O Alvorecer De Um Novo Sol

54 Capítulo 49 - Arco Gaia: Modo Luffy ou Modo Nami?


Notas iniciais
O que dizer... Depois de mais de um mês eu finalmente consegui escrever esse capítulo! Eu ouvi um aleluia? O/ Agora leiam essas notas, pq são importante. u.u Primeira nota: Bem, só pra deixar claro. Eu não faço ideia do que irá acontecer no decorrer desse arco. Tenho apenas uma ideia inicial que vou desenrolar enquanto escrevo. jkgdfgdsjhfga' Eu tinha outros planos p os próximos capítulos, mas aí do nada surgiu essa ideia maluca e resolvi escrever. Pq sou dessas. u-u Segunda nota: Eu entendo mt pouco ~lê-se nada~ de navegação, então o que coloquei aqui é uma mistura do pouco que eu sei com um monte de coisas inventadas. :p Mentira, não são bem inventaaadas, são criadas a partir do que o Oda-sensei já nos informou no mangá. :) Eu acho. Enfim... Boa leitura! ;)

A cidade portuária e a bela visão da grande flor negra que dava o nome a sua ilha já haviam sido deixadas para trás. Fazia exato um dia desde a discussão entre os Pirates of King e os dois espiões do Governo Mundial no porto de Foust. O navio pirata ganhava os mares com leveza e velocidade, já que era um dia propício à navegação.

Naquele instante, o capitão dos Piratas do Rei estava deitado sobre a amurada esquerda de seu navio, observando a infinidade azul que o cercava, enquanto sentia a brisa da alvorada bagunçando seus cabelos sob o velho chapéu de palha de seu pai. Pelo que Seion calculara, eles estariam em Bardires dentro de dois dias, já que não era uma ilha tão longe de Niger Flower. Isso, é claro, se as águas continuassem tranquilas como estavam naquela manhã. O moreninho levantou seus olhos para o céu, para assim se certificar de que essa seria a previsão do dia, mas logo descobriu que não precisava de tal gesto para compreender o tempo naquele início de amanhecer, pois o vento que assobiou em seus ouvidos depois da leve brisa anterior lhe respondeu por si só.

― Ah... ‘tá de sacanagem comigo? ― resmungou, já tratando de se levantar. ― Por que você simplesmente não pode permanecer do jeito que ‘tá por um único dia? ― continuou reclamando para o nada enquanto subia as escadas em direção ao castelo de proa. Como resposta seu chapéu sairia voando se ele não tivesse sido rápido o suficiente para agarrá-lo. ― Oe! Já entendi! Não precisa carregar meu chapéu! ― exclamou emburrado, já voltando seu olhar para o Log Pose presente no centro do timão.

O que viu ali, no entanto, o deixou bastante confuso.

A agulha que apontava para Bardires permanecia intacta, apontando para a ilha sem se mover um único milímetro. A agulha à direita, porém, que apontava para Falkland, começou a se mover pouco a pouco para a esquerda.

― Mas o quê...? ― indagou para si mesmo, agora entrando em desespero, porque as outras duas agulhas – inclusive a que indicava Bardires – começaram a se mover igualmente. ― Isso não é bom. ― concluiu em um sussurro. ― Ou pode ser divertido. ― o sorriso sapeca ganhava os lábios do jovem devagarzinho.

“Agora, escute, filho. Agulhas movendo-se do nada não podem significar coisas boas”.

A voz autoritária de sua mãe ecoava em sua mente, afetando a consciência arteira do garoto.

“Mas podem significar novas aventuras!” ― entretanto, tal pensamento ganhava vantagem na verdadeira guerra entre suas habilidades de navegação e seu espírito aventureiro inconsequente. ― Argh... que dúvida... ― resmungou mais uma vez, emburrando consigo mesmo.

― O que você tanto fala sozinho aí, Seion? ― Ken apareceu ao seu lado, curioso com o bico infantil que surgia no companheiro.

― Neh, Ken. O que eu faço? As agulhas ficaram loucas. ― apontou para o Log Pose, que agora oferecia três agulhas que não sabiam para onde apontar. A cada segundo elas mudavam de direção.

― Me diga você, oras! Eu sou o cozinheiro, não o navegador. ― reclamou irritado. ― Ou vai me dizer que é burro o suficiente para não ter aprendido nada do que a Nami-san te ensinou todos esses anos? ― debochou, cruzando os braços.

