Notas iniciais
VOLTEEEEEEI

– Santana tem namorada… — Quinn cantarolou enquanto entrava no apartamento. – E ela está fazendo a janta. Oi, Brittany.

– Oi Quinn. – a loura cumprimentou, acenando para ela.

– Quinn, pelo amor de deus, cale a boca. – Santana reclamou, e Brittany apenas riu, continuando a cortar os legumes.

– Podemos jantar aqui hoje? – A loura perguntou enquanto se debruçava na bancada. – Na verdade, Sam está curioso para saber quem é Brittany. Então eu o convidei para vir para cá. Se você não se importar, é claro.

– Eu imaginei que você viria. – Santana observou. – Nós já estamos terminando aqui. Beth já veio?

– Não, ela está com Sam. – Quinn respondeu. – Daqui a pouco eu vou busca-los.

– Sinceramente, Quinn. Já faz dois anos que vocês praticamente moram juntos. – Santana voltou-se para a panela. – Quando você vai tomar vergonha na cara e começar a morar com ele?

– Quando eu tiver vontade. – ela riu. – Vocês precisam de alguma coisa? Eu vou buscar o Scooby na veterinária e depois vou pegar Sam e Beth para jantarmos.

– Não, estamos bem. – Santana respondeu. – Não maltrate o meu cachorro, Fabray.

– Sim senhora.

Quinn bateu a porta, deixando as duas sozinhas. Santana não demorou muito e terminou com o jantar, deixando que Brittany a puxasse até o sofá. A morena ligou a televisão e encostou a cabeça no peito da loira, que ficou brincando com seus cabelos. Santana não gostava de ouvir os noticiários pelo rádio, e sabia que Beth gostava de ver desenhos enquanto estava ali. Era basicamente para isso que tinha uma televisão. Além de que gostava de deixa-la ligada para fazer algum barulho enquanto trabalhava em seus projetos para a escola.

– Britt, — Santana chamou, desencostando a cabeça do peito da loura. – E-eu sou sua namorada?

Brittany sorriu. É verdade que havia passado um bom tempo planejando mil e uma maneiras de pedir Santana em namoro. Já era praticamente o segundo mês que estavam juntas. Santana agora tinha aulas de dança com Mike, por concordância das duas. Elas saíam à noite praticamente todos os dias, e quando não podiam, almoçavam juntas ou Brittany a levava para o trabalho. Eram inseparáveis.

– Só se você quiser ser, baby. – Brittany tocou o rosto de Santana, que se inclinou e colou seus lábios aos de Brittany.

– É claro que eu quero, Britt-Britt. – voltou a distribuir selinhos demorados nos lábios da loura, que tinha um sorriso largo no rosto. – Eu quis desde o nosso primeiro beijo.

Brittany puxou Santana em um abraço e iniciou um beijo demorado, massageando os lábios de Santana com a língua, que prontamente se abriram. Antes que se entregassem completamente aos beijos, a porta abriu e Santana se afastou de Brittany.

– Tia San! – Beth entrou correndo no apartamento, seguida por Scooby e jogando-se nos braços de Santana. – Oi Britt-Britt!

– Oi princesa. Oi Scooby. – Santana cumprimentou, puxando a pequena para o seu colo e voltando a moldar o seu corpo ao de Brittany. — Como foi o seu dia com o Sammy?

– Foi muito legal! – ela arfou. – Sammy me levou ao cinema, e nós vimos Valente. Eu amei, tia San! Ela é uma princesa, e Sammy disse que ela é parecida comigo!

– Oi, San. – Sam cumprimentou, apertando o ombro da amiga que virou-se para cumprimenta-lo.

– Oi, Sam. – Santana respondeu, levantando-se com Beth no colo. – Sam, esta é Brittany, minha namorada.

– Prazer. – Brittany aceitou a mão que lhe era estendida.

– Podemos jantar? – Quinn pediu. – Eu estou morrendo de fome.

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– Santana, — Sam falou com a boca cheia. – Isso daqui tá muito bom.

– Sam, querido, — Quinn tocou as costas do rapaz. – não fale de boca cheia.

– Muito bom! – Beth concordou.

– Isso vale pra você também, B. – Quinn ralhou.

– Tá muito bom mesmo, San. – Brittany concordou com os dois. – Eu amo a sua comida. Poderia muito bem viver dela o resto da vida.

– Sabe que pode almoçar comigo quando quiser. – ela beijou o rosto da loira.

– Vocês vão nos dar diabetes. – Quinn resmungou.

– Eu não me importo se eu puder comer aqui todos os dias. – Sam declarou.

Santana estava prestes a interferir na discussão dos dois quando seu telefone começou a tocar. Brittany levantou-se da mesa e correu até a sala, buscando o celular para a namorada.

– Alô? – Santana atendeu. – O quê? Agora? – Suspirou. – Tudo bem, já estou indo.

– Tudo bem? – Quinn perguntou, franzindo as sobrancelhas.

– Péssimo. – ela respondeu, massageando as têmporas. – Eu preciso voltar pra escola agora.

– Algo errado? – Sam questionou.

– Problema na sala de música. Teve um vazamento na sala, e eu preciso buscar alguns dos instrumentos para deixar aqui em casa enquanto eles arrumam. – ela explicou. – Fiquem aqui e terminem de jantar, eu volto depois.

– Eu vou com você. – Brittany decretou, levantando da mesa.

