo o outro porque ele me causa uma sensação indescritível, que eu nunca senti por ninguém. Eu amo sim, os dois.

— Ainda não sei como pode ter tanta certeza Rachel.

— Só ouço meu coração. – Ela sorriu. – E talvez eu já saiba quem eu quero.

— Quem?

— Arthur.

— Por quê?

— Porque você me fez pensar. – Ela deu uma pausa. – Eu sei que amei o outro primeiro, amei ele antes do Arthur, mas eu me apaixonei pelo Arthur depois disso. Eu não pude evitar, foi mais forte que eu. E hoje eu sei que por mais que eu tenha amado ele antes do Arthur, eu ainda sei que ele não é como o Arthur, ninguém seria como o Arthur. Ele é carinhoso, cuidadoso, engraçado... Ele mudou a vida dele por mim Anna. Eu nunca mais terei a chance de amar alguém como amo ele, e por mais que ame o outro também, eu não vou desperdiçar, eu escolho o Arthur, e eu escolheria ele mil vezes se fosse possível.

Aquela declaração de Rachel me fez sentir algo diferente, me fez pensar diferente. E se ela estivesse certa?

Eu amei Victor primeiro. Eu o amei mais do que ninguém. Mas eu não conhecia Nohan. Eu precisei ser morta pela pessoa que eu mais amava pra poder conhecê-lo. E talvez eu não sinta mais tanto arrependimento por ter amado Victor, se eu não o amasse não teria conhecido Nohan. Por mais que eu já tenha vivido uma paixão com Victor, por mais que eu já tenha amado muito alguém, não era real, agora não mais, aquele homem carinhoso, romântico e engraçado que Victor era não passava de uma ilusão, e essa ilusão acabou fazendo com que eu me esquecesse de como é conhecer alguém que realmente valesse a pena. E esse alguém era Nohan. E Rachel estava sim correta, em pelo menos um coisa. Eu também escolheria Nohan, mil vezes, se fosse possível.

— Escolha o Arthur. – Resolvi opinar na escolha de minha irmã. Meus olhos estavam cheios de lágrimas enquanto eu falava com ela. – Escolha quem você nunca saberia viver sem.

— Obrigada irmã. – Ela disse reparando que o que ela havia acabado de dizer havia mexido comigo, então ela simplesmente me abraçou. – Eu amo você.

— Também amo você irmã. – Falei abraçando-a, sentindo que meu coração queria pular para fora, mas logo sorri. – Agora vamos, que já estamos atrasadas.

[...]

Assim que cheguei ao colégio me despedi de Rachel, que logo foi para a sua sala, e resolvi andar pelo colégio enquanto minha aula ainda não começava. Avistei varias pessoas conhecidas, cumprimentei cada um deles a medida que ia passando perto de cada um. Aé chegar perto de Nohan. O avistei falando com uma menina que eu não conhecia, não sabia exatamente quem era, mas era bonita demais para estar falando com ele. Não tanto quanto eu, é claro, mas ela não deveria estar ali, conversando e rindo. Não com ele.

Esperei eles terminarem de conversar, porque preferi não interromper, ou melhor preferi não ir lá tirar satisfações com ela e arrumar algum tipo de confusão. Preferi esperar. E foi o que fiz por uns instantes, até Nohan terminar, me ver o olhando de um pouco longe, e logo vir em minha direção.

— Bom dia meu amor. – Ele disse sorrindo, e inclinando seu rosto para me beijar quando já estava perto de mim, mas eu desviei. – Que foi?

— Nada ué. – Respondi seca.

— Tem algo sim. – Ele me analisou. – Aconteceu algo?

— Pergunta pra menina que você estava conversando agora pouco.

— Ah é isso. – Ele riu.

— Para de rir. – O empurrei com minhas mãos em seu peito.

— Você está com ciúmes? – Ele riu, e logo encarou meus olhos.

— Não – Dei uma pausa, desviando o olhar dos olhos dele. – Claro que não.

— Está sim. – Ele sorriu.

— Não estou não. – Continuei negando. – Ela tem um belo cabelo, olhos lindos, e...

— E...?

— Um corpo melhor ainda.

— Você tem tudo isso também.

— Eu sei. – Falei dando uma pausa, abaixando a cabeça para pensar. – Mas é que...

— Que...?

— Que não gosto de te ver falando com ela.