― Não é isso, idiota! ― retrucou indignado. ― Eu aprendi tudo muito bem, ouviu? ― cruzou os braços também, como uma verdadeira criança contrariada. ― É só que não sei se quero fazer o que devo fazer... ― baixou a voz e a cabeça, admitindo seus pensamentos nada adequados para a situação.

― Você quer aprontar, não é?! Eu sabia que você queria aprontar! ― gritou estarrecido, já largando um cascudo no topo da cabeça do outro, que se encolheu reclamando da dor. ― Faça o que sua mãe lhe ensinou, idiota! Não queremos morrer porque das ideias malucas que você tem!

― Mas e se a gente perder uma grande aventura?! ― gritou como se fosse o fim do mundo.

― Eu não quero saber das suas esquisitices! Prefiro muito mais a parte que herdou da sua mãe! ― ralhou, implicante.

― Oe! Que gritaria é essa? ― Ayssa saía da cozinha, atraída pelos gritos dos amigos.

― O Seion que matar a gente!

― Eu não quero matar ninguém! E eu ainda não decidi o que fazer. ― sentou no chão, de pernas e braços cruzados, emburrado.

― Do que estão falando? ― a atiradora questionou confusa, olhando de um para o outro. ― Oh! O que houve com as agulhas? ― perguntava agora observando os movimentos constantes que elas faziam.

― É disso que estamos falando! ― explicou o cozinheiro, exasperado. ― Sabemos que isso não pode significar coisa boa e o Seion sabe como resolver isso! Só que ele não quer simplesmente porque é um idiota! ― completou enfurecido.

― Eu já disse que não decidi! ― rebateu se levantando.

― Não decidiram o quê? ― Issa se aproximou, sorrindo gentil. Completamente à parte da situação.

― Se vamos morrer hoje ou não. ― o comentário pessimista da espadachim reverberou da amurada esquerda que se ligava ao castelo de proa, arrepiando a espinha dos companheiros – com exceção de Seion, que voltara a observar o Log Pose fixo no timão, em seu conflito interno.

― Deus me livre e guarde dos seus comentários tão animadores, branquela! ― Ayssa ironizou, fazendo o sinal da cruz.

― Do que você me chamou? ― encarou calmamente a companheira, exalando seus instintos mais assassinos.

― Ah, nem vem! Vocês não vão começar a brigar. ― Issa encarou feio às duas.

― O que está havendo? ― a voz gentil da princesa abordo ecoou das escadas nas quais subia.

― Ah! Você! ― Seion sorriu grande ao constatar a presença da prima distante, tendo sua mais brilhante ideia. ― Escuta, Hana. Preciso da sua ajuda. Ajuda a decidir. ― informou, a chamando para chegar mais perto do timão. ― ‘Tá vendo as agulhas? A do meio apontava para Bardires, que é onde o tio Sabo está esperando a gente. Mas aí as outras duas começaram a se mover noutra direção, enquanto a de Bardires continuava parada. Só que acabou que ela também começou a se mover do mesmo jeito que as outras duas. Quando isso acontece é porque há campos magnéticos “perdidos” pelo meio do oceano e que acabam interferindo no curso das agulhas, confundindo o campo magnético gravado com o perdido. Eu posso sair dessa área em que os campos estão se misturando se eu fizer alguns cálculos. Só que esse tipo de movimento pode significar que há ilhas desconhecidas por perto... e é sempre legal conhecer ilhas desconhecidas pela humanidade! ― explicou empolgado. ― O que me diz? ― terminou esperançoso.

― Hum... ― começou, refletindo sobre tudo o que o primo havia acabado de explicar. ― Mas não é perigoso?

― É claro que é perigoso! ― Ayssa exclamou, estupefata, depois de finalmente compreender o alvoroço todo. ― Ilhas com campos magnéticos malucos sempre são perigosas! Até eu que não entendo nada de navegação sei disso!

― Mas pode ser tãooo legal! ― choramingou o capitão.

― Não venha com essa, Seion! Precisamos levar a Hana-sama até seu tio! ― o loirinho apelou para a missão que tinham.

― O Ken tem razão, Seion. ― sorriu gentil, Issa. ― Temos que levar sua prima em segurança até o Sabo-san.

