O Alvorecer De Um Novo Sol

21 Capítulo 19 - Meu Pequeno Raio de Sol: Parte I


Notas iniciais
Gente! Desculpa por não ter postado mais cedo. Estava sem internet até agr. :'( Bem, aki começa o flashback tristemente triste. :c Ele continua no próximo capítulo. *-* Compreenderão o título na Parte II. :3 Agr deixa eu ir ler o capítulo 766 de One Piece! Internet do mal, além de eu ter ficado uma semana sem mangá, ela faz isso comigo. u-u Boa leitura!

Na época em que Luffy não passava de uma criança de cinco anos...

― Mas, mãe! Eu ‘to com fome! Por que temos que esperar o Jiichan? – o garotinho cruzou os braços, emburrado.

― Porque é assim que tem que ser! Devemos esperar as visitas chegarem para comermos. Não discuta, Luffy. – a mãe então brigou com o filho impaciente.

Era uma noite de domingo e Garp avisara dias antes que iria até a Vila Fuschia jantar com a nora e o neto. Olivia convidara o prefeito e a jovem Makino que eram os mais próximos para se juntarem aos três e ambos já estavam sentados à mesa, junto com Luffy que permanecia emburrado. O único que faltava era Garp, embora soubessem que ele já estava na vila.

― Seja mais paciente, Luffy. Logo, logo seu avô chega. – Makino sorriu gentil, tentando animar o menino.

O mesmo suspirou derrotado e então começou a contar como ele havia sido atacado por um cachorro enorme ao final da vila. Makino e o prefeito se divertiam com a forma engraçada e alegre do garoto contar algo que deveria ser tão assustador para uma criança de cinco anos. Olivia, por sua vez, observava tudo com um sorriso no rosto, também se divertindo com a espontaneidade do filho.

― Cheguei! Estou morto de fome! – Garp anunciou, entrando na casa ao mesmo tempo em que largava sua capa de chuva encharcada num canto próximo a porta. ― Luffy! Quanto tempo! Venha falar com seu avô! – o marinheiro abriu os braços, esperando um abraço do pequeno, que não viera.

― Você está molhado, vovô! Não vou te abraçar. – riu da expressão surpresa do vice-almirante.

― Ora, moleque! Respeite mais seu avô! – brigou, porém Luffy continuou a rir de seu próprio comentário. ― Olivia! Eduque melhor o meu neto! – dirigiu-se a mãe, que agora também ria da situação.

― Eu o educo do jeito que eu quiser! Seu velho de merda. Agora sente de uma vez, que você nos fez esperar muito! – mostrou a língua e caminhou até o forno, retirando de lá um frango assado e levando-o até a mesa. Destampou as panelas que ali já se encontravam e sentou ao lado de Luffy, que sentia o cheiro da comida com os olhos brilhando.

― Meu neto será desvirtuado com essa educação que você o dá! – o marinheiro continuou a reclamar.

― Eu concordo com ele! – o prefeito finalmente se pronunciou, fazendo seu prato de comida.

Luffy, por sua vez, apenas observava atentamente sua mãe fazer o prato para ele, totalmente alheio à conversa. Aquela comida parecia muito mais interessante do que a conversa daqueles dois velhos chatos. Makino ria da expressão veneradora do moreninho, também alheia à conversa.

― Vocês não queiram se meter na forma de eu criar o meu filho! Eu o crio sozinha e por minha própria conta, então não têm direito de palpitar. – Olivia brigou e então entregou o prato ao filho, com um sorriso terno.

― Mas eu sou o avô dele! Palpito quando quiser, sua maluca malcriada. – Makino então passou a observar a troca de olhares ameaçadores entre nora e sogro.

― Vocês parecem duas crianças! São piores que o próprio Luffy! – o prefeito exclamou frustrado, enquanto apontava para o pequeno, que comia animado, ainda alheio a tudo aquilo.

― Dane-se. Eu estou com fome. Vamos deixar essa discussão para depois, velhote. – passou a fazer seu prato e a partir dali fora um jantar tranquilo.

