O Acontecimento Na Boate
13 Horrores
Notas iniciais
*Haruno Sakura
_Sakura, por que? Eu não estou entendendo! – Ela falou em meio a desespero.
_Só morre, que eu cuido do resto.
_Espera... – Ela tentou me impedir, mas eu já tinha conseguido. Tinha que fazer isso rápido, muito rápido.
*Hyuuga Neji
Estava na aula, muito monótona e legalzinha como sempre. “Cada um por si”. Se em grupo já não éramos nada, imagine separados. Então Sakura entrou na nossa sala, com lágrimas e desespero.
_Professor!! Ajude-me!
Era aula do Deidara. Ela continuou.
_Ino! Ela está...morta!
O que?!
*Tenten
O que fazer?! O que fazer?! Eu não entendia nada, eu não queria entender. Ino, morta? Como assim? O que aconteceu? Segundos atrás estava com ela, e agora isso? O que ocorreu? Por favor, que isso não seja verdade!
*Hyuuga Hinata
Aconteceu tudo muito rápido. O enterro dela seria no mesmo dia em que ela morreu. Estranho isso. Depois descobrimos que foi envenenamento. Eu não sei o porquê, mas não consegui acreditar nisso. Os pais dela estavam desesperados no enterro, choravam como condenados. Não eram os únicos. Gaara não conseguiu conter as lágrimas e Sakura... estava tensa. E achei o caixão grande demais. Alto demais.
Quando seu melhor amigo morre você fica em transe e se pergunta “isso é real?” . Eu não acredito nisso. Mas lágrimas caíram involuntariamente.
*Sabaku no Gaara
Estavam enterrando ela. A pessoa que eu mais amei na vida está morta. Eu não consigo engolir ainda. Eu não acredito. E por que tão rápido? Por que tudo isso?
*Hyuuga Neji
Ela foi enterrada no cemitério junto aos avós dela. Aquela cena era tão surreal. O que tinha acontecido naquela hora em que ela foi embora? Quem fez isso com ela? Por quê?
*Haruno Sakura
Tudo já tinha terminado. Demorou cerca de quatro horas. Todos estavam lá, inclusive professores. Agora eu só tinha que falar aquilo a eles.
Depois de um tempo, todos já tinham ido embora, só restava nós. Vi Itachi olhar para trás, com olhos estreitos. Depois se foi com os outros. Será? Engoli a seco. Tinha que ser agora.
_Tenho uma coisa a falar – respirei fundo. – Foi eu. Eu a matei e eu sou a traidora.
Então os olhei profundamente.
*Uzumaki Naruto
Sakura? Sakura é a traidora? Como assim? Mas o Kakashi num tinha falado que a Sakura era a única da qual não devia se suspeitar. Eu pisquei várias vezes, me perguntando se era algum tipo de pesadelo.
Sakura matou Ino, sua amiga de infância, e nos traiu. Isso faz sentido?
*Tenten
Fui a primeira a falar alguma coisa.
_O que? Como assim?
_Que história é essa, Sakura?
_Foi você que matou Ino?
Ela mudou a expressão.
_Sim, foi eu. Não me perguntem o porquê, eu somente quis assim.
_SUA VADIA! – Foi Gaara que a atacou, mas aconteceu algo inesperado. Ele não a acertou. Ela segurou sua mão e puxou seu braço. Girou por baixo e Gaara caiu de joelhos e arfou. – O q- ?
_VOCÊ VAI QUEBRAR O BRAÇO DELE! SUA MALDITA, LARGA MEU IRMÃO!
_Se mais alguém tentar me bater, eu faço o mesmo que fiz com Ino. – Ela olhou para Gaara e o empurrou no chão.
_Quando você aprendeu a lutar assim...? – Foi Sasuke que perguntou.
_Quando fui sequestrada, tive... – Ela parou de falar, quando encontrou o olhar de Shikamaru. Eles se encaram depois ela se virou. – Adeus. Quando nos vermos novamente, eu não serei a amiga de vocês...
*Nara Shikamaru
Isso foi estranho. Ela deixou passar. Ela aprendeu a lutar para se defender dos sequestradores. Era isso que ela ia falar. Mas se ela fosse mesmo a traidora do grupo, não teria sentido, pois eles são seus comparsas. Ou seja, ela tinha um plano. Mas e Ino? O que ocorreu a ela?