― Isso, vamos ancorar para que você resolva isso e possamos sair daqui. ― Constatou a atiradora.

A resposta do moreninho foi um muxoxo. Ele já se preparava para ir até a sala de navegação, consultar os mapas e fazer os cálculos, quando ouviu a voz de Mabelly no convés, chamando a atenção dos jovens para o oeste.

― Droga! Acabei me esquecendo do porquê tinha vindo até aqui! ― xingou o capitão ao voltar sua atenção para a tempestade que se aproximava rapidamente.

― Como você me esquece uma coisa dessas, seu capitão inútil?! ― gritaram Ayssa e Ken juntos.

― Shishi, foi mal. ― riu, se desculpando e já assumindo o timão, para logo em seguida dar as ordens necessárias.

(...)

― Quem foi o infeliz?! ― bradou a Roronoa, acordando de seu cochilo, assim que sentiu algo duro bater contra seu rosto.

― Vai ajudar os outros, sua preguiçosa! ― ordenou o capitão, gritando em meio à chuva forte e o vento que já haviam alcançado a embarcação.

― Estou ferida, não posso. ― respondeu simplesmente, voltando a recostar-se na parede que dividia o quarto das garotas com a parte externa do segundo andar do castelo de popa.

― Pra isso você está ferida, né sua infeliz?! ― ralhou Ken indignado, enquanto tentava conter as velas do mastro principal, que se agitavam com a força dos ventos. Contudo, fora completamente ignorado. A morena já havia voltado a cochilar, o que fez uma grossa veia saltar em sua testa.

― Larga dela, garoto! E se concentra em sua tarefa! ― gritou Hiasuki do outro mastro, também com dificuldades em governar as velas desse. Sua resposta foi um resmungo inaudível, até porque estavam a metros de distância e o vento uivava alto àquela altura.

― Seion! Quanto tempo mais vamos enfrentar essa tempestade? Acho que devíamos recolher as velas, não? ― gritou do convés a médica do bando. Os cabelos castanhos molhados salpicavam seu rosto alvo.

― Elas aguentam mais um pouco. ― Respondeu concentrado em sua função no timão. ― Só preciso encontrar a área em que a tempestade termina e então podemos usar o Coup de Burst! ― sorriu, transpassando confiança em seu sorriso, tranquilizando assim aos outros companheiros.

O que ele sentia, entretanto, não era bem tranquilidade. Ele poderia não demonstrar isso a seus amigos, mas a preocupação era quem tomava o raciocínio do jovem Monkey. Mesmo tendo se passado vários minutos navegando por entre a forte tempestade, o que provavelmente indicava que já haviam saído da área em que os campos magnéticos se confundiam, as agulhas permaneciam se movendo de forma desigual e preocupante.

A que deveria indicar Bardires agora oscilava entre o leste e o oeste, enquanto a agulha esquerda fazia o mesmo com o Norte e o Sul; já a agulha direita dava voltas sobre seu próprio eixo, não indicando caminho algum. A questão era: será que o campo magnético da tal ilha desconhecida era tão catastrófico que alcançava tantos quilômetros de distância? E se realmente era dessa forma, será que antes eles estavam mais perto dela ou agora é que estavam?

O problema maior era que não havia sinal algum de terra no meio daquele oceano, menos ainda de alguma zona climática por perto, já que enfrentavam uma tempestade fora dos padrões de tais zonas.

O que fazer? Continuar navegando em busca de sair do clima catastrófico e da área confusa de magnetismo ou baixar as velas e deixar que o mar os levasse para onde quisesse?

Seion já estava quase tomando sua decisão quando ouviu Hana gritar espantada. Seus olhos logo correram para a direção do grito e o que encontraram fez o garoto se esquecer de qualquer coisa que tentava raciocinar anteriormente.

Como num passe de mágica, a chuva e o vendaval cessavam; os raios de Sol transpunham as nuvens negras, as dissipando pouco a pouco; e as águas sob o casco do Sunny Jr. se acalmavam gradativamente.

Seion baixou seu olhar para o Log Pose fixo no timão, constatando assim suas suspeitas. As três agulhas estavam paradas, intactas, apontando para a mesma direção: o grandioso arquipélago que acabara de emergir sobre as águas azuis cristalinas.

Notas finais
Até mais. ^^