O Adeus
2 Capítulo 2 Sob goodbye
Notas iniciais
As horas estavam se passando… E a hora que estava marcada, chegaria.
Meu medo me tomava por completa, e o desespero de partir, seria os das mais dolorosas, mais dolorida do que uma mordida de Dragão.
Ao meu lado estava Soluço com uma expressão séria e pensativa. Quase sem palavras para o que dizer. Depois de toda a conversa que tive com ele, não era o que me bastava para me acalmar, queria que me dissessem que nada disso era verdade, e tudo não passava de uma ilusão permanente.
Estava cansada de tudo, não fisicamente, o cansaço de ver todos ao meu redor sofrer, de tudo que é uma missão as Vikings e de perder família por não saber qual caminho seria o melhor. Soluço estaria com a mãe dele e Banguela, com certeza ele estará bem.
“A manhã estava se alcançado
Logo o dia me deixará, e o corpo terá
Que partir.”
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Estava ao lado de Tempestade, enquanto Soluço ainda estava sentado no topo da montanha sozinho. Deixei-o para que ele se desse conta que essa seria a verdadeira realidade que ele está habituando. Banguela foi em minha direção com aqueles olhos pidões confortante.
– E ai amigo? – disse acariciando seu focinho. – Sei que vai ser difícil pro Soluço e pra você, mas quero que cuide muito bem dele. Está bem?
Banguela simplesmente balançou a cabeça concordando com as minhas palavras.
– Ah! E cuide da Tempestade para mim, ouviu? Tenho certeza que não poderei leva-la também. Essa promessa foi muito nítida e arrogante, e além do mais quero que ela fique em um lugar seguro também. – fiquei lá um instante com a cabeça colada na fúria da Noite.
– Eu juro que nunca me esquecerei de você amigo! – Banguela fez um rugido estranho, mas que pela expressão dele, tinha certeza de que ele disse que também nunca me esqueceria.
Subi na Tempestade e fui rumo ao céu... Tentaria relaxar a cabeça antes que o dia ficasse pior do que já está.
– Tempestade, eu terei que parti... Mas não deixe que isso a torne um Dragão infeliz. Sempre estarei em seu coração amiga. E cuide daqueles que amo, estou dando minha palavra. – Tempestade concordou, mas vi que em seus olhos a tristeza que a cercava. Não podia deixar, afinal não podia deixar ninguém. Não queria ir embora... Deixei me levar, nas lágrimas mais profunda que existem sobre mim, lágrimas pelos voo das nuvens.
“Não vá embora
Não antes que se despeça
Não antes de odiar a pessoa.”
O mundo é engraçado, quando finalmente amamos alguém de verdade, e você não quer deixa-lo nem em outro mundo, você percebe que o amor nunca vence na realidade, ás vezes ele é fraco e inútil, o amor nos faz sermos cegos o que acabamos, sem perceber que estamos sofrendo.
A promessa, depois de ter contado tudo para o soluço, ele apenas baixou sua cabeça e nada mais falou. Eu ó abracei longamente e aconchegante e fiquei ali por um tempo definido pela noite, antes de deixa-lo sozinho e eu partir rumo a Berk. Logo deixei me levar pelos meus pensamento sobre as costas de Tempestade.
~*~
– Astrid! Que Promessa você lhe deu a ele?
Suspirei antes que pudesse responder:
– Ele deixaria você viver, se eu comprimisse o acordo dele, caso contrário seria um desastre. Desta vez ele me pegou, ele sabia que você era o meu ponto fraco, Soluço! E que eu não deixaria que nada de mau te afetasse, nem nesse e nem no outro mundo! – meu corpo tremia, perante a noite gelada. Olhei o céu estrelada me perguntando se isso foi mesmo uma prova de amor. – Então é claro que concordei! – sorri ao ver seu rosto, que sempre encarava o chão, me pergunto se ele estava feliz ou triste de me ver partir, o que me deu uma sensação dolorida em meu coração.
