Notas iniciais
muito obrigada a todas que me acompanharam nesta história que eu amei escrever, espero que gostem desse capítulo.

Último capítulo

Dois meses se passaram desde que Ana Rosa sequestrou Heitor, ela voltou para o presídio em que estava antes, e com mais raiva ainda de Maria e Lilian.

Nesse meio tempo aconteceram algumas coisas com Ana Rosa, o que a deixaram ainda mais louca, então por isso ela estava mais decidida ainda a se vingar delas duas, e mais uma vez tentou fugir do presidio.

— é hoje, já está tudo certo_ comenta outra detenta.

— até que enfim_ fala Ana Rosa encarando friamente a mulher, que estava comandando tudo.

— se reclamar de novo vai ficar bem aqui.

— quanto estresse, mas está bem, não vou mais abrir a minha boca.

— assim está bem melhor, agora é só esperar a distração começar e a gente se manda.

E assim foi, alguns minutos depois, começou uma gritaria e as carcereiras foram vê o que era, então elas aproveitaram para fugir, pelo muro, pois até chegarem até ela, daria tempo para fugirem, e assim fizeram, Ana Rosa foi a ultima a subir a escada, mas quando estava pulando, encostou na cerca elétrica e levou uma descarga tão forte que já caiu sem vida no chão.

— ela se deu mal mais a gente, vamos correr_ fala e saem correndo, enquanto uma das carcereiras vai até Ana Rosa e verifica seu pulso.

— essa daqui já era_ diz a si mesma e vai falar com o diretor do presido que imediatamente telefona para a irmã de Ana Rosa, esta por sua vez, estava nos braços de carlos.

O celular dela tocou e mesmo contra sua vontade foi atender.

— alô

— senhorita Lilian Marques?

— sim, quem gostaria?

— aqui é o diretor do presidio feminino_ ao ouvir isso a morena fica totalmente alerta.

— pois não, pode falar.

— eu não sei como falar isso, não há um jeito fácil de contar.

— por favor, seja o que for, fale de uma vez.

— claro, como deseja_ ele respira fundo e em seguida fala_ aconteceu um motim, uma forma de distração para algumas detentas fugirem, e entre elas, sua irmã.

— O QUE? A Ana Rosa fugiu?_ ao ouvir isso Carlos já fica atento, observando os gestos da namorada.

— infelizmente, durante a fuga, ela acabou levando uma descarga elétrica, e sinto muito te informar, mas...ela não resistiu e acabou falecendo no mesmo instante_ ao ouvir isso Lilian começa a chorar, apesar de tudo ela era sua irmã e a amava, não queria que o fim da irmã fosse esse, mesmo sabendo que ela o provocou, Carlos vendo que Lilian não estava bem, pegou o celular das mãos dela e começou a conversar com o diretor do presidio, acertando os detalhes necessários para a remoção do corpo de Ana Rosa, após finalizar a ligação.

— sinto muito, apesar de tudo ela era sua irmã_ fala secando as lagrimas dela e a abraçando.

— sim, ela era a minha irmãzinha, aquela que eu ajudei minha mãe a cuidar dela, quando ela nasceu e dizia que ela era a minha boneca, também sei que ela era má, até louca, mas era a minha irmã e eu a amava, apesar de tudo que ela fez, eu a amava.

— Shiii, você não pode ficar nervosa.

— eu sei, mas... não queria que isso tivesse acontecido.

— meu amor, fique calma vai, as coisas acontecem por um motivo, mesmo que você não entenda agora, você está gravida Lia, não pode ficar se estressando, eu sei que você está sofrendo, mas...

— isso não me faz bem, eu sei, mais isso é inevitável Carlos_ fala e ele volta a abraça-la, e leva suas mãos até o pequeno ventre dela, ainda quase imperceptível, eles fica nessa posição até que Lilian dorme, e com cuidado Carlos a coloca deitada na cama, fecha a cortina e então vai para a sala.