– Não, B. Termine de jantar. – ela agradeceu.

– Já terminei. – ela respondeu. – E está chovendo lá fora. Além do mais, eu posso ajudar com o material.

– Mas…

– Lopez, cale a boca e aceite a carona. – Quinn cortou. – E quando vocês voltarem, vamos comer a sobremesa.

Que sobremesa, Fabray? – Santana retrucou.

– Não tem? Então já aproveitem e comprem alguma coisa no caminho.

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– Uau. – Brittany arfou, assim que entrou na sala de música.

– O que foi? – Santana perguntou preocupada. – Tá muito ruim?

– O quê? Ah, não. – Brittany sorriu e segurou-a pela cintura. – É só que… isso aqui é lindo, San.

A sala era um ambiente claro, com partituras pintadas na parede. Um piano estava localizado mais ou menos no centro da sala, cercado por instrumentos dos mais diversos tipos, desde teclados até flautas ou instrumentos de percussão.

– Você toca todos eles? – Brittany perguntou.

– Quem me dera. – ela riu. – Mas toco alguns sim.

– O que me lembra, — Brittany encostou o queixo no ombro da namorada. – que alguém me prometeu uma música.

– Não estou lembrada disto. – Santana sorriu, escondendo o rosto da loura.

– Você consegue mentir pior do que eu, baby. – ela riu. – Vamos San! Só uma música.

– O que você quer ouvir? – ela deu-se por vencida.

– O quê? – Brittany arqueou uma sobrancelha. – Eu vou conseguir assim tão fácil?

Quando você não consegue o que quer?

– Nunca. – ela beijou Santana. – Escolha uma música. O que você gosta de cantar.

Ela caminhou até o piano, sentando-se no banco. Brittany a seguiu e sentou-se em uma das cadeiras, assistindo enquanto ela começava a dedilhar as teclas já decoradas do instrumento.

Settle down with me
Cover me up
Cuddle me in

Lie down with me
And hold me in your arms

And your heart's against my chest, your lips pressed in my neck
I'm falling for your eyes, but they don't know me yet
And with a feeling I'll forget, I'm in love now

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love

Settle down with me
And I'll be your safety
You'll be my lady

I was made to keep your body warm
But I'm cold as the wind blows so hold me in your arms

Oh no
My heart's against your chest, your lips pressed in my neck
I'm falling for your eyes, but they don't know me yet
And with this feeling I'll forget, I'm in love now

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love

Yeah I've been feeling everything from hate to love to lust
From lust to truth I guess that's how I know you
So I hold you close to help you give it up

So kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love

Ela finalizou os últimos acordes da música, e antes que percebesse, a boca de Brittany estava colada na sua, pegando-a de surpresa. Ela sentiu o gosto salgado das lágrimas da namorada em seus lábios, e ao mesmo tempo o sorriso largo em que o rosto de Brittany havia se expandido.

– Você é tão linda, baby. – ela disse entre os lábios da morena.

– Você gostou? – perguntou, um pouco receosa.

– Eu amei, San.

Elas continuaram abraçadas mais um tempo, até que Santana achou melhor começarem a empacotar os instrumentos. Já haviam levado a maior parte para o carro, até uma mulher um pouco menor do que Brittany aparecer, segurando o pulso de Santana.

– Oi, linda. – cumprimentou com um sorriso. – Precisa de ajuda?

– Oi, e não. – Santana sorriu. – Britt e eu já terminamos por aqui.

– Sua…

– Namorada. – Brittany interrompeu.

– Namorada. – a mulher concordou. – Prazer, Brittany. Sou Samantha.

– Prazer. – a loira respondeu.

– Bom, eu vou indo. – ela voltou a tocar o ombro de Santana, começando a irritar Brittany profundamente. – Tchau, Santy.

– Tchau. – Santana puxou a mão de Brittany até o carro.

Elas fizeram o caminho até o apartamento em silêncio. As mãos de Brittany apertavam o volante com força, enquanto ela tentava ao máximo não ter um ataque no carro.

– Eu fiz alguma coisa errada? – Santana perguntou, referindo-se ao silêncio de Brittany.

– Não, está tudo ótimo. – mentiu.

– Britt, — Santana pousou a mão na perna da namorada. – você mente tão mal quanto eu, lembra?

– Não é nada, Santana.

A latina encolheu os ombros e virou o rosto para a janela do carro. A culpa começou a corroer Brittany. Não podia culpar Santana. Ela sequer sabia por que estava tão irritada.

– Baby, eu não estou brava com você. – ela disse, assim que o carro parou. – É só que… quem é aquela mulher?

– Samantha? – Santana perguntou. – Ela trabalha comigo. Algo errado com ela?

– Não gosto de como ela olha pra você. – comentou, tentando conter o ciúme na voz.

– Brittany Pierce, você está com ciúmes dela? – Santana arqueou uma sobrancelha.

– Não. – mentiu.

– Sim, está sim. – riu. – Britt, baby. Não precisa ficar assim. Eu só quero você.

– Ainda assim não gosto dela. – resmungou, enquanto estacionava na garagem de Santana.

Santana puxou o rosto de Brittany e beijou seus lábios, depositando diversos selinhos em sua boca. A loira começou a rir e retribuiu os beijos, afastando-se depois.

– Só eu? – perguntou um pouco receosa.

– Só você.

Notas finais
Estava a ponto de me internar