O Alvorecer De Um Novo Dia

2 Capítulo 2 - Vivendo Relativamente Bem


Notas iniciais
Olá!
E aí? Empolgados? Curiosos?
Vamos ao cap! Leiam as notas finais!
Boa Leitura!
Aviso: lemon, linguagem inapropriada e violência.

POV. Observador

— Lucan...

O amanhecer já espreitava pelas frestas do quarto do guerreiro e de sua Companheira, mas não que isso fizesse alguma diferença. Os dois haviam passado a noite inteira acordados.

— Gabrielle... Deus, mulher, você vai ser minha ruína... — grunhiu Lucan, sentindo seu membro inchar dentro de sua amada, e logo em seguida, gozando, assim como ela, que se desmanchou por cima dele, em seus braços.

— Acho que agora eu vou parar... — sussurrou Gabrielle, sem forças para dizer mais nada. Lucan riu.

— Eu disse que não era bom você me desafiar... Você iria cansar no final, de qualquer jeito — ele riu mais uma vez, satisfeito, afagando a cabeça de Gabrielle. Ela bufou: — O quê?

— Você, convencido — ela disse, brava, mas logo sorriu, vendo o pescoço de Lucan. Ele também sorriu:

— Quê sorriso é esse?

— Estou vendo minhas marcas em você... Mostra que já tem dona — ela deu de ombros, satisfeita, observando as marcas de unha vermelhas em seu peito e abdômen, mas o corte vermelho no pescoço de seu macho, onde havia sugado seu sangue, como ela mesma dizia, afrodisíaco. Lucan riu:

— Mesmo que alguém tentasse, minha Companheira... Eu nunca lhe trairia — e seu sorriso se desmanchou, ficando sério: — Você é a razão da minha vida, Gabrielle. Se você se for... Eu não sei se sou capaz de controlar a Sede de Sangue.

E era mesmo verdade. Lucan, antes de conhecer Gabrielle, protelava sua Sede de Sangue, se alimentando só para aplacar a fome, nunca em excesso. Logo após seu amigo — e colega guerreiro — Conlan ter sido morto, Lucan se expôs ao Sol do amanhecer, e isso tomou muito de suas forças. O alimento em excesso que se seguiu depois disso (que por acaso, foi de um Subordinado que estava atrás de Gabrielle), o tomou por um curto espaço de tempo, o fazendo sentir dores muito fortes. Gabrielle, porém, foi sua âncora de salvação, e hoje os dois são companheiros, unidos por laços de sangue e alma.

Gabrielle, se recordando disso, ficou séria também:

— Eu te amo, Lucan... Prometo que nada nos separará. E eu sempre estarei aqui, por você, por nós — ela se ajoelhou na cama (enrolada nos lençois negros), ao mesmo tempo em que ele se encostava na cabeceira da cama, coberto da cintura para baixo. — Você se tornou minha vida também, Lucan. Eu não sei o que faria se perdesse você.

Lucan a puxou para seus braços, aninhando — a em seu peito, encostando seu queixo na cabeça dela. Ele suspirou, sentindo toda a insegurança se afastar só por tê — la segura em seus braços.

— Eu amo você, só você, Gabrielle, nunca existiu outra para mim — instantâneamente, Gabby se sentiu melhor, a insegurança se dissipando como névoa. Lucan, sentindo, tentou abordar um assunto mais leve: — Então quer dizer que você gosta de suas marcas em mim, hein?

Gabrielle se sentiu envergonhada e corada. Olhou para os olhos de Lucan, brilhantes e brincalhões. Eram o porto seguro de sua alma.

— Sim — ela murmurou, vermelha. — Gosto de minhas marcas em você.

— Acho que posso dizer o mesmo em relação as minhas em você... — Lucan murmurou sorrindo, observando as coxas desnudas de sua amada com marcas de dedos, leves, mas que mostravam que seu macho estava ali, presente, consistente. Em seu pescoço, havia dois chupões, um de cada lado, e no lado esquerdo, dois furos, pequenos, mas vermelhinhos, que marcavam que aquela Companheira realmente já tinha um macho.

Gabrielle murmurou, em desgosto:

— Não vou poder usar mais saia ou vestido por um bom tempo...

— Melhor. Aí nenhum homezinho de merda vai ficar de olho no que é meu — Lucan disse sério, mas logo após os dois riram, ao som do ronco do estômago de Gabrielle. Ela se levantou, deixando o lençol cair no chão, sem qualquer pudor, e parou na porto do banheiro, de costas. Olhou sobre o ombro e piscou seus longos cílios brilhantes:

— Me acompanha no banho?

Lucan rosnou, saindo da cama numa velocidade surpreendente e pegando sua Companheira no colo, com a mesma soltando um gritinho.

— Você ainda vai acabar comigo, mulher — disse, antes de plantar um beijo quente e desejoso nos lábios doces de Gabrielle, e entrar no banheiro, onde se amaram mais uma vez naquele doce amanhecer.