— Ainda diz que não é ciúme. – Ele riu.

— E não é. – Falei ficando em silêncio em seguida.

Era ridículo eu estar assim com ele. Talvez fosse ciúmes mesmo, eu nem sabia o que era, nunca havia sentido aquilo. Uma raiva absurda por vê-la falando com ele. Um sentimento sufocante de gritar que ele é meu, e que ela não deveria estar ali. Dizem que o ciúme é assim, se é seu ninguém toca, e era exatamente isso, ou algo parecido. Nohan era meu, por mais que houvesse milhões de coisas em nosso caminho, ainda assim eu sentia que ele era meu. E mesmo se não fosse, eu queria muito que pudesse ser.

— No que está pensando? – Nohan perguntou um tempo depois do meu momento em silêncio. Um momento ridículo por sinal.

— Em você. – Respondi dando uma pausa. – No quanto eu quero você.

— Eu já sou seu.

— Você é? – Perguntei lembrando-me da cena anterior.

— Seu e do mundo. – Ele brincou, provocando-me por sentir ciúmes dele.

— Não tem graça. – Virei o rosto tentando me manter séria, mas estava me segurando pra não com o jeito dele de me provocar.

— Me beija. – Ele riu, e logo segurou meu rosto tentando fazer com que eu virasse para beija-lo.

— Vai beijar o seu mundo. – Tirei a mão dele do meu rosto tentando parecer com raiva, mas acabei deixando escapar um sorriso depois.

— Você é o meu mundo. — Ele sorriu, fazendo com que eu sorrisse junto, e se aproximou para me beijar, e dessa vez eu deixei, esquecendo totalmente a crise de ciúmes que eu havia tido anteriormente e também as provocações que haviam acabado de acontecer. E Naquele momento eu soube que ele realmente era meu, e que eu também seria dele, para sempre.

Fiquei um momento com Nohan até nossa aula começar, e logo nos afastamos. Sentei-me ao lado de Megan como sempre, mas não contei a ela sobre Nohan, não ainda. Contaria quando a aula terminasse, pois precisava prestar atenção na matéria. Física para mim era uma das piores matérias dessa nova vida. Complicado, chato e estressante. Não combinava nada comigo.

— Quer dizer então que você voltou com ele? – Megan perguntou-me assim que terminou nossa aula, e fiquei com ela no ginásio esperando nossa próxima aula que era de Educação Física.

— Voltei sim. – Falei sorrindo depois de contar tudo que havia me ocorrido nesses últimos dias.

— Fico feliz por você amiga. – Ela disse me dando um breve abraço.

— Obrigada amiga. – Disse sorrindo abertamente.

— Você parece feliz.

— E eu estou. – Dei uma pausa, pensando no Nohan, ultimamente era só isso que eu fazia. – Eu não sei como explicar, eu acho que estou enlouquecendo. Ultimamente tenho pensado muito nele. Muito não. Eu tenho pensado só nele. Tenho pensado no quanto eu quero estar com ele, e no quanto ele me completa, no quanto era impossível eu conhecer alguém como ele. No quanto eu adoro o olhar profundo dele, e no quanto seus sentimentos são claros em seu olhar. Eu adoro isso nele. Adoro o sorriso que ele dá como se o único motivo fosse eu. Adoro quando ele me faz rir, até por me provocar, ou me irritar. Adoro tudo nele, e muito mais. No inicio não era assim Megan, mas é que de repente tudo mudou, é como se tudo estivesse virado do avesso. E algo em mim, quer muito que esse lado avesso permaneça pra sempre.

— Meu Deus Anna. – Megan disse sorrindo, parecendo surpresa com o tanto de palavras que eu usei para descrever o que estava se passando comigo. – Você o ama.

E aquelas ultimas palavras de Megan me chocaram completamente. ‘’ Você o ama.’’

Não era bem isso que eu esperava ouvir, mas Megan disse-me, aparentemente surpresa, e muito feliz. E se ela estiver certa? E se eu realmente amar Nohan?

Não era como com Victor, não era aquele amor, era diferente, poderia até ser melhor, não sei. Talvez seja diferente porque com Victor não foi real, então não era bem um ‘’amor’’ era alguma ilusão. Já com Nohan era diferente, era o amor dele, e poderia sim ser o meu amor.