Pega o celular e liga para Estevão, que nesse momento estava brincando com os filhos, seu celular toca e ele coloca Heitor no carpete para atender.

— alô...

— Estevão, sou eu, o Carlos.

— Carlos, que surpresa, a que devo sua ligação?

— Estevão, eu liguei para dá uma noticia não muito boa.

— Carlos, estou começando a ficar preocupado, o que aconteceu?

— bem... Há alguns minutos atrás, a Lilian recebeu uma ligação do diretor do presidio feminino, onde a Ana Rosa está, pra avisar que ela tentou fugir, e acabou morrendo eletrocutada.

Diz de uma vez, fazendo Estevão, perder a fala por alguns minutos, Maria que estava chegando com as mamadeirinhas de agua para os filhos, se senta e fica observando o marido estático, após alguns minutos ele retorna de seu momento.

— tem certeza disso?

— tenho sim, a Lilian está em estado de choque, chorou que dormiu.

— isso é...não sei o que dizer, mas enfim, obrigada por me avisar.

— de nada, apesar de pensar que ela teve o que mereceu, ainda assim é a irmã da Lilian.

— tem razão, qualquer coisa avisa.

— pode deixar, agora vou ficar com a Lilian, estou preocupado com ela, inicio de gravidez e fortes emoções não é uma combinação perfeita.

— isso mesmo, fique com ela, e qualquer coisa avisa_ Carlos concorda e então desliga o celular, volta para o quarto e deita ao lado da namorada.

Enquanto isso, Maria dá agua para o filho e olha atentamente para o marido.

— Estevão... O que aconteceu? O que o Carlos falou?

— ele ligou pra avisar que a Ana Rosa tentou fugir agora a pouco do presidio, mas que acabou morrendo_ responde e pega a filha no colo, enquanto Maria fica de boca aberta olhando pra ele.

— isso é verdade?

— sim, e ele está preocupado com a Lilian.

— Deus que me perdoe, mais a Ana Rosa já foi tarde, ela colheu o que plantou, queria fazer mal a um bebê, só pra me atingir, a Lilian que me desculpe mais não consigo ficar triste e nem com pena.

— eu sei disso amor, ela passou dos limites ao sequestrar o nosso filho, mas ainda assim, era a irmã da Lilian, e não deve ser fácil pra ela.

— do que estão falando?_ Melina pergunta enquanto senta do sofá e pega Heitor dos braços do irmão_ oi gostoso da tia.

Fala com o bebê e em seguida beija o rostinho dele.

— a Ana Rosa tentou fugir de novo, mas acabou morrendo_ comenta Maria olhando para os cunhados.

— sério isso?

— sim Daniel, o Carlos ligou para o Estevão.

— nossa, coitada da Lilian, mesmo sendo maluca, era irmã dela.

— sim Mel, mas nem por sinal virou santa agora que morreu, desculpem o egoísmo, mais é assim que eu penso_ diz Maria, que depois passou a brincar com a filha.

Eles ficam ali conversando por mais um tempo, até que chega a hora do almoço.

As horas se passam, Lilian acorda, se arruma e vai cuidar de tudo para o enterro da irmã, Carlos pediu a um colega para lhe cobrir na delegacia, não deixaria a namorada sozinha, então eles foram, já no final da tarde o corpo foi liberado e Lilian preferiu enterrar de vez a irmã, já que eram apenas as duas e Ana Rosa não tinha amigos, ela foi enterrada junto com os pais.

— apesar de tudo, sempre vou te amar, você será a minha irmãzinha, pena que você não estará aqui para vê seu sobrinho nascer_ fala e coloca umas flores no tumulo.

— vem, você precisa descansar, o dia hoje foi cheio de surpresas e emoções pra você_ ela concorda e vão para o apartamento dele.

Enquanto isso, Maria, Estevão, Melina e Daniel estavam se arrumando para irem visitar Lilian, apesar do que aconteceu, eles trabalhavam juntos, e Maria sentia que tinha uma divida com a mesma, pois ela salvou seu filho, e assim eles fora.