Já na parte de baixo da mansão, Gideon já estava acordado, e digitava furiosamente em quatro computadores ao mesmo tempo, decotificando e codificando as novas imagens de câmera que recebia, tentando focalizar os rostos em alta velocidade nas gravações. Bufou frustrado, quando novamente não conseguiu parar a tempo.

— Bom dia, Gideon. Acordado tão cedo? — Nikolai apareceu na sala onde o vampiro dos computadores estava, de bom humor. Estava de banho tomado e exalava satisfação.

— As imagens dessas câmeras me fizeram vir para cá mais cedo. Elas me atormentaram grande parte da noite, até Savannah me mandar relaxar — Gideon parou, lembrando como sua parceira havia destraído ontem. Ele balançou a cabeça, tentando se concentrar, mesmo sentindo as calças ficarem apertadas em seus quadris ao se lembrar de sua Companheira. — Mas enfim... Você consegue ver algo? — disse, repassando as imagens. Niko franziu a testa:

— São... Vultos? O que é isso?

— Eu não sei! Esse é o problema! — Gideon bufou, frustrado. — É algo que passou em alta velocidade, mas eu não conseigo detectar o que seja.

— Um dos Renegados?

— Não. Mesmo com a velocidade que tem, dá para focalizar seus rostos nas imagens.

— Acha que é Marek? — sussurrou Niko, baixo, tenso. Gideon balançou a cabeça em negação.

Marek, recentemente descoberto por Lucan, era o "Mestre" dos Renegados e Subordinados, que estava recrutando os mesmos para tentar dominar os vampiros e os humanos, numa tentativa de absorção de grande poder.

E, claro, era irmão de Lucan, um dos vampiros da Primeira Geração, que "parecia" ter sucumbido á Sede de Sangue, e se fritou nos raios solares. Mas isso não havia acontecido.

— O fato é que isso aí com toda certeza não é humano, mas também não é um vampiro comum, mesmo aqueles dos Refúgios Secretos. E... Eu já passei isso milhares de vezes, mas não consigo ver o rosto do bastardo — bufou, frustrado. Nikolai permaneceu sério, mas suspirou ao final:

— Acho melhor você dá um tempo, cara, ou converse com Lucan ou Dante, até mesmo Tegan. Eles podem conseguir ver alguma coisa aí. Eu... Vou ver Rio.

— Vai... Tess tem feito um bom trabalho com ele.

Tess Culver era Companheira de Dante, e ela tinha um incrível dom, como qualquer Companheira de Raça: ela conseguia curar alguns males e doenças apenas com a concentração e com o toque das mãos. E vem ajudando Rio após o acidente que sofreu com a explosão de uma armadilha (feita pela sua ex-Companheira morta, Eva, com o âmbito de afastar seu companheiro da Ordem), ao qual teve grande parte de seu corpo desfigurado.

Mas por mais que Tess progredisse um pouco, Rio ainda estava abalado, tanto pelo físico quanto pela traição de Eva. Ás vezes, perdia o controle só com o fechar dos olhos.

— Eu vou. E peço para Lucan e os outros descerem. Acho que hoje você vai ter uma grande dor de cabeça, Gideon — e parou, um sorriso malicioso se formando nos lábios. — Melhor para Savannah, claro.

Rosnando, Gideon tacou a primeira coisa que viu em Niko, que saiu gargalhando. Bufante, se virou para as imagens e gemeu em desgosto.

"Quem raios é isso?"

— HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ — Danika ria, em bom e alto tom. Bem, era a primeira vez desde a morte de Conlan, há algum tempo atrás.

— Posso saber o motivo das risadas? — Gabrielle chegou na cozinha no andar inferior, onde estavam Savannah e Danika tomando café da manhã. Elas sorriram ao examinar Gabrielle dos pés á cabeça.

— Nada não. Mas vejo que alguém levantou bem disposta hoje, hein? — insinuou Savannah, vendo Gabrielle corar furiosamente. Danika soltou uma risadinha, tanto pela graça quanto para esconder a dor da lembrança de Conlan.

— Err, bem... O que vocês acham de cozinhar algo especial hoje? — Gabrielle perguntou, empolgada. Savannah arqueou as sombrancelhas em especulação.

— E comemoraríamos o quê...?

— Nada em especial — Gabrielle deu de ombros, mas logo sorriu, olhando para Danika: — Que tal paparicarmos nosso bebezinho? Hey! Poderíamos montar um book de fotos com Danika grávida desde agora, o que acham?

— É uma ideia legal... — divagou Danika, mas seus olhos se encheram de lágrimas, dizendo: — Bem que Conlan gostaria muito da ideia.

— Hey... — Savannah falou, abraçando os ombros de Danika. A mesma fungou, tentando afastar as lágrimas. — Não fique assim. Sabe que Conlan não gostaria de vê — la assim, não é mesmo?

— Eu sei... Mas... Está sendo tão difícil... — balbuciou, soluçando baixo. Gabrielle se aproximou, triste:

— Não sugeri essas coisas por maldade, sabe disso, não é, Danika? Me perdoe se lhe magoei de alguma forma.

