Nêmesis - A história nunca contada

4 Capítulo 2 (parte 2) – Mais surpresas


Após sair do prédio me foi concedido um carro em perfeito estado que de inicio estranhei um pouco mas acabei usando-o, mas foi apenas para chegar ao meu velho apartamento abandonado pois aquele veiculo era muito chamativo. Chegando ao meu aconchegante e sufocante quarto devido a grande quantidade de poeira que por ali se encontrava comecei a pensar em contratar uma empregada e ri de leve. Sentei-me na cama. Abro a maleta e chego as coisas mais importantes como: nome, endereço, plantas da sua casa e o que eu precisaria descobrir para Annie. Procedimento de rotina. Saio da casa e pego o meu carro roubado, um Maverick que eu estava começando a estranhar o fato de seu dono não ter sentido falta de um carro tão caro como este. Ligo a câmera e relato tudo nos mínimos detalhes e sinto como se agulhas penetrassem o meu crânio devido as pancadas que levei, mas prossigo com o plano pois tinha data e horários a cumprir.

Minhas instruções são: "24 de junho, Nome: Silas Novack, Rua: 12, nº 16 — Nêmesis, trajetória de aproximadamente 7 minutos do Café Novack (Loja de sua família, seu local de trabalho e proprietário) até a sua casa. Interceptar antes de entrar na casa."

Depois de reler seus crimes e como conseguiu enriquecer tão rapidamente a custa de outras pessoas, sinto meus punhos aquecerem de raiva e acelero ainda mais meu carro. 20 min depois visualizo meu alvo e começo a segui-lo. Na porta de sua casa antes que tivesse tempo de ao menos abrir o portão o paro para "pedir informação" como forma de primeiro contato e faço a curva e estaciono. Escalo as paredes laterais já que os alarmes e sensores são desliga os momentaneamente para que ele possa entrar e entro pela janela lateral, me certifico de desliga o sistema de alarme e as câmeras direto da rede de energia e o aguardo sentado numa poltrona na sala de sua casa. Minha abordagem favorita aliás. Ele consegue me ver e disfarça o susto e a vontade de gritar pois reconhece uma cicatriz em meu rosto que um de seus clientes do prostibulo havia comentado sobre o "Demônio Roxo". Pois é, a essa altura tanto quanto a mídia quanto os criminosos já haviam me apelidado.

—Olá, senhor Novack eu presumo – pergunto e ele permanece em silêncio enquanto retira seu uniforme de trabalho sempre me olhando e repara que estou com a mão em um dos bolsos o que o deixa desconfortável – estou aqui apenas para fazer umas perguntas. Pode ser do modo fácil ou do modo difícil. Ganhei brinquedos novos, quer testá-los?

—Não sei de nada que lhe interesse meu caro – diz jogando sua maleta em cima da mesa

Em um breve acesso de fúria lhe dou um soco no rosto que o derruba no chão de bruços já com o supercilio aberto e escorrendo seu sangue frio como o de um lagarto. Eu olho para o teto para me concentrar novamente e estalo meu pescoço e o coloco sentado em uma cadeira e o amarro com a mesma corda que estava na minha mochila (a qual nunca esqueço) e havia amarrado Antônio dias atrás . Já com a paciência no limite volto interroga-lo educadamente já retirando o kit cirúrgico que havia ganhado de Annie da mochila. Eu assisti 4 temporadas de Grey's Anatomy e quase todas temporadas de CSI o que de errado poderia acontecer?

—Veja bem seu desgraçado, eu sei de tudo o que você faz e infelizmente não tenho permissão de te punir por isso, mas fique tranquilo que eu ainda farei. Mas vamos ao que interessa porque não quero olhar pra um porco nojento como você. Quem te vende aquelas garotas? E quem te fornece as drogas?

—As garotas? Que garotas?

Em um movimento rápido eu pego um bisturi e o insiro ate sentir que encostou nos ossos e o giro lentamente em pequenos movimentos circulares. Seu grito de dor e súplica ra os meus ouvidos. Seu sangue pingando gota após gota no seu caríssimo carpete chega a me dar breves momentos de êxtase.

—Vou perguntas novamente, Quem te vende aquelas garotas? E quem te fornece as drogas?

—Quer me matar? Va em frente, aposto que eu aumentaria muito a sua reputação com aqueles vermes nojentos que você trabalha seu filho da mãe.

—Não entendo porque todos dizem a mesma coisa quando estão na sua posição, já que não quer responder, melhor pra mim. Sempre quis saber como era o musculo da panturrilha por dentro. — falo cortando lentamente suas calças até a altura das coxas e logo ele cede

—Levy Evans, é ele quem você procura, ele e seu pessoal que me fornecem de tudo. Por favor só me solte, eu te imploro.

—Onde posso encontrar este tal Levy? Quero uma reposta exata – retiro o bisturi de seu joelho e começo a passar lentamente sobre sua panturrilha a ponte de ele se arrepiar com o quanto aquele instrumento é gelado misturando com uma grande dose de medo

—Porto, doca 12, lá que ele produz metanfetamina e fiscaliza de perto a procedência da qualidade e distribuição dentro de melancias em caixotes.

—Só falta uma pergunta, se for bonzinho te deixo sair vivo, okay? — dou um sorriso de leve após conseguir a informação de que precisava

—certo!

—qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?

—Que droga de pergunta é essa?

—Reposta errada – passo o bisturi em sua traqueia que faz uma linda aquarela de medo, morte, sangue e vingança na parede de frente a cadeira dele. Eu estava nas costas. Eu aprecio ele se afogando em seu próprio sangue e consigo ver exatamente os anéis da sua traqueia. Lindo e poético aos meus olhos, saber que o mundo estaria livre de mais um ladrão de oxigênio maldito e extremamente decepcionado por ele ter resistido tão pouco tempo.

Faço minha assinatura, "Demônio Roxo", em meio aquela linda pintura e começo a cortá-lo inteiro para satisfazer minhas necessidades de devolver aquele cara todo o sofrimento que ele provocou aquelas pobres crianças e pra minha própria diversão também. Algumas horas depois saio da casa entro em meu carro e volto para a organização para entregar os resultados esperados. Annie me vê todo ensanguentado e se assusta porém disfarça ficando de costas pra mim e teclando no seu computador o que eu ia citando, mas eu podia sentir o cheiro de medo no ar que exalava dela.

—August, seu próximo trabalho – Diz ela jogando uma pasta em cima da mesa em minha direção

—Espera, uma freira?

—Ela não é uma freira Gus, ela é a Ayla Robbins!

—A dona do orfanato que fugimos?!

CONTINUA...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.