Lilian tinha tomado um banho, já estava mais calma, quando a campainha tocou, Carlos foi atender e se surpreendeu ao vê-los ali.

—entrem.

— olá Carlos, como está?

— estou bem, mais já a Lilian, estou preocupado com ela.

— e cadê ela?

— está no quarto_ ele vai até Melina e pega Estrela e beija o rostinho da menina.

— como ela passou o dia todo?

— só chorando, agora vou lá chama-la, e levar essa fofa com ela, para convence-la mais rápido, podem ficar a vontade.

Eles concordam e sentam no sofá, e Carlos vai ao quarto e vê Lilian deitada.

— você tem visita.

— não quero vê ninguém_ comenta ela, e ele sorri e coloca Estrela na cama e a menina vai engatinhado até Lilian.

— mais o que..._ abre os olhos e vê Estrela babando seu rosto_ o que a Estrela faz aqui?

— ela veio te convencer a sair desse quarto, não é princesa.

— meu amor, você me deu um susto, mais você me convenceu_ diz levantando e vai com Carlos até a sala.

— pelo visto ela conseguiu_ Maria pega a filha nos braços_ como você está Lilian?

— bem... eu sei que ela não era a melhor pessoa, e nos últimos tempos só brigávamos, mas ela era a minha irmã, dói, mais ela procurou.

Responde e se senta no sofá ao lado de Carlos, que agora brincava com Heitor.

— Lilian, se você quiser uns dias de folga.

— não é preciso Estevão, eu preciso manter a minha cabeça ocupada, mais mesmo assim, obrigada.

— e o seu bebê, como está?

— bem... não me deixa comer nada, mais estou feliz por tê-lo comigo_ leva uma das mãos ao ventre e sorri.

Eles ficam ali mais algum tempo, até que os meninos dormem e Maria acha que já está na hora deles irem, se despedem de Carlos e Lilian e vão pra casa, Melina decide ir com Daniel para seu apartamento.

Ao chegar em casa, Maria troca os filhos e os coloca nos berços, e Estevão vai até e fica observando seus três amores, vai até ela e o abraça por trás.

— que susto Estevão.

— desculpa amor, mais não resiste, meus três amores estão aqui, eu te amo tanto.

— também te amo_ se vira ficando de frente pra ele_ obrigada por me fazer tão feliz.

— eu quem agradeço por você entrar em minha vida, e nossa, bendita a minha ideia do acordo.

— sim com certeza, porque foi através desse acordo que eu encontrei o amor da minha vida, e realizei meu sonho_ dá um selinho nele, e se vira, e ficam ali olhando os filhos dormindo.

— e eu que não me imaginava sendo pai, agora não consigo viver sem essas coisinhas lindas e fofas_ e passa as mãos nos rostos dos filhos.

— pois é, eles são tão perfeitos, que eu poderia passar a minha vida, assim olhando eles apenas dormindo, vendo os movimentos de seus tórax quando eles respiram.

— sabe, acho que quero mais um filho, você ficou muito gostosa gravida, seus seios, nossa, maravilhosos_ ela não fala nada, apenas bate no ombro dele, que sorri.

— quem sabe quando eles tiverem um ano e meio, dois anos.

— por mim, começaríamos a praticar imediatamente_ Maria apenas sorrir de Estevão.

— eu te amo Estevão, e sim, vamos ter outro filho, mas quando eles tiverem no mínimo um ano_ ele dá um beijo no rosto dela.

— te amo, e viva o acordo.

— viva o acordo que meu deu meus amores_ diz ela sorrindo, depois eles vão para seu quarto onde tem uma noite quente e depois dormem tranquilos pois sabem que estão nos braços das pessoas que amam, amor esse que veio através de um acordo, o acordo que os uniu, que lhes deu o que faltava, amor e família.