O Acontecimento Na Boate
20 Encontro e liberdade
Notas iniciais
*Yamanaka Ino
_Bom, vocês conhecem aquele pessoal louco né? Olha, eu não os conheço e nunca os vi na minha vida, mas o problema é que eles — meus olhos passavam rápidos de um para o outro. Tanto Minato quanto Kushina estavam vidrados. — sequestraram os meus pais e...
_Vá direto ao assunto, por favor. — Kushina apressou-me, já esfregando a cabeça. Impaciente ela, não? Me lembra uma certa rosada. Enfim.
_Credo! Achei que você seria mais estilo Michelle Obama e tal... — Senti uma aura negra (no caso ruiva) se formar ao meu redor. Minato dirigia a mim um olhar "boa sorte, vai precisar". Glup. — Mas você é muito mais diva do que aquela divã. Hihihi! — Dei um sorriso falso, acho que falso demais porque ela me dirigiu um "sorriso Monalisa" e juro por Kami que vi uma veia saltar.
_Chega de bajulação, termine logo tá? — Ela falou, estralando os dedos. Haha aquilo não é um "pouco" ameaçador não?
_Ca-calma senhora Uzumaki... — Naruto, agora entendo porqe você é tão perturbado. Nunca mais te julgarei!
_Ku-kushina — Gente, até o Minato tinha medo! Vish! — vamos ouvi-la tu-tudo bem?
Ela lançou-lhe um frio e calculado olhar. Kami, que tensão naquela sala!
_A AKATSUKI QUER VINGANÇA! — Despachei porque sabe-se lá o que a "dama" ia fazer com o coitado do Presidente... — ELES...
_NÃO PRECISA GRITAR DESGRAÇA! — Gritou Kushina. Minato arregalou os olhos, tenho certeza que depois desse estrondo ele ficou surdo. Credo! Se a beleza dela não fosse tão convincente, diria que Minato se casou com um travestir (gênero tio Oro, but deixa quieto).
_De-desculpe-me.
Ela suspirou.
_Termine.
_Eles nos tem na palma da mão...
Eles exitaram.
_O que eles tem contra vocês?
Argh...
_Fo-tos... — falei pausadamente, já sentindo minha garganta fechar.
Kushina inclinou a cabeça.
_Er... querido, nos deixe a sós, por favor?
Ele estranhou, pensou, mas por fim deu de ombros e saiu da sala. Kushina olho-o sair e veio até mim, puxou uma cadeira e sentou-se.
_Pode me contar — ela sorriu carinhosamente, — não se preocupe!
Sentindo meus olhos encherem de lágrimas, despachei toda a história cabeluda e tensa. Nos mínimos detalhes.
*Tenten
_Deidara-senpai o que tá fazendo aqui?
Ele colocou as mão na cintura e sorriu.
_Eu é que devia perguntar pra vocês: o que estão fazendo aqui?
Quando eu ia falar, Sakura apertou minha mão.
_Nós vinhemos ver se o Naruto estava aqui, né Tenten?
Pisquei. processei.
_Ah! Entendi — ela arregalou os olhos e Sasori ergueu a sobrancelha. — Sim é verdade! — Sorri.
Ele pareceu divertido.
_Quando ajudamos um amigo na mentira, a gente não pode pisar na bola Tenten! — Ele falou me flertando. Que isso loiro, que isso!?
_Ela é retardada — viada dessa, doido. — é o normal ser devagar, pra ela.
_Pelo menos não peguei nenhum professor. — Dei língua mas ao mesmo tempo mordi: falando demais!
Deidara pareceu interessado.
_Não acredito! Chegaram primeiro que eu? Ah que maldade Sakura-chan! — Ele sorriu.
Sakura ficou vermelha.
_He-he-he-heiii-iiin?? C-co-co-mo assim? Credo! — E voltou-se a mim. — E não venha não que ontem você deus aqueles pegas com o Kisame.
AH! SAKURA! VOU TE MATAR!
*Haruno Sakura
É, tudo bem que eu exagerei e que era um segredo e tal, but ela começou primeiro, então pronto! Deidara parecia ser o sol de tão radiante.
_HOHOHO! O KISAME, SENHORITA MITARASHI?? REALMENTE NÃO CREIO!! — Ele jogava o cabelo para trás, extremamente entretido.
_Rum, e isso é porque não mencionei os orais que ele deu nela. — Tenten agora é purpurina. Sim, sou má. — Vizinhos foram pedir para que ela parece com os gritos!
_Não venha não que você fez menage com o Itachi e o Sasori! Essa aí, senpai, até desmaiou de orgasmo!
Ele olhou interessado para mim.
_Diga-me por que não participei?
_Isso é mentira senpai! Tenten você... argh! Não te falo mais nada, ok?
_Oxe, você começou!
_Vamos terminar a briga em um motel? Tem alguns bem legais por aqui...
_Não! — Eu e ela falamos juntas. Nos encaramos e começamos a rir.
Enfim, paramos em uma sorveteria, com Deidara falando coisas boçais como "lambam o sorvete como se fosse meu pênis", essa hora eu me entalei e Tenten acertou uma direita nele.