Nossa, algo realmente mudou em mim. Antes eu dizia que era impossível ama-lo, mas agora, há uma parte bem no fundo do meu peito que tem alguma esperança.

— Você acha? – Perguntei a Megan tentando entender o que realmente eu sentia por ele.

— Tenho certeza. – Ela sorriu. – Você também terá, só precisa querer enxergar.

— Ou eu... – Não terminei a frase – Olha a Rachel lá.

— Estou vendo. – Megan disse olhando em direção ao local que eu apontava, onde estava Rachel beijando Arthur. – Pelo visto, agora sim temos um casal.

— Fico muito feliz pela minha irmã. – Eu estava mesmo mudada, Nohan havia me feito acreditar no amor novamente, e eu estava feliz por Rachel amar alguém, e torcia muito para que ela fosse feliz ao lado dele.

— As duas irmãs apaixonadas. – Megan fez uma careta, zombando da situação.

— Idiota. – Brinquei rindo dela, mas logo fiquei séria. – Espera.

— O que foi?

— Aquele não é Victor? – Disse olhando para Victor que estava próximo a minha irmã, com uma cara horrível. Aquela mesma cara de sempre.

— Sim.

— O que ele faz lá?

— O que todos fazem. – Ela sorriu. – Observando o casal.

— Ou não. – Falei assim que o vi sair de perto do casal e se direcionar a parte lateral do colégio. – Espere um pouco, vou ver o que ele está fazendo.

— Tudo bem, a gente se vê depois.

Fui rapidamente em direção ao local onde Victor havia entrado. Passei por Nohan, pela garota ridícula que estava com ele e que agora estava com um grupo de amigos; passei pelo novo casal, e logo cheguei ao caminho que Victor havia pego. Caminhei por um tempo, até encontra-lo sentando em um dos bancos que havia no local, que por acaso estava deserto, já que todos estavam prestigiando Arthur e Rachel.

— Victor? – O chamei assim que o vi sentado.

— Anna. – Ele confirmou.

— O que faz aqui?

— Talvez não seja da sua conta.

— Por que olhava Rachel e Arthur?

— Por nada. – Ele disse secamente. – É sua irmã não é?

— Não chegue perto dela.

— E se eu chegar?

— Eu mato você. – Falei com toda raiva do mundo.

— Muito engraçada. – Ele soltou sua risada diabólica. – Você sempre sendo protetora né amor? Esse é um de seus milhões de problemas, precisa conserta-lo.

— Não estou de brincadeira Victor. – Falei séria. – Se tentar algo a Rachel, eu...

— Você o que? – Ele levantou-se rapidamente. – Você não pode nada contra mim Anna, entendeu? Nada.

— Você não me conhece mais Victor, não mexa com quem eu amo.

— Você não entende. – Ele disse começando a caminhar lentamente perto de mim. – Eu não consigo.

— Não consegue o que?

— Me controlar, eu quero matar você.

— Que novidade. – Revirei os olhos.

— Não é isso. – Ele continuou. – Eu quero, mas não posso, então...

— Então...?

— Farei de tudo para machuca-la de outra forma.

— Que forma?

— Não posso te dizer, vai estragar a surpresa. – Ele voltou a rir, e zombar da situação.

— Eu tenho nojo de você.

— Não tinha antigamente, quando deu todo o seu amor pra mim. – Ele fez uma pausa, e logo fez uma cara de safado. – E não foi só o amor que você deu.

— Vai pro inferno. – Falei lembrando-me de ter perco a virgindade com ele.

— Se você estiver lá eu vou com todo prazer. – Ele sorriu ironicamente.

— Odeio você. – Falei com toda sinceridade do mundo.

— Você me ama. – Ele sorriu. – Pode confessar.

— Não te amo, meu amor não pertence mais a você. – Respondi como se fosse um alivio.

— Como é que é? – Ele estranhou.

— É isso mesmo que ouviu. – Falei sorrindo em seguida. – Não amo você, e nunca irei amar. Você perdeu o meu amor ha muito tempo, e hoje fico feliz que alguém o tenha encontrado.

— Nunca me fala isso Anna. – Ele fechou a cara, sua expressão era de muita raiva. – Você...

Ele não continuou, só parecia irritado. Seus olhos estavam marcados por muito ódio. Não sabia que falar algo desse tipo provocaria tanta raiva nele. Mas quer saber? Que bom que provocou.

