Notas iniciais
Gente, tantos reviews, é muito amor! Velho, vocês são a melhor plateia que eu já tive :) So cuuuute
Então, como vocês pediram, to postando. E vamos lá;
Tomara que gostem :))))
Nesse capítulo, vai ter mais ou menos no meio, narração da Quinn, ok? Mas eu vou avisar.

Eu tenho um plano- Artie gritou, no meio do nada.

- E qual seria ele, querido? — Eu perguntei, me revirando na cadeira, quase implorando para ele falar.

- Bom, vocês sabem que ela não resiste a três coisas.

Rachel quase pulava na cadeira de ansiedade. Mike ficava retorcendo as pequenas mãozinhas,

- Que sãããão??? — Rachel deu um gritinho, não aguentando o suspense.

- Bom, ela é muito sensível quando se trata de Mama B, cartões e Beatles.

Fiquei pensando por um momento. Onde os pensamentos dele estavam? Quer dizer, cartões e Brittany eu entendia, mas Beatles? Naquele momento nada se encaixava.

- Desculpa filho. Mas sua mente é sempre mais avançada que a minha. O quê?

- Bom, primeiro passo. Nós temos que achar o meu CD do Beatles.

- Você tem um CD dos Beatles?

- Tenho mãe.

- Por quê?

- Eles são bons.

- Mas filho, eles já eram velhos na minha época. Agora acho que eles devem estar mortos, enterrados, reencarnados, e provavelmente devem estar no Highway to Hell.

- Mama, essa música não é dos beatles.

Não?

- Bom... Não importa. Fale logo sobre o seu plano.

- Nós vamos por o CD para tocar. Assim ela provavelmente vai dormir. — ele olhou para mim- É o que relaxa ela.

- Certo, certo.

- O segundo passo é o que vai ser mais dificil.

Bufei, desconfortável. Já sabendo a resposta para minha futura pergunta.

- O que a gente vai fazer?

Ele me mandou um olhar de piedade.

- Nós vamos ter que contatar a mamãe.

Eu assenti, sem forças. Mike e Rachel pularam em meu colo. Era esquisito como crianças de quatro anos conseguem saber mais e ter mais tato do que gente com anos e anos de treinamento.

- Mamã, vai ficar tudo bem- Rachel disse, passando suas mãozinhas pelo meu cabelo.

- Eu sei.

- Não se preocupe. A gente vai fazer isso por você, ok? — Artie chegou mais perto e me abraçou.

Começei a soluçar baixinho. Abraçei os três e levantei o rosto.

-ok.

- Mas mãe, você não disse que a nossa outra mamã, ia ligar para gente hoje de noite? — Rachel disse, gaguejando.

- Disse sim.

Artie fez uma cara preocupada.

- Mas mãe, você vai falar com ela, não vai? Porque vocês só se comunicam por cartas, e a gente por e-mails. É a única época do ano em que ela vai para aquela estação de trem, onde ela pode fazer ligações.

- É claro que vou Arthur- disse dando um sorriso para ele. Mas eu vou estar preparada na hora. Acho que nesses oito meses eu perdi a minha força.

Ele assentiu, disperso em seus pesamentos.

- Nós vamos falar para ela conversar com a Quinn. Online. Falar com ela, mostrar o quanto ela ama ela... Bem, vocês entenderam.

Rachel assentiu.

- E nós todos, enquanto isso, vamos fazer esses cartões para ela. Quando ela escuta Beatles, bem, você sabe, ela apaga. Não importa o quanto de barulho que você faça.

- Mas eu lembro que quando ela era pequena, ela nunca dormia quando tocava aquela música... Qual o nome dela?

- I Wanna Hold Your Hand. Por isso que nós vamos ter que calcular muito bem o tempo. Acho que eu vou conectar o Skype dela, e vou fazer a mama ficar escutando. E quando começar, a mama chama ela.

- Mas como você pode ter certeza que a sua mãe vai estar disposta a ficar tanto tempo? O trabalho dela é tão puxado, você sabe.

- Eu tenho certeza que vai dar certo.

Eu sorri. Aquele era o meu garoto.

- Então não temos tempo a perder.

- Artie... Onde esta o seu CD?- Mike perguntou, se levantando em um pulo.

- No meu quarto, na pratileira de CDs. Você vai precisar de ajuda.

Quando eles estavam indo para o quarto, Rachel deu um pulo.

- Não precisa. Eu sei todas as músicas de cor desde que nasceu.

- Desde que nasci- eu corrigi.

- Você também? Eu também sei a capa.

- Certeza? — Artie levantou uma sobrancelha.

- Ela é a Rachel, esqueceu?- Mike perguntou, provocando outra rodada de risadas.

Artie bateu nos bumbuns deles, de brincadeira, murmurando alguns ''vai, vai''.

- É um ótimo plano, filho.

- Obrigado.

- Vou cuidar do fogão por um momento. Você vai enviando o e-mail para sua mãe?

Ele olhou com algo que eu identifiquei como carinho, para mim.

- Claro.

Como eu podia ter um filho tão genial? Quer dizer, eu era esperta. Mas não inteligente. Eu não sei como eu consegui passar de ano, mas eu passei. Por um momento, uma voz me tomou a cabeça, dizendo que ele não era meu filho de verdade. Mas eu tirei ela.

Todos eles eram meus filhos.

Todo o jantar estava terminado. Era questão de esquenta-lo quando estivesse na hora. Forrei-os todos com papel aluminio e guardei-os dentro do fogão.

Fui até o Hall de Entrada, onde o fogo ainda queimava, lento. A minha taça de vinho continuava na mesa de canto, abandonada. Decidi não voltar até ela. Brittany não gostava que eu bebesse. Ela já havia me feito parar de fumar. Estava na hora de tentar cortar a bebida também.

Rachel e Mike chegaram carregando um CD empoeirado, que Artie olhou do computador e assentiu.

- Impressionante Rach.

Sentei-me ao lado de Artie.

- Conseguiu?

- Acho que sim. Estou só esperando a resposta.

O computador fez um bip de mensagem.

Por favor de certo, por favor de certo, por favor, por favor. Deus do céu, me ajude.

Notas finais
E suspenseeeeee
Amanhã eu continuov:) Sou do mal, então vou fazer quem quiser sofrer.
Será que o CD vai estar riscado, será que Brittany vai ler e-mail? Será que o Peru vai queimar?