O Amanhã é o Hoje
12 Enganados - Capítulo 12
Depois de termos ficado mais ou menos meia hora dentro daquele parque, finalmente saímos, e fomos direto ao encontro da estrada, onde parecia ser mais seguro. Já que se passássemos ao meio de Marietta, o risco de sermos devorados seria maior do que ficar em espaço aberto onde podemos correr.
Mich parecia estar um pouco encomodado, então eu não cheguei a dizer nada. Tivemos que passar por muita coisa pra chegarmos do outro lado e concluir nossa "missão", mesmo não sendo meio uma missão e sim um ato comercial e expansionista, já que "nossa" cidade não era lá essas coisas comparada ao tamanho de outras. Então nosso líder teve que tomar uma decisão:— Tomar a força uma cidade;— Fazer um trato comercial e consequentemente fazer de sua imagem o poder por lá;— Fazer um trato comercial e fazer aliados;Não tem como saber direito qual desas ele escolheu, mas de certeza ele não escolheria tomar a força, já que existiria muitas pessoas INOCENTES envolvidas, e isso não seria nada bom como líder .Depois de 2 ou 3 horas andando sobre o sol, que não foi tão ruim, chegamos a um ponto de ônibus e paramos para descançar. Tomamos água e comemos barras de cereal, estavam muito boas, crocantes e de dar água na boca. Não ta fácil achar comida.. Ainda mais porque o mercado de Marietta provavelmente é no meio da cidade e, como eu disse, estamos no meio da estrada rumo a Bachvasgtrok, ou pode ser chamado e abreviado de Bach, cidade que consequentemente iremos nos aliar.Depois da segunda guerra mundial, quando Hitler aliou-se ao Japão, ouve diversos conflitos na Europa e Ásia, que eram de fato um plano expansionista, e acho que é exatamente o que vai acontecer aqui e agora entre Marietta e Atlanta. Eu não queria estar aqui no meio, eu queria estar em Baltimore, lá é muito mais seguro pra mim e para Ray, ela também é muito pequena para passar por tudo isso. Continua a falar que não queria que isso tivesse acontecido, mas um desastre sempre tem que acontecer para nós amadurecermos, né? Seja uma morte de um parente, distanciamento de alguma pessoa ou uma desilusão amorosa.Ficamos ao ponto de ônibus mais ou menos 15 minutos e depois nos levantamos para seguir viagem, passando por diversas casas procurando comida e talvez alguma arma para prevenir.Nossa comida está acabando, ao falar nisso. Nós apenas temos um pastél, 2 barras de cereal e uma garrafa de água.Isso não dura nem 1 dia, isso duraria mais ou menos 12 horas no máximo. Vamos ter que passar fome para o bem de nosso município, espero que nosso líder faça um bom trabalho, caso morramos aqui. Mas acho que isso é pouco provável, já que eu tenho um adulto aqui e ele é bem mais forte do que minha forma física..Mas, não emocionalmente como eu.— Estamos chegando, talvez apenas 2 minutos até chegarmos a Bach.-Disse Mich.— É, eu imaginei. Não poderia durar para sempre, nada dura para sempre. Né?-Respondi.Ele sorriu por breves 5 segundos e depois desmanchou seu sorriso, parecia que ele ainda estava encomodado, acho que ele está se culpando por termos deixado Anna para trás, mas pensando bem, era necessário, não poderiamos ter levado ela de um lado do rio ao outro. Temos que concluir a missão o mais rápido possível para voltarmos as nossas casas e continuar a nossa rotina cotidiâna, bem, o que é nossa rotina cotidiâna de agora, a do passado passou a não existir desde quando São Paulo foi atacado.Então, depois de 4 minutos, chegamos a Bach. Era gigante, muito maior do que a nossa cidade, talvez alguns km a mais, digo, BEM mais. Falamos com o porteiro, e ele nos deu permissão para entrar. Fomos direto a prefeitura, passamos por casas muito mais evoluídas e parece que as pessoas estavam muito mais confortáveis. Classes sociais não existiam, cada um recebia o mesmo que o seu vizinho e assim iria por diante. Era uma utopia, era lindo.Ao entrar a prefeitura, Mich abriu o jogo a Caleb, o prefeito:— Olha estamos passando por tempos difíceis, então meu prefeito ofereceu-lhe uma proposta: Juntar nossas cidades e tornar nossa nossa estrada uma rota comercial ATIVA, ou seja, de rota principal. Você nos dá produtos e nós damos algo em troca..Caleb estava virado de costas para nós, não sabíamos como era seu rosto.Ele apenas levantou uma mão, que parecia dar uma ordem a um de seus guardas que logo saiu da sala. Então, depois de 30 segundos, ele disse algo:—Hm, eu já estava a prever isso. Mas não. Não quero NADA, com vocês. Eu não me importo se vocês estão com dificuldade ou não, o que importa é meu povo. Seu prefeito já exigiu de mais de nosso povo. Seu histórico de pesquisa intensa sobre meu governo não será tolerado. Sua cidade não existirá mais. Boa noite.Ficamos um pouco confusos, mas depois de avaliar "Sua cidade não existirá mais" mais a fundo, descobrimos que seria um ataque. Tentamos sair de fininho, e conseguimos. Passamos pela travessia principal e fomos direto a saída. Depois de sair pelo portão, vímos as 3 pessoas que estavam vendo nossa cidade, entrando numa caminhonete que tinha uma um adesivo de melancia. Eles eram os atacantes, e eles iriam fazer todas aquelas pessoas morrerem. Inclusive Ray.
— Temos que chegar lá rápido.- Sussurrei para Mich.Então ele concordou com a cabeça e fomos seguindo a estrada, passamos pelo parque e descemos o morro, desfizemos tudo o que tinhamos feito, refazendo o caminho.Vimos Anna, ela ainda estava lá, parecia bem e não tinha nenhuma daquelas coisa por perto. Acenamos e fomos ao seu encontro"Só espero que cheguemos a tempo. Não morra, Ray. Por favor.."
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