*Uchiha Sasuke
Cada nervo do meu corpo dizia não ser ela. E o pior, dizia que Ino está viva. Mas como? Eu devo encarar os fatos. Ela é a traidora... ou não? Tudo está embaralhado na minha mente. Eu a vi andar silenciosamente até a saída. Firme e convicto. Determinada.
_Acho melhor irmos também. – Informou Tenten, com olhos baixos. – Foram muitos acontecimentos em um único dia... não parece real...
_Você tem razão, panda. Devemos ir embora. – Foi Hinata que falou, indo em direção a amiga e abraçando esta.
Já íamos em direção a saída, mas percebemos que Shikamaru tinha ficado.
_Você não vem? – Perguntei.
_Não. Preciso pensar...
Olhei para frente de volta. Todos nós tínhamos que pensar.
*Nara Shikamaru
Já era tarde da noite. Devia ser duas horas da madrugada. Pensei em tudo o que aconteceu conosco: fotos, sequestro, sítio, drogas, incesto, gravidez, assassinato, morte, inocentes, traidores, irmão... Essa última palavra voou pela minha mente. Irmão. Gaara é o irmão de Temari, assim como o responsável por tudo isso é o irmão de Sakura. Mas aí está o problema: nós não falamos a ela. A coitada nem devia saber que tinha um irmão. Como ela iria ficar se soubesse que o próprio irmão dela fez tudo aquilo com ela?
Ouvi um barulho, depois vi Sakura surgir das escuras, com uma pá em posse. O que ela vai fazer? Vi que o rosto dela foi tomado por espanto, claramente nunca imaginou que eu estaria lá.
_O que faz aqui? – Ela perguntou, parando um pouco a minha frente. Vi que tremia.
_Eu que pergunto: você é a assassina daqui, não? Está com peso na consciência? Ou sempre visita quem você matou?
Ela suspirou.
_Pegue uma pá. Rápido.
Relutei e espreitei os olhos.
_Pra quê? – Então na minha mente tudo se encaixou perfeitamente, só queria que ela falasse.
_Para desenterrar Ino. Ela está viva.
*Haruno Sakura
De todos que esperava encontrar ali, Shikamaru foi o que menos surgiu na minha mente. Eu já sabia perfeitamente que ele não era o traidor, então esperava que ele não mordesse uma pre-isca. Sim, Ino fora a isca para trazer, não o traidor, mas o amigo. Ela e o Shikamaru já estávamos fora da minha lista de suspeitos, eu queria mais um para tirar. Bom, em todo o caso algo tinha sido feito, agora era só torcer para o meu plano desse certo.
Eu já tinha começado a cavar, quando ele chegou com outra pá.
_Vem! Rápido!
Depois de algum tempo, acho que por volta de vinte minutos, encontramos o caixão. Peguei minha pá e bati nele pelos lados, para não machucar a loira. Abri. A cara de Shikamaru foi de susto, então ele ainda achava que ela estava morta.
_Você demorou! – Falou a loira.
Eu sorri.
_Desculpa, eu tinha um enterro pra ir. – Dei uma piscadela pra ela.
_C-como você tá viva? Tipo, os batimentos cardíacos, o pouco oxigênio do caixão... como?
_Eu realmente achei que ela ia me matar na hora. Mas ai acordei dentro disso. Senti algo do meu lado, uma lanterna. Quando a liguei, vi uma máscara e um aviso colado em frente ao meu rosto. O oxigênio daria por vinte e quatro horas, se eu não inalasse tanto. E um mandato: eu permanecer calada. No fim, eu dormi, né? – Ela me deu um leve empurrão. – Você devia pelo menos ter colocado um vídeo game, sua chata.
Eu sorri.
_Foi mau, eu esqueci. O veneno que injetei nela, diminuía a circulação de oxigênio e o os batimentos cardíacos até chegar em zero. Ela permaneceu morta por duas horas, eu acho.
Shikamaru pareceu entender tudo.
_Mas e agora? Todos acham que Ino está morta.
Eu sorri.
_De fato, esse é o plano. Temos que eliminar os traidores para depois nos preocuparmos com os “chefões”. Com Ino morta, e eles sabendo que eu sou a culpada, rapidamente vai chegar aos ouvidos deles, e eles acharão que estou do lado deles. Entendeu?
_Então o verdadeiro plano era isso: você “matar” Ino, eles iriam te chamar para conviver com eles e...
_ Saber quem é o traidor. Simples. – movi os ombros.
_Simples? SIMPLES?! Ino perdeu a vida dela com a família por causa desse simples!! E você acha que ninguém vai vê-la?
