O Amanhã é o Hoje
4 Procurasse ajuda! - Capítulo 4
Bom, eu meio que vou transformar isso num diário, né? Pô, acho que sim. Eu não queria isso mas, as coisas mudam, né?
Bem. Eu consertei o rádio, eu não ouvi ainda mas, pelo que parece, aquela moça que tava lá fora voltou, e meio que ela não tava muito bem, tava molhada e sem os sapatos, provavelmente com Hipotermia, ela tremia e fazia barulhos estranhos, parecidos com os que eu ouço a noite. Vou colocar o rádio pra funcionar, peraê!"Olá?Tem gente ai? Temos suprimentos e abrigo para vocês! Nos localizamos ao norte de Atlanta..... Eu acho que.. no Piedmont Atlanta Hospital. Precisamos de gente aqui, não sei se vamos aguentar. Meu nome é Micka, eu juro, não queremos problemas, temos uma garotinha aqui, ela precisa de sua mãe, se chama Kaila. Querida, se tiver nos escutando, venha a nós. Não perca as esperanças! Nós podemos ajudar!"Com isso, eu simplesmente vou pra lá! Fica mais perto que Baltimore, isso é de certeza. Mas e a radiação?Eu vou morrer aqui mesmo, eu não posso fazer nada.Acho que o melhor é simplesmente aceitar o destino de todo mundo, só morrer e acabar com isso logo. Bem, acho que vou lá fora mesmo, a radiação mata em poucos instantes e eu não quero mais isso. Meus planos pareciam promissores, mas também são impossíveis.Então eu saí. De dentro pra fora, então eu respirei bem fundo e deixei que a radiação me consumisse.Mas, algo estava errado, eu não tinha morrido. Pelos meus cálculos, era pra eu ter morrido depois de 1 minuto respirando aquele ar. Mas, já tinham se passado 10 minutos, e eu não estava morto. Eu estava que nem um retardado, de pé no meio da rua. Parado na rua, eu lembrei de como era lindo aqui. Todos com sua vida bem sorridentes, caminhando calmamente. Carros passando, flores crescendo e a noite bem iluminada, até que uma grande explosão aconteceu bem de longe, não aqui em Atlanta, não. Era bem longe mesmo. Minha mãe me disse pra me esconder no Capitólio. Eu então o fiz, meu irmão caiu e morreu por causa da radiação, minha mãe também, tudo estava um caos, não tinha paz, vida e nem um pouco de sossego. Era o inferno.Quando eu voltei do meu "sonho" não material, eu me dei conta que eu podia falar com minha vizinha de 3 dias. Parece engraçado, mas pra uma pessoa que ficou trancada no Capitólio estadual por 2 MESES, é muito bom. Muito bom poder falar com apenas uma pessoa depois desse tempo todo. Então eu fui lá, eu tinha aberto a porta, com calma, passei pelo corredor e lá estava ela.Sentada no chão, eu procurei ir ajuda-la, mas ela tava fazendo barulhos estranhos, como das noites. Eu tinha um leve pressentimento de que ia dar merda. Eu toquei nela, ela se virou a mim, ela estava toda desfigurada, nada parecido como um humano, ela fedia a carne podre e estava sem seu braço. Sua pele era úmida e gosmenta. Ela então tentou me atacar, ela tentava me morder, e morder. Mas eu só fui embora, tranquei ela lá. Desesperado e ofegante, eu sentei na rua, e me deparo com ruídos de voz ao final da rua. Era mais deles, muito mais deles. Meu deus, por que aquilo? Eram muitos, se eles me pegassem era morte certa.Então, como qualquer SER HUMANO, eu fui e corri daquilo, eu procurei desesperadamente um lugar alto, já que eu percebi que aquela moça perdeu a inteligência, já que não conseguia abrir a porta. Com isso, eu subi em uma escola, e sabe a coincidência? Ela ficava de frente ao Piedmont Atlanta Hospital, onde eu queria(e precisava) ir. No momento, eu não parava de pensar naqueles milhares de corpos que estavam a minha frente. Depois disso, eu desci a escola(Aqueles caminhantes já tinham perdido o interesse, eu acho?), faltava eu vasculhar lá, já que eu tava comendo bolacha a 2 meses. O capitólio não era lá dessas coisa pra comida, como pode perceber.Eu peguei umas coisas interessantes, maçãs, bolachinhas com recheio, chocolate e...Uma criança. Ela parecia também ser uma daqueles caminhantes. Ela estava com sua mochila e não conseguia se levantar, suas pernas estavam quebradas, pra ser mais exato: Partidas ao meio. Eu tive que mata-la. Não queria vê-la sofrendo.Eu então, tinha já saído da escola, caminhei mais um pouco e lá estava eu. Na frente do Piedmont Atlanta Hospital. Ou era aquele lugar um hospital? Acho que um lugar todo quebrado, marcas de tiros e corpos baleados não se define bem um Hospital, não concorda comigo?
Notas finais
Olha, eu sei que esses 4 capítulos estão bem curtinhos, mas, eu juro que os outros vão ser mais compridos.Eu irei recompensar ^^
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