Os adultos conversavam animados e, vez ou outra, riam com os comentários da única criança que havia ali. Alguns comentários implicantes surgiam de vez em quando entre Garp e Olivia, mas no geral, ambos conversavam normalmente. Makino se divertia com aquilo. Era incrível que duas pessoas se dessem tão bem e tão mal ao mesmo tempo como aqueles dois.

Depois do jantar, estavam todos os quatro sentados na sala, conversando amenidades enquanto Luffy cochilava no colo da mãe. Nada tão espantoso considerando o horário. Já eram quase 23 horas. Garp realmente havia os feito esperar muito tempo.

Após alguns minutos de conversa, contudo, puderam ser ouvidas batidas na porta. Os quatro se entreolharam, surpresos por alguém estar batendo àquela hora da noite.

Olivia olhou o filho dormindo em seu colo, sentida por ter que acordá-lo, mas antes de qualquer movimento o prefeito se levantara, se encaminhando até a porta da cozinha.

― Deixa que eu atendo.

― Obrigada, prefeito. – sorriu agradecida.

Após alguns instantes Woop voltara da cozinha, desconfiado.

― Tem um homem querendo falar com você na porta, Olivia.

― Um homem? Disse quem é? – perguntou confusa.

― Disse apenas que você saberia do que se tratava assim que o visse.

― Mande-o esperar um segundo. – pediu se levantando com cuidado, carregando Luffy em seu colo até o quarto e o colocando sobre a cama.

Aproximou-se do criado mudo perto do móvel e abriu a gaveta, pegando uma arma de fogo e olhando se havia munição suficiente. Vendo que sim, guardou-a na cintura de sua calça, escondendo-a com sua blusa. Caminhou então de volta à sala, depois em direção à cozinha.

― Quem diabos iria querer falar comigo a essa hora da noite? – resmungou enquanto caminhava.

Ao chegar à cozinha, viu o prefeito se afastar da porta para que assim ela pudesse ver quem era. Seu corpo se arrepiou por inteiro ao enxergar a figura de terno à porta.

Eles finalmente haviam a encontrado?

― Quanto tempo, Haruki D. Hana. – a voz do homem era fria e seu sorriso sombrio, fazendo o prefeito estranhar a forma como Olivia fora chamada.

Por que a chamara por aquele nome?

― Então finalmente me encontraram. – seguiu para fora de casa, em direção ao jardim. ― Vamos resolver nossos assuntos aqui fora.

― Como quiser. – o homem misterioso seguiu-a, ainda sorrindo.

Makino e Garp chegaram à cozinha logo em seguida.

― Quem é, Woop? – o marinheiro perguntou preocupado e curioso.

― Não faço ideia, mas parecia não ser uma surpresa boa pela expressão de Olivia e ele a chamou por outro nome...

― Outro nome? – Garp perguntou surpreso. ― Como ele a chamou, Woop? – questionou alarmado.

― Haruki D. Hana.

A expressão do velho marinheiro não poderia ser mais assustada e apavorada. No mesmo momento ele saiu porta à fora. O prefeito, assim como Makino, não haviam entendido nada, mas o seguiram. Ao chegar ao jardim, Garp pôde enxergar sua nora com uma arma apontada para o homem de terno, que também lhe apontava um revólver.

― Vá embora! Eu não volto para aquele lugar nunca mais! – Olivia gritou e então um tiro fora ouvido; a cena seguinte deixou Garp paralisado.

Olivia estava pronta para atirar quando sentiu braços fortes prenderem seu corpo com força. Tudo o que houve depois fora muito rápido. A morena sentiu a bala lhe perfurando o seu ombro esquerdo, muito próximo de seu peito, fazendo a arma que tinha em mãos cair ao chão e seu corpo escorregar nos braços do homem que a segurava.

― Só vamos fazer um passeio e depois veremos o que irá acontecer. – o desconhecido sorriu sombrio.

Ao sentir seu corpo batendo com força contra o chão, entretanto, Olivia pôde enxergar uma silhueta atrás da janela de seu quarto, parada, provavelmente observando tudo que ali acontecera.

“Fique bem, por favor... ”

― Luffy... – levantou sua mão esquerda com suas últimas energias como se tentasse o alcançar, sendo carregada por um dos homens bem arrumados.