_Cruel! — Falou ele caído no chão e esfregando a bochecha. Então me lembrei que tinha uma vida tresh me esperando. Remexi na minha bolsa a procura do meu celular. Liguei-o e vi: 26 chamadas perdidas de Uchiha Sasuke.
Argh! O que ele quer comigo? Levantei-me da cadeira e deixei Deidara e Tenten conversando.
*Uzumaki Naruto
Quando a gente pede alguém em casamento, esperamos que essa pessoa fique feliz como um panda comendo bambu, então por que Hinata mais parecia um bulldog? Eu definitivamente não entendo garotas.
_O que foi Hina? Você não quer?
Ela nem me olhava no rosto.
_Não é isso... é que... bom, agora não dá por causa dessas coisas que estão acontecendo, entende Naruto?
Senti falta do "-kun"... não posso fazer nada certo? Arfei. Talvez ela estivesse certa, agora seria um mal momento.
_Tudo bem então! — Sorri e sai. Remexendo dentro da minha mochila ,que agora que lembrava ter trazido, procurei o celular. Olhei o número. Não o conhecia. — Quem será? — Então atendi.
"Paramram pampam pampam. Se quiser prosseguir com essa mensagem, aguarde o sinal. Tilim pim."
Ótimo, pra melhorar mais o meu dia: uma ligação a cobrar! Perfeito! Sério mesmo, sabe?
_Dobe? - falou uma voz reconhecível.
_Huh? Shika-maru? — Três segundos depois. — QUÊÊÊÊÊ?!?! TÔ GASTANDO MEUS CRÉDITOS COM UMA CARNIÇA DE PREGUIÇA COMO TU??? AH SEU CU ARROMBADO!
_Ah doido, pára de ser mão de vaca, tu é filho do presidente. — Falou outra voz reconhecível.
_Ah, ótimo. O cabeça de fogo tá contigo também? Falam como se fossem pobres né? As seus viadinhos vocês vão me pagar.
_É que na verdade estamos pobres. - hein? - Paramos em outra cidade e pelados em um hospital! Doido, peguei uma enfeira gostosa lá, óh!
_Tu pegou em que milésimo de segundo Gaara? Foi uma rapidinha né? Já que tu é muito precoce...
_Eu não sou, cu de cavalo.
_Galera, eu tô aqui ainda. O que vocês querem?
_Cara, vai buscar a gente num bordel?
_Vocês vão pro bordel agora? — Esse não reconheci.
_É Gaara? Nós vamos, é?!
_Tá tá, entendi.
Boiando pela segunda vez e eu tô pagando essa boceta. Muito legal viu?
_CAHAM!! Podem chegar logo no assunto, por favor?
_Pode buscar a gente na rodoviária?
Pisquei.
_Não.
_Oey! Nar- desliguei. interrompendo os dois. É melhor ficar com o meu amor, certo? Apressei meus passos e escancarei a porta do quarto dela.
_Voltei am- Então presenciei aquela cena de causar náuseas: Hinata encontrava-se aos beijos com um moreno.
*Hyuuga Hinata
Tudo aconteceu muito rápido. Assim que Naruto saíra do quarto, o moreno sedutor de antes, Obito, adentrara.
_O que está fazendo aqui? — Perguntei, me direcionando a janela e já vendo o loiro lá em baixo.
_Fiquei com saudades. — Então engatinhou por cima das minha cobertas.
_Saia — Tentei falar autoritária mas ele já me tinha em posse. Seu beijo forte e suculento me preenchia totalmente, suas mãos passando apressadas por minhas curvas, estalavam-se em pontos cegos que só ele conhecia.
Gemi quando o o seu dedo apertou meu clítoris e os lábios enroscavam-se nos meus mamilos, provocando ondas de êxtase que invadiam o meu corpo, tirando gemidos da minha garganta.
_Ah... Obito... — Então ele me beijara novamente. Doce e perpétuo beijo, que te inunda com uma corrente elétrica e que possui todo o seu corpo sem que ao menos tocasse os dedos.
A sensação que só tinha com este homem. Eu o fitei, encarei aqueles olhos. Os reconhecia, mas não lembrava-me de onde.
Então Naruto apareceu. Eu arregalei os olhos mas o meu corpo adormecera, era como se eu não quisesse sair dos braços daquele homem.
Obito parara de me beijar e virara-se para encarar Naruto.
_Ora, ora, — falou com claro entretenimento. Um brilho de maldade dançava em seus olhos vermelhos. — se não é o corno voltando para a amada.
Naruto avançara e puxara Obito pela camisa, derrubando-o no chão.
_NÃO TO QUE NELA SEU FILHO DA PUTA! — os olhos dele estavam afiados, os punhos totalmente cerrados. Sangue descia deles. As costas estavam tensas e eu percebi suas veias saltarem por tanto ódio.
Odeio admitir mais aquilo me deixou extremamente excitada. Naruto furioso era quase igual a uma espécie de vampiro dos tempos passados, os quais eram extremamente sexy's e violentos. Perigosos.