Os ventos que assopravam deixava leve a sensação de desconforto, e minhas mão agarravam com a força cruel sobre a grama.
– O acordo foi que terei que me casar com o filho de Alvin, Dagur. – minha garganta sufocou-se no nome do filho de Alvin. Como eu poderia fazer uma coisas dessas? Trair a mim... Trair Soluço, trair meu coração?
– O quê? – Soluço se levantou rapidamente, assustado e traído. – Como pode aceitar isso?
– Soluço! Lembre-se que eu não sabia, só sei que meu pai me contou. – nesse instante eu gritava com ele de nervosismo. – Naquele instante eu poderia estar muito assustada com o que Alvin poderia fazer com você, e sem mais ou menos, eu aceitei. – minha voz foi sumindo, e lágrimas estavam derramando sobre meu rosto rapidamente. Eu me sentia estúpida e traidora. – Mas se ele me fizesse esse acordo agora, eu aceitaria Soluço, eu não quero que nada te faz mau a você.
– Eu sou um guerreiro Astrid! Sei muito bem me cuidar! Se ele me atacasse eu e Banguela também o atacaríamos. – Ele gritava cada vez mais, não parava. Vi em seu rosto um espanto e uma lágrima caído lentamente. Agora sei, pois vi em seus olhos, Soluço realmente me amava com a força poderosa da chama de seu coração.
– Acha que eu não sei disso Soluço? Mas naquele momento você não tinha saída, não tinha esperanças de sair a salvo. Entenda-me. – ás vezes gritava e às vezes falava com toda a calma possível. Não queria brigar, mas nesse momento era impossível.
– Prefiro ter morrido! – por fim ele disse, me deixando em prantos.
– Não soluço! Não diga isso! – nesse momento sei que falei mais alto do que o habitual, agora estava sendo aquela Astrid grosseira e forte que um dia tinha sido e com os tempos foi passando esse meu ato. – Você não fazeria o mesmo se estivesse em meu lugar? Que teria que enfrentar os mais esnobes dos seus inimigos e concordar para me salvar se eu estivesse em perigo sem saída? – enfim disse, arqueando a minha raiva e meu desespero pra fora. Soluço morrer? Que garota deixaria seu ponto fraco partir mesmo, e você nunca mais encontra-lo?
Soluço silenciou, minhas palavras havia pegado ele de surpresa. O que indicou que eu tivesse razão por toda a minha gratidão.
– Sim... Eu aceitaria! – por fim, ele se sentou pelo topo da montanha. E ficamos ali sentindo o ar fresco em silêncio profundo.
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Desci com a Tempestade pela vila de Berk. Encontrei todos reunidos em um grupo com meu pai e minha tia, junto com a mãe de Soluço. Soluço ainda não estava ali, não ainda.
– Astrid que bom que você chegou. – disse Gna. – Pensamos que você já teria partido antes de contar o nosso plano.
– Que plano? – atrás de mim, Soluço olhava a todos com um olhar de vingança pelo Alvin.
– Astrid não partirá se lutarmos com todos os exilados pela força de nossos Dragões, nós venceremos. – meu pai disse.
A expressão de Soluço mudou, passando de assustado para o aliviado.
– Seria uma boa ideia. – ele comemorava por dentro se é pelo que percebi.
– Então vamos nos preparar... – antes que partissem para a batalha da vingança, eu parei os.
– Não! Não façam isso! – não sei por que disse isso, mas minha memória estava se esforçando por uma lembrança do passado, a lembrança que raramente eu não esqueci. A lembrança que me coincidiu que era apenas um pesadelo depois de ter acordado. Mas não, não era um simples pesadelo, era uma verdade nua e crua. A verdade das palavras.
– Eu lembro um pouco do meu passado, pai, algo que provavelmente você não chegou a ter ouvido bem. Alvin me fez esse acordo... E um flash Black do passado surgiu:
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– Eu lançarei essa força equivocada contra Soluço, Astrid, e ele morrerá. – dizia Alvin com um sorriso de dar náuseas.