Garp pôde ver para onde ela apontava e entendera o que a mulher queria dizer assim que viu a luz do quarto acesa, a silhueta, no entanto, já não estava lá. No mesmo momento o marinheiro sentira alguém passando correndo em direção aos homens e Olivia. Percebendo quem era, Garp tratou de agarrar o garoto com força.

Garoto esse que chorava.

Mesmo que não entendesse o que estava acontecendo ali, podia sentir que aqueles desconhecidos estavam levando sua mãe para longe dele. Que iriam fazer mal a ela.

― Me solta vovô! Pra onde eles estão levando a mamãe? – se debatia contra o avô, sem sucesso.

Vendo então que os homens acabariam ouvindo Luffy, Garp pôs a mão na boca dele, permitindo assim que apenas gemidos abafados saíssem dos lábios do garotinho. O vice-almirante podia sentir as lágrimas do pequeno molhando suas mãos e sua nora observando tudo já longe, mas também chorando em meio a um sorriso, agradecida ao sogro. Com essa cena, lágrimas começaram a deixar os olhos do próprio marinheiro. Sabia qual seria o destino de Olivia dali em diante.

― Fique quieto, por favor, Luffy. Eles não podem te ver. – Garp pediu enquanto levava seu neto para dentro de casa. Woop e Makino já se encontravam lá dentro, apavorados e também em meio às lágrimas.

― O que foi isso? O que irão fazer com Olivia?! Faça alguma coisa, Garp! – o prefeito gritava extasiado.

― Eu não posso! Nenhum de nós pode fazer nada! – Garp ajoelhou, ainda segurando Luffy. O garoto continuou a se debater, chamando pela mãe, mas ele próprio não podia fazer nada além de chorar e manter a vida do seu neto a salvo.

― P-por quê...? Quem eram aqueles homens, Garp-san? – Makino tentava compreender.

Tanto Woop quanto a jovem de cabelos verdes, contudo, se surpreenderam dada a resposta para a pergunta dessa.

― Espiões do Governo.

(...)

Olivia se encontrava pendurada e acorrentada no porão de um navio na costa mais distante da Vila Fuschia, sentindo o sangue escorrer por todo o seu corpo. Depois de um tiro, tantas chicotadas e golpes fortes ela sequer sentia a si mesma. A dor adormecia qualquer outra sensação.

― Finalmente tenho você em minhas mãos novamente! – exclamou rindo um homem sentado em uma cadeira num canto qualquer do cômodo de madeira. Enquanto ouvia as gargalhadas dele, Olivia recebia novos golpes e chicotadas da figura encapuzada à sua frente. ― Você deveria saber que não importa o quanto tentasse se esconder, querida, um deus como eu obviamente um dia lhe encontraria e lhe faria pagar por todos os seus pecados!

Mais um soco no estômago que a fez cuspir sangue.

― Você está muito longe de ser um deus, idiota. – sorriu em meio ao líquido que escorria de sua boca. A expressão do homem logo se tornou enraivecida, fazendo-o se levantar e caminhar até a morena.

― Como se atreve a agir assim com seu dono?! Você sempre foi uma mera escrava! E agora está sendo castigada por ter fugido de seu destino! Logo seu parceiro de crime também será encontrado e então também pagará por ter desafiado aos deuses! – o tenryuubito gritou nervoso, em seguida sorrindo maldoso. ― Vamos fazer um trato, docinho. – o loiro pegou o queixo da morena, encarando-a. ― Se você sobreviver às duas horas que preparamos de tortura para o castigo, eu prometo que você será livre. O que me diz?

A resposta de Olivia fora um sorriso e olhar desafiadores.

― Desnude-a e use tudo o que preparamos. Isso será divertido. – o tenryuubito voltara a se sentar em sua cadeira, assistindo toda a tortura com satisfação e prazer.

Mais um grito doloroso e uma gargalhada foram ouvidos. Olivia ofegava, tentando cumprir seu desafio.

“Luffy... A mamãe não vai te deixar sozinho. Eu vou sobreviver e vou voltar pra você! Eu prometo, filho!”

Notas finais
Até segunda, minha gente! ^^