_Eu... vou acabar com você. — Falou Naruto, em um tom tão baixo e devagar, que era quase um sussurro. Poderia dizer que a voz da morte me chamava.
*Uchiha Sasuke
Andava impacientemente pela sala da minha casa, esperando Sakura. O combinado era seis horas da noite, e já eram oito. Aquela garota tava brincando com fogo.
Meus passos tornaram-se mais rápidos e direcionei a minha raiva para o cômodo que tinha a televisão de 80 polegadas, derrubando-a no chão, junto com x-box, playstation 4, SKY, aparelho de DVD e tudo que tinha naquela merda.
Eu precisava bater em algo. Eu iria ficar louco.
Então ouvi a campainha. Corri e abri a porta. Lá estava ela.
Sakura usava uma bermuda jeans e uma camiseta de manga comprida preta. Uma bolsa de lado. Os cabelos estavam presos dentro de uma touca com a bandeira da Inglaterra. Olhava-me de modo desinteressado e tedioso.
_Entre. — Controlei-me.
Ela revirou os olhos e bufou. Mas então entrou na minha casa.
_O que quer? Achei que tinha sido específica para não me procura Sasuke. — Ela jogou-se no sofá e colocou os braços abaixo da cabeça. — E então? Desembucha mocinha.
Argh! Ela tava com aquela personalidade de "Presidente do Conselho Estudantil" que tanto odeio. Ela encarou a pilha do que antes eram aparelhos eletrônicos e abraçou a bolsa.
_Er... bom — comecei, droga como me coçava quando tava perto dela. — Quero... não sei como falo isso...
_Seja direto, Sasuke.
_V-vo-voce... você aceita namorar comigo?
Ela ergueu a sobrancelha.
_Claro...
_Ah! Que b — então ela me interrompeu.
_... que não.
Arregalei os olhos.
_Por que não? Já temos tudo, só faltava assumir.
_Nunca vou namorar com um estuprador ou com qualquer demônio parecido. — Ela se inclinou para frente, e eu rangi os dentes. — Se for só isso, devo ir.
Em gesto de impulso, pulei sobre ela, segurando um dos braços.
_Você não irá! — Falei com os olhos pressionados. Então os abri. Um revolver estava apontado na minha testa, segurado por Sakura que mantinha uma expressão neutra e olhos ocos.
_Não foi um pedido. — Falou rispidamente.
*Temari
Só ouvia ruídos onde eu estava. Era frio, úmido e possuía um odor horrível. Pergunto-me quanto tempo tinha se passado desde que parei naquilo. De como estavam os outros. Se eles estariam bem...
Chic chic.
Passei minha mão rapidamente e o peguei. Rato. Esse era grande. Sorri. Uma ótima refeição. Então o meti com vida dentro da minha imunda boca, sentindo algo líquido e limpo escorrer dos meus olhos.
Senti aquele gosto que provocava retração no meu estômago, fazendo-me obrigar a engoli-lo aos berros. Então mordi o outro pedaço do rato, mas já quase me acostumando com aquele tenebroso e horrível sabor. Eu tinha que pensar positivamente: eu comia.
Quando acabei com minha refeição, arraste-me mais alguns metros e parei no local que já havia fungos. Inclinei meu rosto para cima e senti as minusculas gotículas de água cair na minha boca, diminuindo minha insaciável sede.
_Você está aí?
Não respondi. Depois das torturas de Hidan, eles me trancaram aqui, sem comida, sem água e sem luz. Essa mulher, reconhecível pela voz fina e calma, sempre tentava conversar comigo. Me ajudar.
Eu esnobava da cara dela. Como uma pessoa ajudou no meu sequestro, agora tem pena de mim? E por que ela não me soltava? Ela nunca me respondia. Depois de um tempo, percebi que não valia mais a pena.
_Temari você faria algo louco por amor?
Não respondi. Arrastei-me a parede que ela estaria do outro lado. Encostei o meu corpo e fitei o escuro.
_Sabe, — continuou ela — eu fiz. Fiz loucuras, mas nenhuma delas tinha sido exatamente ruim. Mas aí... — Ela pareceu respirar fundo. — Aí tudo mudou. Ele tornou-se uma máquina de dor e vingança. Percebi tardiamente que ele não era mais o homem que eu amara antes.
Então aconteceu.
Uma enorme clarão invadiu o local onde eu estava. Uma mulher de cabelos azuis e um rosa no alto estava no canto. Ela me encarava e eu a ela.
_Desculpe-me por demorar — ela respirou. — mas agora, você está livre.
Estiquei minha mão, com um medo terrível de que fosse um sonho. Não queria acordar! Mas minhas pernas já se moviam em direção a ela. Então eu sai. Olhei para cima e para todos os lados. Percebi que ainda estava nua. Olhei a garota de cabelo azul. Ela estendia uma mochila na minha direção.
_Tudo o que precisa. Me desculpe.
Olhei-a pela última vez. Peguei a mochila e sai daquele horrível lugar.
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