– Você acha mesmo, que essa armadilha que apenas vai prender Soluço o deixará morto? Banguela é forte e ele também, logo eles se soltaram rapidamente e atacarão vocês. – disse esperançosa com as minhas próprias palavras.
– Pode ser que na terra eles se salvam... Mas no mar, pobre Soluço, não dará tempo de ele se soltar. Banguela e soluço morrerão afogados.
– Como pode ter tanta certeza que ele irão à direção que tanto quer?
– Planos... Planos de líder dessa ilha.
– Não acredito em você. – disse tentando me soltar com as cordas que me prendia sobre as minhas mãos e pernas.
– Acredita agora? – Alvin se contornou suas mãos em minha nuca me fazendo olhar diretamente ao horizonte onde dois Dragões viam em direção ao mar. Eram eles... Alfadur e Soluço, com seus Dragões.
– Não! – disse quase num sussurro.
– Eu disse minha cara, que meus planos nunca falham.
– Não! Soluço. – eu gritava na esperança que eles pudessem me ouvir. Mas uma mão tampou minha boca e por incrível não era Alvin e sim Dagur.
– Quer calar a boca, garota imbecil.
– Você? – disse incrédula pela sua presença.
– Sim, eu. Seu futuro noivo. – ele me olhou em meus olhos, com um sorriso vitorioso.
– Quê? Que história é essa?
– Simples Astrid! – completou Alvin, respondendo a minha própria pergunta. – Você tem uma escolha muito simples de se fazer! Eu salvo Soluço para você e nem encosto na armadilha, se você concordar em casar com o meu filho. Caso contrário Soluço cairá sobre os oceanos e morrerá. – dizia dando gargalhadas malignas, que me deixava aturdida e com raiva.
– E como acreditarei em você? – disse olhando o horizonte na esperança que eles não passassem pela armadilha.
– Dou as minhas palavras, cara jovem. Acredite que você não ira se arrepender.
Olhava Dagur e Alvin ao mesmo tempo. As mãos de Alvin segurava sobre um alavanca onde certamente obtinha a armadilha.
– Você agora tem cinco segundo para responder Astrid. – Dagur falava.
Olhei ao horizonte, aonde os dois Dragões e Soluço e meu pai vinham em direção ao lugar em que Alvin tanto esperaria.
– Soluço! – meus olhos estavam confusos pela visão que se via. Não queria perde-lo, não agora. E sem nem ou mais, a resposta foi o mais rápido possível, e sim eu concordaria.
– Sim, eu aceito esse acordo. Por favor, deixe Soluço ir embora, não ó mate. – disse com lágrimas em meus olhos, atormentada.
Olhei as mãos de Alvin sobre a alavanca, que antes estava encostada e que agora livre do arbítrio.
– Muito bem. Sabia que ele era seu ponto fraco em qualquer decisão.
– Como sabe? – perguntei, olhando o horizonte e suspirando que a armadilha não havia se soltado e Soluço agora estava voltando para Berk.
– Acha que não da para perceber? Seus olhinhos azuis brilhantes apaixonada. – dizia remedando uma voz de criancinha. – não somos burros aos olhos de paixão. – Liberte-a! Desamarrem as cordas.
– Deixarei você partir a Berk, então quando se passar cinco anos, irei até Berk para te buscar. – Alvin me puxou para mais perto de si, e falou palavras com a voz quase trancada. – Se você decidir voltar com uma batalha, saiba que não estamos fracos, estamos com mais de cem Gritos da Morte em nosso caverna. E se não acredita pode vir conosco para ver.
Entrei em uma caverna escura, onde ruídos pesados se aprendia. Agora meus olhos acreditavam nas palavras de Alvin.
– Se nos levar contra nós, haverá guerra, e esses Grito da Morte atacarão todos em Berk. – dizia rispidamente. – Então a escolha é sua Astrid. Ou todos morrem para você salvar a si mesma. Ou você cumpre esse acordo sem guerra e sai de Berk sem ninguém se ferido ou morto.