— Anna? – Ouço a voz de Nohan. – Te segui até aqui, quis ver para onde você iria, e...

— Tudo bem amor. – Falei indo até Nohan, percebendo que ele não havia gostado de me ver perto de Victor. – Vamos sair daqui?

— Claro. – Ele olhou para Victor com raiva. – Acho melhor.

— Mas espere. – Voltei a olhar para Victor. – Quero que faça algo antes.

— O que? – Nohan me olhou curioso.

Me virei para Victor, avistei ele me encarar com muita raiva, dei um sorriso irônico breve me divertindo com a situação em que ele se encontrava. Então voltei a encarar Nohan, coloquei a mão na sua nuca, e o beijei. Bem em frente a Victor. Queria que ele visse que eu estava feliz com Nohan. Muito mais feliz do que eu achava que era com ele.

— Você vai se arrepender disso Anna. – Victor disse assim que terminei meu beijo com Nohan e o encarei. – Não consigo...

E mais uma vez ele não terminou. Apenas continuou me olhando com muita raiva, balançou a cabeça negativamente, e logo saiu rapidamente de lá. O doce sabor da vingança. Por mais que não tenha sentido ele reagir desse jeito, eu adorei. Ou talvez até tenha um sentindo, talvez ele tenha percebido a minha felicidade e o quanto eu não dependia mais do amor dele. Victor havia me vencido milhões de vezes, mas dessa vez fui eu que venci, finalmente.

— Gostei disso. – Nohan disse sorrindo, logo após nosso beijo. – Mostrou a ele que está comigo.

— Claro. – Sorri. – Ele tem que entender isso, agora eu sou sua.

— Como é? – Nohan fez um gesto com a mão como se não tivesse escutado. – Não ouvi direito, pode repetir?

— Eu sou sua. – Falei sorrindo.

— Só minha. – Ele completou, retribuindo o sorriso e me beijando novamente.

Eu não estava mentindo. Hoje foi um dia diferente pra mim. Foi o dia em que resolvi ter uma esperança em relação ao amor. Foi o dia em que parcialmente me libertei de Victor. E foi também o dia em que minha irmã escolheu quem pretende amar por possivelmente o resto de sua vida. Enfim...

O dia hoje, foi mais que perfeito.

[...]

Terminei a aula, e voltei para casa sozinha, já que Rachel saiu com seu novo namorado. Vou ter que me acostumar a dividi-la com ele agora. Coisa que não faz bem o meu tipo, já que o que é meu, é meu e ponto final. Mas uma aparição do ciúme em minha vida. Mas até que eu me divertia com isso. Já que ciúme me lembrava Nohan, e Nohan me fazia sorrir, trazendo-me a maior paz e felicidade do mundo.

E falando nele, desde ontem venho pensando frequentemente nele, e hoje mais uma vez. Durante o dia inteiro, esse foi o único nome que veio em minha mente. Nohan, Nohan, Nohan.

E eu não precisava pensar em mais nenhum, bastava apenas esse nome para que meu dia ficasse lindo e feliz.

Continuei pensando durante a noite, até que meu celular me tira dos pensamentos ao tocar. Alguém estava me ligando, então corri para procurar onde estava meu celular. Eu nunca sabia onde o havia deixado.

— Alô? – Falei assim que encontrei o celular, vi um numero desconhecido e logo o atendi.

— Anna? – A voz também era desconhecida.

— Sim, quem é?

— Aqui é o Rafael, o amigo do Nohan. – A voz não era tão desconhecida, Nohan já havia nos apresentado e nós já havíamos conversado algumas vezes. Mas sua voz mesmo assim estava diferente, ele parecia nervoso.

— Ah sim, o que deseja Rafa?

— Algo horrível... – Ele não conseguiu completar.

— O que Rafael? – Perguntei sem entender muito bem.

— Nohan. – Ele disse tentando continuar. – Ele Está no hospital... O caso dele é grave.

— Mas o que? – Fiquei nervosa rapidamente, não acreditando no que havia acabado de ouvir. – É alguma brincadeira Rafa?

— Não é não Anna. – Ele disse com a voz de choro. – Meu amigo pode morrer.

Notas finais
Eitaa, Rachel enfim com Arthur *-* Mas Nohan pode morrer =(
O que acharam? Reviews
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