Eu suspirei.
_Shika. Tenho tudo planejado.
*Temari
O que será que o Shikamaru foi fazer lá? Por que será que ele ficou no cemitério? Não que eu me importe com ele, afinal ele quis meu aborto...
Estava tão perdida em pensamentos que não vi o nii-chan entrar.
_Nee-chan, posso entrar?
Ele nunca me chamava de nee-chan. Ele deve tá sofrendo muito, afinal só a loira que não percebia que ele amava ela. Em termos de perspectiva, a loira era igual ao Naruto.
_Pode, entra.
Ele entrou e se deitou ao meu lado, como uma criança se encolheu entre meus braços. Apesar de ser o sério, Gaara as vezes perdia o controle dos sentimentos e se tornava uma criança, praticamente.
_Nee-chan, não consigo acreditar que ela morreu... diz que ela não tá morta. Diz, eu preciso que me diga isso...
Uma tristeza me invadiu. Eu não quero mentir, mas não quero magoá-lo.
_Mano, você deve encarar a realidade. Não viva numa mentira.
_Mana por favor... – A cara dele era de dor.
_Ela está morta Gaara, nada que você faça vai mudar isso.
_... Tenho que ti falar uma coisa. Shikamaru não fez aquilo por mau.
Eu estranhei.
_O que quer dizer?
_O pai dessa criança sou eu, nee-chan. Shikamaru fez aquilo pra te proteger!!
_Tá maluco, Gaara?! – O empurrei da cama com um chute nas costas dele, o fazendo o cair. Este começou a balbuciar nomes feios.
_Eu não estou louco, Temari. Você precisa abortar, me entendeu?
Por quê?! Isso não, por favor!
*Hyuuga Hinata
Em casa não era lugar de se fazer calor. Pelo contrário, era muito frio. Mas hoje foi uma exceção: estava severamente quente. Eu suava demasiado e meus cabelos grudavam em meu rosto e corpo. Decidi por fim, que deveria tomar banho de piscina. Nunca conseguiria me concentrar nos estudos nesse inferno.
Eu estava só na mansão Hyuuga. Meus pais tinham viajado, levando junto minha irmã, deixando-me completamente só com os empregados e guardas. Não por eu ter medo, mas gostaria que alguém estivesse aqui comigo. Mas quem?
Nenhum dos meus amigos iriam vir, todos agora estão separados. E ainda tem a morte de Ino. Eu pareço normal e indiferente, mas estou assim por não acreditar nisso. É como um pesadelo inesperado. Eu só queria acordar logo dele. Parar de sofrer. Parar de desconfiar dos meus amigos.
Vesti me biquíni azul e cai na longa piscina. Estava quente, mas reconfortante. Todos as minhas preocupações evaporizaram rapidamente. A tranquilidade de volta. Então aconteceu.
Comecei a ouvir tiros e mais tiros. De dentro da casa, empregadas corriam frenéticas de pavor. O quê estava acontecendo? Tentei sair da piscina e pegar o meu roupão de banho mais próximo. Tentei. Uma explosão fez eu perder o equilíbrio e cair de volta na piscina. A explosão foi próxima... muito próxima.
Olhei pra cima, vi o local que tinha sido explodido: foi o meu quarto. Alguém tentou me matar! Ouvi mais tiros e gritos. Tive um péssimo pressentimento de submergir na água, foi o que fiz. Segundos depois uma nova explosão. Mas agora bem mais alta e luminosa. Sabia que não podia me levantar depressa. Prendi meu oxigênio mais um pouco, até que não resisti e emergi.
A mansão estava em chamas, empregados e guarda-costas corriam pegando fogo, e os que sobreviviam eram mortos por balas. Arregalei os olhos. O que estava acontecendo aqui?! Então vi um homem com uma espada fina, de máscara na forma de pirulito. Ele veio até mim, e percebi com horror que era um deles. O que estava acontecendo, o que aconteceu?! Por quê?!
Ele agachou-se perto de mim, segurando algo. Eu não sabia o que dizer, não sabia o que falar. Ele me olhou, e vi que eram olhos vermelhos, então derrubou na piscina o que segurava e saiu de perto. Eu fiquei paralisada, em seguida fui ver o que ele tinha derrubado na piscina. Quando vi, senti um tremor. Um choque. Lágrimas brotavam intensamente. Gritei.
Boiava na piscina, a cabeça da minha irmã.
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