Alvin me soltou e corri em direção onde deixará Tempestade, aquele negócio que tanto procurava era uma maldição. Culpa de minha curiosidade. Culpa de minha consciência sem pensamentos. Subi em suas costas e parti.
– Vamos tempestade, vamos sair logo dessa ilha tenebrosa. – antes alcançar as nuvens, vi aquela armadilha atacando Tempestade. Tempestade perdeu o alço do voo, e caímos sobre as pedras, a queda foi profunda, que ao alcança o chão, nada mais me lembrei, tudo estava apagado e escuro.
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– Se vocês quiserem armar uma batalha para salvar a mim, saibam que não irão fazer. Prefiro que percam apenas uma pessoa a perder a todos. Nada de guerra. Apenas deixem que eu vá. Fiz uma escolha para salvar a quem amo, mas não sabia das consequências. Não se envolvam nessa tenebrosa guerra, deixa que eu cumpra minha promessa, meu acordo esquecido. – falei deixando o grupo.
O sol de verão já estava no céu brilhante e quente. Despedi-me de todos. Logo Alvin e Gadur estão pousados sobre essa ilha e levando-me a qualquer custo. E sim o custo seria salvar todos.
Aproximei-me da mãe de Soluço, que me recebeu de braços abertos e confortante.
– Isso que você está fazendo Astrid, é uma verdadeira prova de amor. – dizia ela sorrindo. – Saiba que sempre estarei ao seu lado, longe e perto.
– Obrigada! – abracei mais ainda, antes de deixa-la, ao seu passo sozinha.
Soluço estava em cima do Banguela, olhando-me fazendo um movimento com a cabeça me indicando para ir junto com ele. Peguei Tempestade, e fui atrás, para a montanha onde estávamos antes.
Pousamos ao chão. E encaramos com a solidão deixada em nós.
– Esse é o nosso último momento? – disse ele. Pegando em minhas mãos.
– Sim! Se o destino for bom, eu tenho certeza que nos encontraremos de novo. – sorri por pouco tempo, e meu rosto já estava coberto de lágrimas.
O silêncio por ai estava.
“Em seus olhos eu enxergo
A minha face aturdida,
E meu coração despedaçado!”
Abraçamos, e um beijo longo e apaixonado se encontrou em nosso lábios secos das chamas, que logo foram molhados pelo coração frio e molhado das lágrimas.
Um dragão me puxou pelos braços me levando ao infinito “deserto.”
Quando percebo que é Dagur levando-me para longe de Berk e nunca mais voltar!
– Adeus! – Gritei em choros cruéis.
– Astrid! – Soluço estava em prantos, eu olhava sua última figura com o rosto molhado. – Adeus! – sussurrou. Fazendo-me sentir as palavras serem levadas até mim. O adeus que se levou para nunca mais sair, o adeus que sempre ficara presente. Pois é o adeus que não deixa mais persuadir as coisas que vemos, as pessoas, e o que amamos.
Sendo levada pela tenebrosa ilha, e agarrada pelo Dragão de Dagur ouvi sua voz:
– Vi que preferiu ser levada, do que ter toda a sua família partida. Mas acho que se enganou. Veja bem, veja muito bem!
A vila estava sendo atacada pelos Gritos da Morte.
– O quê? – disse incrédula. – Não tínhamos nenhuma guerra preparada.
– É uma pena! Mas era exatamente esse plano, fazer você acreditar em mentiras de meu pai.
– Seus traidores. – disse rispidamente.
Vi soluço combatendo o Grito da Morte com Banguela.
– Soluço... Não! – gritei com todas as minhas forças. Foi aí que o vi caído das montanhas sobre o mar aterrissado. Banguela estava fraco, preso em um canto qualquer. Soluço estava caindo como um objeto velho.
Fechei os olhos... E com todo esse tempo, não via mais Berk. Tudo estava acabado. O que enxerguei além do horizonte foi à ilha dos exilados. Tenebrosa, traidora e vingadora, antes de cair ao sono da escuridão.
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