— Não, não Gabrielle, não é nada disso, não pense nisso. Eu só... Estou me acostumando, só isso. Mas enfim... — Danika suspirou, afastando as lágrimas. Sorriu com graça, e perguntou, afastando temporariamente a dor: — E quando faremos o book do bebê?

Gabrielle e Savannah sorriram, felizes pela amiga, e logo se lançaram á programação de roupas, brinquedos, fotos, meses de gestação, etc. Estavam tão absortas na conversa que quando já era quase onze e meia da manhã é que se deram conta de que estava faltando alguém na conversa.

— Onde será que está Tess? — Gabrielle perguntou, confusa. Tess era uma das primeiras a levantar cedo. Savannah e Danika sorriram marotas, abafando as risadinhas:

— Ela deve estar fazendo a mesma coisa que você fez a poucas horas atrás, Gabrielle... Algum problema?

As duas riram enquanto Gabrielle corava novamente e abaixava a cabeça para lavar a louça, mas pensando em sua noite e manhã com Lucan.

A única coisa ruim de quando você toma banho por muito tempo, a água começa evaporar e a embaçar os espelhos, vidros e boxe. Porém, com o banheiro em puro vapor, isso não era de preocupação para Tess, muito menos para Dante.

— Tess... Hum — Dante grunhiu, estocando furiosamente para dentro de Tess, que acolhia seu membro em sua entrada com grande maestria. A mesma estava inebriada de tesão e desejo, absorta no contato pele com pele entre eles.

— Dante... Por favor... — ela gemeu, arqueando as costas, apoiando sua cabeça em seu ombro, recebendo os lábios quentes e famintos de seu parceiro em seu pescoço. Ele gemeu, segurando firmemente na cintura de Tess.

— O que você quer, meu amor? Me diz que eu te dou — ele meio sussurrou, meio grunhiu, subindo as duas mãos para os seios de Tess, apertando seus mamilos túrgidos. Ela gritou, não aguentando a sobrecarga de prazer, e gozou, melando o membro já lubrificado de Dante. Mas ele não parou, só gemeu ao lsentir o aperto de Tess em seu membro, saiu de dentro dela, e a virou de frente para ele, para se enterrar de novo em sua entrada quente e melada, ao qual ela recebeu de bom grado, já se movimentando junto com seu parceiro.

— Deus... Você é insaciável... Meu homem insaciável — Tess gemeu, um sentimento de possessidade a dominando.

E ao ouvir isso, Dante gozou junto com Tess, urrando de prazer, a apertando em seus braços enquanto o gozo dos dois se mesclavam em um só. Os dois arfavam dentro daquele boxe embaçado, o chuveiro ainda ligado.

— Hum... — eles gemeram juntos quando Dante saiu de dentro de Tess. Ambos soltaram uma risadinha fraca, de olhos fechados.

— Acho que essa foi a melhor fantasia que já pude imaginar com você — Dante sussurrou no ouvido de Tess, a arrepiando.

— É mesmo? E qual é?

— Comer minha mulher no banheiro, fazendo ela gozar incontáveis vezes no meu pau.

— Dante! — Tess bateu nele, mas segurou o gemido ao esfregar as pernas: ela também já havia tido aquela fantasia com Dante, mas realizá — la era outra coisa.

— Hum... Não briga comigo... Vem, vou te dar um banho — Tess o olhou em desdém, lembrando das mesmas palavras de quando acordaram. Ele riu e levantou as mãos em rendição: — Juro que agora é só banho.

Ela demorou mas aceitou, os dois rindo.

E assim foi o banho dos dois, cheio de brincadeiras e muito amor. Tess e Dante estavam mais confiantes um com o outro, e isso só deixava o clima entre eles muito melhor.

Porém, isso não impedia de coisas acontecerem.

Do lado de fora da mansão e do quartel-general da Ordem, num raio de três quilômetros dali, tinha um carro estacionado, com os vidros fechados e escuros, sem ninguém de fora poder ver o que tinha dentro.

— E então? Quando colocaremos nosso plano em ação? — a pessoa no banco de trás perguntou, séria. O ar dentro daquele automóvel era tenso, palpável até.

Foi a pessoa do lado do banco do motorista quem respondeu, no mesmo tom que a primeira, mas com um leve tom de sarcasmo na voz:

— Logo. Nossos guerreiros uma hora saírão, e quando menos esperarem, BUM!, pegaremos eles — e riu, uma risada que beirava ao sentimento de pena. Parou, a pessoa ficando séria: — Vamos voltar. Temos que arrumar tudo. Temo reconhecer que algo acontecerá hoje, e não vai ser nada bom.

— Certo — a pessoa do banco de trás assentiu.

— Pode nos levar de volta, querido. Os outros devem estar preocupados — a pessoa da frente falou para o motorista, que sorriu, assentindo.

— Com todo prazer.

E logo o carro arrancou para longe dali, deixando um ar sombrio e misterioso para trás.

Mas a pergunta que fica é:

Quem são essas pessoas?

Notas finais
Hey, guys, o que acharam? Gostaram? Odiaram?
Deixem reviews! Logo logo tem mais!
Beijinhos, e até!