Notas iniciais
O capítulo anterior era um sonho, marcado como o início na jornada de Alan, pós Ifryd. Esse marca o presente, o tempo real em que os eventos do livro acontecem.

—Alan, Alan acorde! -Chama-o uma voz suave.

Alan acordou deitado no chão da carruagem, ele olhou para o lado e observava uma menina de cabelos loiros como o ouro e olhos castanhos como o mel, lhe retribuindo um sorriso. Ele corou com aquele sorriso acolhedor, e gaguejou para responder.

—Chegamos, Alan

— Okay, Mary, obrigado.

— Você poderia ser menos seco, um sorriso seria muito melhor.

Ela passava seus dedos pela bochecha de Alan e forçava um sorriso nele. Este retribuiu arqueando as sobrancelhas, embora a cara fosse de desinteresse ele estava completamente constrangido por dentro. Ela parou e deu um sorriso triste.

— Outro sonho daqueles? -E aos poucos recolheu as mão sobre os próprios joelhos.

—Sim.

— Talvez devesse se livrar dessa espada, você tem piorado.

Ele interrompeu ela com uma resposta seca e bastante curta.

—Eu não posso.

Eles olharam para baixo, ambos sentiam-se envergonhados e tristes por um não entender o outro, ele move o tecido que cobre o interior da carroça e olha para fora. Era um dia lindo e ensolarado na praia, vários barcos pesqueiros navegam pela costa, porém um barco maior se destacava, uma caravela, de velas brancas, ancorada esperando-os.

—Tem certeza?

—E desde quando deixei de ter?

Notas finais
Esse capítulo simplesmente serve para apresentar a personagem Mary ou Marie, ela teria relevância no que se refere a humanidade de Alan.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.